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Inacreditável!!!!!!

Amigos,

Nada mais espetacular que reta final de campanha…

Alguém em sã consciência poderia imaginar uma dobradinha PTB – PSol?

Pois é…

Roberto Jeferson acaba de declarar voto em Plínio… saiu fora de vez da barca (furadíssima)tucana…

Não acredita ainda?

Então leia aqui: http://www.blogdojefferson.com/index.aspx

O PSol vai recusar o voto?

fonte: http://ousarlutar.blogspot.com
fonte: http://blogdajoice.com

Debate na Globo: a fronteira final

Amigos,

Ontem resisti heróicamente até o final do debate (?) promovido pela Rede Globo.

Tido e havido como decisivo, foi de uma previsibilidade exemplar. Creio que o debate na Record foi mais dinâmico que o o Globo, devido a participação dos jornalistas, com comentários dos candidatos e a possibilidade de confronto de ideias. A Globo deve rever seu formato de debate,  porque esse é muito ruim…

Bom, uma pequena análise do que vi pela TV:

Serra, conseguiu o inimaginável, foi o pior entre os quatro. Esteve um pouco melhor que no debate da Record, com ar de menos cansado… porém seu desempenho foi beirando o desastre. Ficou com o cartaz de promessômetro no pescoço, levou uma tremenda enquadrada de Marina na questão das favelas em SP, foi ironizado por Plínio (“imposto? Ih… ele gosta disso…”). Porém a situação mais patética foi nas considerações finais. Neste momento todos os auxiliares que estão acompanhando o programa no estúdio fazem questão de aplaudir o seu candidato. Pois bem, quando Serra encerrou seu pronunciamento ocorreu um silêncio ensurdecedor. Foi de dar pena. Termina a”descampanha” isolado, derrotado e abandonado por seus mais próximos correlegionários.

Plínio como sempre um caso à parte… Tentou ser irônico, mordaz, mas continua preso a um discurso dos anos 60/70. Começou muito mal o debate, perdendo-se em seus papéis… depois pediu voto para Luciana Genro, Ivan Valente e Chico Alencar, e foi ineficiente em tentar atacar Dilma. Teve (novamente) oportunidade de derrubar Serra, mas não forçou o suficiente… Porém seu discurso final de encerramento foi muito eficiente, puxando para a emoção, serviu como um bom encerramento do debate, dando vivas ao Brasil. Ao contrário de Serrra, recebeu inúmeros aplausos, e acredito, até mesmo de seus adversários.

Marina… Marina jogou, dentro daquilo que o debate permitia, o seu “tudo ou nada”… Nem uma coisa nem outra ao final. Repetindo chavões a exaustão (“lamentavelmente”, foi o termo dos mais usados) e sempre jogando a discussão para o genérico. Não sei se isso convence alguém. Foi convincente e eficiente quando esgrimou com Serra, dando-lhe um “touchê” na questão das favelas de SP, desmascarando o candidato tucano. Fez um discurso que talvez agrade aos jovens e a classe média, na minha opinião um discurso preparado nos barzinhos da Vila Madalena… Termina a campanha num patamar muito acima de quando começou. Dependo das companhias que terá daqui para frente, dependendpo da postura do PV, poderá firmar-se como uma liderança expressiva nacionalmente (ao contrário de Serra).

Finalmente, Dilma. Como das outras vezes,  precisa ser provocada para mostrar suas qualidades. Assim como no debate da Record, entrou para jogar na retranca… mas, com o decorrer do debate, como não haviam ataques pesados dos concorrentes, ficou “tocando a bola na intermediária adversária”… suas respostas para Marina foram cirúrgicas: “Marina, quando se é governo, deve-se agir…”, além de fazer Marina reconhecer os acertos nas UPP e no Bolsa Família. Foi incisiva na provocação de Plínio sobre habitação, defendendo a casa própria para todos os brasileiros e assumindo o papel de Chefe de Governo, e não de líder partidário sectário. Outro destaque foi quando afirmou que não havia caixa 2 na sua campanha… alguns presentes na platéia iniciaram uma gargalhada e Dilma foi fulminante e arrancou aplausos: “Lamento os risos de quem outras práticas. A minha não é essa”, mais direto ao PSDB, impossível (caso dos 4 milhões arrecadados das empreiteiras do rodoanel, denunciado pela Revista “Isto é” – agosto de 2010).

Ao final do debate ficou na base do “tudo como dantes no quartel de Abrantes”.

Era o que Dilma queria.

Como votar?

Amigos,

As eleições se aproximam e o que era só intenção, acaba virando voto.

Desde o início da campanha afirmo aos meus amigos que existem dois tipos de voto: O voto   a favor de Lula e o voto anti-Lula.

O voto a favor de Lula é o voto em Dilma. O voto anti-Lula é o voto em Serra.

