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Atualização de textos – História do Santos FC

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Santos FC: Cidades que receberam o SFC – parte III

“Santistas de todo mundo, uni-vos!”

Continuando  a relação de cidades por onde o alvinegro já passou, agora as cidades das Américas.

Seguem os mesmos critérios descritos na s relações anteriores.

Na América do Sul:

ARGENTINA

211 – La Plata – 1954

212 – Cordoba – 1954

213 – San Juan -1954

214 – Tucuman – 1954

215 – Buenos Aires – 1954

216 – Avellaneda – 1961

217 – Rosário – 1961

218 – Mendonza – 1964

219 – Santa Fé -1964

220 – Resistência – 1966

221 – Mar del Plata – 1967

222 – Salta – 1977

PERU

223 – Lima – 1955

224 – Arequipa – 1955

225 – Cuzco -1955

226 – Chiclayo – 2012

URUGUAI

227 – Montevideo – 1956

228 – Rivera – 1996

EQUADOR

229 – Guaiaquil – 1959

230 – Quito – 1960

VENEZUELA

231 – Caracas – 1959

232 – Maracaibo -1970

233 – San Cristóbal – 2011

CHILE

234 – Santiago – 1959

235 – Talcachuano – 1963

236 – Viña del Mar – 1977

237 – Concepción – 1989

COLÔMBIA

238 – Medellin -1960

239 – Cali -1960

240 – Bogotá – 1960

241 – Barranquila – 1967

242 – Manizales – 1998

243 – San Juan de Pasto – 2007

244 – Cúcuta – 2008

BOLÍVIA

245 – La Paz – 1962

246 – Cochabamba -1971

247 – Santa Cruz da la Sierra -1971

248 – Oruro – 2008

PARAGUAI

249 – Assunção – 1962

250 – Ciudad del Leste – 2003

SURINAME

251 – Paramaribo – 1971

AMÉRICA CENTRAL

COSTA RICA

252 – San José – 1959

GUATEMALA

253 – Cidade de Guatemala – 1959

CURAÇAO

254 – Willenstadt – 1959

EL SALVADOR

255 – San Salvador – 1966

HONDURAS

256 – San Pedro de Sula – 1970

257 – Tegucigalpa – 1970

PANAMÁ

258 – Cidade do Panamá – 1971

MARTINICA

259 – Fort de France -1971

GUADALUPE

260 – Point-a-Pitre – 1971

JAMAICA

261 – Kingston – 1971

HAITI

262 – Port au Prince – 1971

TRINIDAD & TOBAGO

263 – Port of Spain – 1972

ILHAS CAYMAN

264 – Grand Cayman – 1989

AMÉRICA DO NORTE

MÉXICO

265 – Cidade do México – 1959

266 – Guadalajara – 1959

267 – Toluca – 1966

268 – León – 1967

269 – Monterrey – 1971

270 – Hidalgo – 1982

271 – Ciudad Juarez – 1985

272 – Tampico -1985

273 – Torreón -2009

274 – Querátero – 2011

275 – Tepec – 1994

276 – San Luiz de Potosi – 1994

EUA

277 – New York – 1965

278 – Los Angeles – 1967

279 – Saint Louis – 1968

280 – Kansas City – 1968

281 – Boston – 1968

282 – Cleveland – 1968

283 – Washington – 1968

284 – Atlanta – 1968

285 – Oakland – 1968

286 – Massachusetts – 1970

287 – Rhode Island – 1970

288 – Chicago – 1970

289 – Jersey City – 1971

290 – San Francisco – 1972

291 – Baltimore – 1973

292 – Miami – 1973

293 – Filadelfia – 1973

294 – Rochester – 1973

295 – Detroit – 1977

296 – San José – 1986

297 – Harrison – 2010

CANADÁ

298 – Toronto -1965

299 – Montreal – 1970

300 – Vancouver – 1971

BERMUDAS

301 – Hamilton – 2005

Contra tudo e contra todos

Santistas de todo mundo, uni-vos!

Depois dos vices de 2003 (Libertadores e Brasileiro), a expectativa era grande para 2004… todos davam como certo que o Paulistão seria conquistado, até com certa facilidade.

Reforços chegavam em quantidade… buscando compensar as saída de Fábio Costa e Ricardo Oliveira.

E vieram Doni, Paulo Cesar, Basílio, Robgol, Preto Casagrande, Claiton… da base subiam Jerri e Luis Augusto, mas não eram “Diego e Robinho”…

Basílio foi uma das grandes contratações de 2004, jogou com muita raça e fazendo gols.

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Do nada ao topo

Santistas de todo mundo, uni-vos!

Retomando a história do alvinegro mais famoso do mundo, chegamos ao ano de 2002.

Ano que o SFC viveu os extemos: foi do fundo do poço às alturas do sucesso.

Tudo começou com uma reviravolta no calendário do futebol, com a CBF ampliando o Torneio Rio/São Paulo  e praticamente extinguindo os torneios estaduais.  Pelo calendário de Ricardo Teixeira, o futebol seria assim:

Torneios Regionais (Rio/São Paulo; Sul/Minas; Nordeste; Norte e Centro-Oeste) e Copa do Brasil: No 1º semestre

Super-Estaduais: Os 3 melhores paulistas no Rio/São Paulo  e o Campeão do Paulistinha (disputado por 12 equipes que não disputavam o Rio/São Paulo): maio/junho

Torneio dos Campeões – Com os 6 melhores do Rio/São Paulo; 4 da Sul/MInas; 3 do Nordeste; Campeões do Norte e Centro-Oeste, além do Campeão do Torneio do ano anterior: disputado no mês de julho

Campeonato Brasileiro: No 2º semestre

Pois bem…

Em janeiro, ao iniciar o Torneio Rio/São Paulo, o time já sentia os olhares de desconfiança da tocida. O Técnico era Celso Roth (que não era unanimidade na massa santista) e com reforços de atletas experientes como Odvan, Oseas e Esquedinha que não inspiravam muita confiança ao torcedor alvinegro.

A aventura de Marcelinho Carioca havia terminado para alívio de grande parte dos santistas.

Na primeira partida um sofrimento… contra um America improvisado, o alvinegro só marcou seus gols após os 85′. O destaque foi a estreia de Diego. Em seguida levou um baile da Ponte (1×3)… e quando todos temiam uma nova derrota,  a vitória contra o Corinthinas (1×0, na Vila), aliviou os ares na Praça Princesa Isabel…

E assim foi durante todo o Rio/São Paulo: uma campanha irregular… mas, aos trancos, o time ia se estabilizando. Faltando 3 rodadas para o término da fase de classificação, o time deu uma arrancada: venceu o Guarani, na primeira apresentação de Robinho (que entrou no final da partida), empatou com o Vasco e venceu o clásssico contra o São Paulo. O time precisava vencer o último compromissso (Bangu, no Rio de Janeiro), mas a afobação e o nervosismo decretaram o empate por 1 gol e a desclassificação da fase final do Rio/São Paulo.

Um trágico presente de aniversário ao  clube!

O empate não significava apenas a desclassificação, era o afastamento do time das competições oficiais. Além de ficar fora da Fase final do Rio/ São Paulo, o time ficou de fora do Torneio dos Campeões e do Super Paulistão.

Nem ao menos a Copa do Brasil foi salva, pois fora eliminado pelo Internacional de Porto Alegre.

Veja os resultados das competições do 1º semestre:

Torneio Rio/ São Paulo:

America FC  3×0  – Vila Belmiro

AA Ponte Preta 1×3 – Moisés Lucarelli

SC Corinthians P  1×0  – Vila Belmiro

A Portuguesa D  1×1- Canindé

SE Palmeiras 1×2 – Parque Antártica

AD São Caetano  2×1  – Vila Belmiro

CR Flamengo  2×0 – Vila Belmiro

Americano FC  2×3  – Godofredo Cruz (Campos)

Botafogo FR  3×3 – Vila Belmiro

Fluminense FC  1×1 – Maracanã

Etti Jundiaí F Ltda (Ex-Paulista FC) 1×2 – Vila Belmiro

Guarani FC 2×0  – Vila Belmiro

CR Vasco da Gama  1×1 – São Januário

São Paulo FC  3×2  – Vila Belmiro

Bangu AC 1×1 – Moça Bonita

Aqui, os gols da estreia na competição:

http://www.youtube.com/watch?v=UgfrpgjVUyk&feature=related

Na Copa do Brasil:

Ji-Paraná FC  0x0, em Rolim de Moura (RO); 4×2 na Vila Belmiro

SC Internacional  3×3, na  Vila Belmiro; 0x1 no Beira Rio

A desclassificação no Rio/São Paulo ocorreu em 14 de abril,  e a primeira rodada do Brasileiro seria em 10 de agosto!

Quatro meses sem competições, longe do noticiário, tendo uma folha de pagamento enorme para saldar…

A crise chegava com força na Vila Belmiro!

O time campeão do Mundo nos anos 60, agora não tinha uma competição sequer para entrar  em campo… era o “fundo do poço”, popularmente falando… o famoso “pior que esta, não da para ficar”.

Numa situação dessas o caminho é “fazer das tripas, coração”.

Assim, Celso Roth é demitido, bem como os veteranos… para aliviar a folha de pagaemnto, Robert (a única estrela) é emprestado para o São Caetano (que disputava as finais da Libertadores da América).

Contando apenas com jovens promessas e jogadores do time da base, é contratado para dirigir o SFC, Emerson Leão, que conformado, aceitou o desafio de montar um time, que na época, era sério candidato ao rebaixamento…

E Leão foi vendo o que tinha m mãos… Renato, Elano, Paulo Almeida, André Luis, Leo do time de 2001… Diego, Robinho, Willian vindos da base… Diego tinha 16 anos, Robinho 17, Willian 18…

Leão pegou a meninada e colocou para treinar, afinal tinha tempo de sobra…

Providenciou uns amistosos longe da “cornetagem” da Vila Belmiro, pois naquele momento era preciso paciência, persistência e tranquilidade.

Reforços, apenas dois mais significativos: Maurinho e Alberto… nada que provocasse explosões de alegria na massa santista…

Deste modo, no final de julho, o alvinegro parte para um amistoso em Nova Iorque (EUA), contra o Rangers (Escócia). No aeroporto parecia uma excursão de estudantes, muitos estavam usando pela primeira vez um passaporte… e no saguão de embarque as pessoas olhavam curiosos  aquele monte de jovens… quando tomavam conhecimento que se tratava de delegação do SFC partindo em viajem, perguntavam: “Mas, é o time principal?”

Um saguão não muito mais movimentado que o da foto, recebeu o Santos FC naquele final de julho de 2002.

Nos “States”, uma boa vitória:

20/07 – 1×0 Rangers FC (Escócia) – New York (EUA)

Leão sentiu que o otimne estava ficando bom e solicitou um último amistoso antes do Brasileiro… o adversário deveria ser um time forte para testar os garotos… e chamaram o Corinthinas quen havia acabado de vencer o Rio/São Paulo e a Copa do Brasil.

A vitória do alvinegro da Capital era dadda como certa… porém do outro lado  surgiam dois fantasmas para os corintianos: Robinho e Diego!

E os dois moleques comandaram o Peixe em campo e derrotaram o rival por 3×1!

O resultado animou a torcida… na verdade, mais que o resultado foi a forma… dribles, toques de bola… um baile!

Diego a promessa de um novo "Menino da Vila"

Ao começar o Brasileiro, o temor do rebaixamento já não assustava tanto… e foi mandado para longe após a estreia vitoriosa contra o Botofogo (2×1, Na Vila).

