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Sylvio Hoffman foi zagueiro do SFC até 1932

Santos FC, CBF e Copas do Mundo: 100 curiosidades

Amigos santistas,

Recebi  um e-mail com um desafio: Listar 100 fatos que unam Santos e as Copas do Mundo.

Como neste ano completa-se 100 anos da fundação da CBF e também teremos a Copa do Mundo em nosso País, pensei em unir as duas efemérides. Sendo assim, ao lado do pesquisador Wesley Miranda, faremos a desafiadora lista, desde a fundação da CBF até a Copa de 2014.

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Fichas técnicas

14/01/1973 Santos FC 2×2 Saad EC (São Caetano do Sul)

Local: Lauro Gomes – São Caetano do Sul (SP)

Competição: Amistoso

Renda: Cr$ 23.000,00

A: Antonio Carlos Gomes

Gols: Oscar (contra) e Marçal – Coutinho e Copini

SFC: Willian; Altivo, Paulo, Marçal e Turcão; Pitico e Iaponã (Roberto Gaspar); Manoel Maria (Nelsi), Arlindo, Carlos Eusébio e Ferreira.

Técnico: Formiga

SEC: Fininho; Celso, Flávio, Oscar e Arnaldo; Joel Camargo e Márcio; Dorval, Copini, Coutinho (Mário) e Valdir (Fernando).

Visto no Estádio

O Saad investia no time para subir para a divisão principal do futebol paulitsta. E numa jogada promocional contratou 3 craques do SFC: cJoel Camargo, Dorval e Coutinho que estreavam neste dia… Coutinho deixou sua marca no gol alvinegro.

16/02/1973 Santos FC 7×1 BAHREIN

Local: Estadio de Issa Town – Manama – Bahrein (BAH)

Competição: Amistoso

Renda: US$ 75.000

Público: 33.000

A: Ebrahim Doy

Gols: Edu (2), Euzébio (2), Pelé (2), Brecha 15′ – Salim

SFC: Cláudio (Willians), Hermes, Marinho Peres, Carlos Alberto Torres (Vicente) e Zé Carlos; Clodoaldo (Léo Oliveira) e Brecha; Manoel Maria, Euzébio, Pelé e Edu

Técnico: Pepe

BAH: Al Hamer; Ansari, Bushiri, Durazi e S. Abbadi; Zayani e Salim; Sayar, Klaliosayar, Shireeda e Hassanali.

Não havia grama no campo e sim areia… Presença do Príncipe Hamed Bin isa Al Khalifa (filho do Rei do Bahreim).

Jogar no Oriente Médio era uma festa… todos os atletas do SFC ganharam um relógio de ouro!

20/02/1973 Santos FC 1×0 Hilal Ondurman (SUD) (Al Hilal Al Sudany Club for Phisical Education) -

Local: Estádio Nacional de Kartun – Sudão (SUD)

Competição: Amistoso

Renda: US$ 55.000

Público: 65.000

A: Ahmed Gandil

Gol: Euzébio

SFC: Cláudio, Hermes, Marinho Peres, Carlos Alberto Torres e Zé Carlos; Léo Oliveira e Brecha; Jair da Costa, Euzébio, Pelé (Alcindo) e Edu
Técnico: Pepe

AHASCPE: Zaghbeir; Moosa, Koka, Kori e El Dab; Jaxa e Abdo; Izzedin, M. Houssein, Gagarin e Nagk.

Um exemploda grandeza do SFC.

Atuar no paupérrimo Sudão ao custo de US$ 1,00 o ingresso. Alguém já imaginou o Barcelona,. Manchester, Real, Milan fazendo esse tipo de partida?

O Santos demonstrava que futebol não era apenas dinheiro… a divulgação do esporte, a apresentação dos artistas também valiam…  e a retribuição dos torcedores era inevitável… neste dia a torcida ficou na beira do campo (gramado) e outros dez mil ficaram de fora… a capacidade do estádio era para 45.000 (chutando alto)… a partida demorou “horas” para acabar, pois a todo momento os torcedores entravam no gramado para comemorar qualquer jogada bonita do time santista.

