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Surge Pelé e a seleção brasileira perde o complexo de vira latas

Amigos santistas, dando continuidade ao primeiro texto (http://prof-guilherme.capesp.org/archives/4515), vamos conhecer mais 25 curiosidades, agora no período 1954/1962.

Capítulo II

Evaristo Macedo (quando jogador e como técnico)

Assim como em 1954, novamente o Brasil teve que  disputar as eliminatórias para a Copa da Suécia. E Oswaldo Brandão, que comandou o alvinegro no vice-campeonato paulista de 1948 foi o técnico da Seleção (1). Enfrentando o Peru em duas partidas, o Brasil elimina o concorrente sul-americano e segue para Estocolmo. Em campo, Evaristo de Macedo, que também seria técnico do Santos FC em 1993 (2), atua pelo selecionado.

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Santos FC na Copinha 2014

Santistas de todo mundo, uni-vos!

O Santos FC inicia mais uma Copinha.

Campeão em 1984 e 2013, o alvinegro defende o título e parte em busca da 3º Taça.

Participante da Copa São Paulo de Futebol Junior desde 1970, o clube de Vila Belmiro teve grandes craques disputando o tradicional torneio de início de ano. Cláudio Adão (1971), Juary (1976), Pita (1977), Cesar Sampaio e Kazuo (1986), Camanducaia (1995), Deivid (2000), Elano (2001), Robinho e Diego (2002), Ganso e Neymar (2008), são alguns nomes que surgiram em anos anteriores.

Será que surge outro como esse aí?
Será que surge outro como esse aí?

Além dos títulos de 1984 e 2013, o Santos foi 2º colocado em 2010 e 1982 e semi-finalista em 1978, 1981, 1983, 1985 e 2000

Outra tradição santista na Copinha é a revelação e/ou aproveitamento de craques do passado na lapidação de jovens talentos. Pepe, Coutinho, Del Vecchio, Lima, Abel, Narciso são alguns que colocaram suas ricas experiências pessoais ao serviço de revelar novos craques. Neste ano o responsável pelos jovens craques é o Pepinho Macia (filho do craque Pepe).

E depois de 20 anos o SFC retorna à casa, atuando novamente na Vila Belmiro na fase inicial. Nos últimos tempos, começou jogando em diversas cidades do interior como Limeira, São Carlos, Rio Claro, Leme, Jaguariúna e São José do Rio Preto.

Os adversários também fazem parte de uma  outra listagem bem interessante. Desde os tradicionais times brasileiros aos curiosos clubes do interior passando pelos mexicanos do Providência (2×0 em 1980) e os alemães do Bayern de Munique, que foi goleado na Vila Belmiro em 1985, por 4×0.

Agora em 2014 os adversários serão o Criciúma (SC), Alecrim (RN) e o Capital (DF). Tanto  o Alecrim como o Capital serão confrontos que pela 1ª vez acontecerão na Copa São Paulo. Contra o Criciúma o Santos já enfrentou em três oportunidades, e sempre com empates:  em 1990, 1×1, na Vila Belmiro; 1991, 0x0 em São Bernardo do Campo e em 1992, 0x0, novamente na Vila Belmiro.

Relembre os craques que enfrentaram o Criciúma em 1992;

Robson; Alberto, Paulo, Cerezo e Marcos Paulo; Leo, Índio e Marcelo Passos; Marquinhos (Sérgio Andrade), Whellinton (Calazans) e Romeu.

Técnico: Xaxá

Cerezo, Marcos Paulo, Marcelo Passos e Whellinton foram vice campeões brasileiros de 1995.

E este ano?

Quais serão os craques revelados?



	

Uma aventura na África – 45 anos da excursão mais incrível do SFC

Guerra de Biafra (1969) - Região Oriental da Nigéria

Janeiro de 1969.

Parecia que o Brasil e o Mundo estavam de cabeça para baixo.

Aqui, o AI-5 ceifava cabeças, Vandré embalava multidões e Roberto Carlos vivia em ritmo de aventura. Lá fora, os jovens estudantes continuavam tentando a mudar o mundo, onde quer que estivessem,  fosse em Washington ou Saigon, Paris ou Praga, Caracas ou Roma, Londres  ou San Francisco.  Algumas vezes na vanguarda dos movimentos sociais, outras vezes apenas resistindo à repressão ou a violência do Estado.

No futebol, um time sulamericano continuava reinando em seu País e preparava-se para ser o melhor do Mundo novamente. Depois de um ano perfeito, quando conquistou todas as competições que participou, o Santos FC preparava-se para um giro pelos campos africanos.

Não seria a primeira vez, visto que o alvinegro já visitara o continente negro em 1960, 1966 e 1967.

Com um roteiro prevendo jogos no Congo, Nigéria, Argélia e Moçambique a viagem se estenderia por 25 dias, iniciando em 17 de janeiro e terminando em  9 de fevereiro.

Contando com uma delegação de 18 atletas (Gylmar, Laércio, Turcão, Ramos Delgado, Oberdã, Marçal, Rildo, Joel Camargo, Negreiros, Lima, Edu, Amauri, Toninho Guerreiro, Douglas, Pelé, Abel e Manoel Maria) o SFC parte para fazer história na África.

A primeira parada foi na cidade portuária de Point Noire, na República do Congo. O adversário seria uma seleção local. O estádio lotado viu todos os 18 craques santistas em campo desfilarem a categoria que possuíam e marcarem 3 gols. Apesar da derrota por 3×0, os torcedores locais saíram satisfeitos, pois diziam ao final da partida: “Perder para o Santos não é perder!”

