O atendimento médico ao funcionalismo

Amigos,

O atendimento médico ao funcionalismo público estadual, na Baixada Santista é um caso sério.

Para que o leitor (que não é servidor público estadual) tenha uma ideia, o Governo do Estado desconta  2% da folha de pagamento de todo funcionalismo para a manutenção do IAMSPE (Instituto de Assistência Médica do Servidor Público Estadual). O IAMSPE é responsável por todo atendimento médico  (PS, consultas, internações, cirurgias…), e funciona como um plano de Saúde.

Quem administra esse montante (cerca de 400 milhões por ano) é um administrador indicado pelo Governo do Estado. Porém, o Governo do Estado não entra com a sua cota-parte (outros 2%), como seria normal. Funciona assim: nós entramos com o dinheiro, e eles com a administração.

Na capital, o funcionalismo conta com o Hospital do Servidor Público Estadual  (HSPE).

No interior, além do CEAMA (Centro de Atendimento Médico Ambulatorial) foram feitos, ao longo dos anos, diversos convênios com Hospitais Particulares, ao estilo convênio SUS.

Na Baixada Santista é diferente.

O CEAMA de Santos sempre manteve poucos médicos com poucas especialidades (ao longo de mais de 20 anos, teve no máximo 8 especialidades), hoje são apenas 6 (incluindo nutrição e psicologia).

As clínicas conveniadas fazem apenas consultas, mas não fazem um procedimentro qualquer (não recebem para isso).

Logo, se você for servidor público, passar num dermatologista e precisar de um tratamento no local, não terá. Receberá apenas o diagnóstico, o tratamento será feito em São Paulo, no HSPE!

Então, por que não usar um Hospital na região?

Na Baixada, que vai de Bertioga até Peruíbe, o último convênio médico hospitalar data de 1987!

São 23 anos sem um convênio médico hospitalar. Só isso, 23 anos!!!!!

A bem da verdade, no ano passado foi firmado um convênio com o Hospital Santo Amaro (Guarujá), porém, nem de longe atende as reais necessidades do funcionalismo. E isso por duas razões – uma, geográfica: alguém acredita na viabilidade de um funcionário do Forum de Peruíbe deslocar-se até Guarujá para um atendimento de urgência ou uma cirurgia? – outra, de ordem prática: o Hospital já recebe uma quantidade enorme de pacientes via SUS, e não consegue oferecer o atendimento adequado aos usuários do convênio IAMSPE.

Mais uma gestão termina e a Baixada Santista ainda não tem seu atendimento médico adequado. São 23 anos assim…

Nesses 23 anos, passaram Quércia, Fleury, Covas, Alckmim (2 vezes) e Serra.

Nenhum deles conseguiu fazer um convênio.

Será que não tiveram tempo?

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2 respostas a O atendimento médico ao funcionalismo

  1. Guilherme disse:

    Caro André,

    O problema é exclusivo do Governador de São Paulo. Somos funcionários públicos estaduais…

    A Presidenta Dilma, no máximo poderia solicitar que o Governador usasse do bom senso… nós, devemos exigir do Governador um tratamento digno, ter o nosso direito à saúde garantido..

    Um abraço.

  2. andre disse:

    Voce tem toda a razão isso é um absurdo!
    Senhora Presidente Dilma faça alguma coisa.
    Ter que inflar a cidade de sao paulo ainda mais porque a baixada nao tem hospital digno.