Arquivo da tag: Marcelo Teixeira

O melhor do século nas Américas

Santistas de todo mundo, uni-vos!

Ano 2000, fim de milênio e as “profecias” de fim de mundo não se concretizaram… nem mesmo do “bug” do milênio, quando diziam que os computadores travariam ao virar de 1999 para 2000.

Para o Santos FC foi mais um ano sem conquistas, com um Campeonato Paulista batendo na trave…

Foi o ano do retorno de Marcelo Teixeira à Presidência do alvinegro e a política dos “pés no chão” sendo definitivamente encerrada. Eram épocas de grandes contratações, com a chegada de atletas de nome e custos elevados.

Logo em janeiro Carlos Alberto Siva assume o comando técnico do SFC. Com ele chegam Carlos Germano, Márcio Santos, o argentino Gálvan, Rubens Cardoso, Rincón, Valdo… no 2º semestre seria a vez de Edmundo, o animal. Todos esses medalhões mais a volta de Caio, Baiano e Robert.

Assim, com um elenco milionário, o santista imaginava que o time deslancharia.. mas, não foi bem dessa forma… logo na primeira partida do ano, pelo Torneio Rio/São Paulo, levou um baile do Botafogo em plena Vila Belmiro por 0x3. Desanimador…

Por sinal, a campanha no Rio/ São Paulo de 2000 foi uma das piores que o alvinegro realizou, sendo goleado em três ocasiões, e obviamente não se classificopu para as finais da competição. Campanha esquecível naquele Rio/ São Paulo:

Botafogo FR – 0x3 (Vila Belmiro); 2×0 (Maracanã)

São PAulo FC – 2×5 (Morumbi); 0x1 (Vila Belmiro)

CR Flamengo  – 1×1 (Pacaembu); 1×4 (Maracanã)

A eliminação do alvinegro deixou a torcida cismada com o Técnico Carlos Alberto Silva, que não conseguia dar um padrão de jogo ao elenco, mantendo uma irregularidade  irritante no Campeonato Paulista.

E mais uma vez, novidades na fórmula de disputa do tradicional Campeonato. A fase classificatória foi algo surreal… As 12 equipes foram divididas em duas chaves de 6 e apenas a última colocada seria eliminada, classificando-se 11 das 12 equipes!!!!

Na fase seguinte, seriam as 11 equipes classificadas, mais o campeão da divisão de acesso, além dos 4 times que disputavam o Rio/São Paulo.

As 16 equipes foram divididas em 4 grupos de 4 clubes (grupos 3, 4, 5 e 6). As equipes do grupo 3 enfrentavam as do grupo 4; enquanto que as equipes do grupo 5 enfrentavam as do grupo 6. Em seguida as equipes se enfrantariam em turno e returno, dentro do mesmo grupo. Finda esta fase, teríamos outra, com a classificação dos dois primeiros de cada um dos 4 grupos.

Os 8 classificados seriam novamente agrupados em 2 chaves de 4 clubes, e as partidas seriam dentro do mesmo grupo em turno e returno. Os dois melhores passariam às semi-finais e depois à s finais, tudo em mata-mata. “Simples e fácil”, não?

O início da campanha santista foi desalentadora… vitórias não convicentes e mais uma goleada sofrida (contra o Corinthians, por 1×5). E foi assim, se arrastando que o SFC chegou a fase seguinte do Paulistão -2000. Porém, uma derrota para a Portuguesa no Canindé provocou a queda de Carlos Alberto Silva. Quem assume foi o Técnico das categorias de base, o Giba.

Com Giba o time se transfigura… passa a jogar no ataque e marca gols… e melhor que isso, passa a apresentar um futebol de qualidade, terminado a fase de quartas de final em 1º lugar em seu grupo e líder na pontuação geral entre os 8 classificados.

Veja a camapanha santista:

1ª fase:

SE Matonense – 2×2 (Matão)

AA Ponte Preta  – 1×0 (VB)

SC Corinthians P – 1×5 (Morumbi)

AE Araçatuba  – 7×2 (VB);

AA Internacional – 2×1 (Limeira); 1×1 (VB)

A Portuguesa D – 1×1 (VB); 1×1 (Canindé)

Mogi Mirim EC – 0x1 (Mogi Mirim); 3×1 (VB)

Quartas de final:

Guarani FC – 2×1 (VB); 1×0 (Brinco de Ouro)

A Portuguesa D 0x2 (Canindé); 3×0 (VB)

São Paulo FC – 2×1 (Morumbi); 1×1 (VB)

Após a grande apresentação contra a Portuguesa, o time embalou de vez para enfrentar o Palmieras pelas semi-finais. Seria a oprtunidade de devolver a sofrida eliminação de 1999. Na 1ª partida um sonolento 0x0, mas na segunda… nem o  mais otimista dos santistas poderia prever a emoção daquele jogo.

O Palmieras abriu 2×0 e seguia no ritmo preferido de Felipão: tocando no banho-maria, esperando o tempo passar e comemorar a classificação para as finais.

Na metade do 2º tempo, Eduardo Marques acerta um balaço e fura o bloqueio de Marcos.

Perdido por 1, perdido por 1000. e Giba manda todo mundo atacar…

Na raço, na vontade, o Peixe encurrala o Palmeiras. Mais 10 minutos e Anderson Luiz empata a partida. A massa santista enlouquece no Morumbi…

Faltava um gol, apenas um gol.