Mesmo assim, o time permanecia irregular, principalmente atuando longe da boa vontade da torcida…acumulando  empates e derrotas. Porém,. na Vila a coisa mudava… o futebol rápido, alegre e cheio de gols fazia o torcedor passar a mão na cabeça dos atletas nos casos de pequenas falhas… lembro de uma ocasião, contra o Atlético Paranaense, quando Diego perdeu um pênalti… em outros tempos seria vaiado, execrado… naquela tarde, não… a torcida compreendeu que era um menino de 17 anos que perdera a cobrança e aplaudiu o jovem craque como forma de incentivo… duvido que isto não tenho feito bem ao camisa 10!

http://www.youtube.com/watch?v=QBvBDVf4r34

Até chegou o confronto contra o Corinthians (o 3º do ano), no Pacaembu. Teste definitivo para os praianos.

Um hora de show!

Com direito a gol de bicicleta de Alberto… final 4×2!

http://www.youtube.com/watch?v=AnuP6IOP7z0

Na sequência mais dois vitórias espetaculares: Atlético (3×2) e Cruzeiro, 4×1 em pleno Mineirão.

O Grande teste seria no Morumbi… adversário: São Paulo.

A partida foi ótima… muita técnica, muita disposição, “sangue nos olhos” nos dois times… O tricolor abriu 2×0 e achou que o jogo estava ganho, que os meninos se indimidariam no Morumbi lotado (54.000 pessoas), mas não… não aqueles garotos… e os meninos foram para cima… Leão tira Maurinho e coloca Robert, tira Elano e coloca Willian… o time atua no 3-4-3 e aperta o tricolor… Robert diminui aos 71’… depois um pênalti sofrido por Leo. Diego bate na bola e Rogério Ceni (quase na linha da pequena área defebnde). Cleber Abade manda retornar a cobrança e RC vai a loucura chegando a empurrar o árbitro… Cobrança refeita e Diego manda para o canto esquerdo de RC, sem chances… Virada santista, alegria, explosão… Diego vai para a massa, sobe no escudo do SPFC na pista de atletismo e vibra com o empate, sem camisa e pulando sem parar… nova confusão, queriam bater no menino por ter feito o gol de empate e comemorado no escudo…

No finalzinho, Leo faz um pênalti, que Ricardinho cobra e desempata, final 2×3. Derrota…  sentida derrota…

Os meninos sentem o baque… derrota para a Portuguesa na Vila, derrota para o Payssandu na batalha do Mangueirão, onde sobrou pancadaria da PM paraense sobre o atletas santistas.

Segue na busca da classificação para a fase final, mas a derrota surpreendente para a Ponte Preta na penúltima rodada deixa a massa santista roendo as unhas. Tudo será definida na última rodada, contra o perigoso São Caetano, no ABC Paulista.

Num Anacleto Campanella lotado, o Sâo Caetano não tomou conhecimento ds garotos e venceu por 3×1… time desclassificado…

Não!

Como num roteiro de Hollywood, o imprevisível acontece… em Brasília, o Gama (rebaixado) goleia o Coritiba, danda a última vaga ao alvinegro praiano.

Havia algo de diferente no ar… os céus não conspiravam mais contra o Santos FC.

Agora era a fase de mata -mata.

O regulamento do Brasileiro daquele ano mudava novamente: Eram 26 times (em turno único) disputando 8 vagas para a fase final.

Os 4 piores seriam rebaixados para a série B.

Na fase final: São Paulo, São Caetano, Corinthians, Juventude, Grêmio, Atlético Mineiro, Fluminense e Santos FC.

Os rebaixados: Portuguesa, Palmeiras, Gama e Botafogo.

A Tabela indicava: Santos x São Paulo; Fluminnese x São Caetano; Atlético Mineiro x Corinthinas e Grêmio x Juventude.

Vamos relembrar a campanha na fase de classificação:

Botafogo FR – 2×1 (VB)

Juventude EC – 1×2 (Alfredo Jaconi)

Figueirense FC – 3×0 (VB)

Fluminnese FC – 1×1 (Maracanã)

Paraná C – 2×1 (VB)

SC Internacional  – 0x3 (Beira Rio)

EC Vitória – 3×0 (VB)

C Atlético Paranaense -2×2 (VB)

Coritiba FC – 2×4 (Couto Pereira)

Grêmio FPA – 2×0 (VB)

CR Vasco da Gama – 2×1 (São Januário)

Goiás EC – 1×1 (VB)

SE Gama – 0x0 (Bezerrão)

SE Palmeiras – 1×1 (VB)

SC Corinthians P – 4×2 (Pacaembu)

C Atlético Mineiro – 3×2 (VB)

Cruzeiro EC – 4×1 (Mineirão)

São Paulo FC  – 2×3 (Morumbi)

A Portuguesa D – 1×2 (VB)

Payssandu SC – 1×2 (Mangueirão)

CR Flamengo  – 3×0 (VB)

EC Bahia  – 1×1 (Fonte Nova)

Guarani F – 2×0 (Jaime Cintra – Jundiaí)

AA Ponte Preta  – 1×3 (VB)

AD São Caetano – 2×3 (São Caetano)

Ao chegar na Vila Belmiro para enfrentar o Peixe, o tricolor deve ter sentido o ambiente… os ingressos esgotados, a torcida fazendo festa, não parecia que o o tricolor era o favorito… nas ruas de Santos, nos arredores da Vila, uma alegre confusão… eu, particularmente cheguei na Vila bem cedo… Minha filha, Fernanda prestava vestibular naquela tarde, e após deixá-la na porta da Universidade para o exame, e partimos para a Vila logo em seguida… junto com meu ex-genro (André) entramos na Vila logo depois dos portões abrirem, e fomos percebendo a Vila lotar e pulsar ao ritmo da alegria que aquele time inspirava.

Primeiro tempo equilibrado, mas no 2º… um baile… dribles, elásticos, pedaladas e gols… 3×1!

http://www.youtube.com/watch?v=5-Q8zEIxpPY

No Morumbi, Ricardinho e RC afirmavam aos 4 ventos que venceriam por 3×0 e classificariam o tricolor…não foi o que aconteceu… na garra e na categoria, uma virada imponente do alvinegro: 2×1! Com RC ajoelhado, reverenciado a categoria de Diego. Imagem perfeita da partida.

http://www.youtube.com/watch?v=ugWq6WxTEQA&feature=related

Eliminado o tricolor do Morumbi, vinha para a Vila o tricolor gaucho… O técnico Tite comandava na ocasião o “imortal”, no mesmo estilo de sempre: raça, marcação (alguma violência) e 1×0.

Na Vila foi  uma exibição primorosa… dribles, dribles, e mais dribles… os defensores gremistas ficaram com sérios problemas de coluna que só seriam sanados graças as férias de final de ano. Melhor que descrever, é ver:

http://www.youtube.com/watch?v=zaPsGulIzFk&feature=related

No Olímpico, os meninos jogaram como veteranos… segurando, catimbando, deixando o Grêmio nervoso… tomou um gol, mas não seria mais que isso… Peixe na final.

Os deuses do futebol são caprichosos… quis o destino que Santos e Corinthians se enfrentassem na final do Campeonato Brasileiro de 2002.

Numa grande jogada, Marcelo Teixeira tira a final da Vila Belmiro e leva para o Morumbi, com a condição de ingressos na base do meio a meio… 50% para os santistas e 50% para o adversário… E o Morumbi lotou… o santistas fizeram a sua parte… e ganharam no grito, no entusiamo a batalha das arquibancadas.

Na primeira partida, o Santos poderia ter vencido com uma folga maior que os 2×0 no placar indicaram ao final do confronto. Diego foi o grande maestro neste dia… com uma apresentação brilhante, comandou o espetáculo… Renato, Alberto, Elano e Robinho também reluziram, assim como Fabio Costa, Alex e Leo. O título estava próximo… tudo parecia tranquilo…

Do nada, surge a manchete nos impressos esportivos: “Diego fez declarações racistas durante a partida”… acusava um atleta do Corinthians…

Logo quem… Diego, cuja amizade com Robinho era pública e notória!

Os meninos começavam a perceber o que enfentariam naquele domingo… as pressões seriam as mais diversas…

Durante a semana, Diego sente uma contusão e sua participação é dúvida…

Em casa, acompanhamos a decisão com mais entusiamo do que final de Copa do Mundo… Todos grudados na TV.

Eu, com a minha camisa do SFC (coisa que normalmente faço apenas nos estádios), minha esposa, meus filhos também… Gabriel (palmeirense) não resistia aos encantos do alvinegro e torcia abertamente pelo Peixe, ainda mais contra o Corinthians… Fernanda e o namorado (o ex-genro), ambos santistas, ocupavam seu espaço na “arquibancada” doméstica… e a Carol, minha filha mais nova, assumia a condição de santista… arrumou tinta preta e branca e passou no rosto, ao estilo “cara-pintada” e arrumei uma camisa do Santos para ela… uma camisa antiga, listrada… dos tempos da UNICOR.

Leão coloca o pequeno maestro em campo, mas sua presença não dura 1 minuto, desabando no meio de campo. Aos prantos, Diego pede a substituição…

Na lateral, Robinho promete o título ao amigo…

Na metade do 1º tempo, as pedaladas…. confesso que nunca havia presenciado aquilo… 8 pedaladas… OITO!!!!!!

Quando Robinho pegou a bola para a cobrança do pênalti, temi… pensei: ou se consagra ou é muito pretencioso…

Consagrou-se!!!!!

Uma explosão em casa, nos vizinhos… fogos e gritos… 1×0!

Na etapa final, o adversário vem com tudo para cima do alvinegro praiano… surge a muralha: Fábio Costa!

Leão é expulso… o Corinthinas não sai da área do SFC… Fábio Costa realiza um milagre sobre outro…

Trinta minutos, faltam apenas 15… eles teriam que fazer 3 gols… não dá mais tempo…

Mas o sonho é interrompido… Deivid (ex-santista presente em 2001) empata…  a partida esta alucinante… o relógio anda lentamente… cada minuto parece durar 600 segundos…

Aos 84′, a virada corintiana… o pesadelo parece se repetir… o fantasma de 2001 assusta… um espectro ronda o  Morumbi…

Ao ver o gol da virada sai da sala e fui para ao quintal… nem queria ver mais a partida…de imediato, levei uma bronca de minha esposa: “Deixa de bobagem e vem ver o jogo”…

Sábio conselho…

Pois em menos de 2 minutos, Robinho faz um carnaval pela direita e toca para Elano encher o pé: 2×2!!!!!!!!!

A casa parece que vem abaixo… eu grito, meus filhos pulam e até a Katia bate palmas e grita gol!

Mal tínhamos sentado novamente, quando Robinho pela esquerda, faz um novo carnaval… todos já preparam o grito… a bola vai para Leo e… GOL!

A gritaria é enorme… meu vizinho sai gritando pelo corredor… “É CAMPEÃO”… fogos… buzinas…. gritos e mais gritos…

Em casa todos se abraçam… Carol já perguntava: Vamos para o Centro de Mongaguá comemorar?

E lá fomos nós… a família completa, todos comemorando a vitória do Peixe.

2002, um ano inesquecível!

Um título!

Santistas de todo Mundo, uni-vos!

Depois do fracasso do 2º semestre de 1996, a direção santista resolveu se mexer.

Ainda em dezembro, contrata o Técnico Vanderley Luxemburgo, e todos vislumbram novos tempos para o alvinegro praiano.

Era uma contratação de impacto. Depois de 2 anos de “pés no chão” era momento dos pés sairem para uma bela caminhada… ao mesmo tempo, o gramado de Vila Belmiro estava quase pronto para receber seus artistas.

