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1983: Começar de novo

Santistas de Todo Mundo, uni-vos!

Depois do Paulistão 82, o clube de Vila Belmiro estava numa draga só…

E a CBF, após ver Corinthians e Palmeiras na Taça de Prata,  resolve não arriscar mais e garante (na canetada) vagas para os times mais tradicionais do País na Taça de Ouro. Assim, o Santos é convidado a participar da principal competição organizada pela mandatária.

Chico Formiga estava no comando, porém diferentemente de 78, não dava para aproveitar os garotos da base… não havia tempo para lançar os meninos e a qualidade não era mesma de 78. Dessa forma, a Direção Peixeira colocou a mão no bolso e trouxe os reforços que o alvinegro precisava.

Assim, de uma só vez, desembarcaram na Vila, não apenas jovens promessas, mas craques consagrados.

Desengonçado, briguento e GOLEADOR. Serginho caiu como uma luva no SFC.

Dois grandes craques que haviam disputado a Copa da Espanha chegam e assumem a condição de titulares da equipe: Serginho Chulapa e Paulo Isidoro.

Serginho Chulapa já tinha quase 10 anos de atleta, sempre defendendo o São Paulo FC. No Morumbi era artilheiro, ídolo e conquistado diversos títulos. Sua passagem pela Seleção Brasileira tirou um pouco do brilho que tinha… jogou inibido, fora de suas característica… não era um craque , mas sabia fazer gols e não levava desaforo para casa.

E Chulapa veio parar um time que tinha Márcio Rossini e Toninho Carlos na zaga (dois zagueiros que tinham técnica e sabiam (muito bem) “chegar junto” do adversário. Além da dupla, chegava Dema para atuar como volante…. Clássico, pinta de craque, mas se o tempo começasse a fechar em campo, era mais um que não fugia do “pau”.

E para completar o craque Paulo Isidoro.

Revelado pelo Atlético Mineiro, atuava no Grêmio e foi contratado para dar mais categoria ao ataque. Também sabia jogar pela equipe fazendo papel de 3º homem do meio de campo ou do ataque. Um atleta de encaixe em esquemas táticos, fruto de sua dedicação e inteligência.

Assim, em poucos dias o SFC passa de coadjuvante para ator principal.

O ano de 83 prometia… e muito.

A Taça de Ouro e Taça de Prata tiveram o  mesmo número de participantes do ano anterior, assim como seu regulamento. Modificações apenas na 3ª fase, onde uma nova distribuição de grupos substituia a fase eliminatória.

Fora dos gramados as coisas ferviam pelo Brasil… Montoro havia assumido como Governador e encara uma passeata de desempregados em frente ao Palácio dos Bandeirantes, onde milhares de manifestantes derrubam as grades do Palácio…

Imagem: Sindicato dos Metalúrgicos do ABC

No mesmo ano nascia a CUT.

A inflação disparava, chegando a marca de 150% ao ano.

As greves se multiplicavam e a Ditadura Militar preparava a saída do poder.

Mesmo assim , havia o temor de um novo golpe.

Manifestações eram constantes e os gritos de “Vai acabar, vai acabar… a Ditadura Militar” eram cada vez mais ouvidos e mais fortes.

O futebol continuava sendo o alvo das atenções, mas um outro esporte coletivo preparava sua explosão: o volei!

O fenômeno foi tão intenso que aconteceu uma partida de volei no Maracanã, entre o Brasil e a URSS. Um acontecimento e tento!

É dentro deste contexto que a Taça de Ouro se desenvolve.

O SFC fica no mesmo grupo inicial de Flamengo, Paissandu, Rio Negro e Moto Clube.

A primeira partida foi no Maracanã (0x2 para o Flamengo) e a derrota poderia ser considerada natural… Enfrentou o Moto no Vila e Chulapa mostrou seu cartão de visitas: 3 gols na vitória por 3×1.

Daí para frente, foi um desembestar de gols e de Estádios Superlotados.

Veja a campanha na 1ª fase:

23/01 – 0x2 CR Flamengo – Maracanã – 68.169

26/02 – 3×1 Moto Clube – Vila Belmiro –  15.606

30/01 – 1×0 A Rio Negro C – Ismael Benigno – 15.312

03/02 – 2×1 Paissandu SC – Alcid Nunes (Mangueirão) – 28.849

09/02 – 3×0 A Rio Negro C – Vila Belmiro – 22.646

20/02 – 4×1 Paissandu SC –  Vila Belmiro – 23.785

27/02 – 3×2 CR Flamengo – Morumbi – 111.111 + 5.662 gratuitos (116.773 total)

06/03 – 1×1 Moto Clube – João Castelo (Castelão) – 14.335

Com esse resultado, o alvinegro ficou em 1º em seu grupo e em 2º na classificação geral.

Luque foi Campeão Mundial em 1978. Não chegou a brilhar no SFC, mas sua presença chamou a atenção da imprensa.

