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Ato público em defesa ao migrante

Amigos,

Será no próximo dia 11 de novembro o ato público em apoio ao migrante. Seja nordestino, negro, índio ou  nortista.

O local será na Câmara Municipal de São Paulo, às 17:00, no plenário da Câmara, 1º andar.

É necessário demonstar que o paulistano/paulista é tolerante e amistoso… que estes poucos neo-fascistas racistas não representam a população que nasceu, vive, trabalha e estuda na maior cidade do Brasil.

Eu estarei lá,  e você?

Um depoimento tocante

fonte: http://predadoranimal.spaceblog.com.br

Amigos,

Postarei na íntegra depoimento de Paulo Maldos, ex-assessor do CIMI (Conselho Indiginista Missionário):

Matéria originalmente em:  http://altamiroborges.blogspot.com/2010/10/uma-lembranca-para-marina-silva.html

Acho que é o caso de lembrar a Marina de onde ela estava em abril do ano 2.000.

No dia 22 de abril de 2.000 ela estava na estrada que liga Santa Cruz de Cabrália a Porto Seguro, junto com 3.600 indígenas, de mais de 180 povos, militantes do movimento negro, quilombolas, militantes do MST, estudantes, mulheres, militantes de inúmeros movimentos populares e sindicais, talvez mais de 10 mil ao todo, de todo o Brasil.

Ela tinha falado no Quilombo, que era o acampamento coletivo, no dia anterior, para alguns destes milhares de militantes.

No dia 22 de abril, logo pela manhã, foi desatada a repressão sobre todos e todas.

O Fernando Henrique estava na Cidade Alta de Porto Seguro, comemorando com o Presidente de Portugal.

Na estrada, a policia do Antonio Carlos Magalhães e as tropas do FHC jogavam bombas de gás, arrastavam negros pelos cabelos, espancavam indígenas e prendiam estudantes. Havia helicópteros e lanchas da Marinha no cerco.

Um indígena se jogou no chão da estrada, em frente dos soldados, que passaram por cima dele.

Encontrei a Marina com sua assessora Áurea, perdidas na estrada, escutando bombas e tiros próximos.

Coloquei as duas no meu carro, para escapar dali protegendo-as. Dentro do carro, a Marina falou calmamente que, se respirasse aquele gás, poderia morrer. Virei o carro para pegar um caminho de terra e ir em direção da praia. Ela pediu que não fosse, porque tinha visto soldados irem para a praia perseguindo estudantes.

Voltei com o carro prá estrada e levei a Marina até local seguro, longe da repressão e das bombas. Emocionado porque, segundo a nossa Senadora, eu talvez tivesse acabado de salvar sua vida.

Acho bom ela lembrar deste episódio neste momento, para pensar de que lado ela sempre esteve, e de que lado deve estar agora.
Um abraço fraterno