Dois dias depois uma esticada até a capital, Brazaville, para enfrentar a seleção nacional do Congo, no Estádio da Revolução. Oitenta mil pessoas lotavam o estádio. Nas tribunas a presença do Presidente da República do Congo, Ngouabi. O árbitro congolês (Nkoukou) permitia a violência dos jogadores locais contra os santistas e ao final do 1º tempo, revoltado, Pelé aproxima-se de Nkoukou e exclama: “Le macth est fini!”. O Presidente do Congo, vendo os fatos, manda um bilhete para o árbitro: “O Santos está aqui para dar um espetáculo e eu quero assistir esse espetáculo. Você tem que apitar direito o segundo tempo. Se isso não acontecer, você será preso”.

Esse, literalmente, mandava prender e mandava soltar.  (Marien Ngouabi)
Esse, literalmente, mandava prender e mandava soltar. (Marien Ngouabi)

Recado dado, recado recebido. Logo no início da etapa final, o árbitro marca um pênalti, que Toninho converte. Em seguida, Pelé marca de falta e acaba a violência em campo. No final, vitória por 3×2.

Após atuar em Brazaville, uma incrível travessia de barco pra Kinshasa na República Democrática do Congo.

Brazaville e Kinshasa são separadas pelo Rio Congo. Uma capital de frente para outra…

Em 1969, os dois países estavam rompidos diplomaticamente. A República do Congo (RC) tinha um Governo de orientações marxistas, enquanto que a República Democrática do Congo (RDC) era alinhado com os governos pró-EUA, algo no estilo Coréia do Norte e Coréia do Sul. Desta forma não havia ligação fluvial entre as capitais, sendo proibido que qualquer pessoa atravessasse o Rio Congo em qualquer direção.

Mas, como Pelé e seus súditos atravessariam a fronteira?

Aqui surgia a primeira grande aventura… Num trabalho intenso de bastidores políticos, surge uma trégua na tensão diplomática. O exército da RDC manda uma barca para buscar os craques santistas, e num gesto de boa vontade o Governo da RC permite que a mesma  atracasse em seu território. Em outro momento tal situação significaria uma declaração de guerra, porém era o Santos, era Pelé, eram os deuses negros do futebol que estavam no cais de Brazaville. Desta forma, o futebol provoca seu primeiro milagre na África: Tiros ou bombas não foram ouvidos e nem foram lançadas… A paz estava sendo construída. Era a missão de paz  e alegria que estava passando em solo congolês.

E o Santos superou uma guerra…

Em Kinshasa, enfrentando uma típica tempestade tropical que desabou sobre a RDC, apenas treze mil pessoas viram mais uma vitória do alvinegro.

Mais dois dias e mais uma partida, agora com o tempo mais firme, quarenta mil pessoas lotaram o estádio Tata Raphael e viram a vitória dos locais por 3×2!

Euforia na África!

Uma seleção africana derrotava os deuses do futebol!

Do Congo, o alvinegro seguiu para a Nigéria, seriam os “Águias Verdes”, a seleção nigeriana o próximo adversário. Mesmo sofrendo com a violência adversária, Pelé realizou uma grande exibição e marcou dois gols no empate por 2×2.

Da Nigéria, parte para Moçambique, na época colônia portuguesa. O adversário seria o time europeu FK Áustria Viena, que foi derrotado por 2×0.

Mas o Governo da Nigéria queria mais uma apresentação em seu território, na cidade de Benin. A Nigéria atravessava uma séria crise política, com a intensificação da guerra civil na região de Biafra. Era uma tragédia tal guerra… As potencias ocidentais alimentavam os dois lados com armamentos.

Benin era uma das cidades mais importantes  da Nigéria. De grande importância espiritual para os locais, foi sede do antigo reino de Benin, destruído pelos britânicos em 1897. Na época dos britânicos o Rei acabou exilado em Calabar, no extremo leste da Nigéria.

Quando o Peixe chegou em Benin, a delegação santista foi apresentado ao descendente do antigo Rei de Benin, Akenzua II, que tinha 26 esposas, 84 filhos e 216 filhas.  O ex-jogador Lima, em depoimento, afirmava que os atletas deram-lhe apelido de “Rei do Pissirico”.

Esse é sucessor de Azenkua II, príncipe Salomon. Sagrou-se Rei em 1979.

Benin também era uma cidade importante do ponto de vista estratégico e econômico, e mesmo não fazendo parte da região de Biafra, contava com forte ação guerrilheira. A Lei marcial vigorava na região, e a violência fazia parte do cotidiano da população.

Porém ali estavam os maiores futebolistas do planeta, visitando aquela região esquecida do Mundo. A tensão era tão grande que poderia ser sentida nas pontas dos dedos…

Haveria partida de futebol?

Pelé poderia ser visto em campo?

Haveria paz?

Mas, aquela excursão era para quebrar todas as expectativas…

Naquele instante, todos queriam ver Pelé… As diferenças étnicas, política, ideológicas seriam  superadas.

Não haveria violência, não haveriam mortes.

Crianças não ficariam órfãs naqueles dias. Esposas e mães não enlutariam seus corações, pois algo mágico estava acontecendo: era o Santos FC em Benin.

O transporte foi reestabelecido e decretado feriado. O estádio lotou, e vinte e cinco mil pessoas testemunharam o momento onde a paz foi alcançada. Uma paz efêmera, mas paz!

O resultado no gramado ao final dos 90 minutos era o menos importante… O grande fato aconteceu antes da partida e fora do campo.

Uma guerra suspensa!

Mais uma… Em apenas quinze dias.