Até que Dodô, aos 89′ abre o mar branco no Morumbi, Santos 3×2!

Épico! Emocionante! Na raça, na vontade!

Veja as imagens dos últimos 7 minutos da partida e entre no clima do que foi aquela virada… grite com a massa santista que urrava nas arquibancadas do Morumbi… perceba a vibração de Giba no comando do SFC e o desalento de Felipão:

O adversário na final seria o sempre perigoso São Paulo FC.

Na primeira partida da decisão, França logo a 1 minuto marca e define o jogo… São Paulo 1×0.

O Santos deveria vencer a 2ª partida por dois gols de diferença… mesmo com a enorme dificuldade, o santista tinha esperança, afinal depois da virada contra o Palmeiras tudo seria possível…

O time tentou… esteve duas vezes na frente do placar, mas permitiu o empate do tricolor nas duas vezes, e sempre levando gol de falta… no final empate em 2×2 e a oportunidade do título escapando entre as mãos…

Campanha na fase final:

SE Palmeiras  – 0x0  (Morumbi) e 3×2 (Morumbi)

São Paulo FC – 0x1 (Morumbi) e 2×2 (Morumbi)

A redenção poderia ser a Copa do Brasil. O alvinegro já havia elimado três adversários: O Serra (ES), o forte Coritiba e o Campeão (da época) da Copa do Brasil, o Juventude.

O rival agora seria o Flamengo.

No Maracanã, um baile: 4×0!

E Na Vila, outra goleada, 4×2.

O time chegava às semi-finais, contra o fortíssimo Cruzeiro. No Mineirão, a derrota por 2×0 praticamente eliminou o time. O Poder de reação do time já não foi o mesmo e na Vila o Peixe ficou apenas no empate (2×2), caindo na penúltimo degrau da Copa do Brasil.

Campanha na Copa do Brasil:

SD Serra FC – 3×0 (Cariacica)

Coritiba FC – 1×0 (CoutoPereira); 1×1 (VB)

Juventude EC – 3×1 (Alfredo Jaconi); 3×0 (VB)

CR Flamengo – 4×1 (Maracanã); 4×2 (VB)

Cruzeiro EC – 0x2 (Mineirão); 2×2 (VB)

A última esperança era de título para 2000 seria o Campeonato Brasileiro.

Campeonato Brasileiro que não houve… devido as confusões na justiça, a CBF estava impedida de organizar a competição. Para não ficar sem campeonato, os clubes (com aopio da CBF), organizam um monstrengo chamado Copa João Havelange!

Com a quantidade modesta de 115 (CENTO E QUNZE) participantes, a competição foi dividida em módulos. Na verdade, eram três divisões dentro do mesmo Torneio.

A 1ª divisão (módulo azul) contava com 25 times que disputavam em turno único 12 vagas para a fase de eliminatórias. Na 2ª divisão (módulo amarelo) eram 36 clubes divididos em dois grupos de 18. Classificavam-se três times para a fase de eliminatórias. E, finalmente,  a 3ª divisão: no módulos verde com 28 clubes divididos em 4 grupos de 7. e no módulo branco 26 clubes divididos em dois grupos de 6 equipes e outros dois grupos com 7 equipes. Apenas o campeão da 3ª divisão seria classificado para a  fase eliminatória.

Com 16 times sobreviventes, as partidas seriam em mata-mata até a final da competição.

Era uma “Copa do Brasil” gigante.

E tamanho absurdo só poderia terminar com a confusa final entre Vasco e São Caetano, onde em qualquer país do mundo o título seria do São Caetano, mas não quando existem cartolas como Eurico Miranda e Ricardo Teixeira… Uma confusão enorme nas arquibancadas de São Januário provocou a interrupção da partida, e como a responsabolidade pertencia ao Vasco da Gama, o regulamento da competição previa perda dos pontos… porém foi marcado outra partida quase um mês depois, no Maracanã. e o Vasco foi o “campeão”… coisas de nossos cartolas.

Queda dos alambrados, por conta da superlotação de São Januário.

O Santos apresentou Edmundo como reforço para o “monstrengo”… Giba caiu no meio da competição e foi substituido por Carlos Alberto Parreira (!!!), numa das maiores contradições históricas no SFC… um técnico sem a menor identificação com o clube, com a forma de jogar e com o histórico do SFC. O resultado não poderia ser outro: eliminação da fase final, ficando na modesta 14ª colocação.

Na campanha, Edmundo protagonizou um momento único, ao desperdiçar dois penaltis contra o Vasco da Gama, seu ex-clube.

De bom, apenas a vitória sobre o Corinthinas (3×0), quando deixou de registrar uma goleada histórica.

