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É hoje!

Amigos,

Espero encontrar com vocês na Loja da Vila, no Santos FC, nesta 2ª feira, a partir das 18:00.

Acredito que será um momento de muitas alegrias, onde poderemos conversar sobre a história do maior time das Américas no Século XX,  e do atual campeão da Recopa Sul-americana.

Ontem o jornal “A Tribuna” publicou matéria sobre o evento de logo mais…

Confira abaixo, foto do exemplar do tradicional jornal santista:

Divulgação do almanaque

Almanaque do do alvinegro praiano divulgado no site do Santos FC:

http://www.santosfc.com.br/noticias/conteudo.asp?id=28087#.UQJmJfn0Ebw

No “Blog do Marcão”:

http://brfut.blogspot.com.br/

No” Blog DNA Santista”:

http://dnasantastico.wordpress.com/2013/01/15/convite-lancamento-do-almanaque-do-santos-fc/

No “Literatura na arquibancada”:

http://www.literaturanaarquibancada.com/2012/12/almanaque-do-santos-fc.html

Santos FC: Cidades do Brasil que já receberam o alvinegro

“Santistas de todo mundo, uni-vos!”

Na 2ª parte da relação, as outras cidades brasileiras que já puderam apreciar o futebol-arte do SFC:

Seguem as mesmas observações da postagem anterior.

RIO DE JANEIRO

89 – Rio de Janeiro- 1916

90 – Campos – 1952

91 – Niterói – 1957

92 – Volta Redonda – 1976

93 – Mesquita – 2001

94 – Barra Mansa – 1961

95 – Petrópolis – 2000

PARANÁ

96 – Curitiba – 1926

97 – Jacarezinho – 1944

98 – Cambará -1945

99 – Cambé – 1946

100 – Londrina – 1946

101 – Arapongas – 1951

102 – Paranaguá – 1957

103 – Ponta Grossa – 1958

104 – Cornélio Procópio – 1958

105 – Maringá -1965

106 – Bandeirante – 1969

107 – Cianorte – 1972

108 – Cascavel – 1979

109 – Umuarama – 1988

110 – Apucarana – 1989

111 – União da Vitória – 1989

112 – Jandaia – 1966

113 – Rolândia – 1966

114 – Toledo – 1966

115 – Foz do Iguaçú – 1966

116 – Campo Mourão – 1968

117 – Assis Chateaubriand – 1977
MINAS GERAIS

118 – Belo Horizonte – 1929

119 – Juiz de Fora – 1950

120 – Uberaba – 1951

121 – Poços de Caldas – 1951

122 – Uberlândia – 1956

123 – Lavras – 1957

124 – Itabira – 1958

125 – Timóteo – 1958

126 – Montes Claros – 1958

127 – Itajubá – 1958

128 – Itaú de Minas – 1960

129 – São Sebastião do Paraíso -1969

130 – Ituiutaba – 1973

131 – Passos – 1986

132 – Monte Sião – 1987

133 – Nova Lima – 1998

134 – Patos de Minas – 2006

135 – Ipatinga – 2006

136 – Sete Lagoas – 2010

137 – Pouso Alegre – 1967

138 – Ubá – 1968

139 – Guaxupé – 1968

140 – Conselheiro Lafayete – 1969

141 – Três Corações – 1971

142 – Divinópolis – 1977

143 – Alfenas – 1977

144 – Caxambu – 1993

BAHIA

145 – Salvador – 1929

146 – Ilhéus – 1965

147 – Alagoinhas – 1972

148 – Feira de Santana – 1975

149 – Conceição do Coité – 1975

150 – Itabuna – 1979

151 – Peri Peri – 1936

RIO GRANDE DO SUL

152 – Porto Alegre – 1935

153 – Novo Hamburgo – 1935

154 – Rio Grande – 1935

155 – Pelotas – 1957

156 – Bagé – 1957

157 – Caxias do Sul – 1957

158 – Erexim – 1970

PERNAMBUCO

159 – Recife – 1946

RIO GRANDE DO NORTE

160 – Natal – 1946

161 – Mossoró – 1975

CEARÁ

162 – Fortaleza – 1946

163 – Juazeiro do Norte – 1974

MARANHÃO

164 – São Luiz – 1947

165 – Bacabal – 1976

PARÁ

166 – Belém – 1947

ESPìRITO SANTO

167 – Cachoeiro do Itapemirim – 1952

168 – Vitória – 1953

169 – Cariacica – 1973

SANTA CATARINA

170 – Joinville – 1957

171 – Blumenau – 1961

172 – Criciúma -1964

173 – Taió – 1967

174 – Itajaí – 1969

175 – Florianópolis – 1972

176 – Lages – 1978

177 – Caçador – 1978

178 – Brusque – 1979

179 – Concórdia – 1989

180 – Joaçaba – 1989

181 – Videira – 1989

182 – Jaraguá do Sul – 1999

GOIÁS

183 – Goiânia – 1958

184 – Itumbiara – 1977

185 – Anápolis – 1978

186 – Pires do Rio – 1991

DISTRITO FEDERAL

187 – Brasília – 1961

188 – Taguatinga – 2001

189 – Gama – 2002

SERGIPE

190 – Aracajú -1963

MATO GROSSO

191 – Cuiabá – 1965

192 – Sinop – 1999

193 – Mirassol d’Oeste – 1989

194 – Pontes e Lacerda – 1989

195 – Diamantino – 1989

196 – Tangará da Serra – 1989

197 – Nortelândia – 1989

MATO GROSSO DO SUL

198 – Campo Grande – 1965

199 – Corumbá – 1966

200 – Dourados – 1980

201 – Três Lagoas – 1975

202 – Naviraí – 1989

ALAGOAS

203 – Maceió – 1965

AMAZONAS

204 – Manaus – 1968

PARAÍBA

205 – João Pessoa – 1969

206 – Campina Grande – 1986

PIAUÍ

207 – Teresina – 1976

RORAIMA

208 – Boa Vista – 1995

RONDÔNIA

209 – Rolim de Moura – 2002

ACRE

210 – Rio Branco -2009

Santos FC: Cidades que o alvinegro já visitou

“Santistas de todo mundo, uni-vos!”

Caro amigo santista, volto com um texto sobre o alvinegro depois de um bom tempo.

É um levantamento inédito mostrando todas as cidades que já receberam a visita do SFC.

Como a lista é muito grande, publicarei em etapas.  A primeira delas mostra as cidades do Estado de São Paulo, naturalmente a maior lista com quase cem cidades.

Vamos a elas:

Obs: As cidades grafadas em preto receberam o time principal, as cidades em vermelho receberam o time misto ou jogos-treino.