Um marco histórico: menos de um dólar americano para um sudanês ver Pelé, Jair da Costa, Edu, Carlos Alberto Torres (todos campeões Mundiais), além de Cláudio, Marinho Peres, Brecha e Alcindo com passagens pela seleção brasileira.  Isso é o Santos!

29/04/1973 Santos FC  3×0 SC Corinthians P*(São Paulo)

Local: Morumbi – São Paulo (SP)

Competição: Campeonato Paulista

Renda: Cr$ 701.777,00

Público: 78.580

A: Oscar Scolfaro

Gols: Pelé 4′ e 71′ e Brecha 40′

SFC: Cejas, Vicente, Marinho Peres, Carlos Alberto Torres e Turcão; Clodoaldo e Brecha; Jair da Costa (Alcindo), Eusébio, Pelé e Edu

Técnico: Pepe

Corinthians: Ado; Zé Maria, Baldochi, Ademir e Miranda; Tião e Rivelino; Vaguinho, Suingue, Mirandinha e Marco Antonio (Lance).

Técnico: Duque

Uma partida primorosa, um gol inesquecível de Pelé (o 3º)… Cejas, ótimo, com 3 grandes defesas… Carlos Alberto impecável… Clodoaldo muito bem.

A dupla acima arrasou a Ponte (imagem: lidebrasil.com.br)
A dupla acima arrasou a Ponte (imagem: lidebrasil.com.br)

20/05/1973 SAntos FC 5×1 AA Ponte Preta (Campinas)

Local: Vila Belmiro – Santos (SP)

Competição: Campeonato Paulista

Renda: Cr$ 234.300,00

Público: 19.629

A: Armando Marques

Expulsões: Expulsões: Mosca (AAPP) por ofensas ao árbitro; Takeo, massagista do SFC por invasão de campo.

Gols: Eusébio 15′, 19′ e 43′ e Pelé 20′ e 81′ – Tales (f) 57′

Cejas, Zé Carlos, Vicente, Marinho Perez e Turcão; Clodoaldo e Brecha; Jair da Costa (Manoel Maria), Eusébio (Alcindo), Pelé e Edu

Técnico: Pepe

Ponte Preta: Valdir Peres; Galli, Lima, Valdir Vicente e Valter; Chicão e Serginho; Pedro Paulo (Valdomiro), Môsca, Adilton e Tuta (Tales).

Técnico: Alfredo Ramos

Em 20′ o SFC liquidou a partida… poderia ter vencido por mais se não fosse a atuação de Waldir Peres… SFC campeão do 1º turno do campeonato paulista

26/08/1973 Santos FC 0x0 A Portuguesa D (São Paulo) (2×0 pênaltis)

Local: Morumbi – São Paulo (SP)

Competição : Campeonato Paulista (final)

Renda: Cr$ 1.502.255,00

Público: 116.156 + 412 menores (116.568 total)

A: Armando Marques

SFC: Cejas; Zé Carlos, Carlos Alberto Torres, Vicente e Turcão; Clodoaldo e Léo Oliveira; Jair da Costa (Brecha), Eusébio, Pelé e Edu

Técnico: Pepe

APD: Zecão; Cardoso, Pescuma, Calegari e Isidoro; Badeco e Basílio; Xaxá, Eneas (Tatá) , Cabinho e Wilsinho.

