De Pelé a Neymar

Amigos,

Chegamos ao fim do desafio:

Cem (100) curiosidades envolvendo o Santos, a CBF e a Copa de 2014.  Na realidade atingimos mais de 100, o que nos deixou bem contentes. E de certa forma ficamos mais ainda ao percebermos que alguns sites bebem nesta fonte (mesmo que não coloquem a referência).

Um trabalho que só foi possível com a ajuda de amigos como Walmir Gonçalves, Marcelo Fernandes e principalmente, Wesley Miranda, com suas dicas, imagens e incentivo. À todos o reconhecimento e o meu muito obrigado.

Sendo assim, vamos a mais um capítulo (e por favor, se quiserem usar, deem o crédito, ok?)

Os capítulos anteriores estão aqui:

http://prof-guilherme.capesp.org/archives/4515

http://prof-guilherme.capesp.org/archives/4542

http://prof-guilherme.capesp.org/archives/4587

Capítulo IV

A despedida do Rei

1971: Pelé soca o ar pela última vez com a camisa da seleção

Pelé se despede da seleção em 1971 e o futebol começa a ficar cinzento.

Todavia, Pelé vai o enfrentado seleções jogando pelo Santos FC, assim  foi contra a Alemanha (1968); Japão e  Austrália (1972);  Chile (1973). E mesmo quando o futebol ficou totalmente cinzento a partir de 1974, quando o Rei se despede do futebol, o alvinegro continuou enfrentando seleções ao longo do tempo: Camarões (1983), Uruguai e Japão (1985), México (1986) e Irã (2006) (1).

16/11/2006 Santos FC 2×0 IRÃ

L: CT Rei Pelé – Santos (SP)

C: Jogo – treino

G: Zé Roberto e Wellington Paulista

SFC: Felipe; Domingos (Jardel), Ronaldo Guiaro (Diego Ângelo) e Luiz Alberto (Adriano); André “Beleza” Oliveira (Paulo), Cléber Santana (André Luiz), Zé Roberto (Fabinho Foguinho), Rodrigo Tabata (Jonas) e Kléber (Juninho); Reinaldo (Rodrigo Tiuí) e Wellington Paulista (Leandro “Diferenciado”).

Técnico: Vanderlei Luxemburgo

IRÃ: Não informado

Na Copa do Mundo da Alemanha em 1974, quatro atletas do Santos são convocados: Carlos Alberto Torres, Clodoaldo, Marinho Perez e Edu (2).

Clodoaldo e o capitão do tri são cortados por questões físicas; Edu e Marinho Perez seguem para a Europa, com a seguinte numeração (3):

Marinho Perez – 3

Edu – 20

Marinho Perez foi titular da defesa brasileira em todos os jogos e ficou com a tarja de capitão (4) e Edu entrou na partida contra o Zaire, quando a seleção tinha que ganhar por diferença acima de dois gols (5).

Na lista dos 22 que enfrentaram o frio e a chuva na Alemanha, dois atletas que atuariam posteriormente em Vila Belmiro: Alfredo Mostarda (1977/78), César Maluco (1976). Isso sem contar com Emerson Leão, que foi Técnico do Santos em diversas oportunidades conquistando títulos importantes ao SFC.

Alfredo Mostarda e Cesar Maluco. Os dois estariam no SFC alguns anos depois da Copa de 1974.

Na lista dos possíveis convocados mais jogadores que passariam pelo alvinegro: Gilberto Sorriso (1978/1983) e Palhinha (1982) (6).

Quando chegou a Copa na vizinha Argentina, o Santos estava como antes de 1958, isto é sem atletas convocados para o torneio mundial. Mas é bom recordar que Amaral (1981), Zé Sérgio (1984/85) e Chicão (1982) vestiram a camisa branca santista, assim como Orlando Lelé (1970/72), Wladimir (1988), Mendonça (1987) e Nunes (1982), que constavam na lista dos 40 possíveis convocados enviados à FIFA (7).

Os argentinos campeões de 1978 jogaram no SFC. Luque em 1983 e Menotti em 1968

Os anos 80

Chegamos à emblemática Copa de 1982. Uma seleção que ocupa o imaginário popular até hoje, como a de 1950. As duas apresentaram um ótimo futebol, mas não conquistaram o campeonato. Apenas Pita representava o alvinegro na lista dos 40 da FIFA. Nos gramados espanhóis, quatro atletas que atuariam no Santos FC: Paulo Isidoro (1983/84), Serginho Chulapa (1983/84; 86; 88/90), Sócrates (1988/89), Éder (1987) (8).

Para a tristeza santista, em 1982 Pita só foi para a Copa no álbum Ping Pong!

Em 1986, um craque santista é convocado para a Copa do Mundo. Não pelo Brasil, mas pelo Uruguai!

A muralha uruguaia do Santos FC

Era Rodolfo Rodriguez que fechava o gol santista que seguia para o México (9). Além do grande arqueiro, um outro uruguaio viria logo após a Copa a jogar no SFC: Santin, fazendo o  mesmo caminho que o argentino campeão mundial Luque (1983) (10). E por falar em campeão mundial de 1978, não se pode esquecer que Cesar Menotti, técnico argentino campeão de 1978, jogou no Santos em 1968 (11).