Em março, consegue uma escapada para o Uruguai para disputar a “Copa dos Vencedores da América”. Os adversários seriam o Peñarol e o Nacional, e lógico, numa competição com esse nome apenas um alvinegro do Estado de São Paulo poderia disputar…

Pegou o Nacional e venceu por 2×1. Nacional que contava em seu gol com nada menos que Rodolfo Rodrigues.

A decisão do Título seria contra o Peñarol, Campeão da Libertadores e Mundial de 82.

E no tradicional Estádio Centenário o Santos bailou!

3×0, numa grande apresentação… e Chulapa não jogou. As manchetes eram as mais elogiosas.. uma atuação perfeita da equipe, que em 45 dias apresentava um entrosamento fora do comum…

Nos dois jogos no Uruguai, mais um atacante de Copa do Mundo atua com a imaculada camisa branca: Luque, centro avante argentino, Campeão do Mundo em 78. Foi uma passagem relâmpago do artilheiro argentino que não chegou a balançar as redes pelo alvinegro.

As partidas contra Nacional e Peñarol foram o batismo internacional para o grupo… Chico Formiga estava eufórico, a imprensa gastava todos seus adjetivos para descrever aquele Santos e a massa santista vibrava, dava risada… e comparecia nos estádios.

Campanha no Uruguai:

08/03 – 2×1 C Nacional F

10/03 – 3×0 CA Peñarol – Santos Campeão da Copa Vencedores da América!

Como curiosidade, vale destacar que os organizadores não entregaram o Troféu ao SFC…

A direção santista continuava precisando de dinheiro e numa “grande sacada” prepara mais uma inovação: o carnê “Peixão de Ouro”, onde o torcedor pagava as prestações do referido carnê e concorria a prêmios pela Loteria Federal. Ao comprar o tal carnê, ganhava de brinde um relógio. E, como lembra meu xará, Guilherme Guarche, em “O melhor do século nas Américas”, o tal relógio não funcionava, encalhando nos depósitos de Vila Belmiro mais de 15.000 unidades do “brinde”. É lógico, que o tal carnê teve vida curta pela Baixada…

Relógio que atrasa, não adianta... pelo menos serviu pra fazer 1.500 times de botão.

Ao retornar do Uruguai, o Peixe começava sua participação na 2ª fase enfrentando o Comercial (MS) e mais um baile…4×1!

Um Santos irresistível, assim a imprensa comentava a partida.

O adversário seguinte seria o Guarani (e a arbitragem), empate em 1 gol e duas expulsões: Serginho e Márcio Rossini.

E continua empatando: em BH (contra o Cruzeiro) e em Campinas (Guarani).

E chega o confronto contra o Cruzeiro…

Simplesmente arrasa o time mineiro… num festival de gols, chega aos 4×0 ainda no 1º tempo!

O Cruzeiro sentindo que podia vir ainda mais reclamava de tudo… e teve 3 atletas expulsos ao final dos 45′ iniciais.

Aquele Santos era malandro, experiente, e tinha a partida nas mãos… assim o 2º tempo foi toque pra lá, toque pra cá, numa “gato e rato” o tempo todo… e Chulapa não perdoou quando ficou de frente ao gol ao receber passe de Camargo: 5×0. Se tivesse mantido o ritmo, eram 9 ou 10 no balaio cruzeirense.

Campanha na 2ª fase:

13/03 – 4×1 EC Comercial – Vila Belmiro – 17.908

16/03 – 1×1 Guarani FC – Vila Belmiro – 25.753 + 2.776 menores (28.529)

20/03 – 1×1 Cruzeiro EC – Mineirão – 60.475

26/03 – 2×2 Guarani FC – Brinco de Ouro – 19.404 + 1.582 gratuitos (20.986)

30/03 – 5×0 Cruzeiro EC – Morumbi – 42.838 + 2.085 gratuitos (44.923)

03/04 – 2×2 EC Comercial – Pedro Pedrossian -22. 118

Chega a 3ª fase, o torneio se afunila e o SFC é um dos favoritos ao título. Seu grupo não seria nada fácil: Palmeiras, Vasco da Gama e Náutico.

A tabela era interessante… fazia as 4 primeiras partidas em São Paulo e as duas últimas, fora. Portanto nestas 4 partidas o SFC deveria fazer ao menos 6 pontos e buscar um ou dois jogando fora de seus domínios.

E as coisa não começaram bem… o Náutico arranca um empate na Vila Belmiro (2×2). Os 26.000 santistas que abarrotaram a Vila não viram Serginho, mas sim Mirandinha um rapidíssimo centroavante que faria sucesso no Palmeiras e no próprio SFC (em 1985).

Em seguida, sobe a Serra e encara o forte Palmeiras de Eneas, Jorginho, Luís Pereira e Batista.  Com o Morumbi lotado (de novo), 75.000 pessoas viram um partida equilibrada onde as oportunidades foram mais para o Santos do que para os verdes, e apenas aos 75′ é que Serginho Dourado marca o gol da vitória e derrubava o último invicto do Brasileirão-83.

Cheio de confiança, encara o Vasco no Morumbi. O sempre perigoso Vasco dos anos 70 e 80, de Roberto Dinamite.

