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Um título!

Santistas de todo Mundo, uni-vos!

Depois do fracasso do 2º semestre de 1996, a direção santista resolveu se mexer.

Ainda em dezembro, contrata o Técnico Vanderley Luxemburgo, e todos vislumbram novos tempos para o alvinegro praiano.

Era uma contratação de impacto. Depois de 2 anos de “pés no chão” era momento dos pés sairem para uma bela caminhada… ao mesmo tempo, o gramado de Vila Belmiro estava quase pronto para receber seus artistas.

E o elenco apresentava novidades… a começar pelo gol, onde Zetti chegava para dar a tranquilidade da saída de gol que Edinho não proporcionava… Ronaldão era o xerife na zaga, Caíco no meio de campo e Edgar Baez o reserva paraguaio que quebrava o galho fazendo um gol aqui outro acolá…

Mas outros reforços chegariam… Careca era um deles… já veterano, fazia questão de, antes de encerrar a carreira envergar a imaculada camisa branca. Também chegava Muller…

Vanderley institui a pré-temporada no interior, e  o SFC parte para Atibaia onde realiza 3 jogos-treinos… Nestes jogos, Vanderley colocava todos os atletas em campo, substituindo a todos ao final do 1º tempo… o resultado era o menos importante, mas mesmo assim o Peixe ganhou as 3 partidas treino, inclusive a última, contra o Paulista de Jundiaí  (1×0).

No calendário do futebol uma inovação: o retorno do Torneio Rio/São Paulo.

A tabela era simples, com 8 times em jogos eliminatórios em quartas, semi -finais e final.

Assim, sem poder atuar na Vila Belmiro, o Santos começou sua jornada.

A eliminação do Vasco após dois empates não despertou grande entusiamso por parte da imprensa ou da torcida… no entanto, a categórica vitória por 3×1 sobre o Palmeiras, em pleno Parque Antártica, mostrou que aquele Santos era diferente…

E o alvinegro se classificou para as finais contra o Flamengo de Romário e Sávio.

No Morumbi, uma vitória apertada por 2×1 deixava os rubro-negros certos da desforra, assim como em 1983…

Todavia, era um outro SFC… mais compacto, mais firme… e Zico não era mais o camisa 10 do clube carioca e o árbitro seria Oscar Godói.

Anderson Lima abriu o marcador com sua costumeira “patada” em cobrança de falta, porém logo depois, Romário empatava e antes de encerrar o 1º tempo colocou o Flamengo na frente… o Maracanã, com mais de 70 mil pessoas sorria e cantava…

Foi com esse uniforme que o Peixe ganhou o Rio/São Paulo de 97.
Foi com esse uniforme que o Peixe ganhou o Rio/São Paulo de 97.

Foi então que a estrela de Luxemburgo brilhou… colocou Juari em campo.

Não era atacante, não era goleador, não era um craque… era daqueles atletas de compor elenco, útil… que entra em campo para cumprir as ordens de seu técnico…

E foi Juari, que aos 77 minutos acertou uma bomba no gol de Zé Carlos… era o gol do título!

Depois de 13 anos, um título!

Os campeões com a Taça

Os torcedores rivais desdenhavam, mas o santista não queria nem saber, festejava pois imaginava que a sina estava quebrada e com Luxemburgo no comando, haveria uma série de comemorações a serem feitas… o tempo mostrou que não.

Campanha:

CR Vasco da Gama  – 2×2 (Morumbi); 3×3 (São Januário) – 4×3 na decisão por penaltis

SE Palmeiras – 3×1 (Parque Antártica); 0x1 (Presidente Prudente)

CR Flamengo – 2×1 (Morumbi); 2×2 (Maracanã)

Logo em seguida começava o Paulistão – 97. Um regulamento maluco, fruto da imaginação fértil da cartolagem paulista…

Os 16 times foram divididos em 2 grupos de 8. Na “1ª fase”, jogos apenas entre os clubes de mesmo grupo , totalizando 7 rodadas. Na  “2ª fase”, jogos em turno e returno entre os times de um grupo contra os times de outro grupo, totalizando outras 16 rodadas. Ao final de 23 jogos, os 2 melhores de cada grupo se classificavam para as finais… um quadrangular em turno único entre os 4 melhores.