Em seguida, uma exibição em Gana. Novamente a presença de altas autoridades, desta vez era o Tenente-General Ankrah, chefe do Exército de Libertação Nacional, que governava Gana. Pelé foi aplaudido do início ao fim da partida. E o árbitro ganês, George Lamptey, anulou um gol do Santos FC.

Finalmente a despedida:  Foi no Norte da África, em Oran, Argélia.

Cinquenta mil pessoas abarrotavam o estádio. O Público ocupava até mesmo as laterais do gramado. Algo impensável nos dias de hoje, porém normal para os padrões de 1969. Pelé tem que sair correndo do gramado ao final da partida, pois os torcedores enlouquecidos invadiram o campo querendo um abraço, um aceno, ou mesmo uma peça do uniforme do Rei do Futebol.

E a excursão se encerrava. Foram 9 partidas, com 5 vitórias, 3 empates e 1 derrota. Marcou 19 gols e sofreu 11. Pelé foi o principal artilheiro com 8 gols, seguido por Toninho 5; Manuel Maria e Douglas com 2 e Lima e Edu marcaram um gol cada.

Além das inúmeras homenagens, desfiles, jantares, recepções ao longo dos 25 dias, ainda foi conquistada a Taça “Banco Standard TOTTA”, na partida contra o Áustria Viena.

Fichas técnicas:

17/01/1969 Santos FC 3×0 Seleção de Point Noire (CON)

L: Point Noire (RC)

D:  6ª feira

C: Amistoso

P: 30.000

A: Joseph Makesse

G: Pelé 29′, Manoel Maria 57′ e Douglas 89′

SFC: Gylmar (Laércio); Turcão (Oberdan), Ramos Delgado (Paulo), Marçal e Rildo; Joel Camargo (Negreiros) e Lima; Edu (Amauri), Toninho (Douglas), Pelé e Abel (Manoel Maria)
Técnico: Antoninho

PN: Mambema; Vicas, Jonquet, Ossenguet e Macosso; Feotou e Bikakondi; Yamba, Paty, Ondselet e Delide.

19/01/1969 Santos FC 3×2 R CONGO

L: Stade de la Revolución - Brazaville (RC)

D: Domingo

C: Amistoso

P: 80.000

A: Nkoukou (CON)

G: Pelé (f) 50′ e 65′ e Toninho (p) 55′ – Bikouri 42′ e Ndolou 10′

SFC: Gylmar; Turcão (Oberdan), Ramos Delgado, Marçal e Rildo; Joel Camargo (Negreiros) e Lima; Edu, Toninho (Douglas), Pelé e Abel (Manoel Maria)

Técnico: Antoninho

CON: Matsima; Ombellet, Nyangou, Nyangou e N’Doulou; Akouala e Pilamkembo; Bikouri, Fondou, Mbono, Euzécio e Itsa (Dzabana).

21/01/1969 Santos FC 2×0 RD CONGO “B”

L: Tata Raphael - Kinshasa (RDC)

D: 3ª feira

C: Amistoso

P: 13.000

A: Muamba Kambué

G: Toninho 33′ e Manoel Maria 46′

SFC: Gylmar; Turcão, Ramos Delgado, Marçal e Rildo (Oberdan); Joel Camargo e Lima; Edu, Toninho (Douglas), Pelé e Abel (Manoel Maria)
Técnico: Antoninho

Uniforme: Camisas brancas

RDC: Matumona; Luyeye, Kasangu, Tshimanga e Mange; Makelele e Tshulumba; Mayanga, Kembo, Kashali (Docta) e Mokili.

23/01/1969 Santos FC 2×3 RD CONGO “A” - 2429

L: Tata Raphael - Kinshasa (RDC)

D: 5ª feira

C: Amistoso

P: 40.000

A: Mayombe

G: Pelé 25′ e 44′ – Nyembo 28′ e Kalala 50′ e 60′

SFC: Gylmar; Turcão (Oberdan), Ramos Delgado, Marçal e Rildo; Joel Camargo (Negreiros) e Lima; Manoel Maria, Toninho (Douglas), Pelé e Edu.
Técnico: Antoninho

Uniforme: Camisas brancas

RDC: Matumona (Kalambay); Luyeye, Ngoie, Tshimanga e Mange; Makelele e Kibonge; Nyembo (Mokili), Kembo, Kalala e Mayanga (Adelar).

26/01/1969 Santos FC 2×2 NIGÉRIA

L: Estádio Principal de Lagos (Taslim Balogun Stadium) - Lagos (NIG)

D: Domingo

C: Amistoso

A: P.L. Gomah

G: Pelé 25′ e 42′ – Osede 12′ e Alli 88′

SFC: Gylmar; Turcão, Ramos Delgado, Marçal e Rildo; Joel Camargo (Negreiros) e Lima; Manoel Maria, Toninho (Douglas), Pelé (Amauri) e Edu (Abel)

Técnico: Antoninho

NIG: Rigogo (Peter); Igne, Mazeli, Andrews e Opens; Olumodeji e Olayombo; Osede, Alli, Lawal e Inge (Mohamed).

Técnico: Peter ‘Eto’ Amaechina

01/02/1969 Santos FC 2×0 FK Áustria Viena

L: Estádio Oliveira Salazar - Lourenço Marques – Moçambique (MOÇ)

D: Sábado

C: Amistoso (Taça Banco Standard TOTTA)

P: 20.000

A: Américo Telles

G: Lima (f) 30′ e Toninho 18′

SFC: Laércio; Turcão (Oberdan), Ramos Delgado (Paulo),  Joel Camargo (Marçal) e Rildo; Lima e Negreiros (Amauri); Manoel Maria, Toninho (Douglas), Pelé e Edu
Técnico: Antoninho

Uniforme: Camisas brancas

FKA: Schneider; Heinz, Johann Frank, Karl e Geyer; Dienberger e Parits (Knell); Kuntz, Helmut, Ernst e Reidl (Poindl).