Campanha no João Havelange:

EC Vitória – 2×0 (VB)

Fluminense FC- 1×2 (Maracanã)

São Paulo FC  – 1×1 (VB)

Grêmio FPA – 2×0 (Olímpico)

América FC (MG) – 3×0 (VB)

C Atlético Mineiro – 0x1 (Mineirão)

Juventude EC – 1×1 (Alfredo Jaconi)

SE Palmeiras  – 2×3 (VB)

SC Corinthians P – 3×0 (Morumbi)

Cruzeiro EC – 1×1 (VB)

Santa Cruz FC – 1×0 (Arruda)

SC Internacional – 1×1 (Beira Rio)

C Atlético Paranaense  – 2×1 (VB)

CR Flamengo – 0x3 (Maracanã)

SE Gama  – 1×2 (Mané Garrincha)

AA Ponte Preta  – 3×3 (VB)

CR Vasco da Gama – 1×1 (VB)

Goiás EC – 1×3 (Serra Dourada)

EC Bahia – 0x1 (VB)

Coritiba FC – 1×2 (Couto Pereira)

A Portuguesa D – 2×0 (VB)

Sport C Recife  – 3×1 (VB)

Guarani FC – 2×3 (Brinco de Ouro)

Botafogo FR – 4×1 (VB)

Assumiu em 28 de outubro... não chegou a 2001.

No meio do Campeonato , o SFC conseguiu uma “janela” no calendário e seguiu voô até Madrid, para enfrentar o Real. Foi, jogou e perdeu: 0x2

06/09/2000 – 0x2 Real Madrid CF (Espanha) – Em Madrid, Troféu Santiago Bernabeu

Dom Giovanni

Santistas de todo Mundo, uni-vos!

1995,

Ano do resplendor de Giovanni!

Ano do retorno do orgulho santista!

Ano de Edinho!

Ano de Pelé retornando à direção do Santos FC!

Ano de Márcio Rezende de Freitas…

Quando chegou janeiro de 1995,  Pelé já havia retornado à direção do SFC e juntamente com Samir Abdul-Hack no dia 27 de janeiro fizeram o lançamento da pedra fundamental do CT do Santos FC.

Pita começou na AA Portuguesa, atuou no SAntos FC de 1977 até 1984; S]ão Paulo FC 1984/1988; Strasbourg (França) 1988/1989; Guarani FC 1989/1990; Fujita (Japão) 1991/1992; Nagoya Grampus 1993 e AA Internacional (Limeira) 1994
Pita começou na AA Portuguesa, atuou no SFC de 1977/1984; São Paulo FC 1984/1988; Strasbourg (França) 1988/1989; Guarani FC 1989/1990; Fujita (Japão) 1991/1992; Nagoya Grampus (Japão) 1993 e AA Internacional (Limeira) 1994

No dia anterior, Pita fazia sua despedida do futebol, numa partida amistosa entre Santos FC e AA Portuguesa, em Ulrico Mursa. Pita jogou 20 minutos pela Portuguesa e outros 20 minutos pelo Santos. O resultado em si pouco importava, valia mais a festa, no entanto o alvinegro ganhou a partida e levou para a sala de Troféus a Taça Cidade de Santos, em disputa na ocasião.

O Campeonato Paulista começaria ainda em janeiro, e novamente teve seu regulamento alterado. As 16 equipes disputariam uma 1ª fase em turno e returno. Os 7 melhores se classificariam para a 2ª fase, juntamente com o melhor da série B. Os 8 times seriam divididos em 2 grupos de 4, jogariam dentro dos grupos em turno e returno e os campeões de cada grupo disputariam a final.

A grande novidade foi a aplicação da regra dos 3 pontos por vitória, já usada pela FIFA.

Dessa forma, todos sabiam que o que realmente importava era a fase final… e não tinham dúvidas que os grandes estariam todos classificados ao final da 1ª fase.

Palmeiras, São Paulo e Corinthians eram as forças principais. A Portuguesa com Zé Roberto, Capitão e Paulinho MacLaren não poderia ser desprezada. E o Santos?

O Santos era juventude e entusiasmo. As “pratas da casa” estavam valorizadas, pois a política dos “pés no chão” estava implantada.

O principal reforço era Jamelli, vindo do São Paulo FC, os demais eram atletas que já estavam no elenco em 1994.

Guga e Neto foram dispensados, dando oportunidade para Giovanni ficar absoluto com a 10 e Marcelo Passos viver grandes momentos no comando de ataque santista. Edinho estava em grande fase, apesar de não ser exatamente um paredão.. Narciso despontava na defesa, Gallo e Carlinhos compunham o meio de campo e Jamelli caia como uma luva no esquema de jogo santista. Além desses atletas, o elenco ainda dispunha de Macedo, Robert, Vágner e Camanducaia… um time com o DNA ofensivo, sem dúvida.

A Vila Belmiro estava inteditada para reforma no gramado,  e o alvinegro peregrinou pelo Ulrico Mursa, Santo André e Morumbi.

Com um futebol envolvente e jogando no ataque, o Santos era a sensação do futebol paulista, com exibições convincentes e gols… muitos gols. Foi muito bem nos clássicos, vencendo Palmeiras, Corinthians e Portuguesa , mas perdia pontos bobos no interior… de qualquer forma terminou a 1ª fase em 3º lugar na classificação geral à frente de Palmeiras e Corinthians. A Lusa do Canindé foi a 1ª colocada, levando para a 2ª fase o ponto de bonificação.