Técnico: Oto Glória

Decisão nos penaltis: 2×0 – SFC: Carlos Alberto e Edu; Zé Carlos perdeu a cobrança (SFC)

APD: Isidoro, Calegari e Wilsinho (APD) perderam as cobranças

Armando Marques encerrou as cobranças faltando 2 cobranças à Portuguesa (Basílio e Tatá) e 2 ao Santos (Pelé e Brecha). A FPF proclamou os dois times campeões. SFC campeão paulista de 73

21/11/1973 Santos FC 5×0 CHILE

Local: Nacional de Santiago – Santiago (CHI)

Competição: Amistoso

Público: 18.848

Árbitro: Rafael Hormozabal (CHI)

Gols: Nenê 21′ e 38′, Edu 26′ e Eusébio 29′ e 65′

SFC: Cejas (Willians); Hermes, Marinho Peres, Vicente e Roberto (Turcão); Carlos Alberto Torres e Léo Oliveira (Nelsi); Mazinho, Eusébio, Nenê (Cláudio Adão) e Edu (Ferreira).

Técnico: Pepe

CHILE: Olivares; Machuca (Paez), Figueroa, Quintano e Arias; Rodriguez (Eladio Rojas) e Valdez (Yavar); Reinoso, Cazsely, Ahumada e Leonel Sanchez (Crisosto, depois Velez).

Técnico: Luis Alamos

Ficha da partida atualizada.

Após a partida Cazsely teve sua matrícula cassada no Curso de Educação Física… Cazsely era membro da Juventude Comunista Chilena

05/12/1973 Santos FC 4×0 CA Huracán (ARG)

Local: Tomás Adolfo DucóBuenos Aires (ARG)

Competição: Amistoso

Renda: 67.334.500 pesos

Público: 35.000

A: Ithurralde

Gols: Edu 31′, Pelé 46′, Nenê 53′ e Léo Oliveira 79′

SFC: Cejas (Wilson), Hermes, Marinho Peres, Vicente e Roberto (Zé Carlos); Carlos Alberto Torres e Léo Oliveira (Brecha); Mazinho, Nenê (Tostão), Pelé e Edu
Técnico: Pepe

CAH: Roganti, Chabay, Bublione, Russo e Carrascos; Leone (Cantri), Brindisi e Babington; Housseman, Avallay (Scalise) e Larosa (Qiroga).

Huracán campeão metropolitano de 73

Revista argentina El Grafico (enviado por Marcelo Fernandes, direto de Luxemburgo)

Victor Jara e os trabalhadores das minas de carvão do Chile

Amigos,

Hoje não poderia faltar uma música sobre os mineiros de carvão.

A um mês postei aqui no blog, Sixteen Tons, com Johnny Cash… a música descreve as condições de trabalho dos mineiros de carvão dos EUA.

Hoje, segue a música de Victor Jara, compositor chileno morto pela Ditadura Pinochet.

“Canción del minero”:

Minero soy
A la mina voy
A la muerte voy
Minero soy
Humano soy

http://www.youtube.com/watch?v=vCTDCt2N6Fg

O resgate dos mineiros soterados, no Chile

fonte: http://oquartopoder.com

Amigos,

Os trabalhadores chilenos começam a sair das minas soterradas a partir da meia noite de amanhã, 4ª feira.

Como sabem, são 33 mineiros que estão presos no subterrâneo desde o dia 5 de agosto.

Um é boliviano e deve ser recebido pessoalmente pelo Presidente Evo Morales em superfície. Todos os outros são chilenos.

A expectativa é enorme no acampamento próximo a entrada da mina.

O Presidente chileno, Sebástian Piñera, também é aguardado para a recepção dos mineiros.

Toda a solidariedade aos trabalhadores chilenos e aos seus familiares!

Que sejam todos resgatados em boas condições de saúde!

11 de Setembro – uma data que nunca deve ser esquecida

Allende no dia do golpe. fonte: http://amte.wordpress.com

Amigos,

11 de setembro de 1973.

Uma data que o Mundo não pode esquecer. Uma data que a América Latina chora até hoje.

11 de setembro de 1973.

Data do sangrento golpe militar no Chile.