O ano que segue a frente do nome da cidade, indica a data do primeiro confronto naquela localidade

1 – Santos – 1912

2 – São Paulo – 1913

3 – São Vicente – 1913

4 – Santo André – 1914

5 – Amparo – 1915

6 – São Carlos – 1915

7 – Votorantim – 1917

8 – Botucatu – 1922

9 – Ribeirão Preto – 1922

10 – São Manoel – 1922

11 – Jundiaí – 1923

12 – Limeira – 1924

13 – Piracicaba – 1925

14 – Espírito Santo do Pinhal – 1926

15 – São João da Boa Vista – 1926

16 – Rio Claro – 1927

17 – Campinas – 1928

18 – Mogi das Cruzes -1930

19 – Jaú -1935

20 – São José do Rio Preto -1938

21 – Marília -1940

22 – Catanduva – 1941

23 – São Caetano do Sul – 1942

24 – Araraquara – 1942

25 – Bauru -1943

26 – Ourinhos – 1944

27 – Lins -1945

28 – Itu – 1945

29 – Taubaté – 1945

30 – Franca – 1948

31 – Presidente Prudente – 1949

32 – Ibitinga – 1949

33 – Bebedouro – 1950

34 – Santa Cruz do Rio Pardo -1950

35 – Araçatuba – 1951

36 – Tupã – 1951

37 – Mococa – 1951

38 – São Bernardo do Campo -1953

39 – Araras – 1956

40 – Sorocaba – 1956

41 – Garça – 1956

42 – Guaratinguetá – 1958

43 – Bragança Paulista – 1958

44 – Adamantina – 1959

45 – Ituverava – 1962

46 – São José dos Campos – 1975

47 – Barretos – 1976

48 – Guaíra – 1979

49 – Fernandópolis – 1981

50 – Suzano -1982

51 – Taquaritinga – 1983

52 – Votuporanga – 1984

53 – Mogi Mirim – 1986

54 – Novo Horizonte – 1986

55 – Birigui – 1987

56 – Guarujá – 1991

57 – São Roque – 1991

58 – Guarulhos – 1991

59 – Americana – 1993

60 – Assis – 1993

61 – Hortolândia – 1994

62 – São Joaquim da Barra – 1994

63 – Santa Rita do Passa Quatro – 1995

64 – Matão – 1998

65 – Santa Bárbara d’Oeste – 1999

66 – Serra Negra – 2001

67 – Itapira – 2001

68 – Itápolis – 2004

69 – Sertãozinho -2008

70 – Barueri – 2009

71 – Mirassol – 2010

72 – Mauá – 1953

73 – Iguape – 1960

74 – Várzea Paulista – 1961

75 – Igarapava -1962

76 – Mogi Guaçú – 1964

77 – Pindamonhangaba – 1965

78 – Osasco -1967

79 – Campos do Jordão – 1967

80 – Registro – 1968

81 – Oswaldo Cruz – 1973

82 – Jales – 1975

83 – Penápolis – 1976

84 – Jacupiranga – 1985

85 – Caçapava – 1988

86 – Águas da Prata – 1991

87 – Atibaia – 1997

88 –  Bom Jesus dos Perdões – 1997


As grandes partidas de 2003

Robinho e Diego brilharam em 2003

05/02/2003 Santos FC 5×1 CD América (Cali) (COL)

L: Pascual Guerrero – Cali (COL)

C: Libertadores de América

P: 10.000

A: Luis Solórzono (VEN)

G: Leo 29′, Alex 37′, Ricardo Oliveira 56′ e 89′ e Diego 59′ – Banguero 36′

SFC: Fábio Costa; Reginaldo Araújo, Alex (Preto), André Luis e Leo; Paulo Almeida, Renato, Elano e Diego (Fabiano); Robinho (Nenê) e Ricardo Oliveira.

Técnico: Emerson Leão.

CDA: Julian Viáfara; Ivan López, Luis Asprilla, Navarra e Bustos; Vargas, Jorge Banguero, David Ferreira e López (Moreno); Julián Vasquez e Villa Real (Romero).

Técnico: Fernando Castro

Santo Deus, que surraessa foi a manchete do jornalEl País, em seu caderno de esportes… Robinho aplaudido pelos torcedores colombianos… um marco… Juca Kfouri escreveu um texto magistral sobre a partida… jogo histórico!!!!!!!! Continue lendo

A confirmação de Diego e Robinho (2003)

Santistas de todo mundo, uni-vos!

Depois da apoteótica conquista do Brasileiro de 2002, parecia que não haveria limites para o alvinegro praiano. A base do time era mantida, e se Alberto e Robert deixavam o clube, Ricardo Oliveira era um reforço de grande peso para o ataque santista.

Confiante, o torcedor santista esperava por títulos em 2003… Paulista, Brasileiro, Libertadores ou mesmo a neófita Copa Sul-Americana. Continue lendo

O melhor do século nas Américas

Santistas de todo mundo, uni-vos!

Ano 2000, fim de milênio e as “profecias” de fim de mundo não se concretizaram… nem mesmo do “bug” do milênio, quando diziam que os computadores travariam ao virar de 1999 para 2000.

Para o Santos FC foi mais um ano sem conquistas, com um Campeonato Paulista batendo na trave…

Foi o ano do retorno de Marcelo Teixeira à Presidência do alvinegro e a política dos “pés no chão” sendo definitivamente encerrada. Eram épocas de grandes contratações, com a chegada de atletas de nome e custos elevados.

Logo em janeiro Carlos Alberto Siva assume o comando técnico do SFC. Com ele chegam Carlos Germano, Márcio Santos, o argentino Gálvan, Rubens Cardoso, Rincón, Valdo… no 2º semestre seria a vez de Edmundo, o animal. Todos esses medalhões mais a volta de Caio, Baiano e Robert.

Assim, com um elenco milionário, o santista imaginava que o time deslancharia.. mas, não foi bem dessa forma… logo na primeira partida do ano, pelo Torneio Rio/São Paulo, levou um baile do Botafogo em plena Vila Belmiro por 0x3. Desanimador…

Por sinal, a campanha no Rio/ São Paulo de 2000 foi uma das piores que o alvinegro realizou, sendo goleado em três ocasiões, e obviamente não se classificopu para as finais da competição. Campanha esquecível naquele Rio/ São Paulo:

Botafogo FR – 0x3 (Vila Belmiro); 2×0 (Maracanã)

São PAulo FC – 2×5 (Morumbi); 0x1 (Vila Belmiro)

CR Flamengo  – 1×1 (Pacaembu); 1×4 (Maracanã)

A eliminação do alvinegro deixou a torcida cismada com o Técnico Carlos Alberto Silva, que não conseguia dar um padrão de jogo ao elenco, mantendo uma irregularidade  irritante no Campeonato Paulista.

E mais uma vez, novidades na fórmula de disputa do tradicional Campeonato. A fase classificatória foi algo surreal… As 12 equipes foram divididas em duas chaves de 6 e apenas a última colocada seria eliminada, classificando-se 11 das 12 equipes!!!!