No elenco da seleção brasileira lembramos aqueles que foram para Vila Belmiro depois da Copa: Muller (1997), Careca (1997) e Valdo (2000/2001) (12).

Kazuo, o maior jogador japonês de todos os tempos brilhou no Santos FC, nos anos 90

Sebastião Lazaroni assume o comando técnico do           selecionado para a Copa da Itália em 1990. Entre os     convocados um ex-santista e um outro futuro santista: Dunga (1985/86) e Ricardo Rocha (foto ao lado) (1993) (13).

Nas outras seleções, outros nomes que marcaram a história recente do clube e outros nem tanto. Hugo De León (Uruguai), Armstrong (EUA), Kazuo (que disputou as eliminatórias pela seleção do Japão) e Rincón (Colômbia) (14).

Para a copa dos EUA em 1994, dois atletas que  disputaram as  eliminatórias chegaram a atuar pelo Santos FC: Valber (1993) e Antonio Carlos (2007) (15).

Na conquista do Penta, Dunga foi o capitão que levantou a taça, sendo o 4º capitão (campeão) da seleção que usou a camisa branca do SFC (16).

Entre os campeões, podemos citar Ronaldão (SFC em 1997), Zetti (1997), Márcio Santos  (2000), Viola (1998/2000), além do Técnico Carlos Alberto Parreira, que conduziu o alvinegro em 1999 (17).

Van Gaal e Zagallo os dois maiores adversários de G10vanni.

A copa de Zinedine Zidane em 1998, mostrou nos campos franceses uma seleção brasielira sem santistas, se bem que Giovanni (1994/96) estava no elenco brasileiro, junto com César Sampaio (1985/1991), Zé Roberto (2008), Emerson (2009). Na seleção do Chile aparecia Tápia que defendeu o gol santista em 2004 e na seleção colombiana a presença de Aristizabal (18).

A copa de 2002 teve a particularidade de ser disputada em dois países: Coréia do Sul e Japão.  Em 2001, o Santos inaugura o estádio de Taegu, na Coréia (19), construído  para abrigar jogos da Copa.

Nas eliminatórias de 2002, a seleção brasileira voltou a contar com um atleta santista, era Edmundo esse atleta . Outros jogadores que disputaram as eliminatórias chegaram a participar do Santos FC, como Athirson (1998), Marcos Assunção (1998 e 2013), Cleber (2001/2002), Marcelino Carioca (2001), Marcelinho Paraíba (1994). Na Copa, apenas Ricardinho (2004/2005) (20).

Manzur: O raçudo zagueiro paraguaio representou o Santos FC na Copa de 2006.

Quando aconteceu a Copa de 2006 na Alemanha, o Santos FC já tinha recuperado seu poderio. Nas eliminatórias, a presença dos Meninos da Vila como Renato e Diego (21), além de Ricardo Oliveira (2003) e Gustavo Nery (1999). Na Copa o Santos fazia-se representar na seleção paraguaia através do zagueiro Manzur (22); Cuevas que veio para o clube em 2009, também participou de sua 2ª Copa.

Na copa de 2010, um outro menino da Vila disputa o Mundial, o rei das pedaladas, Robinho (que usou a camisa 11) (23). Robinho foi mais um santista a balançar as redes adversárias em Copas (24).

Ao lado de Robinho, havia Elano (2002/05 e 2011/12) e Doni (2004). Antes dele, nas eliminatórias a presença do lateral Kleber (25).

Os números parecem trocados, não?

Alex, uma das torres gêmeas de 2002 e PH Ganso chegaram a ser cogitados a irem para a África do Sul, porém ficaram na lista de espera (26).

Quando a Copa do Mundo retorna ao Brasil, o Santos homenageia e é homenageado. O clube passa a usar como 3ª uniforme uma camisa amarela em detalhes pretos em homenagem à seleção brasileira (27). Por sua vez, a seleção norte-americana divulga à imprensa mundial que seu uniforme para a Copa, totalmente branco é inspirado no time do Santos FC de Pelé (27).

Uniforme da seleção dos EUA

Santos será a cidade sede para treinamentos de duas seleções da América Latina, e o CT Rei Pelé abrigará como centro de treinamentos as seleções do México e da Costa Rica (28), num reconhecimento internacional da qualidade e excelência da infra-estrutura do Santos FC.

O CT Rei Pelé

Nos gramados o alvinegro novamente faz história ao inaugurar dois estádios construídos para a Copa 2014: a Arena de Brasília (em 2013) e a Arena Pantanal em Cuiabá no dia 2 de abril de 2014, em partida pela Copa do Brasil (29).

Estádios de Brasília e de Cuiabá para a Copa de 2014

Mas o maior destaque no gramado é, sem dúvida, a maior jóia que surgiu no futebol brasileiro nos últimos 40 anos, desde a despedida de Pelé: Neymar! (30)

O menino da Vila, é o craque que o torcedor brasileiro deposita as maiores esperanças do título, Neymar que até “ontem” usava a camisa 11 do SFC, hoje enverga a camisa 10 amarela, assim como um certo Pelé (31).