Salvador Allende resiste até sua morte, de fuzil em punho, na defesa do sonho da democracia socialista chilena. Sua morte ainda é controversa, a versão mais aceita é que Allende teria cometido suicídio com sua AK-47, outros afirmam que teria sido assassinado pelos golpistas.

Allende era fundador do Partido Socialista e fora eleito em 1970, através da Unidade Popular (Frente de Esquerda, com a participação do Partido Socialista, Partido Comunista, Partido Radical, Partido Social Democrata e o Movimento de Ação Popular Unitária). Foi deposto por seu chefe das Forças Armadas, Augusto Pinochet, de triste lembrança.

A participação dos EUA e de outros países (inclusive da Ditadura Militar brasileira) foi decisiva para o golpe e em esmagar qualquer tentativa de resistência. O saldo da tragédia foram uns 60.000 mortos e desaparecidos, além de 200.000 pessoas que abandonaram o Chile ao longo da tenebrosa ditadura militar.

Veja também no blog: “Quando o alvinegro humilhou Pinochet”; “Missing – Costa Gravas”

Uma história do Santos FC: Quando o alvinegro humilhou Pinochet.

Amigos,

Vou aproveitar o espaço do blog para contar algumas passagens da história do alvinegro de Vila Belmiro, o Santos FC. São histórias baseadas num dos maiores arquivos de jogos do Santos FC… modestamente, o meu… um arquivo continuamente atualizado a mais de 30 anos.

Começaremos pelo “dia que o Santos derrubou Pinochet”.

Que o Santos já foi capaz de interromper guerras civis, de provocar faltas coletivas ao trabalho, ou “fechar o comércio”, todos os santistas conhecem. Mas, uma história pouco comentada é aquela que o Santos FC provocou a humilhação do sanguinário Ditador Chileno, o General Augusto Pinochet.

O caso inicia-se em 1973, mais precisamente em 11 de setembro de 1973, quando Pinochet lidera o bombardeio ao Palácio Presidencial Chileno, provocando a morte do Presidente eleito livremente pelo povo chileno, o socialista Salvador Allende. Com o golpe, os militares executam um plano de prisões e mortes em massa dos aliados do Governo legalmente constituído, chegando ao cúmulo de manter mais de 5.000 pessoas presas (algumas fontes indicam até 10.000 pessoas) no lendário Estádio Nacional de Santiago.

Nesse estádio, em 1962, a Seleção Brasileira tornava-se bi-campeã mundial (com Gilmar, Mauro e Zito em campo, mais Mengálvio, Coutinho, Pepe e Pelé –  contundido – no banco),  e onde o Santos já havia sido campeão dos hexagonais de 65 e 70, além do octogonal de 1968.

Na mesma época estavam sendo jogadas as eliminatórias para a Copa do Mundo de 1974,  e pelo capricho dos deuses do futebol, a tabela marcava: Chile x U.R.S.S.

Local: Estádio Nacional de Santiago.


Mesmo após empatar por 0x0 em Moscou, a forte Seleção Soviética poderia vencer o bom time chileno de Figueroa e Cazsely, em Santiago.
Porém, os dirigentes soviéticos recusavam-se a jogar num estádio transformado em campo de concentração, onde os militares chilenos prenderam, torturaram e mataram (no centro do gramado,  4 em 4 presos de cada vez) intelectuais, artistas, sindicalistas, socialistas e comunistas, entre eles o compositor Victor Jara (que além de compositor, era músico, teatrólogo, jornalista e comunista).

Victor Jara teve as mãos amputadas durante as torturas sofridas e foi morto a tiros, no interior do Estádio Nacional.

Os soviéticos afirmavam que jogariam em qualquer lugar no Chile, menos no Estádio Nacional de Santiago.

O Presidente da FIFA, o inglês Sir Stanley Rous, nem quis ouvir os argumentos soviéticos e manteve o jogo no Estádio Nacional.

A União Soviética prometeu e cumpriu: não viajou até Santiago. Sendo assim, o Chile iria classificar-se para a Copa da Alemanha sem jogar, como de fato, aconteceu.

