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O debate de ontem na Globo

Amigos,

Vi o debate na Globo, ontem.

Chato.

Amarrado, preso, ensaiado. Discurso de horário eleitoral.

Mesmo assim, foi possível perceber algumas boas diferenças entre as duas candidaturas.

Com o equilíbrio previsível, Dilma sai-se bem em vários momentos. Ao falar sobre o Bolsa-Família, deu uma resposta fulminante: “Quem cuida de pobre em São Paulo, é o Governo Federal”. Também foi bem ao falar sobre Educação – professor não se trata a cassetetes – e sobre incentivos ao pequeno e médio empreendedor.

Serra foi o discurso da sáude, porém muito superficial… bom ator, tentava passar segurança, em alguns momentos conseguiu. Mas, não passou conteúdo. Mesmo falando para indecisos, manteve o costume de quando lhe perguntam sobre um assunto, ele desvia para outro. Fez isso quando perguntado sobre política social e na questão sobre como aliviar a folha de pagamento de uma pequena empresa.

Um momento interessante do debate ocorreu quando houve um pequeno problema com o cronômetro, durante a intervenção de Dilma. O apresentador, William Bonner, chegou a pedir desculpas à candidata. Dilma, elegante e desconcertantemente disse que não fora prejudicada pelo apresentador, e sim pelo relógio, demonstrando presença de espírito e bom humor.

No final, o nítido favorecimento à Serra devido ao enquadramento de imagens feito pela Globo. Close em Serra… em Dilma, plano geral.

Porém, enquadramentos não vencem debates, muito menos eleições.

Mais 24 horas e teremos o início da votação. A margem de possibilidades de alguma virada é cada vez mais escassa.

A campanha mais suja que acompanhei esta terminando.

Esperamos que não haja nenhuma armação de última hora.

Desenhos de crianças

Amigos,

O Folha.com publica matéria instigante.

Uma pesquisa feita em escolas no Distrito Federal com crianças de até 6 anos. Os pesquisadores pediram às crianças que elas desenhassem os dois candidatos após verem um trecho do debate promovido pela Folha.

Dilma aparece junto a diversos corações…

Veja a matéria: http://www1.folha.uol.com.br/poder/821363-desenhos-revelam-como-alunos-de-escolas-do-df-veem-os-candidatos.shtml

Debate na Band: Dilma encurrala Serra do início ao fim

Amigos,

Foi impressionante.

Nunca tinha visto algo semelhante em toda minha vida.

Dilma arrasou Serra no debate da Band, ontem à noite.

Do primeiro bloco ao último, Dilma comandou o debate. Pautou os assuntos e manteve Serra acuado.

Foram diversas as passagens para se destacar, na verdade foi o debate todo…

Dilma estava nervosa? Sim… mas, um nervosismo de quem é caluniada, difamada e de quem não tinha oportunidade de dizer “umas verdades”…

Foi isso que Dilma fez ontem… disse “umas verdades”, ou melhor várias verdades.

Fez Serra “perder o rebolado” (como se dizia bem antigamente) em diversas ocasiões…

Serra ficou atônito quando Dilma lembrou de Paulo Vieira de Souza e o desvio de 4 milhões da campanha do PSDB…

Serra ficou surpreso quando Dilma falou que “no p?oximo bloco, quero falar mais da Erenice”… ele nem tocou no assunto

Serra ficou acuado quandoo Dilma informou que, agora Serra é réu em processo de difamação e calúnia. “Te cuida candidato, olha a ficha limpa”….

Serra ficou encolhido quando Dilma lembrou que Monica Serra disse que Dilma matava criançinhas… Serra calou e não defendeu sua esposa… e nem poderia, afinal é algo indefensável…

Serra gaguejou quando Dilma mostrou que foi ele que assinou a norma técnica que regulamenta (de modo correto) o aborto no Brasil…. Serra tentou se esquivar, desconversar, mas Dilma foi incisiva, deixando Serra sem ação.

Serra se atrapalhou todo quando Dilma foi discutir sobre habitação popular. Serra defendeu o puxadinho, Dilma a casa própria.