Uma participação brilhante de Toninho Carlos e, principalmente, Márcio Rossini,  e o Peixe engoliu o Bacalhau, vencendo por 1×0. E poderia ter sido mais se o árbitro tivesse dado um pênalti claro de Acácio (goleiro do CRVG) sobre Serginho Dourado.

Vem o returno, e o última confronto em São Paulo: o clássico contra o Palmeiras. Um público ainda maior (80.000 torcedores no Morumbi) assistem uma grande partida que acaba com o empate em 2 gols. O alvinegro mandou no 1º tempo e abriu 2×0, mas quando voltou para os 45′ finais tomou um tremendo sufoco e quase sofre a virada completa… Segundo Paulo Isidoro, o time “tinha que levantar as mãos ao céu e agradecer pelo empate”… Serginho Chulapa tinha feito uma aposta com Luís Pereira e quem perdesse faria uma doação em dinheiro ao Sindicato dos Atletas e mais uma camisa do clube. Como a partida ficou no empate, cada um doou a metade do valor da aposta… o   outro destaque é que Chulapa e Vagner quase sairam no tapa no  final da partida se não fosse a ação tranquilizadora de Luis Pereira…

Precisando apenas de um empate para a classificação para a fase eliminatória, o SFC viaja para o Rio de Janeiro e perde para o Vasco (0x2). Uma vitória no Recife, por 1×0 deixa a liderança do grupo com o Peixe e pronto para enfrentar o Goiás pelas oitavas-de -final do Brasileirão-83.

Campanha:

10/04 – 2×2 C Náutico C – Vila Belmiro – 26.796

14/04 – 1×0 SE Palmeiras – Morumbi – 72.417 + 2.798 gratuitos (75.215)

17/04 – 1×0 CR Vasco da Gama – Morumbi – 58.930 + 2.298 gratuitos  (61.228)

21/04 – 2×2 SE Palmeiras – Morumbi – 76.215 + 4.319 gratuitos  (80.584)

17/04 – 0x2 CR Vasco da Gama – Maracanã – 75.813

30/04 – 1×0 C Náutico C  – Arruda – 39.597

O Goiás havia eliminado o Corinthians em seu grupo e seria, sem dúvida, um adversário perigoso ao SFC, que jogava com a vantagem do empate.

No Serra Dourada deu empate, ficando no 0x0 e perdendo um pênalti. No Morumbi, outro empate, 2×2, com um gol maravilhoso de Chulapa, vale a pena ver:

Goiás eliminado, agora era o Galo.

Atlético que era um timaço, com Nelinho, João Leite, Luisinho, Reinaldo e Éder.

Quem jogava pelo empate era o clube de Minas Gerais e o SFC tinha que vencer a 1ª partida no Morumbi…

Veja os gols e os principais lances da partida:

No Mineirão, Marolla fechou o gol   e mais uma vez o Galo mineiro morreu na praia.

Santos na final e o adversário seria o Flamengo.

Flamengo que era um perigo em jogos decisivos nos anos 80 (veja as postagens relativas a 1980, 81 e 82):

http://prof-guilherme.capesp.org/?p=2644

http://prof-guilherme.capesp.org/?p=2619

http://prof-guilherme.capesp.org/?p=2604

Assim como contra o Atlético Mineiro, o alvinegro faria a 1ª partida no Morumbi e uma vitória seria fundamental para o título.

Acompanhei essa partida pelo rádio, na casa de minha namorada (na época) e de meu sogro. Ele era gaucho, orgulhoso de suas origens e colorado fanático, além de santista, pois vários anos longe do Estado Natal permitiram que ele escolhesse um clube em São Paulo.Todos nós torcendo pelo alvinegro.

E quando Osmar Santos, grande narrador esportivo, descrevia a festa nas arquibancadas da multidão de santistas (quase 120.000 pessoas) e anunciava a presença de faixas na Torcida santista pedindo autonomia política para a capital do futebol-arte, não pude esconder o sorriso de satisfação e orgulho daquele time e da torcida, que numa simples faixa desafiava com lucidez a Ditadura Militar.

Nos vinte primeiros minutos, equilíbrio, e até que o Flamengo criou chances… mas num rebote de escanteio, Pita enche o pé de fora d’área e marca um golaço! A partir daí, tudo muda… o alvinegro toma conta do jogo e aperta, as oportunidades aparecem, mas não são concretizadas. No 2º tempo, gols são perdidos e “água mole em pedra dura, tanto bate até fura”, Serginho marca mais um gol!

E naquele sobradinho em Diadema, todos nós gritamos gol!!!!

Um rojão estoura no gramado… partida interrompida… esfria o SFC…

O Flamengo ataca e Baltazar, o artilheiro de Deus diminui…

No desespero o time carioca vai tentar o empate e deixa amplas avenidas para o contra-ataque santista… e mais uma chuva de gols perdidos…

Fim de jogo, 2×1… foi pouco …era o sentimento do torcedor santista.

