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Fichas técnicas de 1993

Começamos com uma partida não oficial, um jogo-treino que valeu Taça!

12/03/1993 Santos FC 5×0 Shimizu S-Pulse (JAP)

L: Vila Belmiro – Santos (SP)

C: Jogo treino

R: Portões abertos

P: 3.758

A: Ulisses Tavares da Silva

G: Mauríco, Neizinho (3) e Ranielli

SFC: Nilton; Índio, Maurício, Luis Carlos (Junior) e Xará (Junior II); Axel, Gallo (Darci), Ranielli (Marcelo Passos) e Cerezo; Serginho Fraldinha e Neizinho.

Técnico: Evaristo de Macedo

SSP: Nakarrada; Marco Antonio, Riranka, Natto, Miura (Teru), Saito (assacura), Tomorokoski, Toninho, Kenta, Edu Manga (Tagima) e Murojima (Suguimoto).

O SFC recebu o Troféu “The Football Association of Shizuoka”

25/04/1993 Santos FC 1×0 São Paulo FC -

L: Vila Belmiro – Santos (SP)

C: Campeonato Paulista

R: Cr$ 1.221.000.000

P: 18.800

A: João Paulo de Araújo

G: Ranieli 83′

SFC: Gomes; Índio, Junior, Luís Carlos e Silva (Dinho); Rogério (Marcelo Passos), Gallo, Ranielli e Cilinho; Almir e Guga.

Técnico: Evaristo de Macedo.

SPFC: Zetti; Vitor, Valber, Gilmar e Ronaldo Luiz; Pintado, Dinho, Douglas (Catê) e Palhinha; Muller e Cafu.

Técnico: Valdir de Moraes

Telê se recusou a ficar no banco em protesto por jogar na Vila Belmiro… Sem Telê e sem Raí, o SFC deu show, e 1×0 foi muito pouco… Almir fez bela jogada no finalzinho (a La Garrincha) e chutou rente à trave!

22/08/1993 Santos FC 2×0 Seleção de Pequim (CHIN)

L: Workers Stadium - Pequim (CHN)

C: Amistoso

A: não  identificado  (CHN)

G: Cuca e Ranieli

SFC: Velloso, Dinho, Júnior, Gallo e Sérgio Manoel (Índio); Sérgio Santos, Márcio Griggio, Darci e Zé Renato (Ranieli); Neizinho (Guga) e Cuca (Maurício Copertino).

Técnico: Antônio Lopes

SPeq: Teo Then (zagueiro), outros atletas não identificados.

Partida tumultuada desde o início… os promotores da partida não haviam pago o combinado com o alvinegro, e o SFC ameaçou não entrar em campo, atrasando o começo da partida… a torcida ficou impaciente.. para completar, o árbitro chinês colaborou anulando dois gols legítimos do Santos, torcedores atiraram garrafas no gramado e o clima foi bem pesado em campo…

10/11/1993 Santos FC 1×0 SE Palmeiras (São Paulo)

L: Parque Antártica – São Paulo (SP)

C: Campeonato Brasileiro

R: CR$ 17.300.000

P: 31.951

A: Marcos Fabio Spironelli

Expulsões: Evair (SEP) e Gallo (SFC) expulsos

G: Guga 57′

SFC: Velloso; Índio, Junior, Lula e Silva; Gallo, Axel, Darci e Sergio Manoel; Zé Renato (Marcio Griggio) e Guga

Técnico: Pepe

SEP: Sérgio; Cláudio (Saulo), Antonio Carlos, Cleber e Roberto Carlos; Cesar Sampaio, Mazinho, Edílson (Paulo Sergio) e Zinho; Edmundo e Evair.

Técnico: Wanderley Luxemburgo

Cerca de 5.000 torcedores ficaram do lado de fora… Parque Antártica lotado.

01/12/1993 Santos FC 2×2 EC Vitória (Salvador) -

L: Fonte Nova – Salvador (BA)

C: Campeonato Brasileiro

R: CR$ 46.318.100

P: 42.115

A: Marcio Rezende de Freitas

G: Guga 17′ e Cuca 45′ – Paulo Isidoro 3′ e 16′

SFC: Velloso; Índio, Lula, Ricardo Rocha e Silva (Neizinho); Axel, Marcio Griggio, Cuca (Darci) e Sergio Manoel; Almir e Guga

Técnico: Pepe

ECV: Dida; Rodrigo, João Marcelo, Evandro e Renato Martins; Gil Sergipano, Roberto Cavalo e Paulo Izidoro (Giuliano); Alex Alves, Claudinho e Pichetti (Fabinho).