Técnico: Ernst Ocwirk

04/02/1969 Santos FC 2×1 Seleção do Meio Oeste (NIG)

L: Samuel Ogbemudia Stadium (na época Ogde Stadium) - Benin – Nigéria (NIG)

D: 3ª feira

C: Amistoso

P: 25.000

A: A. Anisha

G: Edu e Toninho (ambos no 1º tempo) – Okerê (1º tempo)

SFC: Gylmar (Laércio); Turcão, Ramos Delgado, Joel Camargo e Rildo (Oberdan); Lima e Negreiros (Marçal); Manoel Maria, Toninho (Douglas), Pelé (Amauri) e Edu (Abel) .
Técnico: Antoninho

Uniforme: Camisas brancas

MO: Omede; Egbeama, Okerê, Oaigie e Izilein; Okafor e Okore; Atuma, Efosa, Iyaserê e Tobor.

06/02/1969 Santos FC 2×2 Heart of Oak SC (GAN)

L: Ohene Djan Stadium - Acra – Gana (GAN)

D: 5ª feira

C: Amistoso

P: 25.000

A: George Lamptey (GAN)

G: Pelé 33′ e Douglas 65′ – Abeko 27′ e Amusa 53′

SFC: Laércio; Turcão, Ramos Delgado, Joel Camargo e Rildo; Lima (Marçal) e Negreiros (Amauri); Manoel Maria, Toninho (Douglas), Pelé e Edu.

Técnico: Antoninho

Uniforme: Camisas brancas

HOSC: Addoquaye; Joe Adjei, Joe Dakota, Esirey (Michel) e Amarteifio; Welbeck e Abeko; Robert Foly, Joe Garthey, Amusa e George Alhassan.

09/02/1969 Santos FC 1×1 ARGÉLIA

L: Stade Ahamed Zabana - Oran – Argélia (AGL)

D: Domingo

C: Amistoso

P: 50.000

A: Kaide Slimane

G: Toninho 42′ – Freha 76′

SFC: Laércio; Turcão (Oberdan), Paulo, Joel Camargo e Rildo; Lima e Negreiros; Manoel Maria, Toninho (Douglas), Pelé e Edu.

Técnico: Antoninho

Uniforme: Camisas brancas

AGL: Abrouk; Kniart (Thamar), Douruba, Hadepy e Atuh; Sheb (Freha) e Seridi; Beroudji, Selni, Achour e Izelein.

Técnico:  Saïd Amara

Para encerrar, veja o vídeo editado por Wesley Miranda:

http://www.youtube.com/watch?v=BvbCUB0sym8

Pelé e Rogério Ceni, recordistas em tempos distintos

Amigos do futebol,

Hoje Rogério Ceni alcança a incrível marca de 1.116 partidas usando a camisa 01 do São Paulo FC, igualando a marca estabelecida pelo maior de todos: o Rei Pelé!

Atuando em posições díspares Pelé e Ceni são mitos para os simpatizantes de seus clubes, Santos e São Paulo. Ambos são colecionadores de títulos para seus clubes e não tenho dúvidas, já são imortais!

Pelé, o gênio supremo do futebol, alcançou números impressionantes em sua carreira, sendo campeão de tudo que disputou, é recordista de gols e de participações em campo. Atuou em apenas dois clubes em sua carreira, o Santos FC e  New York Cosmos (EUA), sendo o grande divulgador do “soccer” nas terras de “Tio Sam”.

Ceni, é um mito para os tricolores…não alcançou a unanimidade como Pelé, mas, sem dúvida, é um dos maiores goleiros da história do futebol brasileiro.  Sua personalidade forte, sua liderança, muitas vezes é tomada como arrogância ou soberba, porém seu trabalho sob as traves é indiscutível.

Pelé e Ceni possuem em comum algo mais que 1.116 partidas… Pelé e Ceni compartilham um grande número de gols obtidos de “bola parada”, talvez uma das poucas maneiras de comparar diretamente os dois grandes atletas.

Segundo a página SPFC digital, o goleiro tricolor marcou 113 gols em sua carreira, sendo 58 de pênalti, 54 de falta e 1 de bola rolando (após cobrança de falta, em jogada ensaiada).

E quantos gols teria Pelé marcado, pelo Santos FC, de bola parada?

Num levantamento INÉDITO, o blog conseguiu números impressionantes!

No entanto, quero salientar que não são números definitivos, porém estão muito próximos do real… Afinal, são poucos os jogos onde não consegui obter informações detalhadas sobre como foi o transcorrer da partida.

Bem, vamos aos números:

Pelé x Ceni

jogos: 1.116

  • gols de pênalti:

Pelé 109 x 58 Ceni

  • gols de falta:

Pelé 31 x 54 Ceni

  • gols olímpicos:

Pelé 1 x 0 Ceni

  • Total de “bola parada”:

Pelé 141 x 112 Ceni


  • gols de “bola rolando” (aqui não tem nem comparação…):

Pelé 951 x 1 Ceni

Ou seja, parabéns Rogério Ceni, mas Pelé continua sendo maior, continua sendo o Rei!

Harold Cross – um pioneiro

Santistas de todo mundo, uni-vos!

A história deste britânico, nascido na Irlanda tem grande importância ao futebol santista.

H. Cross, como a imprensa grafava seu nome, foi um pioneiro do futebol praiano e um dos fundadores do Santos FC. Sua contribuição ao futebol, no entanto, ocorre muito antes do nascimento do alvinegro. Cross esteve presente na primeira partida de futebol na Cidade de Santos em 01/11/1902, aos 19 anos de idade, na praia do Boqueirão.