No Maracanã seria a decisão final. E o recorde de público, em todos os tempos, no Campeonato Brasileiro foi quebrado: 155.000 torcedores… e uma multidão de santistas, talvez a maior aglomeração de santistas fora do Estado de São Paulo em toda a história do SFC . Uns falam em 10.000, outros em 15.000… os mais exagerados em 20 ou 25 mil alvinegros no Maracanã.

No entanto, logo aos 30 segundos de partida, Zico pega uma batida de roupa de Marolla e gol, 1×0!

O Santos se assusta e só dá Flamengo…

Zico entra pela direita vai cruzar e Toninho Carlos corta… Zico fica reclamando pênalti… o alvinegro segue no contra ataque, João Paulo lança Pita, ele entra na área e é derrubado… pênalti.

Mas nem  sonhando isso aconteceria numa final no Maracanã… Arnaldo (a regra é clara) marca uma falta em dois lances

(Pode isso, Arnaldo?)

Seria muito difícil vencer o Flamengo naquela tarde…

Além de Arnaldo, o Flamengo contava com Zico, Leandro e Junior que gastaram a bola na decisão, e o sonho santista termina em 3×0 para o Flamengo.

Veja  aqui a partida na íntegra no Morumbi:

E aqui, os melhores momentos no Maracanã:

http://www.youtube.com/watch?v=_T93AokW_oU

Campanha na fase final:

05/05 – 0x0 Goiás EC  – Serra Dourada – 58.391 + 1.519 gratuitos (59.911)

08/05 – 2×2 Goiás EC –  Morumbi – 40.455 + 4.681 gratuitos (45.136)

12/05 – 2×1 C Atlético Mineiro – Morumbi – 64.446 + 4.026 gratuitos (68.471)

15/05 – 0x0 C Atlético Mineiro – Mineirão – 113.479

22/05 – 2×1 CR Flamengo – Morumbi – 114.481 + 5.503 gratuitos (119.984)

29/05 – 0x3 CR Flamengo – Maracanã – 155.52

Na semana seguinte já teria que entrar em campo pelo Paulistão -83.

E mais um regulamento cheio de fases,  grupos… As 20 equipes são divididas em 4 grupos de 5. Todos jogam contra todos em turno e returno. os 2 melhores de cada grupo se classificam para a 2ª fase. Os 8 times são novamente agrupados em 2 gupos de 4. Jogos somente no mesmo grupo, e os dois melhores passam para as semi-finais e depois as finais.

Num campeonato tão longo, o Peixe conseguiu um tempinho para uma excursão até a África, sendo a última vez que o SFC  visitou o continente.

15/08 – 2×0 Seleção de Point Noire (República do Congo)

16/08 – 1×1 Seleção da República do Congo

21/08 – 2×1 Seleção de Camarões

Da África para a Espanha:

24/08 – 2×1 R Racing C Santander – Troféu Cidade de Pamplona

26/08 – 2×1 CA Osasuña – Troféu Cidade de Pamplona – Santos conquista o troféu.

30/08 – 0x2 Valencia CF

Serginho entrou de fraque e cartola, no final da partida brigou com o zagueiro Mauro e ambos rolaram no gramado.

Na fase de classificação do Paulista  dois momentos interessantes, ambos contra o Corinthians.

Em 31 de julho, Serginho entra em campo de fraque e cartola, em aposta com Casagrande.

Já fazia um bom tempo que o SFC não dobrava o Corinthians de Sócrates, e o santista queria a vitória de qualquer forma…

E Chulapa, que era santista desde criança tinha o alvinegro atravessado na garganta…

Ele brigou pela bola, tentou, tentou e não marcou…

Chulapa também brigou com Leão e no final da partida rolou no chão com o zagueirão Mauro… uma cena de pastelão…

No 2º turno, a vitória santista tão esperada: 2×0, no Morumbi.

E foi no 2º turno que o time embalou novamente… boas exibições, principalmente nos clássícos, com Serginho  fazendo gols e mais gols…

E no clássico contra o Palmeiras um lance bizarro:

O alvinegro jogava bem e vencia os verdes até os 90′, quando sua senhoria decidiu o clássico…

Não, não… o árbitro não inventou um pênalti, ou anulou um gol santista, ou expulsou um craque ou qualquer coisa assim…

Não…

O juizão marcou um gol pelo Palmeiras!

Dá para acreditar?

Se não acredita veja aqui:

Campanha no Paulistão:

São José EC – 1×1 (VB);0x1 (SJC)

EC Taubaté – 0x2 (Taubaté);1×0 (VB)

EC XV de Novembro (Jaú) – 0x1 (VB); 1×0 (Jaú)

AA Internacional – 1×0 (Limeira); 5×1 (VB)

São Paulo FC – 0x3 (Morumbi); 2×1 (Morumbi)

CA Taquaritinga – 1×1 (VB); 3×0 (Taquaritinga)

AA Ponte Preta – 3×1 (VB); 0x2 (Moisés Lucarelli)

Guarani FC – 4×0 (Brinco de Ouro); 2×1 (VB)

CA Juventus – 2×0 (Canindé); 0x0 (Morumbi)

Marília AC – 0x0 (Marília); 0x0 (VB)

