Eleições adiadas no Santos

“Santistas de todo mundo, uni-vos!”

 

Ontem deveria ter acontecido a eleição mais concorrida em 102 anos de existência do Santos FC.

Deveria, mas não foi…

Uma série de trapalhadas que culminou com um mesário colocando duas cédulas numa urna, provocaram a interrupção e suspensão do pleito no alvinegro.

Uma triste comprovação de incompetência coroou um processo cheio de denúncias e falhas…

Depois do famigerado caso das “carteirinhas fantasmas” (que inviabilizou, por diversos motivos, o voto pela net) ao atual “voto fantasma”, tivemos no interior do Santos FC uma sequência digna de uma comédia pastelão, no entanto sem a genialidade de Chaplin.

Associados que vieram de longas distâncias como Brasília, Campo Grande, Curitiba, Bauru, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto foram frustados na sua intenção de querer eleger o próximo mandatário santista.

Isso sem falar das imensas filas sob o sol implacável do quase verão santista, onde senhoras, ex atletas, associados em geral ardiam sob o sol abrasador. Tudo por que o sistema eletrônico de votação não funcionou, travando com meia hora de processo eleitoral. A interrupção e substituição por cédulas de papel (como nos anos 70), provocou mais aborrecimentos para quem estava na fila interminável que chegava e quase meia volta no Estádio de Vila Belmiro… Quando finalmente o processo recomeçou, um mesário colocou inadvertidamente duas cédulas no interior de uma urna… é possível acreditar nisso?

Isso sem falar que cédulas em branco circulavam pelo local de votação antes de chegar nas mesas receptoras de votos.

Com tamanha desorganização, não restava outro caminho senão suspender todo o processo.

Triste… muito triste

Eu e a lenda viva, Leonídio ("A fortaleza voadora"), goleiro do final dos anos 40 na fila  de votação.
Eu e a lenda viva, Leonídio (“A fortaleza voadora”), goleiro do final dos anos 40 na fila de votação.