Num campo de areia (100m x 70m), com arcos de bambu, 22 senhores, sem ao menos tirarem as gravatas, fizeram a 1ª partida de futebol em solo santista. Poucos conheciam as regras básicas do football, entre eles os irmãos Harold e Vitor Cross

Essa partida foi decisiva para a fundação do primeiro clube (07/11/1902) dedicado ao futebol em Santos, o CA Internacional. E Harold Cross estava lá, entre seus fundadores.

A primeira partida foi logo na semana seguinte e o adversário foi um combinado de atletas paulistanos, conforme a ficha técnica que segue:

15/11/02 C.A. Internacional 3×1 Combinado CA Paulistano, AA Mackenzie C e SC Germânia.

Local: Praia do Boqueirão

Gols: H.Cross (2) e W. Marsland (1) – gol do combinado não disponível.

CAI: J. Thompson; Walter Grimsditch e A. Trail; André Miller, Theodore Joyce e E. Cox; G. Gool, Charles Murray, W. Marsland, Lloyd e Harold Cross.

E Harold Cross deixa sua marca de goleador e de pioneiro!

Em 1903, o CA Internacional realiza suas primeiras partidas, sempre com Harold Cross na extrema esquerda:

15/03/03 CA Internacional 2×1 Combinado Paulistano

Local: Praia do Boqueirão

Competição: amistoso

Foto de uma das primeiras partidas de futebol em Santos. Harold e Vitor Cross estão presentes, assim como Charles Miller. Foto publicada em "A Tribuna" em 1973, cedida por Valdomira Ribas Cross

22/03/03 CA Internacional 4×1 Mirto Club Vicentino (São Vicente)

Local: Praça do Monumento (São Vicente)

Competição: amistoso

28/06/03 C.A. Internacional 0 x 3 S.C. Germânia (São Paulo)

Local: Campo na Avenida Ana Costa

Competição: Inauguração do campo (gramado)

07/07/03 CA Internacional 0x1 CA Paulistano (São Paulo)

Local: Campo da Avenida Ana Costa

Competição: Amistoso  

Harold Cross torna-se campeão Santista em 1903 e 1904, em confrontos com o SC Americano. A Liga Paulista abre uma vaga para a sua competição principal (1904) e convida o CA Internacional e a AA Palmeiras para a disputa da mesma. Fazendo uma única partida em São Paulo, a vaga fica para os paulistanos:

??/04/04 C.A. Internacional 0x1 A.A. das Palmeiras (São Paulo)

Local: Velódromo (São Paulo)

Competição: Seletiva para o Campeonato Paulista de 1904

Não há muitos registros históricos referentes ao ano de 1905, mas acredita-se que Harold Cross continuava a defender as cores azuis e vermelhas do CA Internacional.

Em 1906, novamente uma vaga é disponibilizada pela Liga Paulista, o CA Internacional elimina o SC Americano e perde a vaga para a AA Palmeiras (novamente):

15/04/06 CA Internacional 2×0 S.C. Americano (Santos)

Local: Em Santos

Competição: Seletiva ao Campeonato Paulista

22/04/06 C.A. Internacional  0x4 A.A. das Palmeiras (São Paulo)

Local:  Velódromo (São Paulo)

Competição: Seletiva ao Campeonato Paulista

Em 1907, com a saída da AA Mackenzie C e da AA Palmeiras, duas vagas são abertas no Campeonato da Liga, e o Internacional e o Americano são convidados a participar da competição. Desta forma, Harold Cross irá atuar ao lado dos grandes craques da infância do futebol brasileiro. E logo na primeira apresentação do clube santista, uma vitória sobre o lendário São Paulo AC, com gol de Harold Cross. A nota curiosa é que Charles Miller atuou no gol do SPAC nesta partida.

Charles Miller - precursor do futebol brasileiro

13/05/07 CA Internacional  1×0 São Paulo AC

Local:  Velódromo (São Paulo)

Competição: Campeonato Paulista

Árbitro: Jorge de Miranda Junior

Gol: Harold Cross

CAI: Victor; J. Meech e O. Pillar; Badu, Argemiro e M. Verdmassi; H. Crawshaw, A. Fontes, T. Cross, Chico e Haroldo Cross.

09/06/07 CA Internacional 1×1 SC Americano (Santos)

Local:  Velódromo (São Paulo)

Competição: Campeonato Paulista

CAI: Crawshaw: J. Meech e O. Pillar; Todd, Argemiro e M. Verdmassi; Victor, Ambrósio, Badu, Joãozinho e Haroldo Cross.

23/06/07 CA Internacional 1×2 SC Internacional (São Paulo)

Local:  Velódromo (São Paulo)

Competição: Campeonato Paulista

Árbitro: John Hamilton

Gol: Harold Cross (CAI) – Ormundo e Meech (contra) (SCI)

CAI: Crawshaw: J. Meech e O. Pillar; Todd, Argemiro e M. Verdmassi; Victor, Ambrósio, Badu, Joãozinho e Haroldo Cross.

23/06/07 CA Internacional 1×1 CA Paulistano (São Paulo)

Local:  Velódromo (São Paulo)

Competição: Campeonato Paulista

CAI: Olynhto: J. Meech e O. Pillar; Todd, Argemiro e M. Verdmassi; Victor, Amadeu, Badu, Chico e Haroldo Cross.