SE Palmeiras – 2×2 (Morumbi); 2×2 (Morumbi)

Comercial FC  – 2×1 (VB); 1×0 (Francisco Palma Travassos)

Botafogo FC – 2×2 (Santa Cruz); 2×1 (VB)

EC Santo André  -1×1 (Santo  André); 1×2 (VB)

EC São Bento – 4×0 (VB); 1×1 (Sorocaba)

A Portuguesa D – 2×1 (VB); 0x1 (Canindé)

SC Corinthians P – 0x0 (Morumbi); 2×0 (Morumbi)

A Ferroviária E – 3×1 (VB); 0x3 (Araraquara)

América FC – 0x0 (SJRP); 3×1 (VB)

Na 2ª fase ficou ao lado de Corinthians, Ponte Preta e São Bento;

Uma participação mais que previsível, com dois empates contra o Corinthians e vitórias contra Ponte e São Bento:

SC Corinthians P – 1×1 (Morumbi); 0x0 (Morumbi)

EC São Bento – 0x0 (Sorocaba); 2×0 (VB)

AA Ponte Preta -2×1 (Moisés Lucarelli); 3×1 (VB)

A imprensa apostava numa final entre os dois alvinegros…

Esqueceram de avisar os outros…

O SFC pegou o tricolor na semi-final e mantinha o empate até os 91′ , quando o uruguaio Dario Pereyra , castigou o alvinegro , fazendo 2×1.

Na partida de volta, o tricolor fez o que sabia fazer… fechou-se na defesa e garantiu o empate, indo para as finais.

Com o time fora das finais a direção começou a se preparar para a Libertadores de 1984 e a busca pela 3ª estrela…

ui

Um ano para esquecer

Santistas de todo Mundo, uni-vos!

A principal novidade no início de 1982 era a contratação de Clodoaldo para o comando técnico do alvinegro praiano.

E o ano começou muito bem!

Um amistoso em Porto Alegre e uma bela vitória sobre o Grêmio (1×0), Campeão Brasileiro de 1981.

Era um amistoso preparatório para o Brasileirão de 82 que começaria em seguida… tudo seria antecipado, pois 82 era ano de Copa do Mundo.

Seriam 40 clubes, novamente, mas com novo regulamento.

Eram 8 grupos de 5 equipes, onde se classificavam os 3 melhores de cada grupo. Os 4ºs colocados disputavam um mata-mata, para qualificar outros 4 para a fase seguinte. Outras 4 equipes viram da Taça de Prata (2ª divisão).

Taça de Prata que contava com 36 clubes divididos em 6 grupos de 6 participantes. Os dois melhores seguiam na competição, totalizando 12 agremiações. Essas 12 equipes eram divididas em 4 grupos de 3 times. O campeão de cada grupo passava à Taça de Ouro (1ª divisão). Cada 2º colocado passava para fase seguinte da Taça de Prata, que recebia também os 12 eliminados da Taça de Ouro. Esses 16 times disputavam o título da Taça de Prata em jogos eleiminatórios.

Enquanto isso, os 32 classificados na Taça de Ouro (os 28 dos grupos) mais os 4 promovidos da Taça de Prata, eram novamente divididos em 8 grupos de 4 equipes.  Os dois primeiros de cada grupo seguiam adiante totalizando 16 clubes.

Dai para frente eram jogos eliminatórios até a final.

Continuava tudo bem simples…  Um time poderia começar disputando a 2ª divisão e ser campeão da 1ª divisão. Ou então, começava disputando a 1ª divisão e acabava campeão da 2ª divisão… no mesmo ano!!!!! Uma lógica impressionante.

Bom, o SFC ficou no mesmo grupo de Vasco da Gama , Moto Clube, Paissandu e Nacional.

Antes que eu esqueça… Corinthians, Palmeiras e Portuguesa disputavam a Taça de Prata (2ª divisão).

A primeira partida no Brasileirão foi contra o Vasco… e foi uma grande exibição do Santos FC. Uma vitória convincente, por magros 1×0, é verdade, mas o alvinegro de Vila Belmiro jogou muito bem e empolgou a torcida.

E Clodoaldo não tinha feito muita coisa… efetivou Márcio Rossini na zaga, teve o retorno de Gilberto Sorriso na lateral esquerda e colocou o time para jogar no ataque… o resultado foram goleadas que iam aparecendo… No final da 1ª fase, uma derrapada: derrotas para o Vasco e Moto Clube, terminando em 2º lugar o grupo. veja os jogos:

17/01 – 1×0 CR Vasco da Gama – Pacaembu – 52.412

20/01 – 4×1 Moto Clube – Vila Belmiro – 17.160

24/01 – 2×2 Nacional FC – Vivaldo Lima – 31.474

28/01 – 0x0 Paissandu SC – Alacid Nunes (atual Mangueirão) – 20.322

03/02 – 3×1 Nacional FC – Vila Belmiro – 15.849

07/02 – 4×1 Paissandu SC – Vila Belmiro – 18.637

14/02 – 0x3 CR Vasco da Gama – Maracanã – 42.959

17/02 – 1×2 Moto Clube – Nhozinho Santos – 10.690

Como um bo time grande, o Santos já estava na 2ª fase, ao lado de Internacional (Limeira), São Paulo (Rio Grande) e Bangu.