Técnico: Fito Neves

Sobre esse jogo, tenho uma história particular… escrevi sobre isso no “Santista Roxo”, texto que reproduzo agora:

Vivia-se a fase final do Campeonato Brasileiro de 1993.

Depois de anos de times lamentáveis, o Santos monta uma boa equipe e realiza uma campanha positiva no Brasileirão. O Peixe está na fase final, num grupo com Corinthians, Flamengo e Vitória.

Num jogo inacreditável, perdemos para o Corinthians, 2×3, em seguida dois empates:  1×1 com o Flamengo, no Maracanã, e 3×3 contra o Vitória, no Parque Antártica – até chegar num confronto decisivo: EC Vitória, na Fonte Nova. O clube baiano fazia uma campanha surpreendente, vencera seus primeiros jogos, 1×0 no Flamengo e 2×1 no Corinthians, perdendo ponto apenas para o Santos.

Dessa forma, o rubro-negro baiano liderava o grupo com 5 pontos; o Corinthians, 3 pontos; Santos e Flamengo, 2 pontos. Se o Santos perdesse, tchau campeonato… mas,  se ganhasse… entraria no páreo, pois teria mais dois jogos em São Paulo (contra Flamengo e Corinthians), e bastaria um tropeço do Vitória para o alvinegro voltar a uma final. A esperança era bem razoável.

Como santista e professor, rapidamente aprendi que nas noites de 4ª feira não se leciona. Sempre tive um grande nº de aulas nos outros dias da semana. Mas 4ª feira, não!

Para equilibrar as contas em casa, minha esposa – também professora, química e santista – lecionava na 4ª feira à noite sem traumas (e nos outros dias, com uma carga horária menor). E eu ficava em casa, um olho nos filhos e outro na TV, acompanhando os jogos do Santos.

Quarta-Feira, 01 de dezembro de 1993:

EC Vitória x Santos FC – partida decisiva!

Eu, em casa, esperando a hora do jogo iniciar.

Os filhos? “a mil” pela casa (“nada dessa criançada dormir…”)

Mandar tomar banho, jantar pra todo mundo e, “alívio”… hora de dormir… afinal, “amanhã, todo mundo tem escola” (apesar das idades serem 7, 6 e 2 anos…).

Vai começar o jogo, os dois mais velhos já estão no sono, mas, e a pequenininha?

Ela resistia bravamente… Se ficar acordada, “B.O.” com a esposa (além de não conseguir ver o Peixe…).

Começa a partida (“dorme nenê…”, e nada).

Dois minutos, Paulo Isidoro, Vitória 1×0 (“Ih, meu Deus…”).

O Vitória sufocando (a menininha começa a dormir… “vou tirar o som da TV, quem sabe, ela dorme mais rápido…”).

Dezesseis minutos, Paulo Isidoro, de novo, 2×0 (“ai caramba, será um vexame na Fonte Nova?”).

Nem tive tempo de responder, Guga o goleador, desconta aos 17’, tudo isso no 1º tempo!

Ufa, ela dormiu e nem levo ao berço, “vai que acorda…”, e a deixo dormindo no sofá mesmo.

Na TV, sem som, o jogo é lá e cá, e caso estivesse na Vila provavelmente já estaria sem voz. Mas, estou atento… sem poder emitir um som sequer, afinal a menina precisa dormir.

O 1º tempo está acabando, e aos 42’,goooool de Cuca.

Ééééééé, do Peixe!!! …. jogo empatado.

Não podia gritar (não acordaria uma criança de 2 anos…), então… nunca soquei tanto uma almofada e o chão!!!

Veio o intervalo, “agora, já dá para colocar a nenê no berço…. e manter o silêncio”.

Começa o 2º tempo, e agora com Neizinho, talismã do time de 93, é tudo ou nada.

Jogo “pau a pau”, mas não houve mudanças no placar, e termina em 2×2.

