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Datafolha: Alckmim cai e Mercadante sobe

Amigos,

O Datafolha (aquela quer não sabe fazer contas, ou que sabe muuuito bem) divulga mais uma pesquisa para Governador no Estado de São Paulo:

Alckmim  – 49%

Mercadante – 27%

Russomano – 9%

Skaf – 4%

Feldmann – 1%

brancos, nulos e indecisos – 10%

Nos votos válidos:

Alckmim – 54%

Mercadante – 29%

link: http://www1.folha.uol.com.br/poder/806917-vantagem-de-alckmin-cai-6-pontos-mas-tucano-ainda-ganharia-no-1-turno.shtml

Debatendo a educação

Amigos,

A educação é tema recorrente nas eleições para Governador do Estado. Vários são os problemas, mesmo com as negativas do candidato do PSDB.

Gostaria que os amigos leitores do blog, façam a leitura do texto da Professora Claudia Rosana Campos Pereira em co-autoria com o Professor Marcus Tadeu Meneguelo, ambos colaboradores do CAPESP, sobre o uso das apostilas da Secretaria de Educação em sala de aula.

O texto é: Material unificado do Governo do Estado de São Paulo: generalista, genérico…

O link: http://www.capesp.org.br/portal/lendonews/1466/

Hoje tem debate na Globo: Mercadante x Alckmim

fonte: http://www.mogianaonline.com.br

Amigos,

A hora da verdade está chegando… hoje é dia de debate na Globo…

É Santos x Corinthians; é São Paulo x Palmeiras; Ponte x Guarani; é Come-fogo…

Semi-finais de campeonato… Alckmim (mais Feldmam) e Mercadante (mais Russomano, Skaf) além de Bufalo (solto)…

A final será domingo.

É dia para empurrar – definitivamente – Mercadante no 2º turno.

E tendo 2º turno, bye bye PSDB…

Ontem, Russomano já declarou apoio para Dilma… alguma dúvida que ele apoiará Mercadante?

No 2º turno, Dilma, Lula, Eduardo Campos, Cid Gomes, Suplicy, Marta e Netinho livres para fazer campanha… duvido que o funcionalismo não se una em torno de Mercadante…

Aécio vem ajudar Alckmim? Serra?Bom, se Serra vier em ajuda… melhor para Mercadante…

O data-folha da “Fox de São Paulo” ainda diz que Alckmim vence em 1º turno… quem acredita na Fox?

Mais um exemplo da “revolução” na Educação no Estado de SP!

esse é o site recomendado pela SE aos alunos da rede pública: fonte: http://namarianews.blogspot.com/

Amigos,

Essas apostilas da Secretaria da Educação (SE)… mais uma vez sendo alvo de polêmica.

Depois dos 2 “Paraguais” no mapa da América do Sul, depois de “sumir” com o Uruguai e com o Equador, depois dos livros de conteúdo inapropriado entregue à rede pública, a SE é fonte de mais um absurdo.

As apostilas de inglês para a 1ª série do Ensino Médio (o antigo 1º colegial) apresentam um endereço eletrônico para que os alunos possam ver/ouvir notícias em inglês. O problema é que ao procurar o endereço chega-se a um endereço pornográfico, onde jovens em trajes de “Eva”  apresentam um “noticiário”.

Quando se acha que havia chegado no fim do poço, descobre-se que o buraco é mais embaixo… Do Governo do Estado de São Paulo, do PSDB, nada se pode duvidar…

Leia a matéria completa, inclusive os detalhes sórdidos (não do site “pornô”, mas da SE), em: http://namarianews.blogspot.com/

Recorde de professores temporários no Estado de São Paulo

fonte: http://bibliotecabauru.wordpress.com

Amigos,

Saiu na UOL (segue o link, logo abaixo): a quantidade de professores temporários é a maior desde 2005 na rede pública do Estado de São Paulo.

Essa quantidade atinge a 46% dos professores da rede… estamos falando num contingente na ordem de 90 a 100 mil profissionais. Em março de 2011, dez mil novos concursados assumirão seus cargos, o problema não será resolvido.

Esses profissionais são “punidos” em diversos níveis… são classificados como “temporários”, mas alguns estão nessa condição a anos, o que por si só gera uma contradição: como se pode ser temporário por anos?

Para tentar evitar a perpetuação dos “temporários” (uma vez que os concursos públicos não preenchem todas as vagas, pois sempre o número de vagas é menor que a necessidade da rede) o Governo do Estado criou um 2º tipo de temporário, aquele que só pode lecionar por dois anos na rede… depois disso ele será demitido. No entanto, esse profissional não recebe nenhuma indenização…

Ora, se as vagas oferecida são em quantidade  bem menor que as aulas disponíveis, sempre haverá um exército de temporários (temporários estes com prazo de validade) que se sujeitarão as condições de “trabalho” oferecido pelo Governo do Estado de São Paulo.

Exército de temporários, destruição da carreira, meritocracia, “aprovação automática”, ausência de diálogo (Secretaria da Educação x professores), projetos “educacionais” impostos, superlotação das salas de aula, jornada de trabalho estafante, a possibilidade do professor ter dois cargos (acredite, existe isso na rede… uma brecha para o professor lecionar 50 aulas por semana!)… essa é a herança de 28 anos da dobrada PMDB/PSDB no Estado de São Paulo.