Castor de Andrade voltava a gastar o dinheiro do jogo do bicho com o Bangu, e o alvirubro do subúrbio contava novamente com uma boa formação… Assim,  SFC e Bangu eram os favoritos para a classificação à fase seguinte (eliminatória).

E assim foi… vencendo na Vila e arrancando pontinhos fora, o alvinegro liderou o grupo:

27/02 – 1×0 AA Internacional – Vila Belmiro – 14.695

07/03 – 6×1 SC São Paulo  – Vila belmiro – 12.205

11/03 – 0x2 Bangu AC – Moça Bonita – 4.696

14/-3 – 0x0 SC São Paulo – Aldo Dapuzzo – 4.896

20/03 – 1×0 Bangu AC – Vila Belmiro  – 15.680

25/03 – 1×0 AA Internacional – Major Levy Sobrinho – 6.695

A preocupação da torcida era ausência de um goleador, de um centroavante fazedor de gols… e isso poderia ser fatal numa fase eliminatória…

O adversário do Santos saiu do grupo de Bangu, Londrina, Botafogo (RJ) e Treze. Sendo classificado o Londrina (o Botafogo foi eliminado)

Era um mata-mata, era muito impotante fazer o maior nº de pontos possíveis, pois isso definiria vantagem para a fase seguinte. O alvinegro enfrentaria o Londrina com a vantagem de dois empates, pois fizera mais pontos que o Londrina na  fase anterior.

Jogando com o regulamento debaixo do braço, empatou em Londrina e venceu na Vila Belmiro:

28/03 – 0x0 Londrina EC – Estádio do Café – 33.436

31/03 – 1×0 Londrina EC –  Vila Belmiro – 15.733

O Santos estava classificado para enfrentar o Flamengo… perigoso Flamengo…de Zico, Junior, Tita, Wright, Aragão…

Se iso não basta, veja também:

Guardaram o nome? Scolfaro…. mais um para a lista…

O alvinegro jogaria com a vantagem do empate, istoé, caso perdesse no Maracanã, uma vitória em São Paulo pela mesma diferençade gols classificaria o SFC.

O Peixe jogou bem no Maracanã, mas sofre uma derrota nos minutos finais, por 1×2. Uma vitória por 1×0 colocava o time nas semi-finais, contra o Guarani.

NO Morumbi, o Santos  foi para cima do assustado Flamengo… e ficou assim até fazer o gol (que seria) da classificação… Pita arranca e entra na área, via chutar…. é Pênalti!!!!! (Pênalti contra o Flamengo?????)…. o árbitro deixa seguir e Paulinho Batistote entra na corrida e estufa a rede… aí, não tinha jeito… Santos 1×0.

Flamengo morto… Santos mandando…

Inexplicavelmente, o alvinegro recua… e dá campo para Zico e Cia.

Uma chuva de gols perdidos no Morumbi… sempre pelo rubronegro… o gol de empate parece questão de tempo… mas o relógio trabalha a favor do time paulista…

Clodoaldo grita no banco… Pelé, nas arquibancadas pede para o time ir para o ataque… ao menos segurar a bola na frente…

Até que aos 83′, Tita levanta a bola na área santista… Zico sobe e empata de cabeça. Fim do sonho.

03/04 – 1×2 CR Flamengo – Maracanã – 65.805

06/04 – 1×1 CR Flamengo – Morumbi – 54.215

Se parasse de contar aqui como foi o ano de 1982 não faria a menor diferença, pois de abril até dezembro pouco de útil aconteceu, numa sucessão de maus resultados.

Com a Copa do Mundo, a CBF inventa um Torneio Caça Níqueis, batizado com o nome de Torneio dos Campeões…

Quem participava? Os campeões do Brasileiro pós 71, os campeões do Robertão e da Taça Brasil…

Na época seriam: Atlético MG, Palmeiras, Vasco, Internacional, São Paulo, Guarani, Flamengo (desistiu do Torneio), Grêmio, Fluminense, Santos, Botafogo, Cruzeiro e Bahia.

Para completar número, chamaram os vices também: Fortaleza, Naútico, Corinthians. Além desses a CBF convidou também a Portuguesa (Pelo Rio/São Paulo 52 e 55), O America (RJ), como clube com maior participação nos torneios nacionais e ainda o Santa Cruz (em substituição ao Flamengo).

Os 18 clubes foram divididos em 4 grupos: 2 grupos com 5 equipes e outros dois com 4 equipes. As partidas seriam em turno e returno no mesmo grupo. Os campeões de cada turno passariam a fase final, em partida eleiminatórias até a final.

O grupo do SFC era: Santos, São Paulo, Guarani,  Vasco e Botafogo.