E o elenco apresentava novidades… a começar pelo gol, onde Zetti chegava para dar a tranquilidade da saída de gol que Edinho não proporcionava… Ronaldão era o xerife na zaga, Caíco no meio de campo e Edgar Baez o reserva paraguaio que quebrava o galho fazendo um gol aqui outro acolá…

Mas outros reforços chegariam… Careca era um deles… já veterano, fazia questão de, antes de encerrar a carreira envergar a imaculada camisa branca. Também chegava Muller…

Vanderley institui a pré-temporada no interior, e  o SFC parte para Atibaia onde realiza 3 jogos-treinos… Nestes jogos, Vanderley colocava todos os atletas em campo, substituindo a todos ao final do 1º tempo… o resultado era o menos importante, mas mesmo assim o Peixe ganhou as 3 partidas treino, inclusive a última, contra o Paulista de Jundiaí  (1×0).

No calendário do futebol uma inovação: o retorno do Torneio Rio/São Paulo.

A tabela era simples, com 8 times em jogos eliminatórios em quartas, semi -finais e final.

Assim, sem poder atuar na Vila Belmiro, o Santos começou sua jornada.

A eliminação do Vasco após dois empates não despertou grande entusiamso por parte da imprensa ou da torcida… no entanto, a categórica vitória por 3×1 sobre o Palmeiras, em pleno Parque Antártica, mostrou que aquele Santos era diferente…

E o alvinegro se classificou para as finais contra o Flamengo de Romário e Sávio.

No Morumbi, uma vitória apertada por 2×1 deixava os rubro-negros certos da desforra, assim como em 1983…

Todavia, era um outro SFC… mais compacto, mais firme… e Zico não era mais o camisa 10 do clube carioca e o árbitro seria Oscar Godói.

Anderson Lima abriu o marcador com sua costumeira “patada” em cobrança de falta, porém logo depois, Romário empatava e antes de encerrar o 1º tempo colocou o Flamengo na frente… o Maracanã, com mais de 70 mil pessoas sorria e cantava…

Foi com esse uniforme que o Peixe ganhou o Rio/São Paulo de 97.
Foi com esse uniforme que o Peixe ganhou o Rio/São Paulo de 97.

Foi então que a estrela de Luxemburgo brilhou… colocou Juari em campo.

Não era atacante, não era goleador, não era um craque… era daqueles atletas de compor elenco, útil… que entra em campo para cumprir as ordens de seu técnico…

E foi Juari, que aos 77 minutos acertou uma bomba no gol de Zé Carlos… era o gol do título!

Depois de 13 anos, um título!

Os campeões com a Taça

Os torcedores rivais desdenhavam, mas o santista não queria nem saber, festejava pois imaginava que a sina estava quebrada e com Luxemburgo no comando, haveria uma série de comemorações a serem feitas… o tempo mostrou que não.

Campanha:

CR Vasco da Gama  – 2×2 (Morumbi); 3×3 (São Januário) – 4×3 na decisão por penaltis

SE Palmeiras – 3×1 (Parque Antártica); 0x1 (Presidente Prudente)

CR Flamengo – 2×1 (Morumbi); 2×2 (Maracanã)

Logo em seguida começava o Paulistão – 97. Um regulamento maluco, fruto da imaginação fértil da cartolagem paulista…

Os 16 times foram divididos em 2 grupos de 8. Na “1ª fase”, jogos apenas entre os clubes de mesmo grupo , totalizando 7 rodadas. Na  “2ª fase”, jogos em turno e returno entre os times de um grupo contra os times de outro grupo, totalizando outras 16 rodadas. Ao final de 23 jogos, os 2 melhores de cada grupo se classificavam para as finais… um quadrangular em turno único entre os 4 melhores.

O grupo do SFC contava com Palmeiras, Portuguesa, Guarani, São José, Juventus, Botafogo e América… não era um grupoo fácil… a Lusa era a vice campeã brasileira e tinha um grande time, o Palmeiras ainda contava com o dinheiro da Parmalat e o Guarani impunha respeito.

Na 1ª fase, o alvinegro estava na 3ª colocação, mas ao chegar a 2ª fase o time embalou e terminou  com a 2ª vaga.

Campanha da 1ª fase:

América FC – 3×1 (Teixeirão)

CA Juventus  – 1×0 (Morumbi)

Guarani FC – 2×3 (Brinco de Ouro)

A Portuguesa D – 2×1 (Jundiaí)

Botafogo FC – 1×1 (Morumbi)

SE Palmeiras  – 0x2 (Parque Antártica)

São José EC – 1×0 (São José dos Campos)

Ao mesmo tempo que disputava o Campeonato Paulista, o alvinegro entrava na Copa do Brasil .

A Copa Brasil já tinha caido no gosto dos torcedores, pois percebiam que era uma competição curta que colocava o campeão na Libertadores…. e mais importante: de regulamento simples. Dois jogos eliminatórios e pronto… já era possível  conhecer o classificado… e outro fator: todos os grandes clubes participavam, mesmo o os que jogavam a LIbertadores.

O SFC começou eliminando a Desportiva (ES), depois o Figueirense.. até que em março, enfrentou o Internacional.

Grande festa!

Era a reabertura da Vila Belmiro… e o SFC presenteou o  torcedor: 2×0!

Depois de anos, o Santos apresentava um gramado dentro dos padrões de qualidade, finalmente haveria um tapete para a prática do futebol.

Entretanto, na partida de  volta, o SFC foi eliminado na decisão por penaltis, depois de perder por 2×0.

Campanha na Copa do Brasil:

A Desportiva FVRD (ES): 1×1 (Cariacica); 5×1 (Parque Antártica)

Figueirense FC – 1×0 (Orlando Scarpelli, Florianópolis); 3×2 (Parque Antártica)

SC Internacional – 2×0 (VIla Belmiro); 0x2 (Beira Rio) – na decisão por penaltis: 2×3

O time estava livre para se dedicar ao Paulistão , e os resultados surgiam… algumas goleadas e bons resultados nos clássicos, principalmente no 2º turno da 2ª fase, onde o destaqe foi a vitória contra o Corinthians por 2×0.

Veja a goleada santista no campo da Lusinha de Santos:

Uma das partidas que mais chamaram a atenção foi o empate entre Santos e São Paulo, na estreia de Careca e Muller.

Careca era santista desde menino, foi revelado pelo Guarani, atuou com grande destaque pelo São Paulo e foi para o Napoli jogar ao lado de Maradona a Alemão. Muller foi companheiro de Careca no São Paulo dos “menudos”. Jogou em todos os principais clubes de São Paulo ( Santos, São Paulo, Palmeiras,  Portuguesa, Corinthians e São Caetano)

Veja a primeira partida de Careca com a camisa do SFC:

Campanha na 2ª fase:

AA Internacional – 5×2 (Ulrico Mursa); 1×1 (Limeira)

São Paulo FC  -1×1 (Morumbi); 2×2 (VB)

União São João EC – 0x0 (São José dos Campos); 1×1 (Araras)

Rio Branco EC – 1×1 (Americana); 3×1 (VB)

Mogi Mirim EC – 4×2 (VB); 2×0 (Mogi Mirim)

SC Corinthians P – 1×3 (Morumbi); 2×0 (VB)

AE Araçatuba  – 4×1 (VB);1×0 (Araçatuba)

AA Portuguesa – 2×0 (Ulrico Mursa); 5×0 (VB)

Com a torcida animada, o alvinegro termina a fase de classificação em 2º lugar em seu grupo. Para o quadrangular decisivo (com os 4 “grandes”), todos os jogos seriam com mando da FPF, isto siginificava que a Vila Belmiro não seria utilizada…

Logo na rodada, o Corinthians… 1º tempo equilibrado, mas no final a derrota amarga por 3×4.

Contra o São Paulo seria o “tudo ou nada”… e deu “nada”… nova derota (0x1).  Ná u?tima rodada, contra um Palmeiras também já eliminado, a FPF marcou a partida para a Vila… e o destaque foi o gol de Careca na goleada por 4×0.

Campanha:

SC Corinthians P – 3×4 (Morumbi)

São Paulo FC – 0x1 (Pacaembu)

SE Palmeiras – 4×0 (VB)

Abatido, o time parte para mais uma edição do “Torneio dos Campeões Mundias” e o resultado não poderia ser melhor do que foi… apenas a 3ª colocação. O fato pitoresco foi o público pagante na última rodada, contra o Grêmio (em Brasília): 192 heróis! Creio que havia mais gente trabalhando que vendo…

Campanha:

CR Flamengo – 0x0 (Campo Grande)

São Paulo FC – 0x3 (Campo Grande)

Grêmio FPA  – 2×1 (Brasília)

O Campeonato Brasileiro estava para começar e Luxemburgo leva o time para Serra Negra para mais uma inter-temporada.

As novidades eram duas: Caio Ribeiro e Arinélson!

Arinélson veio do Iraty, do Paraná, com a fama que seria o sucessor de Giovanni… não foi.

O Brasileiro de 1997 teria mais uma vez mudanças em seu regulamento… seriam 26 equipes jogando uma fase de classificação em turno único. Os oito melhores passaria para a fase final e seriam divididos em dois grupos de 4 times. Nesta fase os jogos seriam em turno e returno e os campeões de cada grupo disputariam a final em partida única.

Luxemburgo muda o time táticamente, colocando para jogar no 3-5-2… Luxemburgo também tentou mudar a numeração das camisas no SFC, isto é, com o lateral direito usando a “2” e não a “4”… Luxemburgo conseguiu o 3-5-2, mas a força da tradição na numeração das camisas falou mais alto e o Santos retornou a distribuição costumeira (1; 4, 2, 6 e 3; 5, 8, 10 e 11; 7 e 9).

A adaptação ao novo esquema tático custou alguns pontos no início da competição, mas quando da inauguração do fechamentoo das arquibancadas do gol de fundo da Vila Belmiro, o Santos jogou muito bem e venceu, o sempre diícil de ser batido, Goiás por 3×0!

Era assim a Vila Belmiro até 1997...
Era assim a Vila Belmiro até 1997...
Hoje é assim.
Hoje é assim.

No meio do Brasileirão, o SFC realizou uma pequena excursão para a Europa… jogos na Noruega e na Inglaterra:

Rosemborg BK (Noruega) – 2×2 (Em Oslo)

Barnsley FC (Inglaterra) – 3×0 (Em Barnsey)

Wolverhampton FC (Inglaterra) – 1×1 (Em Wolverhampton)

Bradford City FC (Inglaterra) – 3×1 (em Bradford)

Retornou ao Brasil e já havia mais uma competição aguardando o SFC: A Super Copa da Libertadores de América.

Em sua derradeira edição, a “Super Copa” mudava de regulamento… os participantes seriam divididos em grupos de 4 equipes e jogariam a classificação em turno e returno. O grupo santista contava com Vasco da Gama, River Plate e Racing.

Luxemburgo desdenhou da competição e colocou em algumas oportunidades quem estava esquentando o banco de reservas… dessa forma, Edinho pode atuar em algumas partidas.

O regulamento ditava que as 3 primeiras partidas do Peixe seriam em território adversário, o que dificultaria as coisas. Contra o River Plate, no Monumental de Nuñez, o Santos vencia por 2×0,  até que teve a dupla de zaga expulsa… aí não deu para segurar os argentinos e tomou a virada (2×3). Contra o Racing, a virada foi santista e Zetti ainda agarrou um penalti no empate por 2×2.

Uma derrota na Vila, contra o Vasco eliminou o alvinergro. Campanha na Super Copa:

CR Vasco da Gama  – 1×2 (São Januário); 1×2 (VB)

CA River Plate – 2×3 (Nuñez); 2×1 (VB)

Racing C – 2×2 (Avellaneda); 3×2 (VB)

No Brasileirão o time alternou boas apresentações e outras ruins…  os destaques positivos foram as vitórias contra o Vasco (3×1), São Paulo (2×1), Corinthians (1×0), Bahia (3×1)… o destaque ruim foi a goleada sofrida contra o Palmeiras (0x5), além da derrota contra o Botafogo por 1×2 , quando caiu uma invencibilidade de 21 partidas na Vila Belmiro. Luxemburgo sabia fazer valer o mando de campo, apenas 2 vezes o Peixe foi derrotado  no alçapão em 1997.