O grupo do SFC contava com Palmeiras, Portuguesa, Guarani, São José, Juventus, Botafogo e América… não era um grupoo fácil… a Lusa era a vice campeã brasileira e tinha um grande time, o Palmeiras ainda contava com o dinheiro da Parmalat e o Guarani impunha respeito.

Na 1ª fase, o alvinegro estava na 3ª colocação, mas ao chegar a 2ª fase o time embalou e terminou  com a 2ª vaga.

Campanha da 1ª fase:

América FC – 3×1 (Teixeirão)

CA Juventus  – 1×0 (Morumbi)

Guarani FC – 2×3 (Brinco de Ouro)

A Portuguesa D – 2×1 (Jundiaí)

Botafogo FC – 1×1 (Morumbi)

SE Palmeiras  – 0x2 (Parque Antártica)

São José EC – 1×0 (São José dos Campos)

Ao mesmo tempo que disputava o Campeonato Paulista, o alvinegro entrava na Copa do Brasil .

A Copa Brasil já tinha caido no gosto dos torcedores, pois percebiam que era uma competição curta que colocava o campeão na Libertadores…. e mais importante: de regulamento simples. Dois jogos eliminatórios e pronto… já era possível  conhecer o classificado… e outro fator: todos os grandes clubes participavam, mesmo o os que jogavam a LIbertadores.

O SFC começou eliminando a Desportiva (ES), depois o Figueirense.. até que em março, enfrentou o Internacional.

Grande festa!

Era a reabertura da Vila Belmiro… e o SFC presenteou o  torcedor: 2×0!

Depois de anos, o Santos apresentava um gramado dentro dos padrões de qualidade, finalmente haveria um tapete para a prática do futebol.

Entretanto, na partida de  volta, o SFC foi eliminado na decisão por penaltis, depois de perder por 2×0.

Campanha na Copa do Brasil:

A Desportiva FVRD (ES): 1×1 (Cariacica); 5×1 (Parque Antártica)

Figueirense FC – 1×0 (Orlando Scarpelli, Florianópolis); 3×2 (Parque Antártica)

SC Internacional – 2×0 (VIla Belmiro); 0x2 (Beira Rio) – na decisão por penaltis: 2×3

O time estava livre para se dedicar ao Paulistão , e os resultados surgiam… algumas goleadas e bons resultados nos clássicos, principalmente no 2º turno da 2ª fase, onde o destaqe foi a vitória contra o Corinthians por 2×0.

Veja a goleada santista no campo da Lusinha de Santos:

Uma das partidas que mais chamaram a atenção foi o empate entre Santos e São Paulo, na estreia de Careca e Muller.

Careca era santista desde menino, foi revelado pelo Guarani, atuou com grande destaque pelo São Paulo e foi para o Napoli jogar ao lado de Maradona a Alemão. Muller foi companheiro de Careca no São Paulo dos “menudos”. Jogou em todos os principais clubes de São Paulo ( Santos, São Paulo, Palmeiras,  Portuguesa, Corinthians e São Caetano)

Veja a primeira partida de Careca com a camisa do SFC:

Campanha na 2ª fase:

AA Internacional – 5×2 (Ulrico Mursa); 1×1 (Limeira)

São Paulo FC  -1×1 (Morumbi); 2×2 (VB)

União São João EC – 0x0 (São José dos Campos); 1×1 (Araras)

Rio Branco EC – 1×1 (Americana); 3×1 (VB)

Mogi Mirim EC – 4×2 (VB); 2×0 (Mogi Mirim)

SC Corinthians P – 1×3 (Morumbi); 2×0 (VB)

AE Araçatuba  – 4×1 (VB);1×0 (Araçatuba)

AA Portuguesa – 2×0 (Ulrico Mursa); 5×0 (VB)

Com a torcida animada, o alvinegro termina a fase de classificação em 2º lugar em seu grupo. Para o quadrangular decisivo (com os 4 “grandes”), todos os jogos seriam com mando da FPF, isto siginificava que a Vila Belmiro não seria utilizada…

Logo na rodada, o Corinthians… 1º tempo equilibrado, mas no final a derrota amarga por 3×4.

