O Retorno

Santistas de todo mundo, uni-vos!

Domingo, 1 de junho de 2014.

Depois de mais de 15 anos retorno ao Vila Euclides…

Vila Euclides que conheço desde 1974, quando o Santos enfrentou o Palestra de São Bernardo e venceu por 4×0.

Vila Euclides das grandes assembleias metalúrgicas do início dos anos 80.

Comemoração de Título? Não... Assembleia dos Metalúrgicos do ABC em Vila Euclides (Atual 1º de Maio), em 1980.

Vila Euclides que virou 1º de Maio.

Vila Euclides que fui pela última vez nos anos 90 numa comemoração do dia do Trabalhador e que ontem pude constatar algumas diferenças.

A começar pelas ruas nas proximidades, limpas e arrumadas.

O acesso ao estádio foi tranquilo… bloqueios impediam o trânsito de veículos e o policiamento era visível… Poucos flanelinhas e ambulantes.

Apesar de chegar com apenas 30 minutos de antecedência a compra do ingresso foi sem filas ou atropelos.

O único senão foi a ausência de placas indicativas em maior quantidade, nas nada que uma simples pergunta a qualquer um dos diversos policiais não resolvesse.

Ao entrar no Estádio a primeira boa surpresa, um sistema de iluminação eficiente, bem diferente daquela noite de um 1º de maio dos anos 90.

E o sinal da modernidade: acabaram com a geral. A geral que se resumia a três degraus para assistir o jogo de pé, abaixo das arquibancadas, hoje é apenas um local de passagem, onde ficam estacionados alguns policiais, vendedores organizando seus produtos, funcionários que descansavam durante a partida e um casal de namorados que aproveitava o local com menos iluminação e movimento de pessoas…

Nas arquibancadas de cimento, sem a desconfortáveis cadeiras de plástico, o espaço para circulação era bom e podia-se sentar no gélido lugar sem maiores problemas, e a limpeza estava acima dos padrões dos estádios que conheço.

O público fazia sua parte: muitos “selfies”, o tempo todo… Antes, durante e depois do jogo. Famílias inteiras… jovens, crianças e senhores e senhoras curtiam aquele final de domingo. Muito adereço relacionado com a Copa (Bandeiras do Brasil, do SFC com fundo verde-amarelo, cornetas, camisas da seleção), e claro, uma infinidade de camisas brancas, listradas, azuis e poucas amarelas.

Escolhi um lugar bem tranquilo, na curva da arquibancada e apesar das poucas pessoas presentes no setor, em alguns momentos era possível perceber um aroma diferente no ambiente, algo adocicado…

Ali fiquei aguardando o começo do jogo. Pelos alto-falantes (horríveis) o hino do Santos tocava incessantemente, e digo aos santistas: não aguentava mais ouvir o hino depois da 35ª vez.

O placar parecia daqueles de Ginásio Esportivo. Simples ao extremo. Apesar da simplicidade, deveria funcionar… Ele continuou marcando 0x0 até os 40 minutos, quando finalmente acusou os 2×0 do momento.

(Atenção, companheiro Marinho… vamos arrumar esses dois detalhes: sistema de som e placar)

Enfim, os times entraram em campo. Graças aos céus o Santos entrou de branco e não com a pavorosa camisa amarela estilo “Criciúma”… E também não me acostumo com os números (30, 35, 39… isso é basquete ou futebol?)

E ao agradecer aos céus, olhei para o alto e notei que nos prédios das redondezas haviam diversos santistas que acompanhavam a partida com uma vista privilegiada de suas janelas…

Em campo, apenas 10 minutos de futebol… justamente nos momentos que o alvinegro marcou seus gols. Do resto uma partida sem o menor brilho.

Dos atletas, Arouca sobrou em campo, o “predador” jogou uma enormidade!

Lucas Lima, razoável; Gabriel marcou um belo gol e realizou um ótimo passe para o 2º gol. Renato me deu a nítida impressão que ainda não se encontrou com o elenco e deixou a dúvida se ainda poderá render como rendeu no passado. Geuvânio foi muito mal… uma pena. O que aconteceu com esse garoto?

A defesa santista não foi exigida, o time catarinense é fraquinho…

E antes mesmo de terminar o tempo regulamentar, fui embora… Partida ganha, minutos se arrastando e uma descida da serra pela frente.

Valeu pela vitória (e mais três pontos…);

Valeu por ver Arouca;

Valeu por rever o “Estádio Primeiro de Maio, o berço da democracia”!

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