Na fase seguinte, seriam as 11 equipes classificadas, mais o campeão da divisão de acesso, além dos 4 times que disputavam o Rio/São Paulo.

As 16 equipes foram divididas em 4 grupos de 4 clubes (grupos 3, 4, 5 e 6). As equipes do grupo 3 enfrentavam as do grupo 4; enquanto que as equipes do grupo 5 enfrentavam as do grupo 6. Em seguida as equipes se enfrantariam em turno e returno, dentro do mesmo grupo. Finda esta fase, teríamos outra, com a classificação dos dois primeiros de cada um dos 4 grupos.

Os 8 classificados seriam novamente agrupados em 2 chaves de 4 clubes, e as partidas seriam dentro do mesmo grupo em turno e returno. Os dois melhores passariam às semi-finais e depois à s finais, tudo em mata-mata. “Simples e fácil”, não?

O início da campanha santista foi desalentadora… vitórias não convicentes e mais uma goleada sofrida (contra o Corinthians, por 1×5). E foi assim, se arrastando que o SFC chegou a fase seguinte do Paulistão -2000. Porém, uma derrota para a Portuguesa no Canindé provocou a queda de Carlos Alberto Silva. Quem assume foi o Técnico das categorias de base, o Giba.

Com Giba o time se transfigura… passa a jogar no ataque e marca gols… e melhor que isso, passa a apresentar um futebol de qualidade, terminado a fase de quartas de final em 1º lugar em seu grupo e líder na pontuação geral entre os 8 classificados.

Veja a camapanha santista:

1ª fase:

SE Matonense – 2×2 (Matão)

AA Ponte Preta  – 1×0 (VB)

SC Corinthians P – 1×5 (Morumbi)

AE Araçatuba  – 7×2 (VB);

AA Internacional – 2×1 (Limeira); 1×1 (VB)

A Portuguesa D – 1×1 (VB); 1×1 (Canindé)

Mogi Mirim EC – 0x1 (Mogi Mirim); 3×1 (VB)

Quartas de final:

Guarani FC – 2×1 (VB); 1×0 (Brinco de Ouro)

A Portuguesa D 0x2 (Canindé); 3×0 (VB)

São Paulo FC – 2×1 (Morumbi); 1×1 (VB)

Após a grande apresentação contra a Portuguesa, o time embalou de vez para enfrentar o Palmieras pelas semi-finais. Seria a oprtunidade de devolver a sofrida eliminação de 1999. Na 1ª partida um sonolento 0x0, mas na segunda… nem o  mais otimista dos santistas poderia prever a emoção daquele jogo.

O Palmieras abriu 2×0 e seguia no ritmo preferido de Felipão: tocando no banho-maria, esperando o tempo passar e comemorar a classificação para as finais.

Na metade do 2º tempo, Eduardo Marques acerta um balaço e fura o bloqueio de Marcos.

Perdido por 1, perdido por 1000. e Giba manda todo mundo atacar…

Na raço, na vontade, o Peixe encurrala o Palmeiras. Mais 10 minutos e Anderson Luiz empata a partida. A massa santista enlouquece no Morumbi…

Faltava um gol, apenas um gol.

Até que Dodô, aos 89′ abre o mar branco no Morumbi, Santos 3×2!

Épico! Emocionante! Na raça, na vontade!

Veja as imagens dos últimos 7 minutos da partida e entre no clima do que foi aquela virada… grite com a massa santista que urrava nas arquibancadas do Morumbi… perceba a vibração de Giba no comando do SFC e o desalento de Felipão:

O adversário na final seria o sempre perigoso São Paulo FC.

Na primeira partida da decisão, França logo a 1 minuto marca e define o jogo… São Paulo 1×0.

O Santos deveria vencer a 2ª partida por dois gols de diferença… mesmo com a enorme dificuldade, o santista tinha esperança, afinal depois da virada contra o Palmeiras tudo seria possível…

O time tentou… esteve duas vezes na frente do placar, mas permitiu o empate do tricolor nas duas vezes, e sempre levando gol de falta… no final empate em 2×2 e a oportunidade do título escapando entre as mãos…

Campanha na fase final:

SE Palmeiras  – 0x0  (Morumbi) e 3×2 (Morumbi)

São Paulo FC – 0x1 (Morumbi) e 2×2 (Morumbi)

A redenção poderia ser a Copa do Brasil. O alvinegro já havia elimado três adversários: O Serra (ES), o forte Coritiba e o Campeão (da época) da Copa do Brasil, o Juventude.

O rival agora seria o Flamengo.

No Maracanã, um baile: 4×0!

E Na Vila, outra goleada, 4×2.

O time chegava às semi-finais, contra o fortíssimo Cruzeiro. No Mineirão, a derrota por 2×0 praticamente eliminou o time. O Poder de reação do time já não foi o mesmo e na Vila o Peixe ficou apenas no empate (2×2), caindo na penúltimo degrau da Copa do Brasil.

Campanha na Copa do Brasil:

SD Serra FC – 3×0 (Cariacica)

Coritiba FC – 1×0 (CoutoPereira); 1×1 (VB)

Juventude EC – 3×1 (Alfredo Jaconi); 3×0 (VB)

CR Flamengo – 4×1 (Maracanã); 4×2 (VB)

Cruzeiro EC – 0x2 (Mineirão); 2×2 (VB)

A última esperança era de título para 2000 seria o Campeonato Brasileiro.

Campeonato Brasileiro que não houve… devido as confusões na justiça, a CBF estava impedida de organizar a competição. Para não ficar sem campeonato, os clubes (com aopio da CBF), organizam um monstrengo chamado Copa João Havelange!

Com a quantidade modesta de 115 (CENTO E QUNZE) participantes, a competição foi dividida em módulos. Na verdade, eram três divisões dentro do mesmo Torneio.

A 1ª divisão (módulo azul) contava com 25 times que disputavam em turno único 12 vagas para a fase de eliminatórias. Na 2ª divisão (módulo amarelo) eram 36 clubes divididos em dois grupos de 18. Classificavam-se três times para a fase de eliminatórias. E, finalmente,  a 3ª divisão: no módulos verde com 28 clubes divididos em 4 grupos de 7. e no módulo branco 26 clubes divididos em dois grupos de 6 equipes e outros dois grupos com 7 equipes. Apenas o campeão da 3ª divisão seria classificado para a  fase eliminatória.

Com 16 times sobreviventes, as partidas seriam em mata-mata até a final da competição.

Era uma “Copa do Brasil” gigante.

E tamanho absurdo só poderia terminar com a confusa final entre Vasco e São Caetano, onde em qualquer país do mundo o título seria do São Caetano, mas não quando existem cartolas como Eurico Miranda e Ricardo Teixeira… Uma confusão enorme nas arquibancadas de São Januário provocou a interrupção da partida, e como a responsabolidade pertencia ao Vasco da Gama, o regulamento da competição previa perda dos pontos… porém foi marcado outra partida quase um mês depois, no Maracanã. e o Vasco foi o “campeão”… coisas de nossos cartolas.

Queda dos alambrados, por conta da superlotação de São Januário.

O Santos apresentou Edmundo como reforço para o “monstrengo”… Giba caiu no meio da competição e foi substituido por Carlos Alberto Parreira (!!!), numa das maiores contradições históricas no SFC… um técnico sem a menor identificação com o clube, com a forma de jogar e com o histórico do SFC. O resultado não poderia ser outro: eliminação da fase final, ficando na modesta 14ª colocação.

Na campanha, Edmundo protagonizou um momento único, ao desperdiçar dois penaltis contra o Vasco da Gama, seu ex-clube.

De bom, apenas a vitória sobre o Corinthinas (3×0), quando deixou de registrar uma goleada histórica.

Campanha no João Havelange:

EC Vitória – 2×0 (VB)

Fluminense FC- 1×2 (Maracanã)

São Paulo FC  – 1×1 (VB)

Grêmio FPA – 2×0 (Olímpico)

América FC (MG) – 3×0 (VB)

C Atlético Mineiro – 0x1 (Mineirão)

Juventude EC – 1×1 (Alfredo Jaconi)

SE Palmeiras  – 2×3 (VB)

SC Corinthians P – 3×0 (Morumbi)

Cruzeiro EC – 1×1 (VB)

Santa Cruz FC – 1×0 (Arruda)

SC Internacional – 1×1 (Beira Rio)

C Atlético Paranaense  – 2×1 (VB)

CR Flamengo – 0x3 (Maracanã)

SE Gama  – 1×2 (Mané Garrincha)

AA Ponte Preta  – 3×3 (VB)

CR Vasco da Gama – 1×1 (VB)

Goiás EC – 1×3 (Serra Dourada)

EC Bahia – 0x1 (VB)

Coritiba FC – 1×2 (Couto Pereira)

A Portuguesa D – 2×0 (VB)

Sport C Recife  – 3×1 (VB)

Guarani FC – 2×3 (Brinco de Ouro)

Botafogo FR – 4×1 (VB)

Assumiu em 28 de outubro... não chegou a 2001.

No meio do Campeonato , o SFC conseguiu uma “janela” no calendário e seguiu voô até Madrid, para enfrentar o Real. Foi, jogou e perdeu: 0x2

06/09/2000 – 0x2 Real Madrid CF (Espanha) – Em Madrid, Troféu Santiago Bernabeu

1999… ainda na fila

Santistas de todo Mundo, uni-vos!

O milênio estava próximo do fim, mas a fila santista não.

Mesmo com os títulos do Rio/São Paulo (97) e da Taça Conmebol (98), o alvinegro queria mesmo um Brasileiro ou Paulista.

E entra em 1999 com esperanças de um título… afinal o Técnico ainda era Emerson Leão e o time era praticamente o mesmo.

A primeira competição da temporada seria o Torneio Rio/São Paulo, e mais uma vez,  o Peixe vai muito bem na fase de classificação, com uma boa campanha em seu grupo (Palmeiras, Vasco e Fluminense):

Fluminense FC – 2×0 (Maracanã); 4×1 (Vila Belmiro)

SE Palmeiras  – 3×1 (Vila Belmiro); 2×3 (Parque Antártica)

CR Vasco da Gama  – 0x0 (Vila Belmiro); 2×3 (São Januário)

Nas semi-finais, bateu o Botafogo nas duas partidas, com Viola (o artilheiro da alegria) garantindo a classificação.

A final seria contra o fortíssimo Vasco de Mauro Galvão, Felipe, Juninho e Luizão. No Maracanã, o clube cruzmaltino  bateu o Peixe por 3×1 e no Morumbi, mesmo com o apoio da torcida, o SFC não conseguiu superar o Vasco: 1×2, ficando com o Vice Campeonato.

Botafogo FR –  1×0 (Morumbi); 2×0 (Maracanã)

CR Vasco da Gama  – 1×3 (Maracanã) ; 1×2 (Morumbi)

O fato de mais uma vez cair nas partidas finais desgatava o Técnico Leão e irritava a torcida… já havia acontecido no Rio-São Paulo 98, no Paulista de 98, na Copa do Brasil e no Campeonato Brasileiro…

Outra oportunidade de Título era a Copa do Brasil… e o Santos FC começava sua campanha contra o Sinop FC (Mato Grosso), atuando na cidade de Sinop, no norte do Mato Grosso…

O nome curioso da cidade vem de “Sociedade Imobiliária Noroeste do Paraná” , empresa que colonizou o norte do Mato Grosso  levando agricultores do Norte do Paraná para a região… Sinop é uma cidade planejada ao estilo Brasília. A cidade abriga o radar do SIVAM, a sede da EMBRAPA, A Universidade Federal do Mato Grosso e a Universidade Estadual do Mato Grosso.

Rogério Ceni já havia saído do Sinop para levar gols do Santos FC no tricolor.

No Sinop FC jogou o goleiro Rogério Ceni (emprestado pelo São Paulo FC, para ganhar experiência)…

Naquela Copa do Brasil, os confrontos resultaram em duas vitórias: 1×0 (Sinop) e 6×0 (Vila Belmiro). Na goleada, o destaque foi Viola, anotando 5 gols!

O adversário seguinte foi o Goiás EC. No Serra Dourada, vitória santista por 2×1, o que dava muita tranquilidade para a partida de volta na Vila Belmiro…

Porém, o Goiás é  um adversário que nunca foi tranquilo para o Peixe…

E naquela 4ª feira, foi uma noite daquelas… coisa para nunca mais esquecer….

O Santos abriu 1×0 no final do 1º tempo, através de Rodrigão;  em seguida,Araújo empatou… logo no início do 2º tempo, Rodrigão ampliou, mas Aloísio empatou…. Marcos Assunção, de falta, coloca o Peixe em vantagem, 3×2.

Aí o desastre… Aloísio empata em 3×3, o SFC nervoso, comentendo falhas, enquanto isso o Goiás explorava o contra-ataque… até que, aos 87′, Araújo faz o inacreditável: Goiás 4×3! SFC eliminado da Copa do Brasil em plena Vila Belmiro.

A competição que sobrava ao Santos, no 1º semestre era o Campeonato Paulista.

Com um regulamento semelhante ao de 1998, o Campeonato teve uma fase de classificação entre 12 equipes divididas em dois grupos de 6, classificando-se 4 de cada grupo. Aos oito classificados , juntavam-se os 4 do Rio-São Paulo. Formavam-se outros dois grupos de 6 clubes, que jogavam em turno e returno dentro de seu grupo e em turno único contra os adversários de outro grupo, totalizando 16 partidas. Os 4 melhores disputavam semi-finais e finais em “mata-mata”.

Novamente surgiam os  “públicos virtuais”, onde o borderô não correspondia com o público real no estádio.

O grupo do SFC era constituído por AA Portuguesa, Mogi Mirim, Barbarense, Guarani e Corinthians.

Começou a campanha com um empate contra o Palmeiras, e foi seguindo com resultados satisfatórios…

Uma boa apresentação contra o Corinthians (4×2) na Vila Belmiro, onde o maior destaque foi o público: apenas 5.000 pessoas compareceram, assustadas com a alta dos ingressos (custo médio de R$ 20,00, contra os R$ 10,00, cobrados nas partidas anteriores) .

Também algumas goleadas marcaram a campanha, como contra a Internacional de Limeira e  a AA Portuguesa.

Campanha na 1ª fase:

SE Palmeiras  – 1×1  (Morumbi)

SE Matonense – 1×1 (VB)

A Portuguesa – 2×1 (Canindé)

São Paulo FC  – 1×2 (Pacaembu)

Rio Branco EC  – 2×1 (Americana)

AA Internacional  – 6×2 (VB)

AA Portuguesa  – 5×1 (VB); 6×1 (Ulrico Mursa)

União A Barbarense FC – 0x2 (Santa Bárbara D’oeste); 2×2 (VB)

Mogi Mirim EC  – 2×0 (Mogi Mirim); 1×1 (VB)

SC Corinthians P  – 4×2 (VB); 1×5 (Morumbi)

Guarani FC – 1×0 (Brinco de Ouro); 2×0 (VB)

Com essa campanha o alvinegro classificou-se para as semi-finais, para enfrentar o Palmeiras.  O Clube de Parque Antártica estava mais preocupado com a Libertadores do que com o Paulista, de tal forma froma que o alvinegro poderia ser considerado levemente favorito.

E esse pequeno favoritismo se concretizou na primeira partida, na vitória por 2×1. Bastaria um empate para disputar as finais.

Na partida decisiva as coisas corriam bem para o alvinegro… ainda no 1º tempo, Viola marca 1×0.  Com a vantagem, o Santos seguia cozinhando o jogo,… Felipão (que tinha escalado um monte de reservas em campo), resolve arriscar e coloca os titulares Zinho, Junior e Paulo Nunes… faltavam apenas 10 minutos… e em 10 minutos o Palmeiras vira a partida e elimina o Peixe!

SE Palmeiras – 1×0 (Morumbi); 1×2 (Morumbi)

Restava apenas o Brasileirão…

Dodô era esperança de gols no Brasileirão 99

Viola ia embora, e chegava Dodô!

Brasileirão de 1999 foi disputadoi por 22 equipes. Os jogos foram em turno único para classificar os 8 melhores para os plays-offs em mata-mata. A novidade do regumento era o sistema de rebaixamento, pela média nos dois últimos campeonatos (semelhante ao critério usado no  Campeonato Argentino).

Porém o que marcou mesmo foi o caso Sandro Hiroshi. O tricolor goleou o Botafogo por 6×1 e o time carioca seria rebaixado… no entanto, Sandro Hiroshi havia adulterado sua idade e sua inscrição estava irregular… o São Paulo perdeu os pontos que foram repassados ao Botafogo!!!!

Com isso, o rebaixado seria o Gama (Brasília)… o clube do Distrito Federal recorreu e apelou para a Justiça Comum. O caso se arrastou por meses e inviabilizou a organização do Brasileirão de 2000 pela CBF!

Na Vila Belmiro, as coisas não andavam bem.

As eliminações  e o “quase” irritavam a torcida e instabilizavam os atletas e o técnico…

Uma excursão à Europa e outro “quase”: Foi no Torneio de Amsterdã… após golear o Ajax (4×1) e vencer nos pênaltis o Atlético de Madrid, a Taça ficou com a Lazio, que venceu seus dois jogos (Atlético de Madrid e Ajax).

Campanha Torneio de Amsterdã:

Ajax (Holanda) – Em Amsterdã – 4×1

Atlético de Madrid (Espanha) – Em Amsterdã – 0x0 (5×4 penaltis)

No outro Torneio na Europa, o alvinegro perdeu os dois compromissos e retornou ao Brasil.

Campanha no Torneio Hispalis:

Sevilla (Espanha) – Em Sevilla – 0x1

Parma (Itália) – Em Sevilla – 1×2

Paulo Autuori assumiu no final de agosto e ficou só até o final do ano.

No Campeonato Brasileiro, mesmo com um bom início, rápidamente o time perdeu o rumo…. empates e derrotas  seguidas derrubaram Leão do cargo. Paulo Autuori assumiu em seu lugar.

A campanha foi muito irregular, onde o maior destaque foi a vitória contra o Flamengo, no Maracanã, por 1×0.

Mesmo assim, chegou na última rodada com chances de classificação… uma arrancada no final da competição (3×0 Juventude, 2×1 Grêmio e 1×0 Flamengo), deixava o Peixe com a possibilidade da vaga, seria obrigatória uma vitória contra o Cruzeiro além da combinação de mais resultados …

Com a revelação Deivid fazendo 2 gols e mais um gol de Dodô, o alvinegro empatou em 3 gols com o Cruzeiro.

Dessa forma o SFC ficou dois pontos abaixo do oitavo classificado, amargando uma 11º lugar.

A CBF inova e cria uma seletiva para mais uma vaga para a Libertadores de América.

Seria na base do mata-mata, com a participação de 12 times.

O SFC caiu logo na 1ª eliminatória, ao enfrentar  o Grêmio e perder as duas partidas.

Campanha do Brasileirão 99:

Paraná C – 2×0 (Erton Coelho – Curitiba)

São Paulo FC – 3×2 (Vila Belmiro)

EC Vitória  – 0x0 (Vila Belmiro)

C Atlético Paranaense  – 0x3 (Baixada – Curitiba)

SE Gama – 0x0 (Mané Garrincha  – Brasília)

Guarani FC – 1×2 (Vila Belmiro)

CR Vasco da Gama  – 1×1 (Vila Belmiro)

Sport C Recife  –  0x1 (Ilha do Retiro)

Botafogo FC – 2×0 (Vila Belmiro)

A Portuguesa D – 2×1 (Canindé)

Botafogo FR – 0x1 (Vila Belmiro)

SE Palmeiras  – 1×1 (Parque Antártica)

Coritiba FC – 1×1 (Vila Belmiro)

SC Internacional – 2×1 (Beira-Rio)

C Atlético Mineiro – 0x2 (Mineirão)

AA Ponte Preta – 0x2 (Moisés Lucarelli)

SC Corinthians P – 1×4 (Vila Belmiro)

Juventude  EC – 3×0 (Vila Belmiro)

Grêmio FPA – 2×1 (Vila Belmiro)

CR Flamengo – 1×0 (Maracanã)

Cruzeiro EC – 3×3 (Vila Belmiro)

Campanha da Seletiva:

Grêmio FPA – 1×2 (Olímpico); 0x1 (Vila Belmiro)

O último ano do milênio se aproximava… havia o boato do “bug do milênio” e a massa santista clamava por um título.

Dom Giovanni

Santistas de todo Mundo, uni-vos!

1995,

Ano do resplendor de Giovanni!

Ano do retorno do orgulho santista!

Ano de Edinho!

Ano de Pelé retornando à direção do Santos FC!

Ano de Márcio Rezende de Freitas…

Quando chegou janeiro de 1995,  Pelé já havia retornado à direção do SFC e juntamente com Samir Abdul-Hack no dia 27 de janeiro fizeram o lançamento da pedra fundamental do CT do Santos FC.

Pita começou na AA Portuguesa, atuou no SAntos FC de 1977 até 1984; S]ão Paulo FC 1984/1988; Strasbourg (França) 1988/1989; Guarani FC 1989/1990; Fujita (Japão) 1991/1992; Nagoya Grampus 1993 e AA Internacional (Limeira) 1994
Pita começou na AA Portuguesa, atuou no SFC de 1977/1984; São Paulo FC 1984/1988; Strasbourg (França) 1988/1989; Guarani FC 1989/1990; Fujita (Japão) 1991/1992; Nagoya Grampus (Japão) 1993 e AA Internacional (Limeira) 1994

No dia anterior, Pita fazia sua despedida do futebol, numa partida amistosa entre Santos FC e AA Portuguesa, em Ulrico Mursa. Pita jogou 20 minutos pela Portuguesa e outros 20 minutos pelo Santos. O resultado em si pouco importava, valia mais a festa, no entanto o alvinegro ganhou a partida e levou para a sala de Troféus a Taça Cidade de Santos, em disputa na ocasião.

O Campeonato Paulista começaria ainda em janeiro, e novamente teve seu regulamento alterado. As 16 equipes disputariam uma 1ª fase em turno e returno. Os 7 melhores se classificariam para a 2ª fase, juntamente com o melhor da série B. Os 8 times seriam divididos em 2 grupos de 4, jogariam dentro dos grupos em turno e returno e os campeões de cada grupo disputariam a final.

A grande novidade foi a aplicação da regra dos 3 pontos por vitória, já usada pela FIFA.

Dessa forma, todos sabiam que o que realmente importava era a fase final… e não tinham dúvidas que os grandes estariam todos classificados ao final da 1ª fase.

Palmeiras, São Paulo e Corinthians eram as forças principais. A Portuguesa com Zé Roberto, Capitão e Paulinho MacLaren não poderia ser desprezada. E o Santos?

O Santos era juventude e entusiasmo. As “pratas da casa” estavam valorizadas, pois a política dos “pés no chão” estava implantada.

O principal reforço era Jamelli, vindo do São Paulo FC, os demais eram atletas que já estavam no elenco em 1994.

Guga e Neto foram dispensados, dando oportunidade para Giovanni ficar absoluto com a 10 e Marcelo Passos viver grandes momentos no comando de ataque santista. Edinho estava em grande fase, apesar de não ser exatamente um paredão.. Narciso despontava na defesa, Gallo e Carlinhos compunham o meio de campo e Jamelli caia como uma luva no esquema de jogo santista. Além desses atletas, o elenco ainda dispunha de Macedo, Robert, Vágner e Camanducaia… um time com o DNA ofensivo, sem dúvida.

A Vila Belmiro estava inteditada para reforma no gramado,  e o alvinegro peregrinou pelo Ulrico Mursa, Santo André e Morumbi.

Com um futebol envolvente e jogando no ataque, o Santos era a sensação do futebol paulista, com exibições convincentes e gols… muitos gols. Foi muito bem nos clássicos, vencendo Palmeiras, Corinthians e Portuguesa , mas perdia pontos bobos no interior… de qualquer forma terminou a 1ª fase em 3º lugar na classificação geral à frente de Palmeiras e Corinthians. A Lusa do Canindé foi a 1ª colocada, levando para a 2ª fase o ponto de bonificação.

Campanha na 1ª fase:

União São João EC – 2×0 (Ulrico Mursa); 1×1 (Araras)

América FC – 3×0 (Ulrico Mursa);1×1 (SJRP)

EC Xv de Novembro (Piracicaba) – 0x0 (Piracicaba); 4×1 (VB)

SE Palmeiras – 2×2 (Parque Antártica);3×1 (VB)

CA Bragantino  – 3×2 (Morumbi);1×1 (Bragança Paulista)

CA Juventus  – 2×2 (Santo André);2×0 (VB)

Guarani FC – 3×1 (Brinco de Ouro); 1×2 (VB)

SC Corinthians P – 0x0 (Pacaembu); 3×1 (VB)

A Portuguesa D – 1×1 (VB); 2×1 (Canindé)

AA Ponte Preta – 4×1 (VB); 1×2 (Moisés Lucarelli)

Rio Branco EC  – 2×4 (Americana);0x1 (VB)

GE Novorizontino – 1×2 (Novo Horizonte); 1×1 (VB)

AE Araçatuba – 3×1 (VB);0x1 (Araçatuba)

A Ferroviária E – 1×0 (Araraquara);1×0 (VB)

São Paulo FC – 1×1 (VB); 0x0 (Pacaembu)

Ao final da fase de classificação,  o Peixe tinha o melhor ataque da competição, fato que foi confirmado ao término do campeonato. Algumas grandes exibições nesta fase… Marcelo Passos e Giovanni faziam uma dupla infernal para os zagueiros adversários, que digam os defensores do Palmeiras e Corinthians.

Marcelo Passos realizou um grande campeonato naquele 1º semestre…

Mas a grande notícia que manteve a Vila Belmiro nas manchetes esportivas era a possibilidade da contratação de MARADONA!

Seria uma grande jogada de marketing, onde Maradona seria o principal garoto-propaganda. Não seria a contratação de mais um medalhão, pois o dinheiro não seria do SFC, mas sim de investidores.

No entanto, da mesma forma que surgiu a notícia, ela foi embora… não se concretizando a possibilidade do encontro dos dois maiores futebolistas do Mundo.

Voltando ao mundo real, Edinho vivia grande fase… fechava o gol em diversas partidas e Pelé (pai coruja) pedia Edinho na Seleção Brasileira.

Em maio um encontro insólito… um amistoso que poderia ficar perdido na poeira de velhos arquivos… Santos x União (Mogi das Cruzes).

Qual a importância desta partida?

Praticamente nenhuma… nenhuma Taça em disputa… um amistoso para preencher calendário, certamente seria apenas uma partida a mais entre as  5.500 realizadas pelo alvinegro.

Seria tudo isso, se não fosse um detalhe… no gol santista, Edinho, filho de Pelé. No ataque do União, um certo Neymar… nome familiar,  não? Sim, meus amigos… ele mesmo… Neymar, pai do atacante santista, a joía da Vila, o autor do gol mais bonito do Mundo em 2011. Santos, Pelé e Neymar tinham seus destinos traçados desde 1995. O resultado do amistoso? 1×1.

Destino traçado desde 1995
Destino traçado desde 1995
Edinho, Dondinho e Pelé
Edinho, Dondinho e Pelé

Em junho a Vila Belmiro recebia a equipe da Lazio , vice Campeã Italiana, para um amistoso.

Numa partida ao melhor estilo dos anos 50, foi cheia de gols… no final, vitória da equipe italiana por 5×3.

09/06/1995 SFC 3×5 SS Lazio (Itália)

A 2ª fase do Paulistão iria começar, o grupo do SFC era difícil; Portuguesa, Corinthians e União São João.

Na 1ª rodada, a Lusa do Canindé fez valer seu mando de campo e sua melhor campanha na 1ª fase e venceu por convincentes 3×1.

O confronto seguinte seria em Ribeirão Preto, no clássico contra o Corinthians. Os estádios da Capital estavam em reformas (adequando-se às novas regras sobre segurança).

Mesmo contando com uma grande exibição de Edinho e Giovanni, o Peixe ficou no empate, reduzindo drasticamente as possibilidades de uma final.

Nem mesmo a vitória contra o União, na Vila deixou o SFC em condições de sonhar mais alto… deveria vencer todos os compromissos do returno para disputar diretamente o título. A classificação era: Portuguesa e Corinthians, 7 pontos; Santos, 4 e União, zero.

Uma nova derrota contra a Lusa (1×2, na Vila), tirou qualquer possibilidade de sucesso… mais uma ano na fila…

Campanha na 2ª fase:

A Portuguesa D – 1×3 (Canindé); 1×2 (VB)

SC Corinthinas P – 2×2 (Santa Cruz); 2×4 (Limeira)

União São João EC – 3×2 (VB); 1×1 (Araras)

Com esses resultados o SFC ficou na 5ª colocação na classificação geral.

Desde a década de 90 a briga por audiência na TV chegava ao futebol… e o SBT, junto com a cartolagem criava a Copa dos Campeões Mundiais. Um quadrangular (SFC, São Paulo, Grêmio e Flamengo), disputado em turno único com uma final entre os dois melhores classificados. As partidas eram realizadas pelo interior do Brasil e despertou o interesse do torcedor.

O Peixe foi muito bem na fase de classificação, ficando em 1º lugar:

São Paulo FC 2×1 (Em Uberlândia)

CR Flamengo 1×0 (Em Brasília)

Grêmio FPA 0x0 (Em Brasília)

A final foi contra o São Paulo, e nenhuma das equipes marcou, forçando a decisão nos penaltis… Giovanni e Marcelo Passos, as estrelas santistas erraram suas cobranças e o título foi para o Morumbi:

Santos FC 0x0 São Paulo FC – Uberlândia – 3×4 na decisão por penaltis.

Uma pena.. o Santos havia mostrado melhor futebol que os demais participantes, e mesmo sem perder nenhuma partida e ter feito maior número de pontos não ficou  com o título.

Havia ainda o Brasileirão…

E mais um regulamento diferente… os 24 times foram divididos em 2 grupos de 12. No 1º turno, jogos entre os participantes do mesmo grupo; no 2º turno, os participantes de um grupo enfrentavam os do outro grupo. Os campeões de cada turno em cada grupo estariam classificados para as semi-finais. Os vencedores fariam as finais.

Antes de começar a competição o alvinegro seguiu para Bebedouro para treinamentos… Aproveitou a estadia na Capital da Laranja e enfrentou a Internacional, num amistoso em favor ao Fundo de Solidariedade de Bebedouro. A partida ficou no empate em 0x0, mas a arrecadação foi de R$ 13.000,00, uma boa quantia para 1995… como cortesia,  mesmo com o empate, a equipe visitante ficou com o Troféu Prefeito Hélio Bastos. Mais uma taça na coleção santista.

O começo do Brasileirão não foi muito animador para a massa santista… empate em Goiás (onde o destaque foi Edinho), derrota na Vila para o Vasco (e Joãozinho demitido), outra derrota (Fluminense, nas Laranjeiras), até que chegou Cabralzinho….

Jogador do SFC nos anos 60, Cabralzinho foi Técnico do timaço de 95.
Jogador do SFC nos anos 60, Cabralzinho foi Técnico do timaço de 95.

Venceu a 1ª partida (Criciúma), perdeu para o Inter no Beira Rio, e colocou o time nos eixos…

Armou o Santos como todo torcedor gosta: no ataque.

E que ataque… Camanducaia (ou Macedo), Wagner, Jamelli (ou Marcelo Passos), Giovanni e Robert.

No meio de campo havia Gallo, Carlinhos e Pintado

Edinho, soberano no gol, mesmo provocando alguns calafrios nas tentativas de cortar os cruzamentos na área , deficiência que compensava com agilidade, elasticidade e reflexo.

Narciso era o comandante da zaga, dando a segurança necessária para Jean ou Ronaldo Marconato ou ainda Marcelo Fernandes. Nas laterais, Marquinhos Capixaba e Marcos Adriano, davam conta do recado.

Mesmo com 4 derrotas, o alvinegro terminou o 1º turno em 3º lugar em seu grupo, apenas 2 pontos atrás de Inter e Fluminense (Campeão).

Campanha no 1º turno:

Goiás EC – 1×1 (VB)

CR Vasco da Gama – 3×5 (VB)

Fluminense FC – 0x1 (Laranjeiras)

Criciúma EC  – 1×0 (VB)

SC Internacional  – 2×4 (Beira Rio)

C Atlético Mineiro – 2×1 (Mineirão)

A Portuguesa D –  2×0 (Canindé)

São Paulo FC – 0x1 (VB)

União São João EC – 3×2 (VB)

EC Bahia – 3×2 (VB)

Sport C Recife  – 2×1 (Ilha do Retiro)

No 2º semestre era o período da Super Copa Libertadores da América… e desta vez o santista estava confiante… e ficou animado com o empate obtido em Avellaneda, contra o Independiente (1×1), só não ficou exultante porque o Peixe tomou um gol aos 95’… deixando escapar um vitória certa… na Vila, acreditava o santista, a sorte sorriria ao alvinegro…

Logo os 7 minutos Giovanni colocava o Santos na frente… mas os argentinos eram valentes e viraram (1×2)… o Peixeo tinha meia hora para superar o aguerrido Independiente… e de tanto martelar, Giovanni empatou aos 88′.

Decisão nos penaltis, como no Copa dos Campeões Mundiais, e novamente o SFC não foi feliz… Edinho fez sua parte, defendendo as cobranças de Garnero e Cagna, porém Jamelli, Robert e Marquinhos Capixaba não converteram suas cobranças, final 2×3 e mais uma vez desclassificado.

13/09 – 1×1 Independiente (Argentina (Em Avellaneda)

04/10 – 2×2 Independiente (Argentina )(na Vila ) – 2×3 na decisão por penaltis

De 1994 a 1996, com Giovanni em campo foram anos incríveis...
De 1994 a 1996, com Giovanni em campo foram anos incríveis... "anos incríveis" era um seriado de televisão exibido no Brasil nessa época

Com o foco voltado com exclusividade ao Brasileiro, o Santos deslanchou com a goleada sobre o Grêmio (4×1)… Giovanni começou a fazer gols de todas as formas possíveis  e os adversários  iam caindo um a um… Grêmio, Cruzeiro , Flamengo, Corinthians, Botafogo e Guarani… eram tempos incríveis!

O time jogava com raça e elegância, sorte e determinação, coletivamente e com o brilho individual de seus craques…

E mais uma vez o Maracanã viu uma exibição de gala do alvinegro, no baile (3×0) sobre o Flamengo.

19 de novembro, dia  de Pelé, Vila Belmiro lotada… Pelé homenageado pela direção, emoldura a marca de seus pés no cimento fresco para ficar marcado para a eternidade (hoje a placa de cimento esta exposta no memorial da Vila Belmiro)… nas arquibancadas a massa delirava coma entrada triunfal de Pelé ao lado de Edinho… e no campo foi um baile… Giovanni conduzia a orquestra santista com a maestria dos gênios  e o resultado foi outra goleada: 3×0!

Chegara a vez do Botafogo, líder do outro grupo, era um adversário temido… Túlio e Donizeti era uma dupla de área mortal… porém o verdadeiro ataque  mortífero era o ataque santista… 3×1 sem menor chance ao alvinegro carioca.

Contra o Palmeiras, Vanderlei Luxemburgo alardeava na imprensa que iria parar Giovanni e que venceria o Santos… Pacaembu com a lotação máxima permitida (28.000 pessoas)… e Amaral, obediente à Luxemburgo, grudou 90′ em Giovanni… porém quando Amaral “piscou”, Giovanni deixou Wagner na cara do gol… final, Santos 1×0!

Última rodada, Santos e Atlético Mineiro disputam a derradeira vaga… o Peixe esta um ponto na frente. O adversário é o Guarani, que aceita transferir o mando de campo para o Pacaembu (visando maior arrecadação)… o Bugre já estava desclassificado e longe do rebaixamento, jogava sem qualquer compromisso.

E não é que o Guarani jogava melhor que o nervoso SFC?

Enquanto isso o Galo mineiro despachava o Vitória, em Salvador,  e ficava com a vaga…

O torcedor santista sofria nas arquibancadas do Pacaembu… jogo enrolado, difícil… até Marcelo Passos mostra sua categoria como no 1º semestre,  pega a bola na esquerda, avança na diagonal e manda um balaço de fora da área… Gol… um lindo gol.  Giovanni marcou outro e ainda teve tempo para o “olé”… tudo isso nos 10 minutos finais… Santos na semi-final.

Veja algumas passagens marcantes da campanha santista na 2ª fase:

Santos 3×0 Corinthians:

Santos 1×0 Palmeiras

Santos 3×1 Botafogo

Santos 2×0 Guarani

Campanha na 2ª fase:

CA Bragantino – 4×4 (VB)

Juventude EC – 1×1 (Alfredo Jacomi)

Grêmio FPA – 4×1 (VB)

Cruzeiro EC – 2×1 (VB)

EC Vitória  – 0x4 (Barradão)

CR Flamengo – 3×0 (Maracanã)

Paraná C  – 0x0 (Durival de Brito)

SC Corinthinas P – 3×0 (VB)

SE Palmeiras – 1×0 (Pacaembu)

Paissandu SC  – 2×1 (VB)

Botafogo FR – 3×1 (VB)

Guarani FC – 2×0 (Pacaembu)

Nas semi-finais o adversário seria o Fluminense (Campeão Carioca de 95) de Renato Gaucho.

Começa a decisão com Giovanni abrindo o marcador… e mantendo o Peixe na frente durante todo 1º tempo…

No 2º tempo, o inacreditável… até a metade da etapa final, resistiu bem, mas o gol de desempate aos 25′, desmontou o time. Em seguida Robert foi expulso, depois Jamelli… aos 89′, gol tricolor e mais outro aos 91′.

Mas havia o jogo do Pacaembu…

A partida mais alucinante do Santos FC em todos os tempos… comparável apenas a Santos e Milan, no encharcado Maracanã em 1963.

Giovanni agitou a torcida e o time pintando o cabelo de vermelho… Jamelli pintou o seu cabelo de amarelo… Robert desenhou o escudo do SFC na nuca. E Cabralzinho montou o time no 4-2-4!!!!!!

O alvinegro tinha que vencer com 3 gols de diferença, e Cabralzinho arriscou tudo… e fez o SFC entrar com : Edinho; Marquinhos Capixaba, Ronaldo Marconato, Narciso e Marcos Adriano; Gallo e Carlinhos; Macedo, Marcelo Passos, Giovani e Camanducaia.

O que aconteceu virou lenda…

A exibição perfeita de Giovanni (raríssima nota 10 de bola de prata  – Placar)…

O time sentado no gramado no intervalo…

E a incrível vitória por 5×2!!!!!!!

Melhor ver  as imagens:

Santos na final… ninguém duvidava do Título…  era o time mais sensacional dos últimos anos no Brasil… o adversário na final era o Botafogo, antigo rival dos anos 60.

Na decisão, muito equilíbrio no 1º jogo, porém Túlio faz a diferença e o Botafogo vence por 2×1. Mesmo assim, a massa santista saiu cantando do Maracanã, pois era certa a vitória praiana no Pacaembu.

Mas o futebol tem alguns mistérios… Pelé estava em rota de colisão com Ricardo Teixeira (sim, desde aquele tempo era Mr Ricardo Teixeira que comandava o futebol brasileiro)… o Presidente da FPF assim como seu vice, viajaram para o exterior na semana da decisão… e a CBF determinou Márcio Rezende de Freitas para arbitrar a final.

Túlio abriu a contagem em completo impedimento… mas MRF validou a ilegalidade… Na raça, o Santos acuava o Botafogo. Logo no 2º tempo, Marcelo Passos empata a partida, após Marquinhos Capixaba vencer na garra, no braço, no tranco uma bola perdida no canto da área… o desempate era questão de tempo… até que ao Camanducaia marca o gol da vitória… Santos 2×1!

Santos, Campeão de 1995!!!!!!

Márcio Rezende de Freitas não quis essa verdade e anulou o gol legítimo de Camanducaia… os bastidores do futebol faziam a festa… assim como em 1974, 1980, 1982 e   1983 o Campeão precisou de um “auxílio extra” (fato que se repetiu em 97, 2000 e 2005).