Contra o São Paulo seria o “tudo ou nada”… e deu “nada”… nova derota (0x1).  Ná u?tima rodada, contra um Palmeiras também já eliminado, a FPF marcou a partida para a Vila… e o destaque foi o gol de Careca na goleada por 4×0.

Campanha:

SC Corinthians P – 3×4 (Morumbi)

São Paulo FC – 0x1 (Pacaembu)

SE Palmeiras – 4×0 (VB)

Abatido, o time parte para mais uma edição do “Torneio dos Campeões Mundias” e o resultado não poderia ser melhor do que foi… apenas a 3ª colocação. O fato pitoresco foi o público pagante na última rodada, contra o Grêmio (em Brasília): 192 heróis! Creio que havia mais gente trabalhando que vendo…

Campanha:

CR Flamengo – 0x0 (Campo Grande)

São Paulo FC – 0x3 (Campo Grande)

Grêmio FPA  – 2×1 (Brasília)

O Campeonato Brasileiro estava para começar e Luxemburgo leva o time para Serra Negra para mais uma inter-temporada.

As novidades eram duas: Caio Ribeiro e Arinélson!

Arinélson veio do Iraty, do Paraná, com a fama que seria o sucessor de Giovanni… não foi.

O Brasileiro de 1997 teria mais uma vez mudanças em seu regulamento… seriam 26 equipes jogando uma fase de classificação em turno único. Os oito melhores passaria para a fase final e seriam divididos em dois grupos de 4 times. Nesta fase os jogos seriam em turno e returno e os campeões de cada grupo disputariam a final em partida única.

Luxemburgo muda o time táticamente, colocando para jogar no 3-5-2… Luxemburgo também tentou mudar a numeração das camisas no SFC, isto é, com o lateral direito usando a “2” e não a “4”… Luxemburgo conseguiu o 3-5-2, mas a força da tradição na numeração das camisas falou mais alto e o Santos retornou a distribuição costumeira (1; 4, 2, 6 e 3; 5, 8, 10 e 11; 7 e 9).

A adaptação ao novo esquema tático custou alguns pontos no início da competição, mas quando da inauguração do fechamentoo das arquibancadas do gol de fundo da Vila Belmiro, o Santos jogou muito bem e venceu, o sempre diícil de ser batido, Goiás por 3×0!

Era assim a Vila Belmiro até 1997...
Era assim a Vila Belmiro até 1997...
Hoje é assim.
Hoje é assim.

No meio do Brasileirão, o SFC realizou uma pequena excursão para a Europa… jogos na Noruega e na Inglaterra:

Rosemborg BK (Noruega) – 2×2 (Em Oslo)

Barnsley FC (Inglaterra) – 3×0 (Em Barnsey)

Wolverhampton FC (Inglaterra) – 1×1 (Em Wolverhampton)

Bradford City FC (Inglaterra) – 3×1 (em Bradford)

Retornou ao Brasil e já havia mais uma competição aguardando o SFC: A Super Copa da Libertadores de América.

Em sua derradeira edição, a “Super Copa” mudava de regulamento… os participantes seriam divididos em grupos de 4 equipes e jogariam a classificação em turno e returno. O grupo santista contava com Vasco da Gama, River Plate e Racing.

Luxemburgo desdenhou da competição e colocou em algumas oportunidades quem estava esquentando o banco de reservas… dessa forma, Edinho pode atuar em algumas partidas.

O regulamento ditava que as 3 primeiras partidas do Peixe seriam em território adversário, o que dificultaria as coisas. Contra o River Plate, no Monumental de Nuñez, o Santos vencia por 2×0,  até que teve a dupla de zaga expulsa… aí não deu para segurar os argentinos e tomou a virada (2×3). Contra o Racing, a virada foi santista e Zetti ainda agarrou um penalti no empate por 2×2.