Campanha na fase de classificação;

CR Flamengo – 3×2 (Maracanã)

Paraná C – 0x2 (Durival de Brito)

SC Internacional – 0x2 (Beira Rio)

Goiás EC – 3×0 (VB)

Grêmio FPA  – 3×0 (VB)

Sport C Recife  – 1×1 (Ilha do Retiro)

CA Bragantino – 1×2 (Bragança paulista)

JUventude EC – 1×1 (Alfredo Jaconi)

CR Vasco da Gama  – 3×1 (VB)

Fluminense FC – 0x1 (maracanã)

Criciíuma EC  – 2×0 (VB)

C Atlético Mineiro – 1×2 (Mineirão)

Coritiba FC – 2×1 (VB)

São Paulo FC – 2×1 (VB)

SE Palmeiras – 0x5 (Parque Antártica)

Botafogo FR – 1×2 (VB)

União São João EC – 3×1 (VB)

A Portuguesa D – 1×1 (Canindé)

Guarani FC – 3×2 (brinco de Ouro)

SC Corinthians P – 1×0 (VB)

C Atlético Paranaense  – 1×1 (Érton Coelho Queiróz  – Curitiba)

Bahia EC – 3×1 (VB)

Vitória EC  – 0x2 (Barradão)

América FC (Natal) – 2×0 (VB)

Cruzeiro EC  – 2×2 (VB)

Na partida contra o Bahia, o lateral esquerdo Dutra marcou um “Gol de Placa”, conforme podemos lembrar no vídeo abaixo:

http://www.youtube.com/watch?v=8dpUgkemoFE

Classificado para a fase final, o Santos teria como adversários o Internacional, Palmeiras e o Atlético Mineiro.

A grande dificuldade do alvinegro é que o mando das partidas seriam da CBF, o que significava a Vila fora da tabela.

E aconteceu o esperado… derrotas fora de casa, vitórias em casa… o desequilíbrio seria contra o Palmeiras… porém um empate e uma derrota deixavam o clube sem o sonhado título de campeão barsilerio.

Campanha na fase final:

C Atlético Mineiro: 0x2 (Mineirão); 1×0 (Morumbi)

SE Palmeiras: 3×3 (Morumbi); 0x1 (Morumbi)

SC Internacional – 4×0 (Morumbi); 1×4 (Beira Rio)

O ano termina com o seguinte resumo: 6 competições (Rio/SãoPaulo, Paulista, Copa do Brasil, Torneio dos Campeões Mundias, Super Copa da Libertadores e Brasileiro) e um título (Rio/São Paulo) e mais duas Taças comemorativas:

Contra o SC Internacional, na reinauguração do gramado da Vila Belmiro, em 27/03 (SFC 2×0 SCI)

Contra  a AA Portuguesa, ganhou o Troféu Cidade de Santos, em 13/04 (SFC 2×0 AAP)

Agradecimento especial ao Wesley Miranda pelas fotos cedidas do Santistas Loucos.

A despedida de Giovanni

Santistas de todo Mundo, uni-vos!

Mesmo com frustação provocada por Márcio Rezende de Freitas no final de 1995, a massa santista estava otimista para o ano de 1996.

No entanto, as coisas seriam bem diferentes que os torcedores imaginavam…

Em janeiro, Cabralzinho se desentende com a direção e deixa o clube. Em seu lugar chega Candinho.

Marquinhos Capixaba também deixa o elenco e a grande novidade é a dupla africana Arthur e Kennedy:

Kennedy nasceu no Zimbabue  caiu nas graças da torcida (brevemente) por sua atuação contra o Corinthians, em janeiro de 1996.
Kennedy nasceu no Zimbabue caiu nas graças da torcida (brevemente) por sua atuação contra o Corinthians, em janeiro de 1996.
Arthur era sul-africano. Não teve o mesmo rendimento que Kennedy.
Arthur era sul-africano. Não teve o mesmo rendimento que Kennedy.

Nos gramados, o ano começa com os torneios de pré-temporada. A Federação Paulista tenta ressuscitar o Torneio Início.

O torneio foi disputado no Parque Antártica, e o Santos caiu na 2ª rodada após empatar com a Portuguesa (que seria a campeã) no jogo e nos escanteios, sendo eliminado pelo fato da equipe tomar mais cartões amarelos que a Portuguesa (não houve decisão por penaltis).

Campanha:

1×0 GE Novorizontino;

0x0 A Portuguesa D

Ainda no final de janeiro, outro torneio de pré-temporada e  o santista abre um enorme sorriso: O Santos vence o Torneio de Verão (Santos, Grêmio, Corinthians e Cruzeiro)

A competição foi disputada no estilo dos torneios de pré-temporada da Espanha: dois jogos eliminatórios e os vencedores disputam o título. Dessa forma, o Santos eliminou o Grêmio e o Corinthians eliminou o Cruzeiro.

Na noite de 24 de janeiro, Santos e Corinthians se enfrentaram na Vila Belmiro e Kennedy e Giovanni fizeram a diferença, 3×1 para o alvinegro praiano e mais um título faturado em cima do rival pauilistano. O jejum de títulos já incomodava e a torcida presente na Vila fez a festa pela conquista…

Campanha:

22/01 – 2×2 Grêmio FPA  – Vila Belmiro – 3×0 nos penaltis (Edinho defendeu duas cobranças gremistas)

24/01 – 3×1 SC Corinthians P – Vila Belmiro

Animado com a conquista o Santos começaria o Paulistão 96 como um dos favoritos ao título.

A FPF mudava novamente o regulamento do Campeonato. Em 1996 seriam dois turnos com 16 equipes, com os dois melhores de cada turno classificando-se para a fase final. Os quatro classificados fariam semi-finais e os vencedores as  finais. Porém se uma mesma equipe ganhasse os dois  turnos, ela seria proclamada campeã.

O campeonato começou com obras em diversos estádios para atender às questões de segurança, sendo que alguns estavam interditados e outros liberados com capacidade reduzida.

A trajetória do SFC começou na Vila, numa vitória magra por 1×0 contra o União São João. No compromisso seguinte, outra vitória (3×2, Juventus). Porém as derrotas nos clássicos contra o São Paulo e a Portuguesa, mostravam que o time não era o mesmo de 95…

Na partida contra a Lusa, no Canindé, os torcedores já ficaram sismados antes da bola rolar… quando viram o alvinegro entrar em campo com camisas brancas e calções pretos alguns pensaram que haviam entrado no estádio errado (alguns pensaram  devolver o seu ingresso, pois julgavam  que tinham entrado no estádio errado na mesma Marginal Tiête)… Era a FPF que exigia que  os times usassem 3 peças de roupa diferenciados em relação ao adversário. Como a Portuguesa usava calções brancos, o SFC foi obrigado a usar calções pretos…

Mesmo com resultados razoáveis nas rodadas seguintes,  o time seguia longe do Palmeiras que massacrava seus adversários a cada rodada, e mesmo no início da competição já era considerado favorito disparado para vencer o Campeonato…

No meio do 1º turno, um momento de grande felicidade: o gol de Placa de Robert  na vitória por 4×2 na Vila Belmiro. Robert foi homenageado com uma placa na entrada do Estádio, veja o motivo de tal homenagem:

Era uma felicidade efêmera… alguns dias depois o SFc era eliminado pelo Atlético Paranaense  na Copa do Brasil (seria a 1ª participação do alvinegro nesta competição):

05/03 – 0x3 C Atlético Paranaense – Baixada (Curitiba)

12/03 – 1×1 C Atlético Paranaense  –  Vila Belmiro

Além da eliminação na Copa do Brasil, mais duas derrotas no Paulistão (América e Guarani) selam o destino de Candinho no comando técnico.

Quem chega para tentar devolver o bom futebol do ano anterior é o ex-zagueiro dos anos 70, Orlando Lelé (foto ao lado), que trabalhava coma base santista.

Com Orlando dirigindo o time, os resultados demoram um pouco para aparecer… e quem se aproveitou foi o Palmeiras que aplicou uma das maiores goleadas sobre o Peixe: 0x6, na Vila Belmiro, numa tarde onde o zagiueiro Cleber (que mais tarde viria a atuar pelo alvinegro) marcou dois gols… tristes lembranças…

O Massacre sofrido despertou o elenco…

No encerramento do turno, o Botafogo “bancou o holandês, e pagou pelo que não fêz”… Santos 5×1!

O Palmeiras venceu o turno com folga e o SFC ficou na 8ª colocação.

No returno  Giovanni brilhou como nunca…

Contra o União São João, 8×2 e a grande novidade da temporada: os calções quadriculados!

Se não bastasse o calção “tabuleiro de xadrez” criaram um outro… estrelado!!!

Seu 1º uso foi contra o São Paulo, no Pacaembu com todos os ingresso vendidos (27.000) e não deu muita sorte: 1×2  São Paulo.

Mas o time se recupera e engata uma sequência de bons resultados: 2×2 Portuguesa, 3×2 Corinthians, 6×2 Ferroviária (um escorregão em Novo Horizonte – 1×2), 3×1 Mogi Mirim, 5×2 Rio Branco, 5×3 América, 2×1 Guarani…

O Santos era a única equipe em condições de evitar o título antecipado do Palmeiras  (que continuava arrasando os adversários)… mas uma surpreendente derrota em Jaú praticamente decide o campeonato. Uma nova derota contra o Palmeiras  define o campeão de 1996.

O Santos ficou na 2º colocação do returno e em 5º lugar na classificação geral.

Vejam a "beleza" do uniforme duante o Paulistão  - 96
Vejam a "beleza" do uniforme duante o Paulistão - 96

O prêmio de consolação foi ver  Giovannii como artilheiro da competição com 24 gols.

Giovanni, ídolo de uma geração orfã de grandes títulos
Giovanni, ídolo de uma geração orfã de grandes títulos

Campanha:

União São João EC – 1×0 (VB); 8×2 (Araras)

CA Juventus  – 3×2 (Parque Antártica); 2×1 (Santo André)

São Paulo FC – 1×2 (VB); 1×2 (Pacaembu)

A Portuguesa D – 2×3 (Canindé); 2×2 (Pacaembu)

SC Corinthians P – 2×2 (VB); 3×2 (Pacaembu)

A Ferroviária E  – 3×0 (Araraquara); 6×2 (VB)

GE Novorizontino – 1×1 (VB); 1×2 (Novo Horizonte)

Mogi Mirim EC – 0x2 (Mogi Mirim); 3×1 (VB)

Rio Branco EC – 4×2 (VB); 5×2 (Americana)

América FC – 0x1 (SJRP); 5×3 (VB)

Guarani FC – 0x2 (Brinco de Ouro); 2×1 (VB)

EC XV de Novembro (Jaú) – 2×1 (VB); 0x2 (Jaú)

AE Araçatuba – 0x2 (Araçatuba); 5×2 (VB)

SE Palmeiras – 0x6 (VB); 0x2 (Parque Antártica)

Botafogo FC – 5×1 (VB); 2×1 (Santa Cruz)

Terminando o Campeonato Paulista, a tristeza:

Giovanni parte para a Espanha, para o Barcelona.

Na despedida, um amistoso contra o Real Madrid, na Vila Belmiro:

20/06 – 2×0 Real Madrid CF – Na Vila Belmiro

Sem Giovanni, o SFC passava a ser um time comum… e os resultados seriam visíveis em campo no 2º semestre.

Mais uma vez é disputado o Torneio dos Campeões Mundiais, mas o alvinegro não foi feliz, não se classificando para a final:

28/06 – 1×1 São Paulo FC – em Cuiabá

05/07 – 1×0 Grêmio FPA – em Cuiabá

16/07 – 1×2 CR Flamengo – em Brasília

O alvinegro tinha um mês para se preparar ao Brasileiro de 1996… e seguiu para Bebedouro, onde em 1995 também tinha feito sua inter-temporada.

