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Mais uma vitória (?) do Ocidente

Amigos,

Alguns celebram a morte de Kadafi, outros não.

Estou entre aqueles que não celebram a morte do dirigente líbio… não por simpatias, mas por um princípio básico, o direito de um julgamento.

Na minha pobre opinião, o que ocorreu na Líbia é o mesmo que aconteceu no Afeganistão, ou no Iraque.

Uma coalizão desproporcional de forças, sempre subalternas às potencias ocidentais (EUA e Europa), contra um regime armado pelos mesmas potencias ocidentais. Um festim para a indústria bélica… afinal se não acontecerem matanças de milhares de pessoas, qual o motivo de sua existência?

Lamentável em todos os sentidos mais esse acontecimento…

Digna de elogios foi a postura da presidenta Dilma, que declarou: o assassinato de uma pessoa não deve ser motivo de alegria.

O que se vê é um outro grupo político (sob o comando do ocidente) tomando o poder e fazendo de assassinatos (ou de uma caçada medieval) uma forma de fazer política (!?!).

Neste ponto, compartilho a opinião do Deputado Brizola Neto, que em seu “Tijolaço” expõe seu ponto de vista.

Lembrando que Brizola Neto foi impedido de visitar a Líbia, por questões de segurança, alguns meses atrás, por ocasião de uma missão oficial da delegação de parlamentares brasileiros àquele País.

Leia, aqui o artigo de Brizola Neto: http://www.tijolaco.com/alegria-morbida/

Veja, também, outros textos deste blog sobre o assunto:

http://prof-guilherme.capesp.org/?p=2321

http://prof-guilherme.capesp.org/?p=2248

http://prof-guilherme.capesp.org/?p=1572

http://prof-guilherme.capesp.org/?p=1462

http://prof-guilherme.capesp.org/?p=1460

http://prof-guilherme.capesp.org/?p=1399

A Igreja Católica na visão de Monsenhor Gaillot

Amigos,

Segue excelente entrevista divulgada no “Vi o mundo”.

Quem nos fala é o Monsenhor  Gaillot, Bispo virtual de Partenia.  Uma visão dura, crítica e esperançosa.

Acesse: http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/monsenhor-gaillot-a-america-latina-e-nao-a-velha-europa-que-da-o-exemplo-aos-que-lutam-contra-a-injustica.html

Pelé, 70 anos

fonte: da internet

Amigos, Pelé (o maior de todos) completou 70 anos.

Histórias relativas ao Rei do futebol já foram amplamente divulgadas, sendo muito difícil acrescentar algo mais.

Mesmo assim, é possível divulgar passagens pouco conhecidas ou esquecidas do fantástico camisa dez.

Primeiro, deixar bem claro que Pelé só pôde ser Rei pois atuou no Santos FC. Clube que não tinha receio (e continua não tendo) de colocar um menino de 16 anos como titular da equipe.

Uma passagem bem interessante de Pelé pelo Santos FC ocorreu no ano de  1972, ocasião que a presença de Pelé é comparável a “Beatlemania” dos anos 60…

Segue a matéria:

É porque multidões ele foi arrastar

O primeiro desses acontecimentos deu-se na Inglaterra. Partida contra o Aston Villa, em Birmingham. Um frio de rachar e os mineiros ingleses entram em greve.

O Santos jogaria a noite e não haveria luz para a iluminação do estádio. Porém os ingressos já estavam vendidos e não seria possível adiar a partida. A solução encontrada pelos dirigentes foi o aluguel de potentes geradores para a iluminação. Potentes, em termos, pois o campo ficou um tanto escuro, a tal ponto que Ele, o Rei, interrompeu a partida para reclamar da iluminação.

Pelé tinha o poder de paralisar uma partida de futebol, na terra dos inventores do esporte! Os ingleses sabem reconhecer o poder da realeza…

Uma semana depois, estaria em Dublin, capital da República da Irlanda. Pela primeira vez a constelação de craques santistas pisava o solo irlandês. O adversário seria um combinado das duas principais equipes de Dublin, o Bohemians FC e o FC Drumcondra. Estádio lotado, com a presença do Primeiro Ministro da Irlanda, Jack Linch. O resultado foi uma vitória por apertados 3×2, mas o destaque foi a euforia dos irlandeses em ver Pelé e o Santos FC, tanto que logo após o 3º gol santista (de Alcindo “Bugre Xucro”, aos 87′), o árbitro encerrou a partida, pois o público invadira o campo.

Para protestar?

Não, claro que não.

Invadia o campo para tentar abraçar Pelé. Pelé que deu um pique de uns 100 metros para escapar ileso da multidão enlouquecida.

Em Bruxelas, no compromisso seguinte, os belgas repetem as mesmas cenas de euforia. O Santos enfrentaria o tradicional Anderlecht, e o estádio lotou novamente. O público era tão grande que os muros foram derrubados e uma multidão assistiu a partida literalmente na beira do campo. Para tranquilidade e segurança de todos, a partida terminou em 0x0…

Em Roma, dois dias depois, a mesma loucura. Os promotores da partida esperavam um bom público, mas na hora do jogo uma multidão não esperada rondava o Olímpico de Roma. Ingressos vendidos foram 42.000, mas para evitar problemas liberaram o acesso ao estádio e umas 25.000 (!!!!) pessoas invadiram as arquibancadas. Todos querendo ver o Santos e Pelé.

Ainda teve Istambul, Turquia. Abrindo um novo mercado, o Peixe chega na cidade turca, portão de entrada da Ásia (ou da Europa?). O resultado foi novamente um estádio lotado e outra aula de futebol dada pelos artistas santistas, na vitória por 6×1 sobre o Fernerbach SC.

No Japão, cenas semelhantes, O Santos enfrenta a Seleção Japonesa com a presença de parte da família imperial no estádio, e os torcedores japoneses – eufóricos com a presença da “divindade do futebol” – invadem a gramado ao final da partida .

O mesmo aconteceu em Port of Spain, em Trinidad & Tobago, no Caribe. Num estádio para 30.000 pessoas, 50.000 torcedores abarrotam as arquibancadas. O estádio não tinha iluminação e  a partida durou apenas 1 hora. Ao final do encontro, novamente os torcedores invadiram o gramado e sairam com Pelé nos ombros pelas ruas de Port Spain. Pepe (na ocasião, Técnico da equipe) conta que todos ficaram apavorados, pois não sabiam o destino de Pelé… somente depois de mais de meia hotra é que os dirigentes santistas localizaram Pelé e o trouxeram de volta à delegação…

Qual o jogador de futebol é capaz de provocar tanta alegria e entusiasmo nos dias de hoje?