Uma derrota na Vila, contra o Vasco eliminou o alvinergro. Campanha na Super Copa:

CR Vasco da Gama  – 1×2 (São Januário); 1×2 (VB)

CA River Plate – 2×3 (Nuñez); 2×1 (VB)

Racing C – 2×2 (Avellaneda); 3×2 (VB)

No Brasileirão o time alternou boas apresentações e outras ruins…  os destaques positivos foram as vitórias contra o Vasco (3×1), São Paulo (2×1), Corinthians (1×0), Bahia (3×1)… o destaque ruim foi a goleada sofrida contra o Palmeiras (0x5), além da derrota contra o Botafogo por 1×2 , quando caiu uma invencibilidade de 21 partidas na Vila Belmiro. Luxemburgo sabia fazer valer o mando de campo, apenas 2 vezes o Peixe foi derrotado  no alçapão em 1997.

Campanha na fase de classificação;

CR Flamengo – 3×2 (Maracanã)

Paraná C – 0x2 (Durival de Brito)

SC Internacional – 0x2 (Beira Rio)

Goiás EC – 3×0 (VB)

Grêmio FPA  – 3×0 (VB)

Sport C Recife  – 1×1 (Ilha do Retiro)

CA Bragantino – 1×2 (Bragança paulista)

JUventude EC – 1×1 (Alfredo Jaconi)

CR Vasco da Gama  – 3×1 (VB)

Fluminense FC – 0x1 (maracanã)

Criciíuma EC  – 2×0 (VB)

C Atlético Mineiro – 1×2 (Mineirão)

Coritiba FC – 2×1 (VB)

São Paulo FC – 2×1 (VB)

SE Palmeiras – 0x5 (Parque Antártica)

Botafogo FR – 1×2 (VB)

União São João EC – 3×1 (VB)

A Portuguesa D – 1×1 (Canindé)

Guarani FC – 3×2 (brinco de Ouro)

SC Corinthians P – 1×0 (VB)

C Atlético Paranaense  – 1×1 (Érton Coelho Queiróz  – Curitiba)

Bahia EC – 3×1 (VB)

Vitória EC  – 0x2 (Barradão)

América FC (Natal) – 2×0 (VB)

Cruzeiro EC  – 2×2 (VB)

Na partida contra o Bahia, o lateral esquerdo Dutra marcou um “Gol de Placa”, conforme podemos lembrar no vídeo abaixo:

http://www.youtube.com/watch?v=8dpUgkemoFE

Classificado para a fase final, o Santos teria como adversários o Internacional, Palmeiras e o Atlético Mineiro.

A grande dificuldade do alvinegro é que o mando das partidas seriam da CBF, o que significava a Vila fora da tabela.

E aconteceu o esperado… derrotas fora de casa, vitórias em casa… o desequilíbrio seria contra o Palmeiras… porém um empate e uma derrota deixavam o clube sem o sonhado título de campeão barsilerio.

Campanha na fase final:

C Atlético Mineiro: 0x2 (Mineirão); 1×0 (Morumbi)

SE Palmeiras: 3×3 (Morumbi); 0x1 (Morumbi)

SC Internacional – 4×0 (Morumbi); 1×4 (Beira Rio)

O ano termina com o seguinte resumo: 6 competições (Rio/SãoPaulo, Paulista, Copa do Brasil, Torneio dos Campeões Mundias, Super Copa da Libertadores e Brasileiro) e um título (Rio/São Paulo) e mais duas Taças comemorativas:

Contra o SC Internacional, na reinauguração do gramado da Vila Belmiro, em 27/03 (SFC 2×0 SCI)

Contra  a AA Portuguesa, ganhou o Troféu Cidade de Santos, em 13/04 (SFC 2×0 AAP)

Agradecimento especial ao Wesley Miranda pelas fotos cedidas do Santistas Loucos.