Sobre privatizações, então, Serra ficou sem jeito ao afirmar que vendeu a Nossa Caixa para fortalecer o Banco do Brasil. Sim , meus amigos, ele teve o desplante de afirmar isso. Dilma foi irônica e firme no desmonte da farsa de Serra.

Quando se falou da Petrobras, Serra suou frio. Dilma foi uma defensora das riquezas do Pré-sal, enquanto que Serra fazia um “tro-lo-ló” vazio…

O debate foi isso.

Um baile de Dilma!

Debate na Globo: a fronteira final

Amigos,

Ontem resisti heróicamente até o final do debate (?) promovido pela Rede Globo.

Tido e havido como decisivo, foi de uma previsibilidade exemplar. Creio que o debate na Record foi mais dinâmico que o o Globo, devido a participação dos jornalistas, com comentários dos candidatos e a possibilidade de confronto de ideias. A Globo deve rever seu formato de debate,  porque esse é muito ruim…

Bom, uma pequena análise do que vi pela TV:

Serra, conseguiu o inimaginável, foi o pior entre os quatro. Esteve um pouco melhor que no debate da Record, com ar de menos cansado… porém seu desempenho foi beirando o desastre. Ficou com o cartaz de promessômetro no pescoço, levou uma tremenda enquadrada de Marina na questão das favelas em SP, foi ironizado por Plínio (“imposto? Ih… ele gosta disso…”). Porém a situação mais patética foi nas considerações finais. Neste momento todos os auxiliares que estão acompanhando o programa no estúdio fazem questão de aplaudir o seu candidato. Pois bem, quando Serra encerrou seu pronunciamento ocorreu um silêncio ensurdecedor. Foi de dar pena. Termina a”descampanha” isolado, derrotado e abandonado por seus mais próximos correlegionários.

Plínio como sempre um caso à parte… Tentou ser irônico, mordaz, mas continua preso a um discurso dos anos 60/70. Começou muito mal o debate, perdendo-se em seus papéis… depois pediu voto para Luciana Genro, Ivan Valente e Chico Alencar, e foi ineficiente em tentar atacar Dilma. Teve (novamente) oportunidade de derrubar Serra, mas não forçou o suficiente… Porém seu discurso final de encerramento foi muito eficiente, puxando para a emoção, serviu como um bom encerramento do debate, dando vivas ao Brasil. Ao contrário de Serrra, recebeu inúmeros aplausos, e acredito, até mesmo de seus adversários.

Marina… Marina jogou, dentro daquilo que o debate permitia, o seu “tudo ou nada”… Nem uma coisa nem outra ao final. Repetindo chavões a exaustão (“lamentavelmente”, foi o termo dos mais usados) e sempre jogando a discussão para o genérico. Não sei se isso convence alguém. Foi convincente e eficiente quando esgrimou com Serra, dando-lhe um “touchê” na questão das favelas de SP, desmascarando o candidato tucano. Fez um discurso que talvez agrade aos jovens e a classe média, na minha opinião um discurso preparado nos barzinhos da Vila Madalena… Termina a campanha num patamar muito acima de quando começou. Dependo das companhias que terá daqui para frente, dependendpo da postura do PV, poderá firmar-se como uma liderança expressiva nacionalmente (ao contrário de Serra).

Finalmente, Dilma. Como das outras vezes,  precisa ser provocada para mostrar suas qualidades. Assim como no debate da Record, entrou para jogar na retranca… mas, com o decorrer do debate, como não haviam ataques pesados dos concorrentes, ficou “tocando a bola na intermediária adversária”… suas respostas para Marina foram cirúrgicas: “Marina, quando se é governo, deve-se agir…”, além de fazer Marina reconhecer os acertos nas UPP e no Bolsa Família. Foi incisiva na provocação de Plínio sobre habitação, defendendo a casa própria para todos os brasileiros e assumindo o papel de Chefe de Governo, e não de líder partidário sectário. Outro destaque foi quando afirmou que não havia caixa 2 na sua campanha… alguns presentes na platéia iniciaram uma gargalhada e Dilma foi fulminante e arrancou aplausos: “Lamento os risos de quem outras práticas. A minha não é essa”, mais direto ao PSDB, impossível (caso dos 4 milhões arrecadados das empreiteiras do rodoanel, denunciado pela Revista “Isto é” – agosto de 2010).