Os votos para Marina e Plínio seriam votos “com beiçinho”… explico melhor… votar em Plínio é fazer beiçinho pela esquerda… dúvido que a maioria dos eleitores de Plínio votariam em Serra num eventual  2º turno… mas, para fazer valer suas eventuais críticas ao Governo Lula votam em Plínio…

O voto em Marina, é o voto de beiçinho pela direita… reconhecem que o Governo Lula é muito melhor do que qualquer outro da história brasileira, mas não querem aprofundar o avanço social… então, derivam o discurso para aquela papo de barzinho da Vila Madalena… parece que é avançado, mas guarda em seu interior os mesmos  temores dos conservadores, o medo irracional da “esquerda”… daí aquela conversa que estão acima de esquerda e direita… que o importante é o meio ambiente, o planeta, e por aí vai…

Mas, será que discutem que o capitalismo predatório é um dos responsáveis pela destruição do meio ambiente? que a exploração de nossos recursos naturais sempre estiveram ligados a condição de rapinagem de nossas riquezas? … e o mais agravante: que foi esse Governo, o de Lula, o que mais combateu desmatamentos e que conseguiu reduzir o desmatamento na Amazônia (e aqui vale o “veneno” – com doses de realidade – foi com a saída da atual candidata pelos verdes do Ministério – que os resultados foram mais expressivos).

Meio ambiente saúdavel com milhões de miseráveis?

Apenas tirando as pessoas da miséria  é que poderemos ter um ambiente saúdavel, pensando dentro da lógica de uma sociedade humanizada e não na lógica de uma sociedade mercantilista, onde o lucro está acima de tudo e de todos.

Entendo que esse é o caminho…

Mas não é o caminho da direita.

Nas 3 últimas semanas a direita fez de tudo para alavancar seu candidato.

Foi a história do sigilo, o pedido de impugnação da candidatura Dilma, do filho da Erenice, do retorno dos manifestos golpistas…

Nada disso deu certo… pois o candidato Serra esta mais perdido que passageiro do Metrô procurando moeda no chão da estação da Sé, às 18:00.

Mas, finalmente parece que acharam a “bala de prata”: a “onda verde” (ou como inflar os votos numa pesquisa eleitoral)….

Para levar Marina ao 2º turno?

Não… para levar Serra ao 2º turno… é isso que a mídia quer… salvar uma derrota devastadora, para uma derrota “honrosa”.

Não conseguirão!

A vitória da população brasileira virá (e será devastadora e definitiva), mais cedo ou mais tarde.

O debate na Record

Amigos,

Ontem houve mais um debate entre os candidatos à Presidente.

Dilma, Serra, Marina e Plínio presentes (quando farão um debate entre Zé Maria, Rui Pimenta, Ivan Pinheiro, Eymael e o  Levi Fidélix?).

Debate na TV é sempre algo um tanto parecido, geralmente travado…

Pelo que vi e li considero que Serra teve o pior desempenho. Sua participação final pedindo mais um voto é típico de quem sabe que não tem voto mais… que está próximo do teto e pede um  milagre aos seus insuficientes eleitores. Perdido no debate e com “cara de derrotado”, a sua afirmação que energia solar é recurso não renovável foi de uma infelicidade total… uma trapalhada daquelas que demonstram como o candidato está inseguro e nervoso, sendo capaz de um deslize tão primário. Serra é um candidato que está em frangalhos, fruto de sua “descampanha” errática  e sua incrível capacidade de demonstrar arrogância.

Plínio foi o “bom” velhinho… como comentei com uma amiga, parece aquele avô ou tio idoso que a gente ouve, respeita, pede conselhos e no final não segue o que ele diz… poderia ter nocauteado Serra na questão da educação… jabeou (como se diz no boxe) mas não deu um cruzado no queixo… firme na questão do papel da imprensa e soube levar com bom humor quando pediram para que concluísse sua fala. A sua fragilidade física  não é desapercebida, assim como seu papel de franco atirador… se compararmos com o futebol, lembra o Juventus (clube paulistano do bairro da Moóca), muito simpático e com poucos torcedores (e que de vez em quando até lota a Rua Javari).

Marina, aos meus olhos estava desenvolta e melhor que nos debates anteriores (principalmente em relação ao debate da rede TV). Teve bons momentos, porém parecia que estava conversando na Vila Madalena… deu uma excelente resposta à Serra nas questões das drogas, porém não conseguiu (ou não soube) reagir a resposta de Dilma sobre irregularidades no Ministério do Meio Ambiente, assim como da enquadrada que levou de Plínio… Acho que tira mais votos de Serra do que de Dilma e deve crescer entre os indecisos. Ela está num bom momento, vitaminada pela subida de intenção de votos no RJ, DF e AM, onde já superou Serra. Cumpriu o que se esperava dela neste momento…

Dilma esteve bem (também dentro do que se podia esperar) e como sempre apresentou-se como a candidata da continuação das mudanças ocorridas com o Governo Lula… escapou das “cascas de banana” deixadas pelos adversários, porém tensa e rígida… sua melhor performance foi quando duelou com Marina na questão de casos de corrupção. Parece que precisa ser provocada para melhorar seu desempenho. Poderia sorrir mais, afinal estamos vendo um debate pela TV, e não pelo rádio, e imagem é importante…  No geral adotou a tática de “fechar na defesa”  e “contra-atacar na certeza”…aguentou os “12 rounds” sem sentir nenhum golpe de maior contundência. Logo, não perdeu… e não perder nessa altura do campeonato tem o mesmo significado de ganhar…

Ainda tem o debate na Globo…

A tensão aumenta a cada dia…

É aguardar e torcer.