04/08/07 CA Internacional 1×5 SC Germânia (São Paulo)

Local:  Velódromo (São Paulo)

Competição: Campeonato Paulista

CAI: Olynhto: J. Meech e O. Pillar; Todd, Argemiro e M. Verdmassi; Ambrósio, J. Monteiro, Badu, Haroldo Cross e Vitor Cross.

18/08/07 CA Internacional 2×4 SC Americano (Santos)

Local:  Velódromo (São Paulo)

Competição: Campeonato Paulista

CAI: Olynhto: J. Meech e O. Pillar; Todd, Argemiro e M. Verdmassi; Ambrósio, J. Monteiro, Badu, Haroldo Cross e Vitor Cross.

01/09/07 CA Internacional 0x3 SC Internacional (São Paulo)

Local:  Velódromo (São Paulo)

Competição: Campeonato Paulista

CAI: Olyntho: W. Nicholas e O. Pillar; Haroldo Cross, Argemiro e M. Verdmassi; A. Silva,  Ambrósio, J. Monteiro, A. Carvalho e Vitor Cross.

22/09/07 CA Internacional 0x3 CA Paulistano (São Paulo)

Local:  Velódromo (São Paulo)

Competição: Campeonato Paulista

CAI: Olynhto: W. Nicholas e O. Pillar; Sousa, Argemiro e M. Verdmassi; Amadeu, Bodri, Tross, Aristides e Haroldo Cross.

Harold Cross participa de todos os jogos (9) e marca dois gols pelo CA Internacional. Durante o Campeonato Paulista, no dia 09 de setembro, Harold Cross participa dos amistosos no Rio de Janeiro contra a AA Internacional (Rio de Janeiro), vencendo por 2×1 e contra o Fluminense FC, no estádio das Laranjeiras (derrota por 0x1).

Chega o ano de 1908, e Harold Cross continua na titularidade do ataque do CA Internacional. A campanha na Paulista de 1908 é fraca e Harold Cross participa de todos os jogos:

13/05 – 0X1 São Paulo AC

24/05 – 0x3 CA Paulistano

14/06 – 0x4 SC Americano

12/07 – 0x5 SC Internacional – primeiro jogo da Liga na Cidade de Santos, no campo da Avenida Ana Costa.

19/07 – 0x2 SC Germânia

18/10 – 0x1 SC Germânia –  Em Santos, no campo da Avenida Ana Costa.

Campo da Avenida Ana Costa

Harold Cross participa de um confronto histórico: contra a seleção da Argentina. O resultado não poderia ser outro, senão uma goleada dos vizinhos por 6×1.

14/07 – 1×6 Seleção Argentina – Em Santos, no campo da Avenida Ana Costa.

Em 1909, Harold Cross agora deslocado para a linha média, atua nas partidas seletivas contra o São Paulo AC, visando o campeonato da Liga de 1909. Com um empate (2×2) e uma derrota (0x2), em partidas disputadas em São Paulo, o CA Internacional não se classifica para a competição.

Com a derrota o CA Internacional vai caminhando para o ostracismo, até que em 1910 o clube é extinto.

Tudo indica que Harold Cross passa a frequentar o Santos AC, clube da colônia inglesa na cidade de Santos. Porém isso não impediu o veterano esportista a participar da fundação do Santos FC, em abril de 1912, aos 29 anos .

Harold Cross continuava a ser o pioneiro de sempre participando da primeira partida oficial do alvinegro praiano:

15/09/1912 Santos FC 3×2 Santos AC (Santos)

Local: Avenida Ana Costa, 22 (Campo do CA Internacional) – Santos (SP)

D: Domingo

Competição: Amistoso – 14:30

A: Não informado

Gols: Arnaldo Silveira (2) e Adolpho Millon – Lee (2)

SFC: Julien Fauvel; Sidnei e Arantes; Ernani, Oscar e Montenegro; Millon, Hugo, Nilo, Simon e Arnaldo Silveira. (Belmarço jogou)

SAC: Parsons; Kent e Deweck; Wood, Seddon e Lee; Saul, De Saone, Allen, V. Cross e Haroldo Cross.

Em seguida, Harold Cross passa a atuar com exclusividade pelo Santos FC, sendo titular da equipe em diversas partidas:

10/11/1912 Santos FC 1×0 Scratch Inglês (Santos) – amistoso Harold estava em campo quando o SFC conquistou sua primeira Taça.

01/06/1913 Santos FC 1×8 SC Germânia (São Paulo)Estreia do Santos FC em Campeonatos Paulistas e Harold Cross é o autor do primeiro gol santista na competição!

22/06/1913 Santos FC 6×3 SC Corinthians P (São Paulo) – Campeonato Paulista

13/07/1913 Santos FC 1×5 SC Internacional (São Paulo) – Campeonato Paulista

17/08/1913 Santos FC 2×1 São Vicente AC (São Vicente) – amistoso em comemoração ao s 25 anos da Lei Áurea . Primeira partida com as camisas listradas em preto e branco do SFC

07/09/1913 Santos FC 1×6 SC Americano (São Paulo) – Campeonato Paulista

12/10/1913 Santos FC 5×2 América FBC (Santos) – Campeonato Santista

09/11/1913 Santos FC 6×3 C Atlético Santista (Santos) – Campeonato Santista

15/11/1913 Santos FC 4×4 Atlas SC (São Paulo) – amistoso

23/11/1913 Santos FC 5×0 CFB Escolástica Rosa (Santos) – Campeonato Santista – Harold Cross marcou um gol nesta partida.

30/11/1913 Santos FC 7×1 América FBC (Santos) – Campeonato Santista – Harold também estava em campo na conquista do primeiro campeonato do Santos FC!