Ao final do debate ficou na base do “tudo como dantes no quartel de Abrantes”.

Era o que Dilma queria.

O debate, ontem na Globo.

Amigos,

Resisti, bravamente, a todo o debate que a Globo realizou ontem.

Foi o esperado… Alckmim (e Fedmann) de um lado, Mercadante (Russomano e Skaf) de outro, com Paulo Bufalo solto para bater em ambos.

O formato foi prá lá de previsível: Primeiro candidato sorteado para perguntar, dirigia-se a Alckmim; Alckmim perguntava para Skaf; Skaf para Mercadante; Mercadante para Russomano; Russomano para Feldmann ou Bufalo…

Debates como da Record, ao menos permitiam o comentário de um outro candidato… menos previsível, mais chamativo…

Fabio Feldmann esteve claramente como linha auxiliar de Alckmim, o  que é um direito dele e do PV… mas, para quem acha que o PV é alternativa… insisto numa tecla: o PV tem propostas para a Vila Madalena, e só.

Paulo Bufalo, do PSol, manteve sua postura de coerência…bateu em todos, assumindo o papel do “eu contra o resto”… na final, fez campanha para Ivan Valente (Deputado Federal). O PSol fez uma escolha de alto risco: conseguiu romper até com o PSTU e o PCB… não conseguiram manter um diálogo, um programa mínimo, nem entre a esquerda mais ortodoxa (na realidade dividiram-se até entre eles, afinal por que Heloísa Helena não aparece no programa de Plínio?), conseguirão discutir com o restante da população?  Acho o isolamento do PSol um equívoco… uma pena transformarem-se em partido nanico…

Skaf, da FIESP e do PSB, apresentou-se como um gestor eficiente… não sei se esse discurso ainda “pega”… foi a fala do PSDB em anos anteriores… quis acuar Mercadante num determinado momento, e soube esgrimar bem com Alckmim… o ponto mais frágil é sua origem (FIESP /PSB). Como nos debates anteriores, no meu entender, apresenta dificuldade na TV, na comunicação.

Russomano (PP), ao contrário, sabe lidar com as câmaras de TV… no entanto, sempre soa como apresentador de programa sensacionalista… terá sempre um público cativo, mas sem romper o teto para levá-lo ao 2º turno. Nítida a dobradinha com Mercadante (algo impensável a alguns anos: dobradinha PT- PP). Enquadrou Feldmann na questão das queimadas pelo Estado… desconversou quando inquirido por Bufalo e duelou com Alckmim (numa leve troca de golpes), quando afirmou que o candidato do PSDB conhecia números “prá chuchu”.

Mercadante (PT) manteve o discurso em defesa da educação e de pendurar o cartaz de medroso no pescoço de Alckmim. Soube sair com razoável habilidade do questionamento de Bufalo (que ironizou Mercadante com a ‘irrevogabilidade”). Defendeu o Governo Lula (é óbvio). Fez tabelinha com Russomano e na medida do possível, com Skaf. Apresentou-se como o candidato que fará o embate final com Alckmim no 2º turno. No geral esteve bem, deixando para Russomano e Skaf as questões mais agressivas sobre Alckmim. Bateu firme na questão da aprovação automática (que ele deve diferenciar de progressão continuada) e na oportunidade igual para o estudante da classe trabalhadora e o estudante rico.

Finalmente, Alckmim (PSDB). Tentou empurrar a discussão sobre Educação como algo eleitoreiro (!!!), até saiu-se razoável na  defesa da progressão continuada, porém como Rusomano afirmou, “Ele vive como Alice no País das maravilhas”, ou ainda como Skaf disse: “eu ficaria mais tranquilo se o  Alckimim reconhecesse que a Educação no Estado de São Paulo está ruim”. Teve em Feldmann um bom escudo. Muito na defensiva, o que é normal para quem esta na frente nas pesquisas, evitou qualquer possibilidade de “bola dividida”, isto é, evitou Mercadante… e ironizando o candidato petista, questionou Bufalo, não sem antes dizer que o PT quer “censurar” a imprensa…

Debate com esse tipo de formato, geralmente dá empate… salvo participações desastrosas… o que não chegou a acontecer. No meu modo de ver a maior decepção foi Feldmann. Em São Paulo, o PV continua sendo o que sempre foi: uma sigla para abrigar tucanos verdes… incapazes de uma só crítica ao Governo Estadual. Então, para que uma candidatura própria?

Os demais, todos desempenharam seus papéis. Fica tudo guardado para domingo.

Mais 3 dias para decidir o caminho que Sãs Paulo deve seguir.

O debate na Record

Amigos,

Ontem houve mais um debate entre os candidatos à Presidente.

Dilma, Serra, Marina e Plínio presentes (quando farão um debate entre Zé Maria, Rui Pimenta, Ivan Pinheiro, Eymael e o  Levi Fidélix?).

Debate na TV é sempre algo um tanto parecido, geralmente travado…

Pelo que vi e li considero que Serra teve o pior desempenho. Sua participação final pedindo mais um voto é típico de quem sabe que não tem voto mais… que está próximo do teto e pede um  milagre aos seus insuficientes eleitores. Perdido no debate e com “cara de derrotado”, a sua afirmação que energia solar é recurso não renovável foi de uma infelicidade total… uma trapalhada daquelas que demonstram como o candidato está inseguro e nervoso, sendo capaz de um deslize tão primário. Serra é um candidato que está em frangalhos, fruto de sua “descampanha” errática  e sua incrível capacidade de demonstrar arrogância.

Plínio foi o “bom” velhinho… como comentei com uma amiga, parece aquele avô ou tio idoso que a gente ouve, respeita, pede conselhos e no final não segue o que ele diz… poderia ter nocauteado Serra na questão da educação… jabeou (como se diz no boxe) mas não deu um cruzado no queixo… firme na questão do papel da imprensa e soube levar com bom humor quando pediram para que concluísse sua fala. A sua fragilidade física  não é desapercebida, assim como seu papel de franco atirador… se compararmos com o futebol, lembra o Juventus (clube paulistano do bairro da Moóca), muito simpático e com poucos torcedores (e que de vez em quando até lota a Rua Javari).

Marina, aos meus olhos estava desenvolta e melhor que nos debates anteriores (principalmente em relação ao debate da rede TV). Teve bons momentos, porém parecia que estava conversando na Vila Madalena… deu uma excelente resposta à Serra nas questões das drogas, porém não conseguiu (ou não soube) reagir a resposta de Dilma sobre irregularidades no Ministério do Meio Ambiente, assim como da enquadrada que levou de Plínio… Acho que tira mais votos de Serra do que de Dilma e deve crescer entre os indecisos. Ela está num bom momento, vitaminada pela subida de intenção de votos no RJ, DF e AM, onde já superou Serra. Cumpriu o que se esperava dela neste momento…

Dilma esteve bem (também dentro do que se podia esperar) e como sempre apresentou-se como a candidata da continuação das mudanças ocorridas com o Governo Lula… escapou das “cascas de banana” deixadas pelos adversários, porém tensa e rígida… sua melhor performance foi quando duelou com Marina na questão de casos de corrupção. Parece que precisa ser provocada para melhorar seu desempenho. Poderia sorrir mais, afinal estamos vendo um debate pela TV, e não pelo rádio, e imagem é importante…  No geral adotou a tática de “fechar na defesa”  e “contra-atacar na certeza”…aguentou os “12 rounds” sem sentir nenhum golpe de maior contundência. Logo, não perdeu… e não perder nessa altura do campeonato tem o mesmo significado de ganhar…

Ainda tem o debate na Globo…

A tensão aumenta a cada dia…

É aguardar e torcer.