O time jogou bem, com muita raça, “o jeito é vencer em São Paulo e o Vitória perder uma”.

Jogo acabado, 23:00, quando chega minha esposa:

Oi, voltei”. “Tudo bem em casa?” “Deu janta pras crianças?” “Estão todos dormindo?” “Deram trabalho?”.

Sorrindo (e com as mãos doendo de tanto socar o chão) respondi, “tudo tranqüilo, não deram trabalho algum”.

… Amor não é só de Mãe, Amor de Pai também existe.



1993: Nasce o CT e um time valente.

Santistas de todo Mundo, uni-vos!

Em 1993, o SFC entrava numa curva ascendente.

Os tenebrosos anos do  final da década de 80 estavam sendo superados e o time trazia uma ponta de esperança à massa alvinegra.

Fora das quatro linhas, uma marco no patrimônio santista: a aquisição do terreno para a construção do CT.

Fachada recente do CT Rei Pelé. O sonho começou em 1993
Fachada recente do CT Rei Pelé. O sonho começou em 1993

Mais forte fora dos campos, o ano começou com o Campeonato Paulista e com Evaristo de Macedo no comando técnico.

Campeonato Paulista que repetia a formula do ano anterior: Dois grupos de 16 equipes; no grupo forte as 6 melhores se classificavam para a fase semi-final, juntamente com as duas melhores do grupo mais fraco. Os oito times seriam divididos em dois grupos de 4, jogando em turno e returno dentro do mesmo grupo; os campeões de cada grupo disputavam a final. O melhor colocado na fase de classificação ganhava um ponto de bônus para a fase semi-final.

Não seria um Campeonato fácil… o São Paulo era bicampeão Mundial, o Palmeiras havia montado uma seleção como  dinheiro da Parmalat, o Corinthians era forte, a Portuguesa tinha Denner, e o Guarani contava com Luisão e Djalminha.

Talvez fosse possível afirmar que ganhar o Brasileiro era menos difícil que vencer o Paulista, naquele ano de 1993.

Reforços eram mais que necessários, e eles vieram. Maurício no gol, Darci e Cuca (meio campistas) se juntavam a Guga, Índio, Axel, Almir e Marcelo Passos. Era um bom time, onde o conjunto se destacava mais que os valores individuais. E isso era o dedo de Evaristo…

Evaristo que arriscou colocando o Peixe no ataque, surpreendendo os adversários.

O começo de campanha foi entusiamante: nas quatro primeiras partidas, quatro vitórias, inclusive contra Guarani, Corinthians e Portuguesa.

A massa se alegrava e o maior teste seria contra a seleção da Parmalat (Antonio Carlos, Roberto Carlos, César Sampaio, Mazinho, Zinho, Edílson, Evair e Edmundo)… e aí, não deu… 40.000 torcedores viram o Palmeiras bater o SFC por 3×1. Mesmo com a derrota o time não se abateu e continuou com a boa campanha, tendo apenas mais uma derrota, agora para o tricolor (0x1). Desta forma, terminava o 1º turno em 2º lugar, um ponto abaixo do Palmeiras e um ponto acima do São Paulo.

No 2º turno o desempenho não foi tão eficiente… o time perdeu pontos e levou de 5 do Corinthians (começando uma terrível sina, que só terminou em 2001), mesmo assim terminou em 2º lugar na classificação junto com São Paulo e Corinthians, porém nas critérios de desempate ficou na 4ª colocação.

Campanha na fase de classificação:

A Portuguesa D – 4×2 (VB); 2×4 (Canindé)

EC Noroeste – 2×0 (VB); 3×2 (Bauru)

SC Corinthians P – 1×0 (Pacaembu); 2×5 (Morumbi)

Guarani FC – 2×1 ( VB); 2×1 (Brinco de Ouro)

SE Palmeiras – 1×3 (Morumbi); 1×2 (Morumbi)

CA Juventus – 2×1 (Pacaembu); 2×1 (VB)

Marília AC – 4×2 (VB); 1×3 (Marília)

AA Ponte Preta – 0x0 (Moisés Lucarelli); 1×1 (VB)

Ituano FC – 4×1 (Itu); 5×1 (VB)