No 1º turno, um vexame:

24/04 – 0x1 Botafogo FR – Maracanã – 6.976

02/05 – 0x1 São Paulo FC – Vila Belmiro – 13.541

06/05 – 1×2 Guarani FC – Brinco de Ouro -2.129

09/05 – 2×1 CR Vasco da Gama – Vila Belmiro – 6.713

No 2º turno, já sem Clodoaldo e com Paulo Emílio no banco… parecia que ia melhorar… mas, não melhororu.

20/05 – 3×1 Botafogo FR – Vila Belmiro – 5.342

22/05 – 2×0 Guarani FC – Vila Belmiro – 7.668

25/05 – 0x1 São Pauloo FC – Morumbi – 1.159

30/05 – 1×3 CR Vasco da Gama – Maracanã – 1.630

Os públicos eram ridículos, afinal todos acompanhavam os preparativos da Seleção de Telê Santana, para a Copa do Mundo na Espanha. E mais uma vez, não havia nenhum santista entre os 22 escolhidos. Marolla, Pita, João Paulo que tinham participado de amistosos em 80 e 81 não foram relacionados.

Antes do Campeonato Paulista, alguns amistosos e também alguns vexames.

Em abril, derrota para o São Paulo, na Vila (0x2), em maio goleada para o Palmeiras (0x4 no Parque Antártica), em junho, é goleado pelo Uberlândia : 4×0 !!!!!!!

Um desastre…

Vitórias contra times sem a menor tradição: 1×0 no Operário de Dourados (MS) e 5×0 no CA Paulista (Suzano – Grande São Paulo)!!!!!!

Para o campeonato Paulista as coisas foram, finalmente, simplificadas. 20 clubes, turno e returno. Campeão do 1º turno x Campeão do 2º turno.

O regulamento enxuto não dava muitas esperanças ao santista.

Reforço para o elenco?

A vinda de Toninho Carlos  para fazer dupla com Márcio Rossini, o atacante Roberto César (Ex- Cruzeiro).. e um trio do Londrina: o atacante Paulinho, o volante Luiz Gustavo e o zagueiro Toninho Paraná. Além disso havia a manutenção de Cardim (que ganhava o lugar de Carlos Silva) e de Paulinho Batistote na ponta… Palhinha, Chicão e Gilberto Sorriso não ficaram até o final do ano.

Os destaques eram (ainda) Marolla, Pita e João Paulo. Márcio Rossini tomava conta da defesa. E só.

A maior “façanha” do Santos, de Paulo Emílio, em 1982 foi a excursão ao México. Quatro jogos, 3 derrotas, um empate… último lugar no Torneio Aguillas Aztecas e uma pancadaria sem tamanho na partida contra o America.

Anote o vexame:

08/08 – 1×3 C Necaxa  – Cidade do México – Torneio Aguillas Aztecas

12/08 – 1×2 Universidad de Guadalajara – Guadalajara – amistosó

15/08 – 0x4 America FC –  Cidade do México – Torneio Aguillas Aztecas

17/08 – 1×1 CSDC Cruz Azul – Hidalgo – amistoso

Antes seguir ao México, o time estava mal da pernas no Paulista. Conseguiu manter um série de 8 partidas sem derrota, mas após perder para o Guarani, pegou ‘gosto” da coisa…

No retorno da excursão, a torcida já queria Paulo Emílio fora do comando… Mas Paulo Emílio tinha uma última esperança: vencer o Corinthians de Sócrates e Casagrande.

E 63.000 pessoas compareceram ao Morumbi para ver o Corinthians vencer e Paulo Emílio, cair.

Clodoaldo esquenta o banco para Cilinho… e tudo na mesma…

O alvinegro chega a 14 partidas sem vitórias…  o desespero bate às portas santistas…

Clássico contra o Palmeiras e Pita resolve jogar…

Um show de Pita e uma vitória convincente por 3×1. Parecia que o time iria acordar…

Foi só impressão e a rotina de derrotas, empates e vitórias insossas retornaria.

Valia mais a pena acompanhar as eleições que se aproximavam do que ver os jogos do Peixe.

Slogan de Montoro era: Você sabe, é preciso mudar! Venceu as eleições.

Seriam as primeiras eleições livres para Governador desde o Golpe Militar de 1964.

A participação da população era enorme.

Cinco eram os candidatos: Franco Montoro (PMDB), Reinaldo de Barros (PDS), Jânio Quadros (PTB), Lula (PT) e Rogê Ferreira (PDT).

Montoro venceu. Uma esperança de novos ares democráticos soprava sobre o Brasil…

Mas ainda teríamos que esperar mais 7 anos para uma eleição para Presidência da República… a Ditadura se esvaziava a olhos vistos, mas não largava “o osso”….

Na esteira da vitória da democracia (como se dizia na época), surge a democracia corintiana…

Em outubro, o Peixe inaugura o novo Estádio de Presidente Prudente, vencendo o Corinthians local por 1×0.

A única grande alegria do santista foi no  2º turno, novamente contra o Palmeiras.

Uma incrível goleada por sonoros 6×1!!!!!!