A grande novidade santista era o atacante colombiano Usuriaga, o qual o torcida e os dirigentes depositavam grandes esperanças.

A vinda do craque colombiano deu uma tremenda dor de cabeça...
A vinda do craque colombiano deu uma tremenda dor de cabeça...

E, como em 1995, o Santos enfrentou o time local, desta feita  porém, com uma goleada por 8×0!

Mais dois amistosos contra equipes paulistas (2×2 AA Internacional  – Limeira; e 3×1 Comercial FC) colocavam o Peixe em ordem para a estreia no Barsileirão – 96.

Nestes amistosos, Usuriaga havia marcado 3 gols, sendo o artilheiro, ao lado de Jamelli.

A competição máxima organizada pela CBF iria começar, e o regulamento novamente era modificado…

Os 24 participantes jogavam em turno único e o s 8 melhores disputavam em jogos eliminatórios as quartas-de-final, semi-final e final.

Não parecia muito difícil a classificação para fase eliminatória…

Além de Usuriaga, o Peixe contava como retorno do veterano goleiro Sergio Guedes, o zagueiro Sandro (vindo do Sport Recife) e a efetivação de Marcos Assunção no meio de campo. E um novo técnico comandava o alvinegro: José Teixeira era o contratado com a saída de Orlando.

O Santos teria uma dificuldade… a Vila Belmiro estava fechada para reformas no gramado  e o mando de suaus partidas seria na Capital, no simpático estádio do Complexo Esportivo Vaz Guimarães, no Ibirapuera.

Na realidade, o simpático e bem localizado estádio Ícaro de Castro é para competições de atletismo
Na realidade, o simpático e bem localizado estádio Ícaro de Castro é para competições de atletismo

Começou bem a competição,  obtendo resultados satisfatórios, principalmente fora de casa: 1×1 Guarani, 2×0 Botafogo e 3×1 no Coritiba. Mas o fato de maior destaque era o imbróglio Usuriaga…

O atacante colombiano havia participado da partida contra o Fluminense (1×0), porém sua documentação não estava totalmente acertada na CBF… os dirigentes e a torcida ficaram apreensivos pois havia o risco da perda dos pontos e ter as suas arrecadações confiscadas pela CBF.

A confusão terminou com a saída de Usiuriaga para o futebol mexicano. O atacante colombiano realizou apenas 3 partidas pelo Peixe e marcou 3 gols.

A Super Copa da Libertadores começava mais uma vez, o desta feita a participação santista foi mais adequada a sua história. Mesmo aos trancos e barrancos, chegou até as semi-finais, graças aos milagres de Edinho e de resultados positivos no Brasil. Caiu frente ao bom time do Velez Sarsfield, campeão da Super Libertadores daquele ano. Velez de mítico goleiro paraguaio  Chilavert.

Campanha:

CA Peñarol (Uruguai)- 2×1, em Rivera (Urruguai); 3×0 no Ícaro de Castro (São Paulo). Peñarol era o tetra campeão uruguaio (93,94, 95 e 96)

Atlético Nacional (Colômbia) 2×0, em São José do Rio Preto, no Teixeirão; 1×3, em Medelín. Na decisão por penaltis:  7×6 para o SFC, com Edinho evitando duas conversões.

CA Velez Sarsfield (Argentina) 1×2, em Uberlândia; 1×1 em Buenos Aires. O Velez foi campeão argentino de 1996.

No Brasileirão o restante da campanha foi decepcionante… empates, derrotas e péssimas apresentações…

O Estádio Ícaro de Castro não era satisfatório por seu gramado de dimensões reduzidas e o time pulou de cidade em cidade, de estádio para estádio…

Jogou em São José do Rio Preto (contra o Atlético Nacional e Flamengo), em São Bernanrdo do Campo (Internacional), Bebedouro (Atlético Mineiro), Uberlândia (Velez), Parque Antártica (Paraná) e Morumbi (Corinthians).

A nota curiosa deste período foi o amistoso internacional que a equipe mista do SFC realizou contra a Seleção do Haiti, em Miami (EUA): 27/10, SFC 2×1 Haiti.

Campanha do SFC no Campeonato Brasileiro:

Guarani FC  – 1×1 (Brinco de Ouro)

Fluminense FC – 1×0 (Ícaro de Castro)

São Paulo FC – 1×2 (Morumbi)

Botafogo FR – 2×0 (Maracanã)

Coritiba FC – 3×1 (Couto Pereira)

Juventude EC – 1×1(Ícaro de Castro)

SE Palmeiras  – 1×2 (Morumbi)

Goiás EC – 0x2 (Serra Dourada)

A Portuguesa D – 2×0 (Ícaro de Castro)

C Atlético Mineiro  – 0x1 (Bebedouro)

SC Internacional  -1×2 (Vila Euclides – São Bernardo do Campo)

EC Bahia  – 1×1 (Fonte Nova)

Sport C Recife  – 1×2  (Ícaro de Castro)

Criciúma EC – 1×1 (Criciúma)

CR Flamengo  – 1×2 (Teixeirão, em SJRP)

SC Corinthians P – 0x0 (Morumbi)

CA Bragantino  – 2×2 (Ícaro de Castro)

CR Vasco da Gama  – 2×1 (São Januário)

EC Vitória  – 1×0 (Ícaro de Castro)

Grêmio FPA – 0x3 (Olímpico)

C Atlético Paranaense  – 3×2  (Ícaro de Castro)

Paraná C – 0x3 (Parque Antártica)

Cruzeiro EC  – 1×2 (Mineirão)

A classificação final foi a 20ª colocação entre 24 participantes. Pouco

A crise rondava a Vila Belmiro, como podemos ver neste vídeo após a derrota para o Sport:

O ano se encerra com Edinho em baixa, sem um artilheiro, sem mando de campo… mas a direção santista promete uma virada para 1997.

1993: Nasce o CT e um time valente.

Santistas de todo Mundo, uni-vos!

Em 1993, o SFC entrava numa curva ascendente.

Os tenebrosos anos do  final da década de 80 estavam sendo superados e o time trazia uma ponta de esperança à massa alvinegra.

Fora das quatro linhas, uma marco no patrimônio santista: a aquisição do terreno para a construção do CT.

Fachada recente do CT Rei Pelé. O sonho começou em 1993
Fachada recente do CT Rei Pelé. O sonho começou em 1993

Mais forte fora dos campos, o ano começou com o Campeonato Paulista e com Evaristo de Macedo no comando técnico.

Campeonato Paulista que repetia a formula do ano anterior: Dois grupos de 16 equipes; no grupo forte as 6 melhores se classificavam para a fase semi-final, juntamente com as duas melhores do grupo mais fraco. Os oito times seriam divididos em dois grupos de 4, jogando em turno e returno dentro do mesmo grupo; os campeões de cada grupo disputavam a final. O melhor colocado na fase de classificação ganhava um ponto de bônus para a fase semi-final.

Não seria um Campeonato fácil… o São Paulo era bicampeão Mundial, o Palmeiras havia montado uma seleção como  dinheiro da Parmalat, o Corinthians era forte, a Portuguesa tinha Denner, e o Guarani contava com Luisão e Djalminha.

Talvez fosse possível afirmar que ganhar o Brasileiro era menos difícil que vencer o Paulista, naquele ano de 1993.

Reforços eram mais que necessários, e eles vieram. Maurício no gol, Darci e Cuca (meio campistas) se juntavam a Guga, Índio, Axel, Almir e Marcelo Passos. Era um bom time, onde o conjunto se destacava mais que os valores individuais. E isso era o dedo de Evaristo…

Evaristo que arriscou colocando o Peixe no ataque, surpreendendo os adversários.

O começo de campanha foi entusiamante: nas quatro primeiras partidas, quatro vitórias, inclusive contra Guarani, Corinthians e Portuguesa.

A massa se alegrava e o maior teste seria contra a seleção da Parmalat (Antonio Carlos, Roberto Carlos, César Sampaio, Mazinho, Zinho, Edílson, Evair e Edmundo)… e aí, não deu… 40.000 torcedores viram o Palmeiras bater o SFC por 3×1. Mesmo com a derrota o time não se abateu e continuou com a boa campanha, tendo apenas mais uma derrota, agora para o tricolor (0x1). Desta forma, terminava o 1º turno em 2º lugar, um ponto abaixo do Palmeiras e um ponto acima do São Paulo.

No 2º turno o desempenho não foi tão eficiente… o time perdeu pontos e levou de 5 do Corinthians (começando uma terrível sina, que só terminou em 2001), mesmo assim terminou em 2º lugar na classificação junto com São Paulo e Corinthians, porém nas critérios de desempate ficou na 4ª colocação.

Campanha na fase de classificação:

A Portuguesa D – 4×2 (VB); 2×4 (Canindé)

EC Noroeste – 2×0 (VB); 3×2 (Bauru)

SC Corinthians P – 1×0 (Pacaembu); 2×5 (Morumbi)

Guarani FC – 2×1 ( VB); 2×1 (Brinco de Ouro)

SE Palmeiras – 1×3 (Morumbi); 1×2 (Morumbi)

CA Juventus – 2×1 (Pacaembu); 2×1 (VB)

Marília AC – 4×2 (VB); 1×3 (Marília)

AA Ponte Preta – 0x0 (Moisés Lucarelli); 1×1 (VB)

Ituano FC – 4×1 (Itu); 5×1 (VB)

EC XV de Novembro – 1×1 (Piracicaba); 2×1 (VB)

Mogi Mirim EC  – 2×2 (VB); 0x1 (Mogi Mirim)

São Paulo FC – 0x1 (Morumbi);1×0 (VB)

Rio Branco EC – 2×2 (Americana); 2×1 (VB)

CA Bragantino  – 2×0 (VB); 1×1 (Bragança)

União São João EC – 0x0 (Araras); 3×1 (VB)

Nesta fase algumas notas:

Esse é o Neizinho
Esse é o Neizinho

* Surge Neizinho…  o “talismã” do torcedor santista… Neizinho entrava no time e colocava uma correria louca… fazia seus gols e era querido pela massa;

* Telê mais uma vez deu “show” quando o tricolor veio jogar na Vila, sequer ficando no banco de reservas… e mais uma vez o tricolor perdeu. Mestre Telê sabia das coisas…

* Guga continuava a marcar seus gols contra o Corinthians. Na vitória no 1º turno foi ele que decidiu a partida;

* O desempenho de Almir no Campeonato Paulista, garantiu sua convocação para a Seleção Brasileira que disputou a Copa América no Equador.

* Veja abaixo, os gols da maior goleada aplicada pelo Peixe na competição:  SFC 5×1 Ituano:

Na fase decisiva, o alvinegro ficou no mesmo grupo de São Paulo, Corinthians e Novorizontino.

Começou com uma nova derrota para o Corinthians, porém duas vitórias seguidas por 3×2 (São Paulo e Novorizontino) embolaram o grupo, ficando os 3 grandes empatados na 1ª posição com 4 pontos.

Tudo ficava para o turno final…

No returno o empate com o Corinthians e a vitória tricolor contra o clube interiorano deixa tudo mais ou menos na mesma…

O “fiel da balança” seria o Novorizontino… uma vitória na Vila, de preferência por goleada, seria um grande passo para a final.

O “tigre” de Novo Horizonte havia perdido todas as partidas até então… e ninguém, absolutamente ninguém  acreditava em outro resultado que não fosse a vitória peixeira.

E assim o SFC entrou em campo… convicto da possiblidade de vitória e com a necessidade de golear.

Logo aos 14′ Darci cobra falta e coloca no barbante… nada seria mais promissor, 1×0 antes de 1/3 do tempo inicial. Porém, ao invés de se acalmar, o time continuou aflito… e piorou, quando aos 22′ Sinval empatou de pênalti. Ainda nervoso, o Santos chegou ao desempate com Cuca…e assim desceu aos vestiários.

