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Dom Giovanni

Santistas de todo Mundo, uni-vos!

1995,

Ano do resplendor de Giovanni!

Ano do retorno do orgulho santista!

Ano de Edinho!

Ano de Pelé retornando à direção do Santos FC!

Ano de Márcio Rezende de Freitas…

Quando chegou janeiro de 1995,  Pelé já havia retornado à direção do SFC e juntamente com Samir Abdul-Hack no dia 27 de janeiro fizeram o lançamento da pedra fundamental do CT do Santos FC.

Pita começou na AA Portuguesa, atuou no SAntos FC de 1977 até 1984; S]ão Paulo FC 1984/1988; Strasbourg (França) 1988/1989; Guarani FC 1989/1990; Fujita (Japão) 1991/1992; Nagoya Grampus 1993 e AA Internacional (Limeira) 1994
Pita começou na AA Portuguesa, atuou no SFC de 1977/1984; São Paulo FC 1984/1988; Strasbourg (França) 1988/1989; Guarani FC 1989/1990; Fujita (Japão) 1991/1992; Nagoya Grampus (Japão) 1993 e AA Internacional (Limeira) 1994

No dia anterior, Pita fazia sua despedida do futebol, numa partida amistosa entre Santos FC e AA Portuguesa, em Ulrico Mursa. Pita jogou 20 minutos pela Portuguesa e outros 20 minutos pelo Santos. O resultado em si pouco importava, valia mais a festa, no entanto o alvinegro ganhou a partida e levou para a sala de Troféus a Taça Cidade de Santos, em disputa na ocasião.

O Campeonato Paulista começaria ainda em janeiro, e novamente teve seu regulamento alterado. As 16 equipes disputariam uma 1ª fase em turno e returno. Os 7 melhores se classificariam para a 2ª fase, juntamente com o melhor da série B. Os 8 times seriam divididos em 2 grupos de 4, jogariam dentro dos grupos em turno e returno e os campeões de cada grupo disputariam a final.

A grande novidade foi a aplicação da regra dos 3 pontos por vitória, já usada pela FIFA.

Dessa forma, todos sabiam que o que realmente importava era a fase final… e não tinham dúvidas que os grandes estariam todos classificados ao final da 1ª fase.

Palmeiras, São Paulo e Corinthians eram as forças principais. A Portuguesa com Zé Roberto, Capitão e Paulinho MacLaren não poderia ser desprezada. E o Santos?

O Santos era juventude e entusiasmo. As “pratas da casa” estavam valorizadas, pois a política dos “pés no chão” estava implantada.

O principal reforço era Jamelli, vindo do São Paulo FC, os demais eram atletas que já estavam no elenco em 1994.

Guga e Neto foram dispensados, dando oportunidade para Giovanni ficar absoluto com a 10 e Marcelo Passos viver grandes momentos no comando de ataque santista. Edinho estava em grande fase, apesar de não ser exatamente um paredão.. Narciso despontava na defesa, Gallo e Carlinhos compunham o meio de campo e Jamelli caia como uma luva no esquema de jogo santista. Além desses atletas, o elenco ainda dispunha de Macedo, Robert, Vágner e Camanducaia… um time com o DNA ofensivo, sem dúvida.

A Vila Belmiro estava inteditada para reforma no gramado,  e o alvinegro peregrinou pelo Ulrico Mursa, Santo André e Morumbi.

Com um futebol envolvente e jogando no ataque, o Santos era a sensação do futebol paulista, com exibições convincentes e gols… muitos gols. Foi muito bem nos clássicos, vencendo Palmeiras, Corinthians e Portuguesa , mas perdia pontos bobos no interior… de qualquer forma terminou a 1ª fase em 3º lugar na classificação geral à frente de Palmeiras e Corinthians. A Lusa do Canindé foi a 1ª colocada, levando para a 2ª fase o ponto de bonificação.