Vale a  pena ver os gols:

http://www.youtube.com/watch?v=6xBS91W2bjI

A mudança do time? A presença de Chico Formiga…

Vejam só… Formiga montou os “Meninos da Vila”, saiu… o time caiu de rendimento… Pepe retornou, o time disputou um Título… saiu…. o time foi caindo, caindo e teve que aparecer Formiga para recuperar o alvinegro.

Campanha do SFC no Paulistão:

São José EC – 0x0 (VB); 1×0 (SJC)

EC São Bento – 2×0 (VB); 2×2 (Sorocaba)

Santo André EC  – 0x0 (Santo André); 2×0 (VB)

Comercial FC – 2×0 (VB); 0x0 (Francisco Palma Travassos)

AA Internacional – 1×1 (VB); 0x0 (Limeira)

A Ferroviária E – 1×1 (Araraquara); 1×2 (VB)

Marília AC – 1×0 (VB); 3×2 (Marília)

A Portuguesa D – 1×1 (Canindé); 0x3 (VB)

Guarani FC – 0x1 (VB); 1×2 (Brinco de Ouro)

SC Corinthians – 0x1 (Morumbi); 0x1 (Morumbi)

CA Juventus  – 1×1 (Pacaembu); 0x1 (Parque Antártica)

EC XV de Novembro (Jaú) – 0x0 (Jaú); 3×2 (VB)

EC Taubaté – 0x0 (VB); 0x0 (Taubaté)

AA Ponte Preta – 0x0 (Moisés Lucarelli); 2×1 (VB)

São Paulo FC – 1×1 (Morumbi); 0x0 (Morumbi)

América FC – 0x0x (VB); 1×2 (SJRP)

AA Francana – 0x2 (Franca); 1×3 (VB)

SE Palmeiras – 3×1 (Morumbi); 6×1 (Pacaembu)

Botafogo FC – 0x2 (Santa Cruz); 1×1 (VB)

Terminou em 9º lugar na classificação geral… um ano para esquecer, ou melhor para aprender.

Futebol: negociações das cotas de TV

Amigos,

Quem já participou de qualquer negociação, sabe que para enfrentar os mais poderosos é necessário unir-se aos mais “fracos”.

Creio que essa deveria ser a máxima que qualquer dirigente de Futebol deveria ter em mente nessa confusão dos direitos de transmissão pela TV. É evidente que a Globo prefere transmitir partidas do Flamengo ou do Corintíans (lembro que em 2006, a Globo passou uma partida do Corinthians para todo o Brasil,  não transmitindo a partida que definia o Campeão Brasileiro, na ocasião o São Paulo FC…).

Portanto, para enfrentar os poderosos da mídia, leia-se Globo, entendo ser uma temeridade juntar-se aos dirigentes rubronegros ou corintianos… eles não são os mais “fracos”… esses dirigentes querem a negociação individual com a Poderosa… logo, TODOS os outros clubes deveriam se unir  e colocar uma nova proposta na mesa…

Quem escreve sobre o assunto com grande maestria é o jornalista Odir Cunha.

Sugiro dois textos para leitura… esclarecedores:

http://blogdoodir.com.br/2011/03/negociacao-individual-reduziu-futebol-espanhol-a-dois-grandes/

http://blogdoodir.com.br/2011/03/corinthians-contrata-ganso-neymar-e-lucas/

Na Vila debaixo de muita chuva

Santistas de todo mundo, uni-vos!

Ontem retornei à Vila Belmiro. A última partida que tinha companhado ao vivo tinha sido na Copa do Brasil, nos 8×1 em cima do Guarani FC.

Foram duas surpresas, ontem. A primeira aconteceu no caminho ao Estádio. Duas horas para chegar à Santos! Rodovia Padre Manoel da Nóbrega e a Via Expressa Sul (Praia Grande) congestionadas, atrasaram bastante a chegada.

Perdi a apresentação de Elano e a homenagem ao fabuloso Ramos Delgado.

A segunda surpresa foi a chuva intensa que desabou na tarde de domingo.

A partida em si foi típica de dois times que mais nada aspiravam na competição. E nem mesmo Neymar conseguiu dar brilho a uma partida ruim e sem emoções.

Destaques no Santos: a raça e a vontade  de Rodriguinho e de Bruno Rodrigo e só (e convenhamos, é pouco).

Vibração da torcida em poucos momentos,  no gol do Goiás contra o Corinthians e  no gol do Fluminense contra o Guarani. Gargalhadas  somente ao final dos jogos, com a turma santista comemorando mais um “não título” do centenário rival paulistano.

Seguem algumas fotos tiradas durante a partida do alto da parte coberta das socias do “retão”.

Massa santista, gol de entrada da Vila.
Rubro-negros, gol de fundo da Vila.
0x0 - Placar da partida
Neymar prepara-se para cobrar falta com algum perigo
Apresentação da Taças conquistadas em 2010. Destaques para: Campeonato Paulista, Copa do Brasil, Campeonato Paulista (Feminino) e Libertadores da América (Feminino)
Início do 2º tempo. Gramado castigado pela chuva.
Santos, Octa Campeão Brasileiro: 1961, 62, 63, 64, 65, 68, 2002 e 2004