O nervosismo santista era inexplicável… o time jogava em casa, era melhor que o Novorizontino, tinha Guga fazendo gols e mais gols… mesmo assim não conseguia controlar o aspecto emocional.

No 2º tempo, o adversário percebeu que o jogo estava aberto e começou  a atuar nos contra ataques…  do lado santista, era um festival de gols perdidos… como quem não marca, toma… Flávio empata a partida.

O que era nervosismo, vira desespero… e todos na Vila viam que o resultado estava perdido… aquele time não venceria… e foi assim:

Nervosismo  ao extremo no campo e nas arquibancadas…  Aos 66′, Cilinho cava um pênalti, o juizão manda seguir e ainda por cima  expulsa Cilinho por simulação… no contra ataque, gol do Novorizontino!

Era o prego que faltava no caixão santista… nas gerais e grudados nos alambrados, a massa urrava e xingava  João Paulo Araújo, até a décima geração… aos 38′, o inevitável… misteriosamente, os portões de acesso ao gramado são abertos e a torcida invade o campo e sai caçando o árbitro… a PM entra em ação… João Paulo é agredido e não deixa por menos, parte para cima de quem chegasse por perto… a PM tenta escoltar o árbitro ao vestiário, o time do interior vendo toda confusão corre apavorado para o túnel de acesso aos vestiários. Sem a menor condição de prosseguir, a partida é encerrada e o Santos eliminado do campeonato.

Triste dias para a comunidade alvinegra…

O Santos estava fora das finais, mas ainda havia mais um compromisso: contra o tricolor, no Morumbi.

O São Paulo jogava suas últimas e remotas esperanças e Raí se despedia do time… O Santos abatido, derrotado e envergonhado, levou um baile humilhante, 1×6. Completava-se 9 anos sem títulos…

Campanha:

SC Corinthians P – 1×2 (Morumbi); 0x0 (Morumbi)

São Paulo FC – 3×2 (Pacaembu); 1×6 (Morumbi)

Novorizontino – 3×2 (Novo Horizonte); 2×3 (VB)

Terminado o Paulistão, a cartolagem ressuscitou o Torneio Rio/São Paulo. Seriam 8 clubes em dois grupos de 4 equipes, jogando em turno e returno.

O grupo santista contava com Palmeiras, Flamengo e Fluminense. Como metade do Palmeiras servia a Seleção Brasileira, as chances do alvinegro eram bem razoáveis…

E, novamente, começou bem a competição, vencendo o Fluminense e o Palmeiras. Porém, duas derrotas por 3×0 (Flamengo e Palmeiras), deram uma dose extra de realidade ao time.

Mesmo assim , ao chegar na última rodada, o Santos estava no páreo… o adversário seria o Flamengo na Vila Belmiro. Com um 1º tempo espetacular, o SFC abriu 4×0! No entanto, nos últimos 10 minutos o rubro-negro reagiu e encostou no placar… 4×3, vitória santista.

Mesmo com a bela exibição, a vitória não classificou o time para a final, ficando com o Palmeiras a vaga .

Campanha no Rio/São Paulo:

Fluminense FC –  3×1 (VB); 1×1 (Laranjeiras)

SE Palmeiras – 2×0 (VB); 0x3 (Parque Antártica)

CR Flamengo – 0x3 (Caio Martins, Niterói); 4×3 (VB)

Veja, agora, gols do Santos no torneio Rio/São Paulo, na vitória contra o Fluminense por 3×1:

Evaristo de Macedo já havia caído no comando técnico desde o final do Paulista, e Antonio Lopes era o novo comandante santista.

Na espera do Brasileirão de 1993, o alvinegro parte para mais excursão e mais uma vez o destino é a Ásia, mais precisamente, a China.

Não teve o mesmo glamour que a excursão de 89, mas ainda assim os frutos (dólares) foram bons, além de permanecer invictos nos gramados chineses:

14/08 – Seleção de Guangzhou – 2×1 (Em Guangzhou)

16/08 – Seleçao de Sichuan – 4×0 (Em Chengdou)

18/08 – Primeiro de Agosto – 1×0 (Em Chengdou) – O 1º de Agosto é o time do Exército Chinês, tem esse nome por ser a data da fundação do Exército de Libertação

Chinês.

22/08 – Seleção de Pequim – 2×0 (Em Pequim)

25/08 – Seleção de Shangai – 2×2 (Em Shangai)

28/08 – CHINA (Seleção Olímpica)  – 1×0 (Em Nanking)

Ricardo Rocha foi tetra em 94 (Copa dos EUA). No SFC, ganhou o Troféu Bola de Prata de 1993.
Ricardo Rocha foi tetra em 94 (Copa dos EUA). No SFC, ganhou o Troféu Bola de Prata de 1993.

Para o Campeonato Brasileiro, mais reforços… a maior foi o zagueiro Ricardo Rocha, titular da Seleção Brasileira e participante das  Copas de 90 e 94. Também chegava o bom goleiro Velloso, que estava amargando o banco no Palmeiras.

Enquanto isso, vivia-se no Brasil mais uma troca de moeda… criava-se o “Cruzeiro Real” (CR$), com mais um corte de 3 zeros… tempos de Itamar Franco e do fusca ressuscitado.

Para o Brasileirão 93, novidades promovidas pela imaginação fértil da cartolagem…

Como o Grêmio não havia conseguido subir, deram um “jeitinho” para o tricolor gaucho não ficasse mais um ano de fora, e foi “simples”, montaram um  campeonato com 32 clubes, isto é, na canetada subiram 12 equipes.

A CBF montou 2 séries. Uma com os times do “clube dos 13″ mais Sport, Guarani e Bragantino. E uma outra, com os demias clubes.

Em cada série haviam dois grupos de 8 agremiações. Os grupos da série “forte” classificavam 3 equipes para a fase final, e mais dois times da série fraca.

Em cada grupo, os jogos seriam em turno e returno.

O grupo do Alvinegro era assim constituído: Santos, Palmeiras, Guarani, Vasco, Fluminense, Atlético Mineiro, Sport e Grêmio.

E o desempenho santista foi muito bom, empolgando a massa. Duas vitórias contra o fortíssimo Palmeiras lavaram a alma praiana… mesmo com a boa campanha, Antonio Lopes caiu após a eliminação na Super Copa da Libertadores ( 0x0 e 0x1 contra o Atlético Nacional, de Medellin – Colômbia).

Quem volta é Pepe. E é sob a batuta do velho comandante que o Peixe termina a fase de classificação em 2º lugar em seu grupo e em 3º na classificação geral. Depois de muitos naos, finalmente o time de Vila Belmiro era competitivo.

Comprove vendo a virada santista sobre o Parmalat/Palmeiras na Vila Belmiro:

Mesmo ficando no 2º lugar em seu grupo, na fase seguinte cai num grupo bem complicado: Santos, Corinthians (líder geral), Flamengo e Vitória (vindo da série mais fraca).

Na 1ª partida da nova fase, o adversário seria o Corinthians. 0x0 até os 45′ iniciais. No 2º tempo, uma loucura…

Em apenas quinze minutos, o alvinegro da Capital abre 3×0 e todos temem um vexame sem tamanho… mas, aquele Santos era diferente do Santos do 1º semestre… Ricardo Rocha, Gallo, Darci e Pepe não exigiam menos que o máximo de dedicação dos atletas em campo… Pepe coloca Neizinho em campo e o SFC parte para cima do Corinthians… Escanteio para o alvinegro praiano, Gallo sobe soberano e manda de cabeça para o gol de Ronaldo, 1×3.

Apenas seis minutos depois, Almir avança pela direita e cruza na medida para Guga  marcar mais um, 2×3.

O empate estava próximo e a partida atinge temperaturas típicas da superfície solar… um festival de gols perdidos para os dois lados… porém, com toda a raça, todo o empenho, a sorte não sorriu para o Peixe, ficando o gosto amargo da derrota, mas de cabeça erguida e com a possibilidade de troco no returno.

O compromisso seguinte seria contra o Flamengo e o empate por 1 gol não foi considerado um mau resultado.

Na última rodada, o adversário seria o surpreendente Vitória (que já vencera o Corinthians e o Flamengo). A classificação marcava: Vitória 4 pontos, Corinthinas 2 e Santos e Flamengo 1.Somente a vitória interessava ao SFC… Mas, aquele Vitória contava com Dida, Paulo Isidoro, Vampeta, Alex Alves e Roberto Cavalo.

Num jogo cheio de alternativas e gols, registrou o empate em 3×3.

Começava o returno e o Santos deveria ir até Salvador, era tudo ou nada.

Um apagão do time no início e o Vitória abre 2×0… mas aquele SFC lutava, guerreava…

E chega ao empate ainda no 1º tempo… e ficou assim: 2×2.

As chances eram pequenas, pois o Vitória permanecia invicto… no entanto, o rubro negro baiano faria as duas últimas partidas fora de casa e não poderia fazer mais que um ponto…

O SFC recebe o Flamengo e vence por 2×1, enquanto que o Vitória empata com o Corinthians…

O Vitória com a vaga na mão, porém uma combinação de resultados poderia dar a classificação ao Peixe…

Última rodada, SFC x Corinthians, Flamengo x Vitória.

O Vitória empata na Maracanã, e o Santos perde um jogo inacreditável no Morumbi… abriu 1×0, o goleiro Ronaldo foi expulso, indo o zagueiro Elias para o gol… e nos 5 minutos finais, leva uma virada daquelas de deixar o torcedor desconcertado…

Assim, o valente time peixeiro terminou o Brasileiro em 5º lugar, uma colocação razoável, a melhor desde o vice campeonato de 1983.

Campanha na Fase final:

SC Corinthinas P – 2×3 (Morumbi); 1×2 (Morumbi)

CR Flamengo – 1×1 (Maracanã); 2×1 (Parque Antártica)

EC Vitória – 3×3 (Parque Antártica); 2×2 (Fonte Nova)

1992: Falece Athiê, Marcelo Teixeira assume

Santistas de Todo Mundo, uni-vos!

Em 1992 uma nova diretoria assume o clube. Marcelo Teixeira, o  jovem Presidente do SFC é o novo mandatário do alvinegro.

E começa no estilo que ficou bem conhecido, contratando e gastando muito.

Contratado em janeiro, Minelli durou apenas 50 dias ou 6 partidas oficiais
Contratado em janeiro, Minelli durou apenas 50 dias ou 6 partidas oficiais

De imediato acertou a vinda do Técnico Rubens Minelli.  Minelli  teve seu grande momento nos anos 70, chegando a ser tricampeão brasileiro (Inter 75/76 e São Paulo 77), mas em 1992 era mais uma aposta que certeza.

A pedido de Minelli, MT contratou Guga (atacante), Dinho (Lateral), Castro (zagueiro), Gílson (Defesa), Bernardo (volante) e Cilinho (atacante). Apenas Guga vingou…

Assim cheio de contratações, o Peixe começava o Campeonato Brasileiro de 1992 no 1º semestre.

Os 20 clubes disputavam um turno único classificatório, onde os 8 melhores passavam para a fase  semi-final. Nesta fase, os clubes seriam divididos em dois grupos de 4 equipes e jogariam em turno e returno. Os campeões de cada grupo disputariam final em duas partidas.

O começo da caminhada santista  foi claudicante… empates , derrotas e vitórias não convincentes… desta forma, Minelli é demitido por MT, numa passagem meteórica pelo comando alvinegro.

Quem assume a direção técnica é Geninho (que havia feito uma boa campanha no Paulista de 1991). E com Geninho a equipe consegue a classificação a fase semi-final… de quebra, uma goleada histórica sobre o Internacional na Vila Belmiro: 4×0. E o placar só não foi maior por que o time colorado recorreu ao “cai-cai”, do contrário seriam 6, 7 ou 8… A goleada foi aberta graças ao oportunismo de Paulinho MacLaren.