Mas, os dirigentes da Federação Chilena de Futebol, em sintonia com os militares golpistas, queriam uma festa para celebrar a vitória do Chile frente aos “comunistas soviéticos”. E para não ficar sem futebol, convidaram o Santos FC para enfrentar o Selecionado Chileno, com a TV local transmitindo para a Europa e América.

Por um bom punhado de dólares (30.000 dólares americanos), os dirigentes santistas aceitaram o amistoso, e a delegação do alvinegro praiano seguiu viagem para Santiago.

Lá chegando, o Santos entrou no então sinistro estádio Nacional de Santiago.

Apenas 25.000 presentes (os tempos não eram favoráveis a grandes aglomerações, e o comparecimento ao estádio Nacional poderia trazer recordações nada agradáveis à boa parte do povo chileno). Os santistas, alheios aos problemas políticos, defendiam a imaculada camisa branca contra “la roja” (como a seleção chilena é conhecida).

Para o desgosto do ditador Pinochet, o jogo terminou com uma grande goleada santista – 5×0, estragando a festa preparada pelos cartolas e militares Chilenos e sendo uma saborosa vingança daqueles que abominam a violência e a brutalidade (lembrando episódio semelhante acontecido em Berlim, nas Olimpíadas de 1936, onde o atleta negro Jesse Owens ganhou medalha de ouro nas provas de atletismo, com Hitler no estádio).
Interessante saber que a imprensa brasileira pouco divulgava os motivos soviéticos, insistia que seria por meros caprichos políticos, por não concordar com o governo chileno. Era uma época de censura nos meios de comunicação, além do fato de que o regime de Pinochet era simpático aos militares brasileiros…

Os dirigentes da Federação Chilena pretendiam homenagear o Rei do Futebol… e Pelé não jogou pelo Santos FC nesse dia, alegou uma contusão. Ou será que se recusara a participar de tal evento?

Bom, se não pôde ou se não quis, apenas o Rei do Futebol poderá esclarecer.

O que fica para nós, santistas, é que além golear uma das principais seleções da América do Sul, o Santos FC humilhou e estragou a festa preparada ao Ditador, para a alegria daqueles que gostam de futebol, da liberdade e da vida.

Segue a ficha técnica da partida:

21/11/1973 Santos FC  5×0 CHILE
Local: Estádio Nacional – Santiago (CHIL)
Competição: Amistoso
Público: 25.000
Árbitro: Rafael Hormozabal
Gols: Nenê 21′ e 38′, Edu 26′ e Eusébio 29′ e 65′
SFC: Cejas; Hermes, Marinho Perez, Vicente e Roberto; Carlos Alberto Torres e Leo Oliveira (Nelsi); Mazinho, Eusébio, Nenê (Cláudio Adão) e Edu.
Técnico: Pepe
CHILE: Olivares; Machuca, Figueroa, Quintano e Arias; Rodriguez e Valdez (Yavar); Reinoso, Cazsely, Ahumada e Crisosto (Velez).

E para encerrar, um pequeno trecho (já traduzido à Língua Portuguesa) do último poema escrito  por Victor Jara, feito no interior do Estádio Nacional, pouco antes de ser assassinado:


“Somos cinco mil
nesta pequena parte da cidade.
Somos cinco mil.
Quantos seremos no total,
nas cidades e em todo o país?
Somente aqui, dez mil mãos que semeiam
e fazem andar as fábricas.


Quanta humanidade
com fome, frio, pânico, dor,
pressão moral, terror e loucura!


Seis de nós se perderam
no espaço das estrelas.
Um morto, um espancado como jamais imaginei
que se pudesse espancar um ser humano.
Os outros quatro quiseram livrar-se de todos os temores
um saltando no vazio,
outro batendo a cabeça contra o muro,
mas todos com o olhar fixo da morte.


Que espanto causa o rosto do fascismo!”