EC XV de Novembro – 1×1 (Piracicaba); 2×1 (VB)

Mogi Mirim EC  – 2×2 (VB); 0x1 (Mogi Mirim)

São Paulo FC – 0x1 (Morumbi);1×0 (VB)

Rio Branco EC – 2×2 (Americana); 2×1 (VB)

CA Bragantino  – 2×0 (VB); 1×1 (Bragança)

União São João EC – 0x0 (Araras); 3×1 (VB)

Nesta fase algumas notas:

Esse é o Neizinho
Esse é o Neizinho

* Surge Neizinho…  o “talismã” do torcedor santista… Neizinho entrava no time e colocava uma correria louca… fazia seus gols e era querido pela massa;

* Telê mais uma vez deu “show” quando o tricolor veio jogar na Vila, sequer ficando no banco de reservas… e mais uma vez o tricolor perdeu. Mestre Telê sabia das coisas…

* Guga continuava a marcar seus gols contra o Corinthians. Na vitória no 1º turno foi ele que decidiu a partida;

* O desempenho de Almir no Campeonato Paulista, garantiu sua convocação para a Seleção Brasileira que disputou a Copa América no Equador.

* Veja abaixo, os gols da maior goleada aplicada pelo Peixe na competição:  SFC 5×1 Ituano:

Na fase decisiva, o alvinegro ficou no mesmo grupo de São Paulo, Corinthians e Novorizontino.

Começou com uma nova derrota para o Corinthians, porém duas vitórias seguidas por 3×2 (São Paulo e Novorizontino) embolaram o grupo, ficando os 3 grandes empatados na 1ª posição com 4 pontos.

Tudo ficava para o turno final…

No returno o empate com o Corinthians e a vitória tricolor contra o clube interiorano deixa tudo mais ou menos na mesma…

O “fiel da balança” seria o Novorizontino… uma vitória na Vila, de preferência por goleada, seria um grande passo para a final.

O “tigre” de Novo Horizonte havia perdido todas as partidas até então… e ninguém, absolutamente ninguém  acreditava em outro resultado que não fosse a vitória peixeira.

E assim o SFC entrou em campo… convicto da possiblidade de vitória e com a necessidade de golear.

Logo aos 14′ Darci cobra falta e coloca no barbante… nada seria mais promissor, 1×0 antes de 1/3 do tempo inicial. Porém, ao invés de se acalmar, o time continuou aflito… e piorou, quando aos 22′ Sinval empatou de pênalti. Ainda nervoso, o Santos chegou ao desempate com Cuca…e assim desceu aos vestiários.

O nervosismo santista era inexplicável… o time jogava em casa, era melhor que o Novorizontino, tinha Guga fazendo gols e mais gols… mesmo assim não conseguia controlar o aspecto emocional.

No 2º tempo, o adversário percebeu que o jogo estava aberto e começou  a atuar nos contra ataques…  do lado santista, era um festival de gols perdidos… como quem não marca, toma… Flávio empata a partida.

O que era nervosismo, vira desespero… e todos na Vila viam que o resultado estava perdido… aquele time não venceria… e foi assim:

Nervosismo  ao extremo no campo e nas arquibancadas…  Aos 66′, Cilinho cava um pênalti, o juizão manda seguir e ainda por cima  expulsa Cilinho por simulação… no contra ataque, gol do Novorizontino!

Era o prego que faltava no caixão santista… nas gerais e grudados nos alambrados, a massa urrava e xingava  João Paulo Araújo, até a décima geração… aos 38′, o inevitável… misteriosamente, os portões de acesso ao gramado são abertos e a torcida invade o campo e sai caçando o árbitro… a PM entra em ação… João Paulo é agredido e não deixa por menos, parte para cima de quem chegasse por perto… a PM tenta escoltar o árbitro ao vestiário, o time do interior vendo toda confusão corre apavorado para o túnel de acesso aos vestiários. Sem a menor condição de prosseguir, a partida é encerrada e o Santos eliminado do campeonato.

Triste dias para a comunidade alvinegra…

O Santos estava fora das finais, mas ainda havia mais um compromisso: contra o tricolor, no Morumbi.

O São Paulo jogava suas últimas e remotas esperanças e Raí se despedia do time… O Santos abatido, derrotado e envergonhado, levou um baile humilhante, 1×6. Completava-se 9 anos sem títulos…

Campanha:

SC Corinthians P – 1×2 (Morumbi); 0x0 (Morumbi)

São Paulo FC – 3×2 (Pacaembu); 1×6 (Morumbi)

Novorizontino – 3×2 (Novo Horizonte); 2×3 (VB)

Terminado o Paulistão, a cartolagem ressuscitou o Torneio Rio/São Paulo. Seriam 8 clubes em dois grupos de 4 equipes, jogando em turno e returno.

O grupo santista contava com Palmeiras, Flamengo e Fluminense. Como metade do Palmeiras servia a Seleção Brasileira, as chances do alvinegro eram bem razoáveis…

E, novamente, começou bem a competição, vencendo o Fluminense e o Palmeiras. Porém, duas derrotas por 3×0 (Flamengo e Palmeiras), deram uma dose extra de realidade ao time.

Mesmo assim , ao chegar na última rodada, o Santos estava no páreo… o adversário seria o Flamengo na Vila Belmiro. Com um 1º tempo espetacular, o SFC abriu 4×0! No entanto, nos últimos 10 minutos o rubro-negro reagiu e encostou no placar… 4×3, vitória santista.

Mesmo com a bela exibição, a vitória não classificou o time para a final, ficando com o Palmeiras a vaga .

Campanha no Rio/São Paulo:

Fluminense FC –  3×1 (VB); 1×1 (Laranjeiras)

SE Palmeiras – 2×0 (VB); 0x3 (Parque Antártica)

CR Flamengo – 0x3 (Caio Martins, Niterói); 4×3 (VB)

Veja, agora, gols do Santos no torneio Rio/São Paulo, na vitória contra o Fluminense por 3×1:

Evaristo de Macedo já havia caído no comando técnico desde o final do Paulista, e Antonio Lopes era o novo comandante santista.

Na espera do Brasileirão de 1993, o alvinegro parte para mais excursão e mais uma vez o destino é a Ásia, mais precisamente, a China.

Não teve o mesmo glamour que a excursão de 89, mas ainda assim os frutos (dólares) foram bons, além de permanecer invictos nos gramados chineses:

14/08 – Seleção de Guangzhou – 2×1 (Em Guangzhou)

16/08 – Seleçao de Sichuan – 4×0 (Em Chengdou)

18/08 – Primeiro de Agosto – 1×0 (Em Chengdou) – O 1º de Agosto é o time do Exército Chinês, tem esse nome por ser a data da fundação do Exército de Libertação

Chinês.

22/08 – Seleção de Pequim – 2×0 (Em Pequim)

25/08 – Seleção de Shangai – 2×2 (Em Shangai)

28/08 – CHINA (Seleção Olímpica)  – 1×0 (Em Nanking)

Ricardo Rocha foi tetra em 94 (Copa dos EUA). No SFC, ganhou o Troféu Bola de Prata de 1993.
Ricardo Rocha foi tetra em 94 (Copa dos EUA). No SFC, ganhou o Troféu Bola de Prata de 1993.

Para o Campeonato Brasileiro, mais reforços… a maior foi o zagueiro Ricardo Rocha, titular da Seleção Brasileira e participante das  Copas de 90 e 94. Também chegava o bom goleiro Velloso, que estava amargando o banco no Palmeiras.

Enquanto isso, vivia-se no Brasil mais uma troca de moeda… criava-se o “Cruzeiro Real” (CR$), com mais um corte de 3 zeros… tempos de Itamar Franco e do fusca ressuscitado.

Para o Brasileirão 93, novidades promovidas pela imaginação fértil da cartolagem…

Como o Grêmio não havia conseguido subir, deram um “jeitinho” para o tricolor gaucho não ficasse mais um ano de fora, e foi “simples”, montaram um  campeonato com 32 clubes, isto é, na canetada subiram 12 equipes.

A CBF montou 2 séries. Uma com os times do “clube dos 13″ mais Sport, Guarani e Bragantino. E uma outra, com os demias clubes.

Em cada série haviam dois grupos de 8 agremiações. Os grupos da série “forte” classificavam 3 equipes para a fase final, e mais dois times da série fraca.

Em cada grupo, os jogos seriam em turno e returno.

O grupo do Alvinegro era assim constituído: Santos, Palmeiras, Guarani, Vasco, Fluminense, Atlético Mineiro, Sport e Grêmio.

E o desempenho santista foi muito bom, empolgando a massa. Duas vitórias contra o fortíssimo Palmeiras lavaram a alma praiana… mesmo com a boa campanha, Antonio Lopes caiu após a eliminação na Super Copa da Libertadores ( 0x0 e 0x1 contra o Atlético Nacional, de Medellin – Colômbia).

Quem volta é Pepe. E é sob a batuta do velho comandante que o Peixe termina a fase de classificação em 2º lugar em seu grupo e em 3º na classificação geral. Depois de muitos naos, finalmente o time de Vila Belmiro era competitivo.

Comprove vendo a virada santista sobre o Parmalat/Palmeiras na Vila Belmiro:

Mesmo ficando no 2º lugar em seu grupo, na fase seguinte cai num grupo bem complicado: Santos, Corinthians (líder geral), Flamengo e Vitória (vindo da série mais fraca).

Na 1ª partida da nova fase, o adversário seria o Corinthians. 0x0 até os 45′ iniciais. No 2º tempo, uma loucura…

Em apenas quinze minutos, o alvinegro da Capital abre 3×0 e todos temem um vexame sem tamanho… mas, aquele Santos era diferente do Santos do 1º semestre… Ricardo Rocha, Gallo, Darci e Pepe não exigiam menos que o máximo de dedicação dos atletas em campo… Pepe coloca Neizinho em campo e o SFC parte para cima do Corinthians… Escanteio para o alvinegro praiano, Gallo sobe soberano e manda de cabeça para o gol de Ronaldo, 1×3.

Apenas seis minutos depois, Almir avança pela direita e cruza na medida para Guga  marcar mais um, 2×3.

O empate estava próximo e a partida atinge temperaturas típicas da superfície solar… um festival de gols perdidos para os dois lados… porém, com toda a raça, todo o empenho, a sorte não sorriu para o Peixe, ficando o gosto amargo da derrota, mas de cabeça erguida e com a possibilidade de troco no returno.

O compromisso seguinte seria contra o Flamengo e o empate por 1 gol não foi considerado um mau resultado.

Na última rodada, o adversário seria o surpreendente Vitória (que já vencera o Corinthians e o Flamengo). A classificação marcava: Vitória 4 pontos, Corinthinas 2 e Santos e Flamengo 1.Somente a vitória interessava ao SFC… Mas, aquele Vitória contava com Dida, Paulo Isidoro, Vampeta, Alex Alves e Roberto Cavalo.

Num jogo cheio de alternativas e gols, registrou o empate em 3×3.

Começava o returno e o Santos deveria ir até Salvador, era tudo ou nada.

Um apagão do time no início e o Vitória abre 2×0… mas aquele SFC lutava, guerreava…

E chega ao empate ainda no 1º tempo… e ficou assim: 2×2.

As chances eram pequenas, pois o Vitória permanecia invicto… no entanto, o rubro negro baiano faria as duas últimas partidas fora de casa e não poderia fazer mais que um ponto…

O SFC recebe o Flamengo e vence por 2×1, enquanto que o Vitória empata com o Corinthians…

O Vitória com a vaga na mão, porém uma combinação de resultados poderia dar a classificação ao Peixe…

Última rodada, SFC x Corinthians, Flamengo x Vitória.

O Vitória empata na Maracanã, e o Santos perde um jogo inacreditável no Morumbi… abriu 1×0, o goleiro Ronaldo foi expulso, indo o zagueiro Elias para o gol… e nos 5 minutos finais, leva uma virada daquelas de deixar o torcedor desconcertado…

Assim, o valente time peixeiro terminou o Brasileiro em 5º lugar, uma colocação razoável, a melhor desde o vice campeonato de 1983.

Campanha na Fase final:

SC Corinthinas P – 2×3 (Morumbi); 1×2 (Morumbi)

CR Flamengo – 1×1 (Maracanã); 2×1 (Parque Antártica)

EC Vitória – 3×3 (Parque Antártica); 2×2 (Fonte Nova)