Não há registros de Harold Cross em 1914, porém em 1915, Cross retorna ao ataque santista:

07/02/1915 Santos FC 2×1 AA União Team (Amparo) – amistoso

Após 13 anos de atividade esportiva, Harold Cross aos 32 anos, retira-se dos gramados, mas não do futebol, dedicando-se ao Santos FC durante sua longa vida.

Valdomira e Harold Cross

Harold Cross trabalhou como corretor da bolsa do Café em Santos e faleceu em 1956, aos 73 anos. Foi casado com Valdomira Ribas (prima do sanitarista Emílio Ribas), e tiveram quatro  filhos (todos já falecidos): Charles, Nely,  Deyse e John Ribas Cross.

Lourdes Bizati Cross, nora de Harold Cross, forneceu informações valiosas para a elaboração deste artigo. Torcedora apaixonada do Santos FC, sua melhor lembrança é a vitória por 11x0 sobre o Botafogo (RP), na Vila Belmiro em 1964.

Centenário dos atletas negros no Santos FC

Santistas de todo mundo, uni-vos!

Durante o ano de 2011 e 2012 apareceu uma fotografia do Santos FC, identificada como sendo de 1912 ou 1913 que muitos pesquisadores santistas não conseguiam identificar por completo os atletas que ali se faziam presentes.  O que mais chamava a atenção era a presença de dois atletas negros (um no ataque e outro na defesa) cujos nomes não eram conhecidos.

Quem seriam os dois atletas negros do Santos FC, em 1913?

Durante muito tempo, Eu – Guilherme Nascimento, o Guilherme Guarche, Odir Cunha, Wesley Miranda, Marcelo Fernandes, Evaldo Rodrigues, Walmir Gonçalves, ficamos procurando a identidade perdida dos atletas negros.

O motivo da procura incessante é que a presença de dois atletas negros em 1912/13 seria por si só motivo de orgulho do fato histórico, pois o futebol nasceu elitista, um esporte para as classes oligarcas que não admitiam a presença de setores populares na prática do desporto. Assim, usando a camisa do alvinegro de Vila Belmiro, seria a comprovação do caráter democrático do clube praiano… e não poderia ser de outra forma, uma vez que a cidade de Santos tem como lema “Terra da liberdade e da caridade”.
Pois bem, as pesquisas continuaram e graças aos esforços coletivos, onde o nome de Walmir Gonçalves e Wesley Miranda devem ser destacados, finalmente os atletas puderam ser identificados, bem como a data, o local e o adversário.
Trata-se de uma partida realizada em 15 de novembro de 1913, contra o Atlas SC da cidade de São Paulo.
Era a primeira vez que um time da capital descia a serra para enfrentar o Santos FC, e a partida ganhou dimensões enormes para a ocasião… O clube fazia chamados pela imprensa para que atletas de outras equipes da cidade participassem do evento esportivo, que além das partidas de futebol, contaria com provas de atletismo e também serviria para homenagear o aviador Edu Chaves, um pioneiro naqueles anos (veja link: http://pt.wikipedia.org/wiki/Eduardo_Pacheco_Chaves).
Veja mais sobre Edu Chaves: http://www.youtube.com/watch?v=Ej5dmOwYsmc
O evento, ou festival esportivo conforme a nomenclatura da época, contou com diversas provas de atletismo e mais duas partidas de futebol, dos chamados primeiro e segundo quadros.
O Atlas era um time da várzea paulistana que contava com inúmeros atletas que disputavam o Campeonato Paulista, onde podia-se destacar: Loschiavo, Lagreca, Brito, Mario e Juvenal Prado, além de Friedenreich, que já era a grande atração, porém naquele dia não pode comparecer.
Friedenreich era um dos convidados, mas não pode comparecer.
Desta forma, um público descomunal (para os padrões de 1913) ocupou as dependências do Campo da Avenida Ana Costa. Iniciando as festividades às 12:30 com a banda da União Portuguesa que exibiu-se ao público e em seguida começaram as provas de atletismo. Como curiosidade destaco a vitória de Raymundo Marques na prova de 100 metros rasos.
A foto, que tanta interesse causou, era do 2º quadro, que faria a preliminar naquela tarde festiva:

15/11 – Santos FBC 5×1 Atlas SC (São Paulo)
L: Local: Avenida Ana Costa – Santos (SP)
D: Sábado
Competição: Festival Esportivo Edu Chaves (2º quadro)
A: Armando Cunha
G: Não informados
SFBC: Fauvel; Bandeira e Herculano; Pelucio, Geraule e Esmeraldo; Raymundo Marques, Pujol, Osvaldo, Milton e Jathyl.
ASC: Loschiavo; Soares e Zerillo; Fonseca, Paulini e Catão; Matanó, Camargo, Felix, Amaral e Lopes.

O Santos FC recebeu uma Taça da Cia de Seguros Atlas e atuou com camisas listradas.
Milton é o 4º sentado no chão, da esquerda para direita. E seguindo a ordem da escalação comparada com a foto, Esmeraldo seria o 3º da esquerda para direita, na fileira do meio (ajoelhado).
Pela foto é possível identificar, com certeza, o meia esquerda Milton e com grande probabilidade, o médio esquerdo Esmeraldo.
Milton Félix de Lima era atleta do Escolástica Rosa FC (time da tradicional instituição escolar de Santos) e atuou pelo Santos FBC naquele 15 de novembro, em resposta ao apelo dos dirigentes alvinegros.  Porém, Milton teve uma importância maior, pois no ano seguinte ao lado de Aldo (outro atleta negro, da cidade de Santos), foi Campeão Paulista pela AA São Bento. Milton foi também Campeão Santista pelo Clube Atlético Santista e participou de inúmeras convocações da seleção da cidade de Santos. Foi árbitro da Liga Santista e posteriormente participou da vida social do Clube Atlético Santista. Começou no São Vicente AC, disputou o Campeonato Paulista de 1913 pelo Santos FC (2º quadro), passou pelo Escolástica Rosa FC e finalmente, Clube Atlético Santista.
Esmeraldo, o outro provável atleta negro, atuou no Santos FC, jogou pelo time principal do Santos FC em 1913. Participou do Campeonato Paulista de 1913 (2º quadro), e permaneceu até 1915, ano que passou para a AA Americana (uma dissidência do Santos FC, que entre outros contava com Raymundo Marques, Durval, Anibal e Fontes).

Na partida de fundo, ocorreu um empate:
15/11 – Santos FBC 4×4 Atlas SC (São Paulo)
Local: Avenida Ana Costa – Santos (SP)
D: Sábado
Competição: Festival Esportivo Edu Chaves
Juiz: Eurico Vergueiro
G: Não informado
SFBC: Durval Damasceno; Ernani e Américo; Pereira, Ambrósio e Ricardo; Millon, Haroldo Cross, Paul, Marba e Arnaldo Silveira.
ASC: Brito; Odilon e Mario Prado; Lagreca, Juvenal Prado e Barroso; Oliveira, Ferreira, Souza, Raul e Pujol.
Também usando camisas listradas, ao final da partida os atletas santistas receberam 11 medalhas de prata e o clube recebeu troféu pelo Festival Esportiva Edu Chaves, oferecido pela Cia Atlas de Seguros.
Conforme já vimos,  Edu Chaves foi um aviador pioneiro e posteriormente seria homenageado em São Paulo, com a construção de uma coluna, na Rua da Mooca.
(Referência: Almanaque do Santos FC)
Feito o registro histórico!
Santos FC um pioneiro no combate ao preconceito e ao racismo! E nem podia ser diferente, afinal em qual clube floresceram tantos craques negros e descendentes? Onde atuou Pelé, Coutinho, Robinho e Neymar?
E por uma outra coincidência histórica o registro fotográfico dos atletas pioneiros ocorreu num mês de novembro, dedicado a Zumbi dos Palmares no ano em que se completava oficialmente, 25 anos do final da escravidão.

Zumbi dos Palmares - morto em 20 de novembro de 1695.

Um Rei e milhões de felizes súditos

Eu e o Rei, 2011

Amigos,

Hoje é aniversário do maior de todos…

Ele, que só poderia ter usado o manto mais lindo do futebol… um manto alvo e imaculado…  com um número simples e perfeito: 10!

Ele, o Rei…

Ele, o único…

Ele, que após 38 anos sem jogar futebol, continua sendo o mais popular atleta do planeta… Talvez na na Argentina, prefiram Maradona… Ou na Espanha, Messi ocupe este posto… No entanto, em qualquer outro ponto deste pálido ponto azul, um nome paira acima de todos:   P E L É.

Pude acrescentar um pouco mais na história do “maior de todos” ao “descobrir” uma partida desconhecida do Rei na Costa do Marfim, em 1966.  Essa história esta devidamente descrita no “Almanaque do Santos FC” (que você pode adquirir diretamente comigo, basta entrar em “comentários” e solicitar).

Reproduzo o texto e a ficha técnica da partida:

10/01/1966 Santos FC 4×2 COSTA DO MARFIM

L: Estádio Houphonet-Boigny – Abdjan – Costa do Marfim (CTM)

C: Jogo-treino

P: 20.000

G: Dorval 25′ e 47′, Zito 55′ e Pepe 79′ – Mengle 5′ e Pelé 83′

SFC: Pelé; Orlando, Zito, Mengálvio, Dorval, Pepe (Joseph Blezire entrou) – os demais não identificados

CM:   Mengle – Orlando, Mengálvio, Pelé e Abel (entraram nos últimos 15 minutos) – os demais não identificados

Foi uma exibição para o povo marfinês. Pelé iniciou no gol santista e no 2º tempo jogou pela Seleção de Costa do Marfim, inclusive marcando um gol contra o Santos!!!! Outros 3 atletas santistas fizeram o  mesmo, isto é, aturam pelo SFC e pela seleção da Costa do Marfim: Orlando, Abel e Mengálvio. Quatro atletas marfineses jogaram pelo SFC, entre eles Joseph Blezire.

Mas ao escrever sobre Pelé é preciso falafr de gols… ver os gols…

Segue o vídeo editado pelo genial caçador de vídeos, Wesley Miranda, com mais uma produção:

O Almanaque no Blog arte, cultura e atualidades

Amigos,

Nesta semana o almanaque foi tema do Blog Arte, cultura e atualidades.

O Blog é produzido em Peruíbe, pelo militante cultural José Márcio, e destaca os acontecimentos artísticos e culturais da região do Litoral Sul Paulista.

Veja como foi a entrevista e a cobertura do almanaque no blog:

http://arteculturaeatualidades.com.br/?p=1332

Entrevista na 3ª via santista

Amigos,

O almanaque do Santos FC continua como destaque nos blogas e sites de futebol.

Agora foi a vez do site da “terceira via santista”

Veja aqui como foi a entrevista: http://3vs.com.br/3vs-entrevista-guilherme-nascimento-autor-do-%E2%80%9Calmanaque-oficial-do-santos-f-c-%E2%80%9D/

E lembrando aos amigos, que o almanaque pode ser adquirido diretamente com o autor, com um preço especial.

Receba o almanaque com dedicatória, enviando um e-mail para: guilherme.nasc@yahoo.com.br

Lançamento do almanaque do Santos FC, realizado na Vila Belmiro.