Quer ver os gols? clique aqui: http://www.youtube.com/watch?v=k7DidLaPvXQ

Veja a campanha na fase de classificação:

São Paulo FC – 1×1 (VB)

SC Corinthians P – 1×1 (Pacaembu)

Goiás EC  – 0x1 (Serra Dourada)

Guarani FC – 1×0 (VB)

Payssandu SC  – 2×1 (VB)

Fluminense FC – 0x4 (Laranjeiras)

CR Flamengo – 2×0 (VB)

Sport C Recife  – 2×2 (Ilha do Retiro)

A Portuguesa D – 2×0 (VB)

CA Bragantino – 0x1 (VB)

SC Internacional – 4×0 (VB)

SE Palmeiras  – 1×1 (Parque Antártica)

C Atlético Mineiro  – 0x0 (VB)

C Naútico C – 2×0 (Aflitos)

Botafogo FR  – 0x2 (Caio Martins) * nesta partida houve a quebra do recorde de público no estádio: 13.160 no total

C Atlético Paranaense – 2×2 (VB)

Cruzeiro EC –  1×2 (VB)

EC Bahia  – 2×0 (Fonte Nova)

CR Vasco da Gama  – 0x0 (São Januário)

Com esses resultados, o SFC classificou-se em 8º lugar, ficando no mesmo grupo de Vasco (1º colocado), Flamengo (4º) e São Paulo (6º).

Na 1ª partida da fase semi-final, uma partida inacreditável: o empate em 3 gols no Maracanã, numa partida onde Paulinho MacLaren brilhou intensamente, assim como Bebeto…

O empate no Rio de Janeiro animou o alvinegro, e na sequência venceu o forte Flamengo por 1×0, no Morumbi, e empatou com o São Paulo (1×1). A torcida nem acredita… terminava o 1º turno e a liderança era do Peixe.

Mas no 2º turno…  um ponto apenas conquistado no empate com Vasco e duas derrotas deixam o SFC fora de mais uma final.

Campanha na Fase semi-final:

CR Vasco da Gama – 3×3 (Maracanã); 1×1 (Morumbi)

CR Flamengo – 1×0 (Morumbi); 1×3 (Maracanã)

São Paulo FC  – 1×1 (Pacaembu); 0x1 (Morumbi)

Sem participar de partidas finais, sem recursos, e com dívidas crescendo,  a solução era vender.

Desta forma, Paulinho MacLaren foi negociado com o Porto, por 800 mil dólares (quantia irrisória nos dias de hoje…). Bernardo, contratado em janeiro, também foi vendido. O volante Gallo foi contratado para o lugar de Bernardo e Guga assumia a condição de artilheiro. Mas, Guga sofreu com a torcida até firmar-se na equipe…

Para o Campeonato Paulista de 1992, a cartolagem usou fórmula semelhante a de 1991. Dois grupos (um forte e outro fraco) de 14 equipes em turno e returno. Os seis melhores do grupo forte passariam para a fase seguinte, juntamente com os dois melhores do grupo fraco. Os 4 últimos do grupo forte disputariam o grupo fraco no ano seguinte, enquanto que os 6 melhores do grupo fraco passariam ao grupo principal em 1993.

Na fase de classificação, o Santos ficou em 4º lugar, abaixo de São Paulo, Palmeiras e Corinthians.

Campanha santista na fase de classificação:

Botafogo FC – 3×0 (VB); 2×2 (Canindé)

SE Palmeiras  – 0x2 (Pacaembu); 0x1 (Morumbi)

EC Noroeste  – 0x0 (VB); 0x1 (Bauru)

EC Santo André  -1×1 (Santo André); 2×2 (VB)

Guarani FC  – 2×0 (VB); 1×1 (Brinco de Ouro)

SC Corinthians P – 1×1 (Pacaembu); 3×1 (Morumbi)

CA Juventus – 1×1 (Canindé); 2×1 (Canindé)

A Portuguesa D – 0x0 (Canindé); 2×1 (VB)

GE Sãocarlense  – 1×2 (São Carlos); 0x0 (VB)

CA Bragantino  – 3×0 (VB); 1×0 (Bragança Paulista)

São Paulo FC  – 3×2 (VB); 0x0 (Morumbi)

AA Internacional  – 3×0 (Limeira); 4×0 (VB)

Ituano FC – 1×1 (Itu); 2×2 (VB)

As curiosidades desta fase foram muitas…

O Palmeiras fecha parceria com a Parmalat e aposenta a tradicional camisa verde. Os resultados da parceria apareceriam dentro e muitas vezes "fora do campo"
O Palmeiras fecha parceria com a Parmalat e aposenta a tradicional camisa verde. Os resultados da parceria apareceriam dentro e muitas vezes "fora do campo"

* Telê  Santana amargava mais uma derrota na Vila Belmiro… o velho mestre detestava enfrentar o alvinegro no alçapão… e os números mostram que Telê tinha razão.

* O Campeonato Paulista de Aspirantes era uma atração na preliminares da  partidas. E nos jogos do SFC, uma motivação maior aos torcedores: a presença do jovem goleiro Edinho, que dava seus primeiros passos no futebol.

* O atacante Denner, da Portuguesa, marca um gol de placa contra a Internacional. Por sinal, Denner fez alguns gols de placa (inclusive contra o alvinegro) ao longo de sua (curta) carreira. Denner era um atacante que, se vestisse a imaculada camisa branca santista ficaria muito a vontade…

* O elenco do SFC apresentava como destaques: Sérgio Guedes, Axel, Edu Marangón, Almir, Guga e Marcelo Passos.

* Guga tinha a desconfiança da massa santista. Ressabiada com a saída de Paulinho MacLaren, artilheiro inconteste do SFC, Guga era cobrado e em algumas partidas não correspondia…

Porém,  tudo acabou num Santos x Corinthians.

Jogando muita bola e com o faro de gol apuradíssimo, Guga deixou sua marca 3 vezes no gol corintiano, tornando-se ídolo da torcida!

Veja um dos gols de Guga no vídeo abaixo:

Durante o Campeonato Paulista  uma rápida excursão ao Japão, duas partidas contra o Shimizu-Pulse:

26/08- 3×0 Shimizu S Pulse (Japão), em Tóquio

29/08 – 1×1 Shimuzu S Pulse (Japão), em Shizuoka

Na Super Copa da Libertadores mais uma eliminação na primeira fase: desta vez, foi o São Paulo o adversário:

30/09 – 1×1 (Parque Antártica)

13/10 – 1×4 (Morumbi)

Na fase semi-final do Paulista, o  SFC ficou no mesmo grupo de São Paulo (que por ter sido a equipe com mais pontos na 1ª fase, levou um ponto de bonificação), Portuguesa (5ª colocada)  Ponte Preta (vinda dos grupo das equipes mais fracas).

Assim como no Brasileiro, o Santos começou bem, vencendo a Ponte, em Campinas por 1×0. A parida decisiva seria contra o São Paulo, logo na 2ª rodada… uma vitória era fundamental para tirar a vantagem tricolor… mas do outro lado havia Telê e Raí, o e tricolor venceu por 3×0, deixando o alvinegro com chances remotas. Na última partida do turno, a pá de cal: nova derrota, agora para a Portuguesa (1×2).

No returno, desmotivado, foi uma sequências de derrotas: Sâo Paulo, Portuguesa e Ponte Preta.

AA Ponte Preta –  1×0 (Moisés Lucarelli); 1×2 (VB)

São Paulo FC  – 0x3 (Pacaembu); 1×2 (Pacaembu)

A Portuguesa D – 1×2 (VB); 1×3 (Canindé)

Nesta fase a FPF garantia uma cota mínima de público e renda, surgiam os “públicos virtuais”, isto é, o público e a renda divulgada não correspondiam com a realidade. Por exemplo, na última partida contra a Ponte, com as duas equipes eliminadas, a FPF divulgou um público de 15.030 na Vila Belmiro, no entanto menos de mil torcedores fizeram-se presentes naquela ocasião…

Poucos dias depois de mais uma eliminação, o Santos FC perdia seu presidente Athiê Jorge Cury. No dia 1º de dezembro falecia o ex-dirigente santista que mudou a história do alvinegro.

Athiê, mesmo com seus erros administrativos, foi sem dúvida, o principal dirigente do clube em toda história santista.

Athiê: um marco, uma lenda que passou pelos portões de Vila Belmiro.

Athiê: Talvez o maior Presidente de todos os tempos do SFC
Athiê: Talvez o maior Presidente de todos os tempos do SFC

2

1990: Collor assume, o dinheiro some e o Santos sobrevive.

Santistas de Todo Mundo, uni-vos!

O Campeonato Paulista de 1990 começou em janeiro, e nem houve tempo para partidas de pré-temporada.

Quem comandava o SFC era José Macia, o Pepe, que na ausência de grandes recursos teria que usar os atletas da categoria de base. Desta forma, sobem para o time titular os defensores Camilo e Flavinho, o volante Axel, e o meia atacante Sergio Manoel. Chulapa estava de volta, assim como o zagueiro Márcio Rossini e a única contratação era o meia Gilmar, vindo do CR Flamengo. Eram mantidos o goleiro Sérgio Guedes, o volante César Sampaio e o goleador Paulinho McLaren.

O time não era ruim, mas ainda longe de disputar títulos… provavelmente faria uma campanha melhor que nos anos de 87, 88 e 89.

E a torcida desconfiada não comparecia… tanto que o público acima de 10.000 só aconteciam em clássicos… é claro que as condições econômicas contribuiram também… afinal, logo na posse de Collor (15/03/1990), houve o confisco do dinheiro da poupança em nome do combate à inflação…. e do dia para noite, o dinheiro sumiu…. depois o que sumiu foi o emprego e cerca de 1.000.000 de brasileiros ficaram desempregados…. cuja causa estava (além da falta de dinheiro para investimentos) na desastrosa política de abertura do mercado para as importações (a propaganda governista falava que os automóveis fabricados no Brasil eram carroças e passamos a importar  carros russos, como o Lada e o Niva…)

Não é necessário dizer que o SFC sofreu, junto com a população brasileira, com a falta de dinheiro…. se antes dependia da presença da torcida para financiar o clube, sem torcida os investimentos eram quase nulos…

E aquela geração de atletas da base não era de craques como em 78… e a campanha santista foi apenas mediana.

O campeonato Paulista de 1990 foi outro prodígio da imaginação da cartolagem…. eram 24 clubes divididos em dois grupos de 12 equipes. Um grupo “forte” (os 12 melhores de 1989) e um outro “fraco”. No “1º turno” os jogos eram de um grupo contra outro, e no “2º turno”, dentro do mesmo grupo. Os 7 melhores do grupo dos fortes passavam para a 3ª fase, junto com os 5melhores do grupo “fraco”. Os 12 desclassificados foram divididos em duas séries de 6 equipes que jogando dentro da mesma série em turno e returno, disputavam mais duas vagas para a 3ª fase.

Por incrível que pareça, o São Paulo FC conseguiu ficar fora dos 7 classificados, foi para a repescagem e … ficou de fora!   Desta forma, em 1991 o tricolor disputaria o Campeonato Paulista no grupo dos “fracos”… oficialmente não era uma segunda divisão, mas o sentimento do orgulhoso torcedor tricolor era como se o time tivesse sido rebaixado….

No Campeonato, dois grandes protagonistas no Santos: Serginho Chulapa e Kazuo!