Campanha na 1ª fase:

União São João EC – 2×0 (Ulrico Mursa); 1×1 (Araras)

América FC – 3×0 (Ulrico Mursa);1×1 (SJRP)

EC Xv de Novembro (Piracicaba) – 0x0 (Piracicaba); 4×1 (VB)

SE Palmeiras – 2×2 (Parque Antártica);3×1 (VB)

CA Bragantino  – 3×2 (Morumbi);1×1 (Bragança Paulista)

CA Juventus  – 2×2 (Santo André);2×0 (VB)

Guarani FC – 3×1 (Brinco de Ouro); 1×2 (VB)

SC Corinthians P – 0x0 (Pacaembu); 3×1 (VB)

A Portuguesa D – 1×1 (VB); 2×1 (Canindé)

AA Ponte Preta – 4×1 (VB); 1×2 (Moisés Lucarelli)

Rio Branco EC  – 2×4 (Americana);0x1 (VB)

GE Novorizontino – 1×2 (Novo Horizonte); 1×1 (VB)

AE Araçatuba – 3×1 (VB);0x1 (Araçatuba)

A Ferroviária E – 1×0 (Araraquara);1×0 (VB)

São Paulo FC – 1×1 (VB); 0x0 (Pacaembu)

Ao final da fase de classificação,  o Peixe tinha o melhor ataque da competição, fato que foi confirmado ao término do campeonato. Algumas grandes exibições nesta fase… Marcelo Passos e Giovanni faziam uma dupla infernal para os zagueiros adversários, que digam os defensores do Palmeiras e Corinthians.

Marcelo Passos realizou um grande campeonato naquele 1º semestre…

Mas a grande notícia que manteve a Vila Belmiro nas manchetes esportivas era a possibilidade da contratação de MARADONA!

Seria uma grande jogada de marketing, onde Maradona seria o principal garoto-propaganda. Não seria a contratação de mais um medalhão, pois o dinheiro não seria do SFC, mas sim de investidores.

No entanto, da mesma forma que surgiu a notícia, ela foi embora… não se concretizando a possibilidade do encontro dos dois maiores futebolistas do Mundo.

Voltando ao mundo real, Edinho vivia grande fase… fechava o gol em diversas partidas e Pelé (pai coruja) pedia Edinho na Seleção Brasileira.

Em maio um encontro insólito… um amistoso que poderia ficar perdido na poeira de velhos arquivos… Santos x União (Mogi das Cruzes).

Qual a importância desta partida?

Praticamente nenhuma… nenhuma Taça em disputa… um amistoso para preencher calendário, certamente seria apenas uma partida a mais entre as  5.500 realizadas pelo alvinegro.

Seria tudo isso, se não fosse um detalhe… no gol santista, Edinho, filho de Pelé. No ataque do União, um certo Neymar… nome familiar,  não? Sim, meus amigos… ele mesmo… Neymar, pai do atacante santista, a joía da Vila, o autor do gol mais bonito do Mundo em 2011. Santos, Pelé e Neymar tinham seus destinos traçados desde 1995. O resultado do amistoso? 1×1.

Destino traçado desde 1995
Destino traçado desde 1995
Edinho, Dondinho e Pelé
Edinho, Dondinho e Pelé

Em junho a Vila Belmiro recebia a equipe da Lazio , vice Campeã Italiana, para um amistoso.

Numa partida ao melhor estilo dos anos 50, foi cheia de gols… no final, vitória da equipe italiana por 5×3.

09/06/1995 SFC 3×5 SS Lazio (Itália)

A 2ª fase do Paulistão iria começar, o grupo do SFC era difícil; Portuguesa, Corinthians e União São João.

Na 1ª rodada, a Lusa do Canindé fez valer seu mando de campo e sua melhor campanha na 1ª fase e venceu por convincentes 3×1.

O confronto seguinte seria em Ribeirão Preto, no clássico contra o Corinthians. Os estádios da Capital estavam em reformas (adequando-se às novas regras sobre segurança).

Mesmo contando com uma grande exibição de Edinho e Giovanni, o Peixe ficou no empate, reduzindo drasticamente as possibilidades de uma final.

Nem mesmo a vitória contra o União, na Vila deixou o SFC em condições de sonhar mais alto… deveria vencer todos os compromissos do returno para disputar diretamente o título. A classificação era: Portuguesa e Corinthians, 7 pontos; Santos, 4 e União, zero.

Uma nova derrota contra a Lusa (1×2, na Vila), tirou qualquer possibilidade de sucesso… mais uma ano na fila…

Campanha na 2ª fase:

A Portuguesa D – 1×3 (Canindé); 1×2 (VB)

SC Corinthinas P – 2×2 (Santa Cruz); 2×4 (Limeira)

União São João EC – 3×2 (VB); 1×1 (Araras)

Com esses resultados o SFC ficou na 5ª colocação na classificação geral.

Desde a década de 90 a briga por audiência na TV chegava ao futebol… e o SBT, junto com a cartolagem criava a Copa dos Campeões Mundiais. Um quadrangular (SFC, São Paulo, Grêmio e Flamengo), disputado em turno único com uma final entre os dois melhores classificados. As partidas eram realizadas pelo interior do Brasil e despertou o interesse do torcedor.

O Peixe foi muito bem na fase de classificação, ficando em 1º lugar:

São Paulo FC 2×1 (Em Uberlândia)

CR Flamengo 1×0 (Em Brasília)

Grêmio FPA 0x0 (Em Brasília)

A final foi contra o São Paulo, e nenhuma das equipes marcou, forçando a decisão nos penaltis… Giovanni e Marcelo Passos, as estrelas santistas erraram suas cobranças e o título foi para o Morumbi:

Santos FC 0x0 São Paulo FC – Uberlândia – 3×4 na decisão por penaltis.

Uma pena.. o Santos havia mostrado melhor futebol que os demais participantes, e mesmo sem perder nenhuma partida e ter feito maior número de pontos não ficou  com o título.

Havia ainda o Brasileirão…

E mais um regulamento diferente… os 24 times foram divididos em 2 grupos de 12. No 1º turno, jogos entre os participantes do mesmo grupo; no 2º turno, os participantes de um grupo enfrentavam os do outro grupo. Os campeões de cada turno em cada grupo estariam classificados para as semi-finais. Os vencedores fariam as finais.

Antes de começar a competição o alvinegro seguiu para Bebedouro para treinamentos… Aproveitou a estadia na Capital da Laranja e enfrentou a Internacional, num amistoso em favor ao Fundo de Solidariedade de Bebedouro. A partida ficou no empate em 0x0, mas a arrecadação foi de R$ 13.000,00, uma boa quantia para 1995… como cortesia,  mesmo com o empate, a equipe visitante ficou com o Troféu Prefeito Hélio Bastos. Mais uma taça na coleção santista.

O começo do Brasileirão não foi muito animador para a massa santista… empate em Goiás (onde o destaque foi Edinho), derrota na Vila para o Vasco (e Joãozinho demitido), outra derrota (Fluminense, nas Laranjeiras), até que chegou Cabralzinho….

Jogador do SFC nos anos 60, Cabralzinho foi Técnico do timaço de 95.
Jogador do SFC nos anos 60, Cabralzinho foi Técnico do timaço de 95.

Venceu a 1ª partida (Criciúma), perdeu para o Inter no Beira Rio, e colocou o time nos eixos…

Armou o Santos como todo torcedor gosta: no ataque.

E que ataque… Camanducaia (ou Macedo), Wagner, Jamelli (ou Marcelo Passos), Giovanni e Robert.

No meio de campo havia Gallo, Carlinhos e Pintado

Edinho, soberano no gol, mesmo provocando alguns calafrios nas tentativas de cortar os cruzamentos na área , deficiência que compensava com agilidade, elasticidade e reflexo.

Narciso era o comandante da zaga, dando a segurança necessária para Jean ou Ronaldo Marconato ou ainda Marcelo Fernandes. Nas laterais, Marquinhos Capixaba e Marcos Adriano, davam conta do recado.

Mesmo com 4 derrotas, o alvinegro terminou o 1º turno em 3º lugar em seu grupo, apenas 2 pontos atrás de Inter e Fluminense (Campeão).

Campanha no 1º turno:

Goiás EC – 1×1 (VB)

CR Vasco da Gama – 3×5 (VB)

Fluminense FC – 0x1 (Laranjeiras)

Criciúma EC  – 1×0 (VB)

SC Internacional  – 2×4 (Beira Rio)

C Atlético Mineiro – 2×1 (Mineirão)

A Portuguesa D –  2×0 (Canindé)

São Paulo FC – 0x1 (VB)

União São João EC – 3×2 (VB)

EC Bahia – 3×2 (VB)

Sport C Recife  – 2×1 (Ilha do Retiro)

No 2º semestre era o período da Super Copa Libertadores da América… e desta vez o santista estava confiante… e ficou animado com o empate obtido em Avellaneda, contra o Independiente (1×1), só não ficou exultante porque o Peixe tomou um gol aos 95’… deixando escapar um vitória certa… na Vila, acreditava o santista, a sorte sorriria ao alvinegro…

Logo os 7 minutos Giovanni colocava o Santos na frente… mas os argentinos eram valentes e viraram (1×2)… o Peixeo tinha meia hora para superar o aguerrido Independiente… e de tanto martelar, Giovanni empatou aos 88′.

Decisão nos penaltis, como no Copa dos Campeões Mundiais, e novamente o SFC não foi feliz… Edinho fez sua parte, defendendo as cobranças de Garnero e Cagna, porém Jamelli, Robert e Marquinhos Capixaba não converteram suas cobranças, final 2×3 e mais uma vez desclassificado.

13/09 – 1×1 Independiente (Argentina (Em Avellaneda)

04/10 – 2×2 Independiente (Argentina )(na Vila ) – 2×3 na decisão por penaltis

De 1994 a 1996, com Giovanni em campo foram anos incríveis...
De 1994 a 1996, com Giovanni em campo foram anos incríveis... "anos incríveis" era um seriado de televisão exibido no Brasil nessa época

Com o foco voltado com exclusividade ao Brasileiro, o Santos deslanchou com a goleada sobre o Grêmio (4×1)… Giovanni começou a fazer gols de todas as formas possíveis  e os adversários  iam caindo um a um… Grêmio, Cruzeiro , Flamengo, Corinthians, Botafogo e Guarani… eram tempos incríveis!

O time jogava com raça e elegância, sorte e determinação, coletivamente e com o brilho individual de seus craques…

E mais uma vez o Maracanã viu uma exibição de gala do alvinegro, no baile (3×0) sobre o Flamengo.

19 de novembro, dia  de Pelé, Vila Belmiro lotada… Pelé homenageado pela direção, emoldura a marca de seus pés no cimento fresco para ficar marcado para a eternidade (hoje a placa de cimento esta exposta no memorial da Vila Belmiro)… nas arquibancadas a massa delirava coma entrada triunfal de Pelé ao lado de Edinho… e no campo foi um baile… Giovanni conduzia a orquestra santista com a maestria dos gênios  e o resultado foi outra goleada: 3×0!

Chegara a vez do Botafogo, líder do outro grupo, era um adversário temido… Túlio e Donizeti era uma dupla de área mortal… porém o verdadeiro ataque  mortífero era o ataque santista… 3×1 sem menor chance ao alvinegro carioca.

Contra o Palmeiras, Vanderlei Luxemburgo alardeava na imprensa que iria parar Giovanni e que venceria o Santos… Pacaembu com a lotação máxima permitida (28.000 pessoas)… e Amaral, obediente à Luxemburgo, grudou 90′ em Giovanni… porém quando Amaral “piscou”, Giovanni deixou Wagner na cara do gol… final, Santos 1×0!

Última rodada, Santos e Atlético Mineiro disputam a derradeira vaga… o Peixe esta um ponto na frente. O adversário é o Guarani, que aceita transferir o mando de campo para o Pacaembu (visando maior arrecadação)… o Bugre já estava desclassificado e longe do rebaixamento, jogava sem qualquer compromisso.

E não é que o Guarani jogava melhor que o nervoso SFC?

Enquanto isso o Galo mineiro despachava o Vitória, em Salvador,  e ficava com a vaga…

O torcedor santista sofria nas arquibancadas do Pacaembu… jogo enrolado, difícil… até Marcelo Passos mostra sua categoria como no 1º semestre,  pega a bola na esquerda, avança na diagonal e manda um balaço de fora da área… Gol… um lindo gol.  Giovanni marcou outro e ainda teve tempo para o “olé”… tudo isso nos 10 minutos finais… Santos na semi-final.

Veja algumas passagens marcantes da campanha santista na 2ª fase:

Santos 3×0 Corinthians:

Santos 1×0 Palmeiras

Santos 3×1 Botafogo

Santos 2×0 Guarani

Campanha na 2ª fase:

CA Bragantino – 4×4 (VB)

Juventude EC – 1×1 (Alfredo Jacomi)

Grêmio FPA – 4×1 (VB)

Cruzeiro EC – 2×1 (VB)

EC Vitória  – 0x4 (Barradão)

CR Flamengo – 3×0 (Maracanã)

Paraná C  – 0x0 (Durival de Brito)

SC Corinthinas P – 3×0 (VB)

SE Palmeiras – 1×0 (Pacaembu)

Paissandu SC  – 2×1 (VB)

Botafogo FR – 3×1 (VB)

Guarani FC – 2×0 (Pacaembu)

Nas semi-finais o adversário seria o Fluminense (Campeão Carioca de 95) de Renato Gaucho.

Começa a decisão com Giovanni abrindo o marcador… e mantendo o Peixe na frente durante todo 1º tempo…

No 2º tempo, o inacreditável… até a metade da etapa final, resistiu bem, mas o gol de desempate aos 25′, desmontou o time. Em seguida Robert foi expulso, depois Jamelli… aos 89′, gol tricolor e mais outro aos 91′.

Mas havia o jogo do Pacaembu…

A partida mais alucinante do Santos FC em todos os tempos… comparável apenas a Santos e Milan, no encharcado Maracanã em 1963.

Giovanni agitou a torcida e o time pintando o cabelo de vermelho… Jamelli pintou o seu cabelo de amarelo… Robert desenhou o escudo do SFC na nuca. E Cabralzinho montou o time no 4-2-4!!!!!!

O alvinegro tinha que vencer com 3 gols de diferença, e Cabralzinho arriscou tudo… e fez o SFC entrar com : Edinho; Marquinhos Capixaba, Ronaldo Marconato, Narciso e Marcos Adriano; Gallo e Carlinhos; Macedo, Marcelo Passos, Giovani e Camanducaia.

O que aconteceu virou lenda…

A exibição perfeita de Giovanni (raríssima nota 10 de bola de prata  – Placar)…

O time sentado no gramado no intervalo…

E a incrível vitória por 5×2!!!!!!!

Melhor ver  as imagens:

Santos na final… ninguém duvidava do Título…  era o time mais sensacional dos últimos anos no Brasil… o adversário na final era o Botafogo, antigo rival dos anos 60.

Na decisão, muito equilíbrio no 1º jogo, porém Túlio faz a diferença e o Botafogo vence por 2×1. Mesmo assim, a massa santista saiu cantando do Maracanã, pois era certa a vitória praiana no Pacaembu.

Mas o futebol tem alguns mistérios… Pelé estava em rota de colisão com Ricardo Teixeira (sim, desde aquele tempo era Mr Ricardo Teixeira que comandava o futebol brasileiro)… o Presidente da FPF assim como seu vice, viajaram para o exterior na semana da decisão… e a CBF determinou Márcio Rezende de Freitas para arbitrar a final.

Túlio abriu a contagem em completo impedimento… mas MRF validou a ilegalidade… Na raça, o Santos acuava o Botafogo. Logo no 2º tempo, Marcelo Passos empata a partida, após Marquinhos Capixaba vencer na garra, no braço, no tranco uma bola perdida no canto da área… o desempate era questão de tempo… até que ao Camanducaia marca o gol da vitória… Santos 2×1!

Santos, Campeão de 1995!!!!!!

Márcio Rezende de Freitas não quis essa verdade e anulou o gol legítimo de Camanducaia… os bastidores do futebol faziam a festa… assim como em 1974, 1980, 1982 e   1983 o Campeão precisou de um “auxílio extra” (fato que se repetiu em 97, 2000 e 2005).