Link da notícia: http://www1.folha.uol.com.br/saber/798364-temporarios-chegam-a-46-dos-professores-em-sp.shtml

As eleições em São Paulo

Amigos,

Sou Professor da Rede Pública desde 1981.

Quando ingressei no magistério em caráter temporário – ACT – (ainda como estudante), o Governador era Paulo Maluf (PDS).

O Brasil vivia a fase final da Ditadura Militar; a Guerra Fria dava o tom da política nacional e internacional; A direita explodia bombas pelas bancas do País; surgia a MTV; o SBT passava a funcionar; Arnaldo Jabor ainda era cineasta; Ayrton Senna ainda estava na fórmula Ford; surgia o Mettalica, o Ultrage a Rigor e a Blitz; minha TV era em Preto e Branco; eu ainda usava bata indiana, barba, bolsa e sandália de couro; e para telefonar, colocava fichas no orelhão.

Em 15 de novembro de 1982, houve a primeira eleição direta para Governadores desde 1965. Franco Montoro (PMDB, mais tarde PSDB) venceu as eleições.

Em 1983 assumi minhas primeiras aulas livres, uma 5ª série do período noturno, em Diadema.

Em 1984, casei. Tinha uma jornada de 26 aulas e minha esposa, 22 aulas. Fizemos nossa primeira greve.

Em 1986 novas eleições, Quércia (PMDB) eleito.

Aos poucos a jornada de trabalho foi aumentando..

Assumo meu cargo no Estado em 1987 na cidade de Praia Grande. Meus filhos podiam ser atendidos no Hospital Ana Costa (Santos), por conta do convênio com o IAMSPE.

Em 1990, Fleury (PMDB) eleito.

O material didático ainda era básicamente o mesmo de 1983: giz e lousa.

O IAMSPE cancela o convênio Médico com o Hospital Ana Costa.

Tive que ser operado no Hospital do Servidor Público, porém a cirurgia sofreu adiamentos por falta de roupa cirúrgica para os médicos…

Chega 1993, uma das maiores greves da história do movimento sindical do magistério… a violência sobre os professores chega a ser tratada em pleno horário nobre global… sentíamos que as mudanças poderiam chegar e que estava ao nosso alcance… mas, não chegou.

Covas (PSDB) eleito em 1994… no magistério, expectativa por parte de uns e indiferença por parte de outros… eu acreditava que algumas mudanças poderiam ocorrer. Ocorreram… para pior.

Agora, além da jornada maior, passei a lecionar em escolas particulares e no final de ano, aulas particulares.

Em 1995, Rosa Neubauer impõe a reorganização da rede escolar. Fui removido ex-ofício… a ausência de diálogo já era uma marca daquele Governo, as portas foram abertas para a municipalização… diversos colegas perdem emprego… época do PDV… era o Governo do Estado procurando eliminar os professores mais experientes e reduzir sua folha de pagamento.

Covas (PSDB) é reeleito em 1998, muito mais em função do receio de eleger Paulo Maluf (PPB) do que dos méritos de seu Governo.

Ampliei ainda mais minha jornada de trabalho, e minha esposa também… Minha jornada chegou a 55 horas semanais, e a dela passa a ser de 32 aulas…

Pela primeira vez, ouvi casos de Síndrome de Burnout na rede estadual… passava a ser comum encontrar colegas em licença médica psiquiátrica.

Chega a vez de Alckmim (PSDB), em 2002.

Casos de violência sobre professores no local de trabalho passam a ser noticiados com frequência pela imprensa… cristaliza-se a política de prêmios e gratificações, excluindo os aposentados… a carreira continua a ser demolida pela administração pública.

Serra (PSDB) é eleito em 2006. Surgem as apostilas…. o material de apoio, em diversas escolas ainda na base do giz e lousa.

Prosseguem os casos de violência nas escolas… o plano de carreira, conquistado em 1984, esta destruído… o desânimo e o conformismo se alastram na sala dos professores.

Nesses meus 29 anos de Estado vi o Mundo mudar… acabou a polarização URSS x EUA; acabou a Ditadura Militar, um Operário é  Presidente da República; a direita não explode mais bombas (publica-as), TV agora é em HD; Ayrton Senna já morreu, Arnaldo Jabor faz pontas no Jornal da Globo; Não uso mais bata indiana, barba, bolsa ou sandália de couro… uso telefone celular e até escrevo num blog;

Mas, duas coisa ainda não mudaram: Continuo sem atendimento médico hospitalar e o Estado de São Paulo continua sendo “Governado” pela dobrada PMDB-PSDB.

Até quando, meu Deus?

Uso de jornais e revistas em salas de aula. Quem lucra com isso?

Amigos,

Quanto  é gasto pelo Governo do Estado de São Paulo com assinaturas de jornais e revistas distribuídas para a Escola Pública?

Aqui na Baixada, temos a assinatura do jornal “A Tribuna”, inclusive com projetos de uso do material em sala de aula, como o “Tribuna na  Escola”… lembrando que “A Tribuna” é um jornal centenário, sendo um dos baluartes do conservadorismo regional.

Quanto se gasta com a Veja, e a “veja em sala de aula”?

Quais gráficas são beneficiadas com as ações do Governo do Estado?

Para responder tais questões inquietantes não deixe de acessar:  http://namarianews.blogspot.com/

Esclarecedor.