Campanha na 1ª fase:

União São João EC – 2×0 (Ulrico Mursa); 1×1 (Araras)

América FC – 3×0 (Ulrico Mursa);1×1 (SJRP)

EC Xv de Novembro (Piracicaba) – 0x0 (Piracicaba); 4×1 (VB)

SE Palmeiras – 2×2 (Parque Antártica);3×1 (VB)

CA Bragantino  – 3×2 (Morumbi);1×1 (Bragança Paulista)

CA Juventus  – 2×2 (Santo André);2×0 (VB)

Guarani FC – 3×1 (Brinco de Ouro); 1×2 (VB)

SC Corinthians P – 0x0 (Pacaembu); 3×1 (VB)

A Portuguesa D – 1×1 (VB); 2×1 (Canindé)

AA Ponte Preta – 4×1 (VB); 1×2 (Moisés Lucarelli)

Rio Branco EC  – 2×4 (Americana);0x1 (VB)

GE Novorizontino – 1×2 (Novo Horizonte); 1×1 (VB)

AE Araçatuba – 3×1 (VB);0x1 (Araçatuba)

A Ferroviária E – 1×0 (Araraquara);1×0 (VB)

São Paulo FC – 1×1 (VB); 0x0 (Pacaembu)

Ao final da fase de classificação,  o Peixe tinha o melhor ataque da competição, fato que foi confirmado ao término do campeonato. Algumas grandes exibições nesta fase… Marcelo Passos e Giovanni faziam uma dupla infernal para os zagueiros adversários, que digam os defensores do Palmeiras e Corinthians.

Marcelo Passos realizou um grande campeonato naquele 1º semestre…

Mas a grande notícia que manteve a Vila Belmiro nas manchetes esportivas era a possibilidade da contratação de MARADONA!

Seria uma grande jogada de marketing, onde Maradona seria o principal garoto-propaganda. Não seria a contratação de mais um medalhão, pois o dinheiro não seria do SFC, mas sim de investidores.

No entanto, da mesma forma que surgiu a notícia, ela foi embora… não se concretizando a possibilidade do encontro dos dois maiores futebolistas do Mundo.

Voltando ao mundo real, Edinho vivia grande fase… fechava o gol em diversas partidas e Pelé (pai coruja) pedia Edinho na Seleção Brasileira.

Em maio um encontro insólito… um amistoso que poderia ficar perdido na poeira de velhos arquivos… Santos x União (Mogi das Cruzes).

Qual a importância desta partida?

Praticamente nenhuma… nenhuma Taça em disputa… um amistoso para preencher calendário, certamente seria apenas uma partida a mais entre as  5.500 realizadas pelo alvinegro.

Seria tudo isso, se não fosse um detalhe… no gol santista, Edinho, filho de Pelé. No ataque do União, um certo Neymar… nome familiar,  não? Sim, meus amigos… ele mesmo… Neymar, pai do atacante santista, a joía da Vila, o autor do gol mais bonito do Mundo em 2011. Santos, Pelé e Neymar tinham seus destinos traçados desde 1995. O resultado do amistoso? 1×1.

Destino traçado desde 1995
Destino traçado desde 1995
Edinho, Dondinho e Pelé
Edinho, Dondinho e Pelé

Em junho a Vila Belmiro recebia a equipe da Lazio , vice Campeã Italiana, para um amistoso.

Numa partida ao melhor estilo dos anos 50, foi cheia de gols… no final, vitória da equipe italiana por 5×3.

09/06/1995 SFC 3×5 SS Lazio (Itália)

A 2ª fase do Paulistão iria começar, o grupo do SFC era difícil; Portuguesa, Corinthians e União São João.

Na 1ª rodada, a Lusa do Canindé fez valer seu mando de campo e sua melhor campanha na 1ª fase e venceu por convincentes 3×1.

O confronto seguinte seria em Ribeirão Preto, no clássico contra o Corinthians. Os estádios da Capital estavam em reformas (adequando-se às novas regras sobre segurança).

Mesmo contando com uma grande exibição de Edinho e Giovanni, o Peixe ficou no empate, reduzindo drasticamente as possibilidades de uma final.

Nem mesmo a vitória contra o União, na Vila deixou o SFC em condições de sonhar mais alto… deveria vencer todos os compromissos do returno para disputar diretamente o título. A classificação era: Portuguesa e Corinthians, 7 pontos; Santos, 4 e União, zero.

Uma nova derrota contra a Lusa (1×2, na Vila), tirou qualquer possibilidade de sucesso… mais uma ano na fila…

Campanha na 2ª fase:

A Portuguesa D – 1×3 (Canindé); 1×2 (VB)

SC Corinthinas P – 2×2 (Santa Cruz); 2×4 (Limeira)

União São João EC – 3×2 (VB); 1×1 (Araras)

Com esses resultados o SFC ficou na 5ª colocação na classificação geral.

Desde a década de 90 a briga por audiência na TV chegava ao futebol… e o SBT, junto com a cartolagem criava a Copa dos Campeões Mundiais. Um quadrangular (SFC, São Paulo, Grêmio e Flamengo), disputado em turno único com uma final entre os dois melhores classificados. As partidas eram realizadas pelo interior do Brasil e despertou o interesse do torcedor.

O Peixe foi muito bem na fase de classificação, ficando em 1º lugar:

São Paulo FC 2×1 (Em Uberlândia)

CR Flamengo 1×0 (Em Brasília)

Grêmio FPA 0x0 (Em Brasília)

A final foi contra o São Paulo, e nenhuma das equipes marcou, forçando a decisão nos penaltis… Giovanni e Marcelo Passos, as estrelas santistas erraram suas cobranças e o título foi para o Morumbi:

Santos FC 0x0 São Paulo FC – Uberlândia – 3×4 na decisão por penaltis.

Uma pena.. o Santos havia mostrado melhor futebol que os demais participantes, e mesmo sem perder nenhuma partida e ter feito maior número de pontos não ficou  com o título.

Havia ainda o Brasileirão…

E mais um regulamento diferente… os 24 times foram divididos em 2 grupos de 12. No 1º turno, jogos entre os participantes do mesmo grupo; no 2º turno, os participantes de um grupo enfrentavam os do outro grupo. Os campeões de cada turno em cada grupo estariam classificados para as semi-finais. Os vencedores fariam as finais.

Antes de começar a competição o alvinegro seguiu para Bebedouro para treinamentos… Aproveitou a estadia na Capital da Laranja e enfrentou a Internacional, num amistoso em favor ao Fundo de Solidariedade de Bebedouro. A partida ficou no empate em 0x0, mas a arrecadação foi de R$ 13.000,00, uma boa quantia para 1995… como cortesia,  mesmo com o empate, a equipe visitante ficou com o Troféu Prefeito Hélio Bastos. Mais uma taça na coleção santista.

O começo do Brasileirão não foi muito animador para a massa santista… empate em Goiás (onde o destaque foi Edinho), derrota na Vila para o Vasco (e Joãozinho demitido), outra derrota (Fluminense, nas Laranjeiras), até que chegou Cabralzinho….

Jogador do SFC nos anos 60, Cabralzinho foi Técnico do timaço de 95.
Jogador do SFC nos anos 60, Cabralzinho foi Técnico do timaço de 95.

Venceu a 1ª partida (Criciúma), perdeu para o Inter no Beira Rio, e colocou o time nos eixos…

Armou o Santos como todo torcedor gosta: no ataque.

E que ataque… Camanducaia (ou Macedo), Wagner, Jamelli (ou Marcelo Passos), Giovanni e Robert.

No meio de campo havia Gallo, Carlinhos e Pintado

Edinho, soberano no gol, mesmo provocando alguns calafrios nas tentativas de cortar os cruzamentos na área , deficiência que compensava com agilidade, elasticidade e reflexo.

Narciso era o comandante da zaga, dando a segurança necessária para Jean ou Ronaldo Marconato ou ainda Marcelo Fernandes. Nas laterais, Marquinhos Capixaba e Marcos Adriano, davam conta do recado.

Mesmo com 4 derrotas, o alvinegro terminou o 1º turno em 3º lugar em seu grupo, apenas 2 pontos atrás de Inter e Fluminense (Campeão).

Campanha no 1º turno:

Goiás EC – 1×1 (VB)

CR Vasco da Gama – 3×5 (VB)

Fluminense FC – 0x1 (Laranjeiras)

Criciúma EC  – 1×0 (VB)

SC Internacional  – 2×4 (Beira Rio)

C Atlético Mineiro – 2×1 (Mineirão)

A Portuguesa D –  2×0 (Canindé)

São Paulo FC – 0x1 (VB)

União São João EC – 3×2 (VB)

EC Bahia – 3×2 (VB)

Sport C Recife  – 2×1 (Ilha do Retiro)

No 2º semestre era o período da Super Copa Libertadores da América… e desta vez o santista estava confiante… e ficou animado com o empate obtido em Avellaneda, contra o Independiente (1×1), só não ficou exultante porque o Peixe tomou um gol aos 95’… deixando escapar um vitória certa… na Vila, acreditava o santista, a sorte sorriria ao alvinegro…

Logo os 7 minutos Giovanni colocava o Santos na frente… mas os argentinos eram valentes e viraram (1×2)… o Peixeo tinha meia hora para superar o aguerrido Independiente… e de tanto martelar, Giovanni empatou aos 88′.

Decisão nos penaltis, como no Copa dos Campeões Mundiais, e novamente o SFC não foi feliz… Edinho fez sua parte, defendendo as cobranças de Garnero e Cagna, porém Jamelli, Robert e Marquinhos Capixaba não converteram suas cobranças, final 2×3 e mais uma vez desclassificado.

13/09 – 1×1 Independiente (Argentina (Em Avellaneda)

04/10 – 2×2 Independiente (Argentina )(na Vila ) – 2×3 na decisão por penaltis

De 1994 a 1996, com Giovanni em campo foram anos incríveis...
De 1994 a 1996, com Giovanni em campo foram anos incríveis... "anos incríveis" era um seriado de televisão exibido no Brasil nessa época

Com o foco voltado com exclusividade ao Brasileiro, o Santos deslanchou com a goleada sobre o Grêmio (4×1)… Giovanni começou a fazer gols de todas as formas possíveis  e os adversários  iam caindo um a um… Grêmio, Cruzeiro , Flamengo, Corinthians, Botafogo e Guarani… eram tempos incríveis!

O time jogava com raça e elegância, sorte e determinação, coletivamente e com o brilho individual de seus craques…

E mais uma vez o Maracanã viu uma exibição de gala do alvinegro, no baile (3×0) sobre o Flamengo.

19 de novembro, dia  de Pelé, Vila Belmiro lotada… Pelé homenageado pela direção, emoldura a marca de seus pés no cimento fresco para ficar marcado para a eternidade (hoje a placa de cimento esta exposta no memorial da Vila Belmiro)… nas arquibancadas a massa delirava coma entrada triunfal de Pelé ao lado de Edinho… e no campo foi um baile… Giovanni conduzia a orquestra santista com a maestria dos gênios  e o resultado foi outra goleada: 3×0!

Chegara a vez do Botafogo, líder do outro grupo, era um adversário temido… Túlio e Donizeti era uma dupla de área mortal… porém o verdadeiro ataque  mortífero era o ataque santista… 3×1 sem menor chance ao alvinegro carioca.

Contra o Palmeiras, Vanderlei Luxemburgo alardeava na imprensa que iria parar Giovanni e que venceria o Santos… Pacaembu com a lotação máxima permitida (28.000 pessoas)… e Amaral, obediente à Luxemburgo, grudou 90′ em Giovanni… porém quando Amaral “piscou”, Giovanni deixou Wagner na cara do gol… final, Santos 1×0!

Última rodada, Santos e Atlético Mineiro disputam a derradeira vaga… o Peixe esta um ponto na frente. O adversário é o Guarani, que aceita transferir o mando de campo para o Pacaembu (visando maior arrecadação)… o Bugre já estava desclassificado e longe do rebaixamento, jogava sem qualquer compromisso.

E não é que o Guarani jogava melhor que o nervoso SFC?

Enquanto isso o Galo mineiro despachava o Vitória, em Salvador,  e ficava com a vaga…

O torcedor santista sofria nas arquibancadas do Pacaembu… jogo enrolado, difícil… até Marcelo Passos mostra sua categoria como no 1º semestre,  pega a bola na esquerda, avança na diagonal e manda um balaço de fora da área… Gol… um lindo gol.  Giovanni marcou outro e ainda teve tempo para o “olé”… tudo isso nos 10 minutos finais… Santos na semi-final.

Veja algumas passagens marcantes da campanha santista na 2ª fase:

Santos 3×0 Corinthians:

Santos 1×0 Palmeiras

Santos 3×1 Botafogo

Santos 2×0 Guarani

Campanha na 2ª fase:

CA Bragantino – 4×4 (VB)

Juventude EC – 1×1 (Alfredo Jacomi)

Grêmio FPA – 4×1 (VB)

Cruzeiro EC – 2×1 (VB)

EC Vitória  – 0x4 (Barradão)

CR Flamengo – 3×0 (Maracanã)

Paraná C  – 0x0 (Durival de Brito)

SC Corinthinas P – 3×0 (VB)

SE Palmeiras – 1×0 (Pacaembu)

Paissandu SC  – 2×1 (VB)

Botafogo FR – 3×1 (VB)

Guarani FC – 2×0 (Pacaembu)

Nas semi-finais o adversário seria o Fluminense (Campeão Carioca de 95) de Renato Gaucho.

Começa a decisão com Giovanni abrindo o marcador… e mantendo o Peixe na frente durante todo 1º tempo…

No 2º tempo, o inacreditável… até a metade da etapa final, resistiu bem, mas o gol de desempate aos 25′, desmontou o time. Em seguida Robert foi expulso, depois Jamelli… aos 89′, gol tricolor e mais outro aos 91′.

Mas havia o jogo do Pacaembu…

A partida mais alucinante do Santos FC em todos os tempos… comparável apenas a Santos e Milan, no encharcado Maracanã em 1963.

Giovanni agitou a torcida e o time pintando o cabelo de vermelho… Jamelli pintou o seu cabelo de amarelo… Robert desenhou o escudo do SFC na nuca. E Cabralzinho montou o time no 4-2-4!!!!!!

O alvinegro tinha que vencer com 3 gols de diferença, e Cabralzinho arriscou tudo… e fez o SFC entrar com : Edinho; Marquinhos Capixaba, Ronaldo Marconato, Narciso e Marcos Adriano; Gallo e Carlinhos; Macedo, Marcelo Passos, Giovani e Camanducaia.

O que aconteceu virou lenda…

A exibição perfeita de Giovanni (raríssima nota 10 de bola de prata  – Placar)…

O time sentado no gramado no intervalo…

E a incrível vitória por 5×2!!!!!!!

Melhor ver  as imagens:

Santos na final… ninguém duvidava do Título…  era o time mais sensacional dos últimos anos no Brasil… o adversário na final era o Botafogo, antigo rival dos anos 60.

Na decisão, muito equilíbrio no 1º jogo, porém Túlio faz a diferença e o Botafogo vence por 2×1. Mesmo assim, a massa santista saiu cantando do Maracanã, pois era certa a vitória praiana no Pacaembu.

Mas o futebol tem alguns mistérios… Pelé estava em rota de colisão com Ricardo Teixeira (sim, desde aquele tempo era Mr Ricardo Teixeira que comandava o futebol brasileiro)… o Presidente da FPF assim como seu vice, viajaram para o exterior na semana da decisão… e a CBF determinou Márcio Rezende de Freitas para arbitrar a final.

Túlio abriu a contagem em completo impedimento… mas MRF validou a ilegalidade… Na raça, o Santos acuava o Botafogo. Logo no 2º tempo, Marcelo Passos empata a partida, após Marquinhos Capixaba vencer na garra, no braço, no tranco uma bola perdida no canto da área… o desempate era questão de tempo… até que ao Camanducaia marca o gol da vitória… Santos 2×1!

Santos, Campeão de 1995!!!!!!

Márcio Rezende de Freitas não quis essa verdade e anulou o gol legítimo de Camanducaia… os bastidores do futebol faziam a festa… assim como em 1974, 1980, 1982 e   1983 o Campeão precisou de um “auxílio extra” (fato que se repetiu em 97, 2000 e 2005).

1992: Falece Athiê, Marcelo Teixeira assume

Santistas de Todo Mundo, uni-vos!

Em 1992 uma nova diretoria assume o clube. Marcelo Teixeira, o  jovem Presidente do SFC é o novo mandatário do alvinegro.

E começa no estilo que ficou bem conhecido, contratando e gastando muito.

Contratado em janeiro, Minelli durou apenas 50 dias ou 6 partidas oficiais
Contratado em janeiro, Minelli durou apenas 50 dias ou 6 partidas oficiais

De imediato acertou a vinda do Técnico Rubens Minelli.  Minelli  teve seu grande momento nos anos 70, chegando a ser tricampeão brasileiro (Inter 75/76 e São Paulo 77), mas em 1992 era mais uma aposta que certeza.

A pedido de Minelli, MT contratou Guga (atacante), Dinho (Lateral), Castro (zagueiro), Gílson (Defesa), Bernardo (volante) e Cilinho (atacante). Apenas Guga vingou…

Assim cheio de contratações, o Peixe começava o Campeonato Brasileiro de 1992 no 1º semestre.

Os 20 clubes disputavam um turno único classificatório, onde os 8 melhores passavam para a fase  semi-final. Nesta fase, os clubes seriam divididos em dois grupos de 4 equipes e jogariam em turno e returno. Os campeões de cada grupo disputariam final em duas partidas.

O começo da caminhada santista  foi claudicante… empates , derrotas e vitórias não convincentes… desta forma, Minelli é demitido por MT, numa passagem meteórica pelo comando alvinegro.

Quem assume a direção técnica é Geninho (que havia feito uma boa campanha no Paulista de 1991). E com Geninho a equipe consegue a classificação a fase semi-final… de quebra, uma goleada histórica sobre o Internacional na Vila Belmiro: 4×0. E o placar só não foi maior por que o time colorado recorreu ao “cai-cai”, do contrário seriam 6, 7 ou 8… A goleada foi aberta graças ao oportunismo de Paulinho MacLaren.

Quer ver os gols? clique aqui: http://www.youtube.com/watch?v=k7DidLaPvXQ

Veja a campanha na fase de classificação:

São Paulo FC – 1×1 (VB)

SC Corinthians P – 1×1 (Pacaembu)

Goiás EC  – 0x1 (Serra Dourada)

Guarani FC – 1×0 (VB)

Payssandu SC  – 2×1 (VB)

Fluminense FC – 0x4 (Laranjeiras)

CR Flamengo – 2×0 (VB)

Sport C Recife  – 2×2 (Ilha do Retiro)

A Portuguesa D – 2×0 (VB)

CA Bragantino – 0x1 (VB)

SC Internacional – 4×0 (VB)

SE Palmeiras  – 1×1 (Parque Antártica)

C Atlético Mineiro  – 0x0 (VB)

C Naútico C – 2×0 (Aflitos)

Botafogo FR  – 0x2 (Caio Martins) * nesta partida houve a quebra do recorde de público no estádio: 13.160 no total

C Atlético Paranaense – 2×2 (VB)

Cruzeiro EC –  1×2 (VB)

EC Bahia  – 2×0 (Fonte Nova)

CR Vasco da Gama  – 0x0 (São Januário)

Com esses resultados, o SFC classificou-se em 8º lugar, ficando no mesmo grupo de Vasco (1º colocado), Flamengo (4º) e São Paulo (6º).

Na 1ª partida da fase semi-final, uma partida inacreditável: o empate em 3 gols no Maracanã, numa partida onde Paulinho MacLaren brilhou intensamente, assim como Bebeto…

O empate no Rio de Janeiro animou o alvinegro, e na sequência venceu o forte Flamengo por 1×0, no Morumbi, e empatou com o São Paulo (1×1). A torcida nem acredita… terminava o 1º turno e a liderança era do Peixe.

Mas no 2º turno…  um ponto apenas conquistado no empate com Vasco e duas derrotas deixam o SFC fora de mais uma final.

Campanha na Fase semi-final:

CR Vasco da Gama – 3×3 (Maracanã); 1×1 (Morumbi)

CR Flamengo – 1×0 (Morumbi); 1×3 (Maracanã)

São Paulo FC  – 1×1 (Pacaembu); 0x1 (Morumbi)

Sem participar de partidas finais, sem recursos, e com dívidas crescendo,  a solução era vender.

Desta forma, Paulinho MacLaren foi negociado com o Porto, por 800 mil dólares (quantia irrisória nos dias de hoje…). Bernardo, contratado em janeiro, também foi vendido. O volante Gallo foi contratado para o lugar de Bernardo e Guga assumia a condição de artilheiro. Mas, Guga sofreu com a torcida até firmar-se na equipe…

Para o Campeonato Paulista de 1992, a cartolagem usou fórmula semelhante a de 1991. Dois grupos (um forte e outro fraco) de 14 equipes em turno e returno. Os seis melhores do grupo forte passariam para a fase seguinte, juntamente com os dois melhores do grupo fraco. Os 4 últimos do grupo forte disputariam o grupo fraco no ano seguinte, enquanto que os 6 melhores do grupo fraco passariam ao grupo principal em 1993.

Na fase de classificação, o Santos ficou em 4º lugar, abaixo de São Paulo, Palmeiras e Corinthians.

Campanha santista na fase de classificação:

Botafogo FC – 3×0 (VB); 2×2 (Canindé)

SE Palmeiras  – 0x2 (Pacaembu); 0x1 (Morumbi)

EC Noroeste  – 0x0 (VB); 0x1 (Bauru)

EC Santo André  -1×1 (Santo André); 2×2 (VB)

Guarani FC  – 2×0 (VB); 1×1 (Brinco de Ouro)

SC Corinthians P – 1×1 (Pacaembu); 3×1 (Morumbi)

CA Juventus – 1×1 (Canindé); 2×1 (Canindé)

A Portuguesa D – 0x0 (Canindé); 2×1 (VB)

GE Sãocarlense  – 1×2 (São Carlos); 0x0 (VB)

CA Bragantino  – 3×0 (VB); 1×0 (Bragança Paulista)

São Paulo FC  – 3×2 (VB); 0x0 (Morumbi)

AA Internacional  – 3×0 (Limeira); 4×0 (VB)

Ituano FC – 1×1 (Itu); 2×2 (VB)

As curiosidades desta fase foram muitas…

O Palmeiras fecha parceria com a Parmalat e aposenta a tradicional camisa verde. Os resultados da parceria apareceriam dentro e muitas vezes "fora do campo"
O Palmeiras fecha parceria com a Parmalat e aposenta a tradicional camisa verde. Os resultados da parceria apareceriam dentro e muitas vezes "fora do campo"

* Telê  Santana amargava mais uma derrota na Vila Belmiro… o velho mestre detestava enfrentar o alvinegro no alçapão… e os números mostram que Telê tinha razão.

* O Campeonato Paulista de Aspirantes era uma atração na preliminares da  partidas. E nos jogos do SFC, uma motivação maior aos torcedores: a presença do jovem goleiro Edinho, que dava seus primeiros passos no futebol.

* O atacante Denner, da Portuguesa, marca um gol de placa contra a Internacional. Por sinal, Denner fez alguns gols de placa (inclusive contra o alvinegro) ao longo de sua (curta) carreira. Denner era um atacante que, se vestisse a imaculada camisa branca santista ficaria muito a vontade…

* O elenco do SFC apresentava como destaques: Sérgio Guedes, Axel, Edu Marangón, Almir, Guga e Marcelo Passos.

* Guga tinha a desconfiança da massa santista. Ressabiada com a saída de Paulinho MacLaren, artilheiro inconteste do SFC, Guga era cobrado e em algumas partidas não correspondia…

Porém,  tudo acabou num Santos x Corinthians.

Jogando muita bola e com o faro de gol apuradíssimo, Guga deixou sua marca 3 vezes no gol corintiano, tornando-se ídolo da torcida!

Veja um dos gols de Guga no vídeo abaixo:

Durante o Campeonato Paulista  uma rápida excursão ao Japão, duas partidas contra o Shimizu-Pulse:

26/08- 3×0 Shimizu S Pulse (Japão), em Tóquio

29/08 – 1×1 Shimuzu S Pulse (Japão), em Shizuoka

Na Super Copa da Libertadores mais uma eliminação na primeira fase: desta vez, foi o São Paulo o adversário:

30/09 – 1×1 (Parque Antártica)

13/10 – 1×4 (Morumbi)

Na fase semi-final do Paulista, o  SFC ficou no mesmo grupo de São Paulo (que por ter sido a equipe com mais pontos na 1ª fase, levou um ponto de bonificação), Portuguesa (5ª colocada)  Ponte Preta (vinda dos grupo das equipes mais fracas).

Assim como no Brasileiro, o Santos começou bem, vencendo a Ponte, em Campinas por 1×0. A parida decisiva seria contra o São Paulo, logo na 2ª rodada… uma vitória era fundamental para tirar a vantagem tricolor… mas do outro lado havia Telê e Raí, o e tricolor venceu por 3×0, deixando o alvinegro com chances remotas. Na última partida do turno, a pá de cal: nova derrota, agora para a Portuguesa (1×2).

No returno, desmotivado, foi uma sequências de derrotas: Sâo Paulo, Portuguesa e Ponte Preta.

AA Ponte Preta –  1×0 (Moisés Lucarelli); 1×2 (VB)

São Paulo FC  – 0x3 (Pacaembu); 1×2 (Pacaembu)

A Portuguesa D – 1×2 (VB); 1×3 (Canindé)

Nesta fase a FPF garantia uma cota mínima de público e renda, surgiam os “públicos virtuais”, isto é, o público e a renda divulgada não correspondiam com a realidade. Por exemplo, na última partida contra a Ponte, com as duas equipes eliminadas, a FPF divulgou um público de 15.030 na Vila Belmiro, no entanto menos de mil torcedores fizeram-se presentes naquela ocasião…

Poucos dias depois de mais uma eliminação, o Santos FC perdia seu presidente Athiê Jorge Cury. No dia 1º de dezembro falecia o ex-dirigente santista que mudou a história do alvinegro.

Athiê, mesmo com seus erros administrativos, foi sem dúvida, o principal dirigente do clube em toda história santista.

Athiê: um marco, uma lenda que passou pelos portões de Vila Belmiro.

Athiê: Talvez o maior Presidente de todos os tempos do SFC
Athiê: Talvez o maior Presidente de todos os tempos do SFC

2