Serginho Chulapa pela confusões que aprontou na competição… Numa delas foi contra o Juventus, na Vila. Naquela tarde, Chulapa era banco… e o alvinegro estava no 0xz0 contra a equipe da Moóca, Serginho entrou após o intervalo e aos 18 minutos abriu o marcador… aos 20 minutos o Santos amplia, 2×0. Aí,  Serginho deu o ar de sua graça… uma confusão e o árbitro expulsa três atletas, entre eles, Serginho… Não satisfeito, em ficar apenas 20 minutos em campo, Chulapa tentou invadir o vestiário do Juventus para agredir Albéris (que havia sido expulso  também). Ele jogou 31 partidas em 1990 e foi expulso em 4 ocasiões!

E Kazuo…

Ah, o Kazuo…

Ninguém levava a sério aquele japonês baixinho que se matava na ponta… aquele preconceito bobo que japonês não sabe jogar futebol… que só brasileiro sabe (no máximo alguns argentinos)… Kazuo tinha atuado no Santos anteriormente, passou pelo XV de Jaú e pelo Coritiba… mas gostava mesmo é de atuar com a camisa branca santista. Assim, vencendo a má-vontade e o preconceito, Kazuo buscou seu espaço… e Pepe, que sempre entendeu de futebol, sabia que podia contar com a raça e a personalidade de Kazuo.

FSP (30/04/1990)

E no dia 29 de abril,  Kazuo mostrou todo o seu talento… desmontou a defesa do Palmeiras e foi o principal nome do SFC na partida. Marcou um golaço e deu o passe para Paulinho McLaren fazer outro…

Dias depois, marcou mais um contra o Guarani, numa noite onde a torcida esgotou os ingressos na Vila Belmiro.

Veja gols de Kazuo:

Acompanhe os jogos do SFC na 1ª fase do Paulista de 1990:

EC São Bento – 0x0 (VB)

EC Santo André -1×0 (Santo André

EC XV de Novembro (Jaú) – 1×1 (VB)

A Ferroviária E – 0x0 (Araraquara)

Botafogo FC -1×1 (VB)

EC XV de Novembro (Piracicaba) – 0x1 (Piracicaba)

CA Juventus  – 2×0 (VB)

América FC -1×1 (SJRP)

Ituano FC -2×0 (VB)

GE Catanduvense  – 0x0 (Catanduva)

EC Noroeste  -2×1 (VB)

AA Ponte Preta – 0x1 (Moisés Lucarelli)

2º turno:

São Paulo FC – 0x1 (Pacaembu)

São José EC  -1×1 (VB)

A Portuguesa D – 0x0 (VB)

União São João  FC – 0x0 (Araras)

CA Bragantino – 0x2 (Bragança)

SC Corinthians P – 0x1 (Pacaembu)

AA Internacional – 3×2 (VB)

SE Palmeiras  – 2×1 (Morumbi)

Mogi Mirim EC – 1×1 (Mogi Mirim)

Guarani FC – 1×0 (VB)

GE Novorizontino – 0x0 (Novo Horizonte)

Com essa campanha o Peixe se classificou em 4º lugar em seu grupo e em 9º na classificação geral.

Antes de começar a 3ª fase, o alvinegro parte para um giro na Ásia.

Na agenda, a Super Copa Sul Americana, a ser disputada em Taiwan!

Numa viagem estafante que durou 4 dias, via costa Oeste dos EUA, o SFC chegou a Capital (Taipei ) na vépera de enfrentar o Estudiantes (Argentina) e o Nacional (Uruguai).

Depois de penar no percurso, do fuso horário, teve que encarar um fortíssimo temporal quando enfrentou o Estudiantes e venceu.

Em seguida, foi a vez do Nacional, empate e vitória nos pênaltis.

E, finalmente a decisão, contra o mesmo Nacional. Na partida 0x0, sendo necessária uma prorrogação. O Nacional saiu na frente (gol de José Garcia). Faltando apenas 4 minutos, bola levantada na área, Camilo sobe e manda de cabeça pra o gol uruguaio… Enorme confusão se instala no gramado… os jogadores do Nacional cercam o árbitro argentino alegando falta de Camilo no zagueiro uruguaio… o clima esquenta… as discussões mais ainda… o árbitro parte para cima dos uruguaios e agride os atletas uruguaios… a situação é tão caótica que os santistas pensam que o o gol pode ser anulado e se enfiam na confusão… o quebra pau torna-se generalizado… e a grande vítima foi o Troféu, que acabou quebrado. A partida é encerrada… mas, a confusão não. Dulcídio Wanderlei Boschila (convidado da delegação santista) parte para cima de Romualdo Arpi Filho (que bandeirava a partida) afirmando que Romualdo estava fazendo média com os uruguaios… e acabou saindo no tapa…

Tremendo barraco!

Três dias depois, os organizadores se reuniram e proclamaram Santos e Nacional campeões, e forneceram novas Taças para as equipes.

Campanha do SFC:

Estudiantes (Argentina) – 1×0 – Em Taipei

Nacional (Uruguai) – 1×1 (3×2 nos pênaltis) – Em Tainan

Nacional (Uruguai)- 0x0 (1×1 na prorrogação) – Em Taipei - SFC, Campeão da Super Copa Sul Americana

De Taiwan, foi até o Japão. Claro, a grande atração era Kazuo, que atuou  nas duas partidas:

Yamaha FC (Japão)  2×1 – em Iwata

PJM Futeres FC (Japão)  2×2 – em Hamatsu

Ao voltar par o Brasil, a Copa do Mundo já havia acabado… A seleção de Lazaroni havia sido eliminada pela Argentina, numa campanha da mais melancólicas em Copas do Mundo.

No Campeonato Paulista, a 3ª fase começava. Seriam dois grupos de 7 equipes, onde o campeão de cada grupo passava para a final. No grupo do SFCestavam: Bragantino, Corinthians, Botafogo, Ituano, Mogi Mirim e XV de Jaú.  Corinthians era o favorito e o Bragantino podia surpreender… e o Santos?

Bom, o Santos era uma incógnita… se Kazuo, Paulinho McLaren e Chulapa acertassem o pé, e Sergio continuasse a fazer os milagres no gol, podia até ser… mas seria muito difícil não perder pontos no interior e por consequência, alcançar a vaga.

Logo na 4 ª rodada, após perder para Corinthians e Bragantino, a vaga ficava bem distante… e mesmo não perdendo mais, ficou apenas na 3ª posição. Bragantino se classificou e decidiu o Campeonato  com o Novorizontino, fazendo a “final caipira”. Bragantino , cujo técnico era Wanderlei Luxemburgo, foi o Campeão.

Campanha:

Mogi Mirim EC – 1×1 (MM);0x0 (VB)

EC XV de Novembro (Jaú) – 1×0 (Santo André);1×0 (Jaú)

CA Bragantino – 0x2 (Bragança); 1×0 (VB)

SC Corinthians P – 1×3 (Morumbi); 0x0 (Pacaembu)

Botafogo FC -1×1 (Santa Cruz); 2×1 (VB)

Ituano FC – 2×1 (VB); 1×1 (Itu)

Depois de Campeonato Paulista, os tradicionais amistosos…

Quem visita a Vila Belmiro para um desses amistosos é a Universidad de Guadalajara, vice Campeã mexicana na temporada 89/90. Apenas 1.200 testemunhas viram o insosso empate de 0x0.

Segue para a Espanha para 3 jogos:

Ou melhor, segue para o País Basco onde enfrenta o Athletic Bilbao e depois mais duas partidas na Espanha, pelo Ramón Carranza.

A partida contra o Athletic Bilbao era festiva, tratava-se de uma homenagem ao ponteiro Argotte (502 partidas pelo clube Basco, foto ao lado). E o Peixe venceu por 2×0.

Quem fez sucesso, foi o zagueiro França, confundido com o holandês Ruud Gullit, foi alvo incessante de uma torcedora espanhola que queria um autógrafo do “Gullit” santista.

Na disputa do Troféu Ramón Carranza, venceu o Cádiz na disputa por pênaltis e levou a Taça “Ânfora Inclinada”.

A decisão  foi brasileira, contra o C Atlético Mineiro, e a Taça ficou com o Galo (0x1).

E mais uma disputa sem conquista, ficando apenas com a taça ganha em Taiwan.

Na volta já encarava o Brasileiro.

Campeonato que seria um pouco mais simples que a bagunça de 1989. Seriam 20 clubes em dois grupos de 10. No 1º turno, confrontos de um grupo contra outro; no 2º turno, apenas jogos no interior de cada grupo. Os campeões de cada turno em cada grupo estariam, classificados para as quartas de final, assim como os 4 melhores pontuados na soma dos dois turnos, independentemente de grupos. A parir daí os jogos seriam em mata-mata até a decisão final.

Almir. Esse chegou à seleção Brasileira.
Almir. Esse chegou à seleção Brasileira.

Para o campeonato Brasileiro, o Santos recebia o reforço de Edu Marangón, muito bom meia que surgiu na Portuguesa e vinha do Flamengo. Márcio Rossini tinha saído, assim como Kazuo e Chulapa era mais banco que titular, mas Pepe continuava comandando o time que ficava mais ofensivo e perigoso com a chegada de Almir, rápido ponteiro direito revelado pelo Grêmio.

No 1ºturno, o time não foi muito bem, ficando apenas na 6ª posição.

Mas, no returno…

Surpreendentemente, foi o Campeão do Grupo!

Apesar das duas derrotas, ficou na frente das outras 9 equipes, classificando-se para a fase final do Brasileirão… Uma campanha que nem os mais otimista dos santistas poderia conceber no início do campeonato.

Veja a campanha:

1º turno:

C Naútico C – 0x1 (Aflitos)

São Paulo FC – 1×0 (VB)

SE Palmeiras – 0x0 (Parque Antártica)

São José EC – 2×0 (VB)

Fluminense FC – 2×5 (São Januário)

CR Flamengo  – 0x0 (VB)

AA Internacional – 2×0 (Limeira)

Cruzeiro EC -1×1 (Mineirão)

Grêmio FPA – 0x0 (VB)

Vitória EC – 3×0 (VB)

2º turno:

A Portuguesa D – 1×0 (VB)

C Atlético Mineiro – 0x0 (VB)

EC Bahia – 1×0 (VB)

Goiás EC – 0x1 (Serra Dourada)

SC Internacional – 1×1 (Beira Rio)

SC Corinthians P – 0x1 (Pacaembu)

CA Bragantino – 3×0 (VB)

Botafogo FR – 2×1 (VB)

CR Vasco da Gama  – 2×2 (São Januário)

Durante o 2º turno, o Peixe disputava a Super Copa da Libertadores. E começou bem, empatando no Estádio Centenário com o Peñarol, em 0x0. Uma vitória simples colocava o alvinegro na fase seguinte. Apenas empatou na Vila, na partida de volat (2×2), e nos pênaltis foi eliminado. Uma pena…

Restava o mata-mata do Brasileirão…

O adversário seria o São Paulo de Telê Santana, Zetti, Cafu e Raí. Uma vitória era fundamental na Vila Belmiro, para tentar garantir o empate no Morumbi.

Como sempre, Telê reclamava de atuar na Vila… dizia que o Estádio não comportava um clássico daquela altura e outras coisas… falava da segurança e tal… mas, no fundo ele sabia que vencer o Peixe na Vila era tarefa das mais espinhosas…E numa partida cheia de equilíbrio, Mario Tilico conseguiu fazer um golzinho no final do 1º tempo… e mesmo com toda pressão santista, com um atleta a mais (Cafu foi expulso), não foi possível superar Zetti.

No Morumbi, o Santos foi para cima, arriscando tudo…

Logo aos 6 minutos Paulinho abre a contagem… e o time continuou no ataque… ao poucos o tricolor organizava seu jogo, mas Sérgio Guedes era uma barreira no gol santista… e foi assim, com muito equilíbrio, que a partida seguia… tanto o Santos podia abrir 2×0 e pavimentar sua classificação, como tricolor poderia empatar e derrubar o alvinegro… E aos 81′, o atacante Eliel empatou a contagem e terminou com os sonhos santistas… 1×1.

Veja os melhores momentos da partida: