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Vergonha em Mongaguá!

Amigos,

A eleição para Prefeito em Mongaguá ainda não terminou.

Mais um candidato teve seu registro impugnado. Agora, o candidato do DEM – Paulinho.

UMA VERGONHA!

No presente momento, a situação é a seguinte:

Paulinho (DEM)  – candidatura impugnada, votos não válidos –  irá recorrer em Brasília

Artur (PSDB) – candidatura impugnada, votos não válidos – esta recorrendo em Brasília

Pedro (PTB) – único com votos validados

Porém, como há (até o momento) mais votos anulados por decisão da Justiça eleitoral do que votos válidos, caso o TSE confirme as duas impugnações teremos novas em eleições em Mongaguá!

Enquanto isso vivemos no campo das hipóteses…

SE o TSE votar todos os recursos até 31 de dezembro, menos mal. Caso não consiga, teremos a posse dos vereadores e a eleição da Presidência da Câmara. O Presidente da Câmara assumirá interinamente a Prefeitura até as novas eleições (isso se não acontecer novas impugnações).

Ou seja, UMA DESMORALIZAÇÂO!

SE o TSE decidir pela impugnação de um candidato e outro não, o não impugnado será o novo Prefeito…

Quer dizer, CONSTRANGEDOR!

SE o TSE decidir pela manutenção das duas candidaturas, o resultado será aquele definido (?) nas urnas em outubro.

De qualquer modo, as eleições deste ano estão marcadas pelo baixo nível, pelos recursos jurídicos e total ausência de propostas políticas.

Ou seja, os 2 principais atores políticos fizeram a população de bobos em todo período eleitoral.

Talvez o único ponto positivo desta história toda é que PODE SER que a classe política de Mongaguá tome VERGONHA e passe a atuar politicamente com maior seriedade.

Chegamos ao fundo do poço.

LAMENTÁVEL…

VERGONHOSO!

Largada parelha

Amigos do Blog, foi dada a largada para a corrida ao prédio da Avenida Getúlio Vargas.

E como já havíamos comentado, não há um favorito destacado…

Pesquisa realizada pelo jornal “A Tribuna” (em 17/07), indicam empate triplo no 1º lugar, com uma diferença de apenas 3,2 p.p entre o 1º e o 3º colocado.

Na pesquisa espontânea, a diferença fica um pouco maior: 7,5 p.p

Vamos conhecer alguns números:

Na pesquisa espontânea, é Paulinho quem fica na frente entre os 3 candidatos, porém o “não sei” é disparado o mais respondido :

Paulinho (DEM) é candidato a re-eleição

Não sei  – 63, 5%

Paulinho – 13, 2%

Artur – 11, 8 %

Pedro  –  5,6 %

Na estimulada, os números mudam:

Artur – 25, 9%

Paulinho  –  23,5 %

Pedro –  22,7 %

Não sei  – 20,3 %

Nenhum/nulo/branco – 7,6 %

No quesito rejeição, o equilíbrio se desfaz, pois Artur e Paulinho são bem mais rejeitados do que Dr Pedro:

Dr Pedro (PTB) tenta pela segunda vez ser eleito prefeito de Mongaguá

Artur – 26%

Paulinho – 22,2%

Dr Pedro – 10,3 %

Quanto a certeza do voto,  o eleitor de Paulinho é o mais convicto:

Paulinho – 58, 8% de seus eleitores não pretendem mudar de voto

Artur – 51,7 %

Dr Pedro – 44 %

Ou seja, mais da metade dos atuais eleitores do Dr Pedro admitem a possibilidade mudar de voto até o dia da eleição, é o voto mais volátil entre os 3 candiatos.

Outros dados bem interessantes são que Paulinho e Dr Pedro são os preferidos entre os eleitores mais jovens (de 16 a 24 anos); Artur lidera na ampla faixa dos 25 aos 59 anos, e a liderança volta para Paulinho entre o pessoal sexagenário.

Artur (PSDB) tenta voltar à Prefeitura

Na pesquisa podemos verificar que Artur é o candidato dos ricos (46% entre aqueles que recebem de 4 a 8 mil reais) e Dr Pedro é o preferido na faixa de renda familiar entre 1 e 2 mil reais.

Veja a matéria na íntegra, aqui: http://www.atribuna.com.br/noticias.asp?idnoticia=158254&idDepartamento=5&idCategoria=0

A pesquisa por completo , você procurar aqui: http://ipat.atribuna.com.br/downloads.asp?pagina=1&titulo=&idCategoria=&anoBuscar=&mesBuscar=

Declaração

Aos amigos do blog:

Hoje, 23 de junho ocorrerá a convenção do PT, homologando a dobrada com o PTB.

Tenho como correta a decisão do PT de Mongaguá em aprovar a coligação com o PTB do pré-candidato, Dr Pedro.

Em que pese o confuso e questionável processo interno de indicação do nome ao cargo de Vice-Prefeito, que culminou com a indicação de Patrícia (cujos apoiadores em nenhum momento demonstraram vontade política no sentido de uma coligação com o PTB), declaro que em face  da difícil construção da coligação no campo majoritário e da chapa de candidados proporcionais com o PMDB, que meu nome não é obstáculo para a campanha petista. Alguns companheiros solicitaram que mantivesse meu nome na disputa, inclusive com a possibilidade de recursos às instâncias superiores do Partido. Porém refletindo sob a luz do pragmatismo político e das necessidades imediatas do Partido retirei meu mone de qualquer ação que obstruisse a confirmação da coligação no campo majoritário.

Tenho claro que a construção da aliança majoritária que custou meses de trabalho árduo, foi alcançado com o apoio da ampla maioria do Partido (militantes, filiados, pré-candidatos e parte do DM). Parabenizo os companheiros do GTE que fizeram um debate político de alto nível junto aos partidos hoje coligados, debate que permitiu que a vaga de vice-Prefeito fossse conquistada pelo Partido dos Trabalhadores de Mongaguá.

Agradeço aos diversos companheiros do PT de Mongaguá que indicaram meu nome à disputa do cargo.

Agradeço a demonstração de apoio que recebi de diversos parlamentares do PT, da região e do Estado.

Agradeço aos amigos que incentivaram a minha participação neste debate.

A necessidade da união partidária e coligada fala muito mais alto que qualquer sentimento individualista. A tarefa coletiva foi construida e com sucesso.

Meus movimentos políticos não ocorrem por interesses mesquinhos e imediatos, mas sim  em torno de uma estratégia coletiva, onde a classe trabalhadora seja a maior beneficiada.

A luta não acabou, ela apenas começou… pois as eleições estão batendo à porta.

Agora, nossa tarefa é eleger vereadores do PT e dar sustentabilidade à candidatura Dr Pedro.

Ousar, lutar…

Lutar, vencer!

Às ruas, companheiros!

Reta final das decisões

Caros amigos leitores, o prazo final para as definições eleitorais se aproxima.

Neste mês derradeiro,  a temperatura poderá se elevar a níveis não mensuráveis.

O quadro final esta quase pronto e veremos poucas modificações até outubro, pois praticamente todas as forças políticas já se alinharam em Mongaguá.

Vamos a uma panorâmica geral:

1 – Candidatura do DEM

Partido do atual Prefeito Paulinho, deve vir acompanhado num leque de partidos coligados: PSB, PPS, PSD, PMN entre outros. Carrega o ônus da grande rejeição à atual administração, porém o ritmo intenso de obras sendo entregues, leva esperanças aos partidários do ocupante do Prédio da Getúlio Vargas. Obras como a conclusão do Ginásio de Esportes, assim como a conclusão da reforma da Plataforma de Pesca são pontos a seu favor e de desgaste da candidatura do PSDB. Resta saber se haverá condições de reverter a rejeição popular (que não é pouca).

Paulinho deve concorrer a re-eleição com Dr Uilson (PSB) como vice. É possível que lance o maior número possível de candidatos à vereador.

2 – Candidatura PSDB

Trará a dobrada tucana: Artur (ex- Prefeito) e Márcio (atual vereador). Coligado ao PSDB, alinham-se o PV, PRP, PC do B e PDT. Favorito até meados do ano passado ao retorno ao Paço Municipal, hoje o quadro não é tão tranquilo assim. O desgaste do PSDB a nível nacional atinge o partido na cidade, a recente polêmica em relação ao Bolsa Família promovida por um de seus partidos aliados pode gerar dores de cabeça às lideranças tucanas. O PSDB tem a seu favor o fato de já terem adminsitrado a cidade no período de 2000/2008, o que também é a causa de seu desgaste (por mais parodoxal que seja). O estado de deteriorização da Plataforma de Pesca e do Ginásio de Esportes inacabado durante a gestão tucana, deixaram marcas na lembrança da população. No entanto, o carisma do Ex-Prefeito é um fato… sofre com a campanha errática de seus correligionários que alternam o discurso ao longo do tempo…

Na campanha para vereador, aposta-se no “chapão” (PSDB, PV, PRP, PDT e PC do B), o que poderá desagradar alguns partidos; existe a possibilidade real da formação de duas chapas de candidaturas proporcionais (uma chapa pura do PSDB e outra com os demais partidos).  Eu arriscaria a formação de duas chapas…

3 – Candidatura do PTB

Com a indicação do pré-nome do Dr Pedro, o PTB vem para o pleito como a 3ª via. O leque de aliança incorpora o PT, PMDB, PP e PSol. O PT reivindica a indicação do Vice-Prefeito. Dr Pedro é o candidato com o menor índice de rejeição e também tem um carisma muito grande, por ser médico radicado na cidade há mais de 30 anos. Ainda não há definição da montagem da chapa dos candidatos proporcionais (vereadores). Falam em 2 ou até mesmo 3 chapas. Antecipado, apenas a reprodução da aliança nacional, ou seja: PT/PMDB.

Caso se confirme a dobrada PTB/PT será uma candidatura muito forte, pois o discurso mudancista aliado com a experiência do tarimbado Dr Pedro, poderá ser uma fórmula de grande sucesso. É certo que tal dobrada deverá explorar como nenhuma outra os investimentos do Governo Federal no Município, desde obras do PAC como as de política socias, como o Bolsa-famíla, por exemplo. Além disso, a chapa conta com 3 vereadores, inclusive o Presidente da Camara, que serão ótimos puxadores de votos para a candidatura do PTB.

4 – Outras candidaturas: Seriam basicamente do PR e PRTB

Até agora não apresentaram musculatura para seguir adiante… pode até ser que uma delas mantenha a pré-candidatura até o final (se isso acontecer, talvez o PR), porém  a tradição política de Mongaguá mostra que o grande leque ao redor destes partidos (PR, PRB, PT do B, PTC, PTN, PRTB, PHS, PSDC) poderão apoiar qualquer uma das outras 3 pré-candidaturas. Arriscaria dizer que estes partidos tendem a duas coligações para chapa de vereadores.

Ou seja, amigo leitor deste blog, conform havia escrito no início do ano, a disputa será acirrada, e nenhum candidatura poderá “cantar” vitória antes do final do dia 7 de outubro, Teremos uma eleição sem precedentes na história de Mongaguá.

Pensando a política de Mongaguá

foto: blog caiçara

Amigos,

Estamos a 18 meses da eleição municipal.

A atual administração apresenta enormes dificuldades para “emplacar” uma marca…

Os aspectos negativos superam os positivos… buracos nas principais vias de acesso da cidade (alguns chamados de buracos crônicos); um sistema de saúde com inúmeros problemas, que não inspira confiança na população; uma municipalização que ainda apresenta situações inusitadas, como falta de carteiras ou classes superlotadas no início do ano letivo; um concurso público para Professores, logo após a atribuição de aulas (o que sem dúvida, provocará alterações no quadro de professores das escolas durante o ano letivo – o que pedagógicamente, não é a melhor solução); a escandalosa zona azul, onde a Prefeitura terceirizou o serviço, ficando com apenas 16% do arrecadado, o mesmo ocorrendo nas lombadas eletrônicas; a sujeira cumulada nas ruas; a eterna reforma da plataforma de pesca (símbolo maior de Mongaguá);os Conselhos Municipais com a estrutura excludente da sociedade civil; a ausência de diálogo; as promessas não realizadas…

Se tudo isso não fosse o suficiente, a Câmara de Vereadores ameaça uma CPI que resultaria na cassação do Prefeito… (o que poucos acreditam que acontecerá)

Os possíveis aspectos positivos são tão poucos… a retomada da construção do esqueleto do Ginásio de Esportes na Vila Atlântica (depois de 10 anos de abandono), a reforma do Hospital Municipal, a municipalização das escolas (defendidas por uns, repudiada por outros), a ligação da Avenida Marina com a passagem de nível da Pedreira, algumas poucas ações no trânsito, uma UPA que ainda esta só na placa…

Diante disso tudo, fica um tanto evidente que a oposição deve encontrar campo fértil para 2012.

No entanto, hoje, o principal nome da “oposição” é do PSDB (o ex-prefeito Artur), ou numa eventual desistência, do atual vereador Márcio Cabeça (também do PSDB).

Antes de continuar, alguns esclarecimentos: Artur é um político experiente, rodado… foi eleito vereador em 1982, pelo PDS (de Paulo Maluf), passou para o PDC, foi eleito Vice-Prefeito (1988) em dobrada com Jacob Koukdjian (PFL), Prefeito em 1992 com apoio de Jacob, rompeu com seu aliado e retornou em 2000 (já aninhado no PSDB), foi reeleito em 2004 por pequena margem de vantagem sobre Paulo Wiazowski (PFL).

Márcio Cabeça (filho do ex-vereador Cabeça), foi eleito em 2004 pelo PFL, logo após assumir o cargo, passou a apoiar Artur. Em 2008 é releito pelo PSDB.

O prefeito atual, Paulo (Paulinho) Wiazowski (DEM), é candidato natural à reeleição.

Para quem não conhece Mongaguá, é bom saber que Paulinho elegeu-se em oposição a Artur (PSDB) e seu candidato (Dr Pedro).

O que tivemos foi uma troca de mandatários no espectro político da “direita”. E que tende a se repetir, infelizmente…

E a esquerda? E o PT, PC do B, PSB…? Onde estão esses partidos? PSol, PSTU…?

O PSB, PDT são da base de apoio a atual administração, inclusive ocupando cargos (o Vice-Prefeito, José Fernando, é do PDT; enquanto que o PSB comanda a autarquia PRODESMO – Progresso e Desenvolvimento de Mongaguá)

PSTU, PC do B são inexistentes ou quase isso…talvez o PC do B tenha uma Comissão provisória, porém sequer veio a público durante a a Campanha Presidencial no ano passado.

O PSol de Mongaguá chegou a lançar um candidato a Deputado Estadual, porém sem recursos e com pouca estrutura teve uma votação diminuta… talvez monte chapa para lançar candidaturas a vereador. Pela posição atual do PSol, dificilmente formará alguma aliança eleitoral… o que inviabilizará uma candidatura mais forte.

Sobra o PT.

Com uma votação muito boa obtida por Dilma (a maior, entre as cidades do Litoral Sul), tem o paradoxo de (por enquanto) não apresentar nome forte para a sucessão municipal. Nomes para uma eventual chapa de vereadores estão aparecendo, o que dá um certo ânimo para os militantes e simpatizantes.

O Grande desafio da esquerda de Mongaguá é exatamente esse: Qual será o posicionamento na sucessão?

Apoiar a atual oposição?

Impossível!

Seria um erro absurdo de avaliação (que se repetiria, vide eleições 2008) uma aliança com o PSDB. Uma aliança com o PSDB é algo tão díspar que seria um trabalho hercúleo explicar ao eleitorado que no Brasil, no Estado de São Paulo, PT e PSDB são adversários, mas que em Mongaguá seriam aliados.

O tempo de uma aliança entre PT e PSDB, no Estado de São Paulo, acabou a mais de 10 anos!

E um apoio crítico à atual administração?

Também acho de uma enorme temeridade… Uma administração que não soube aproveitar a enorme expectativa da população em criar um novo paradigma em política na cidade, repetindo os mesmos erros e vícios das administrações anteriores, não poderia receber o aval da esquerda mongaguaense.

O que se pode esperar, então?

Uma 3ª candidatura?

Esse deve ser o caminho daqueles que desejam uma Mongaguá longe das práticas arcaicas e coronelistas, do respeito pela causa pública, da valorização dos movimentos sociais, do diálogo, abandonando a ultrapassada política conservadora e demagógica que somos testemunhas a mais de 20 anos.

Daqui deste blog, faço um apelo à classe política de Mongaguá: que se construa uma alternativa real de poder na cidade!

Que os partidos que formam a base do Governo Dilma sejam capazes de formar uma aliança (heterogênea, é verdade) para enfrentar a mesmice do PSDB ou do DEM.

Que o PMDB, PSB, PDT, façam uma auto-crítica e percebam a oportunidade histórica que possuem.

Que rompam com esse modelo e ajudem a formar um nova alternativa em Mongaguá!

Que o PT tenha humildade o suficiente para não impor um nome ou programa de Governo, que tenha a sabedoria para construir uma política de aliança consequente e transformadora e que supere suas divergências internas.

Que outros partidos como o PC do B, o PR possam discutir em suas bases ou diretórios e que venham compor uma grande frente pela modernidade.

É esse o caminho que acredito como viável para promover as transformações necessárias para Mongaguá.

É essa a forma séria de fazer política em Mongaguá,

É o que sonho para minha cidade!