Fichas técnicas -1964

Fichas selecionadas:

19/01/1963 Santos FC 4×3 Grêmio FPA (Porto Alegre) -

Local: Pacaembu – São Paulo (SP)

Competição: Taça Brasil de 1963 (Campeonato Brasileiro de 1963)

Renda: Cr$ 11.931.500,00

Árbitro: Teodoro Nitti

Expulsão: Gilmar (SFC) expulso aos 41’ do 2º tempo (4×3)

Gols: Pepe 6′ (f), Pelé 30′ (p), 58′ e 85′ (p) – Paulo Lumumba 9′ e 11′ e Marino 14′

SFC: Gilmar (Pelé); Dalmo, João Carlos (Joel) e Geraldino; Haroldo e Zito; Batista, Lima, Coutinho, Pelé e Pepe.

Técnico: Lula.

GFPA: Alberto; Valério, Airton, Aureo e Ortunho; Cleo e Milton; Marino, Joãozinho, Paulo Lumumba e Vieira.

Técnico: Carlos Froner

Presença de Joel Camargo (foto ao lado) em uma de suas primeiras participações.

Joel Camargo disputou a Copa do México (1970) e foi um dos zagueiros mais técnicos que o alnigro já teve. Uma série de contusões após a Copa de 70, abreviaram sua brilhante carreira.

Imagem: leodevezas.blogspot.com

25/04/1964 Santos FC 3×1 Botafogo FR (Rio de Janeiro)

Local: Maracanã – Rio de Janeiro (GB)

Competição: Torneio Roberto Gomes Pedrosa (Torneio Rio/São Paulo)

Renda: Cr$ 29.031.249,00

Público: 51.570

A: Eunápio de Queiroz

Gols: Coutinho 43’, Pelé 73’, e Pepe (f) 86’ – Garrincha (f) 82′

SFC: Gilmar; Lima, Modesto e Geraldino; Joel e Zito; Peixinho, Almir, Coutinho, Pelé e Pepe.

Técnico: Lula.

BFR: Manga, Joel, Zé Carlos, Nílton Santos e Rildo; Ayrton e Gérson; Garrincha, Jairzinho, Arlindo (Quarentinha) e Zagallo (Amoroso)

Técnico: Adalberto

Mais confronto Santos e Botafogo… outra vitória santista.

05/05/1964 Santos FC 4×3 CA Boca Juniors (ARG)

Local: La Bombonera – Buenos Aires(ARG)

Competição: Amistoso

A: Luis Ventre (ARG)

Gols: Peixinho 13′ e 70′, Pelé 29′ e Zito 20′ – JJ Rodrigues 57′ e Paulo Valentim 65′ e 80′ (sendo um de pênalti).

SFC: Gilmar, Lima (Ismael), Modesto, Joel Camargo e Geraldino; Zito (Lima) e Almir (Rossi); Peixinho, Coutinho, Pelé e Pepe (Batista).

Técnico: Lula.

CABJ: Roma; Magdalena, Marzolini e Simeone; Orlando Peçanha e Silveira; Martinez, Abeledo (Grilo), Paulo Valentim, Juan José Rodrigues e Gonzaléz.

Técnico: Pedernera

Boca Juniors era o Camcampeão Argentino de 64. Aos jornalistas, Pelé declarou que “Goulart foi bom (Presidente)… sou amigo dele”.

19/07/1964 Santos FC 5×1 São Paulo FC -

Local: Vila Belmiro – Santos (SP)

Competição: Campeonato Paulista

Renda: Cr$ 9.781.300,00

Público: 19.889

Árbitro: Anacleto Pietrobom

Gols: Toninho 12′ e 54′ e Peixinho 32′, 34′ e 83′ – Faustino 24′

SFC: Gilmar; Ismael, Modesto e Dalmo; Zito e Haroldo; Peixinho, Lima, Toninho, Almir e Noriva.

Técnico: Lula

SPFC: Sully; Deleu, Bellini e Riberto; Sudaco e Jurandir; Faustino, Zé Roberto, Marco Antonio, Bazzaninho e Valdir.

Técnico: Oto Vieira

20/09/1964 Santos FC 0x0 SC Corinthians P (São Paulo)

Local: Vila Belmiro – Santos (SP)

Competição: Campeonato Paulista

Renda: Cr$ 19.397.600,00

Público: 32.986 (20.888 arquibancadas; 9.528 sócios; 1.908 numeradas e 662 numeradas)

Árbitro: Armando Marques

SFC: Gilmar, Ismael, Olavo e Geraldino; Zito e Lima; Peixinho, Gonçalo, Toninho, Pelé e Pepe.

Técnico: Lula

SCCP: Heitor; Eduardo e Oreco; Augusto, Clóvis e Amaro; Manuelzinho, Ferreirinha, Flavio, Luisinho e Lima.

Técnico: Roberto Belangero

Queda de parte dos alambrados da Vila Belmiro, no início da partida (aos 7’). Jogo anulado. Duas mil pessoas ficaram de fora do estádio.

21/11/1964 Santos FC 11×0 Botafogo FC (Ribeirão Preto)

Local: Vila Belmiro – Santos (SP)

Competição: Campeonato Paulista

Renda: Cr$ 14.210.800,00

Público: 9.437

Árbitro: Carlos Drumond da Costa

Gols: Pelé 4’, 8’, 16’, 37’, 39’, 70’, 71’ (p) e 73’, Pepe 19’ (olímpico), Coutinho 24’ e Toninho 89’

SFC: Gilmar, Ismael, Modesto, Haroldo e Geraldino; Lima e Mengálvio; Toninho, Coutinho, Pelé e Pepe .

Técnico: Lula

BFC: Galdino Machado; Ditinho, Élio Vieira e Tiri; Carlucci e Maciel; Zuino, Alex, Antoninho, Adalberto e Gazze.

Técnico: Oswaldo Brandão.

19/12/1964 Santos FC 0x0 CR Flamengo (Rio de Janeiro)

Local: Maracanã – Rio de Janeiro (GB)

Competição: Campeonato Brasileiro (Taça Brasil 1964)

Renda: Cr$ 54.302.808,00

Público: 52.508

Árbitro: Armando Marques

SFC: Gilmar; Modesto e Geraldino; Ismael, Haroldo e Zito; Toninho (Lima), Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe.

Técnico: Lula

CRF: Marco Aurélio (Renato); Murilo, Ditão, Ananias e Paulo Henrique; Carlinhos e Evaristo; Amauri, Airton (Berico), Paulo Choco e Carlos Alberto.

Técnico: Flávio Costa

Ótima partida de Modesto e Haroldo. Com o SFC atuando para o gasto, o Flamengo não conseguiu superar o Peixe, e o alvinegro conquistou o Tetra campeonato.

Na base da Taça está escrito: Santos FC, tetra campeão de futebol dos Estados Unidos do Brasil (assim era o nome do Brasil). Trata-se da 2ª Taça Brasil,  pois a 1ª foi conquistada em definitivo pelo SFC, no tri-campeonato (61/62 e 63)

Nuvens pesadas cobriam o Brasil, mas o Santos continuava ganhando

Santistas de Todo Mundo, uni-vos!

A temporada futebolística de 1963 só acaba em 1964, com a fase final da Taça Brasil (Campeonato Brasileiro).

E logo em janeiro, Santos e Grêmio protagonizaram um duelo sensacional… primeiro no estádio Olímpico, onde 50.000 gauchos se comprimiam e viram uma das maiores exibições de futebol em Porto Alegre. O Santos vence por 3×1 e sai aplaudido… Pelé e Coutinho estavam numa noite magistral e proporcionaram uma tabela (de cabeça)  do meio de campo até a área gremista…

Na partida de volta, no Pacaembu, o Grêmio joga muito e abre 3×1, obrigando o alvinegro a jogar tudo que sabia… e jogou. Virou para 4×3… porém aos 86′ Gilmar é expulso e Pelé vai para o gol… sim, meus amigos o Rei Pelé maior artilheiro de todos os tempos também sabia fazer o papel inverso… e numa partida árdua como aquela contra o Grêmio, Pelé foi para o gol e ainda realizou algumas defesas… ele que já tinha marcado 3 gols naquela tarde!

O Rei em ação no gol .

Passado o Grêmio, o adversário na final seria novamente o EC Bahia.

E o Bahia desta vez não ofereceu resistência: 6×0 no Pacaembu, e 2×0 na Fonte Nova.

Santos, tri-campeão brasileiro (61, 62 e 63)… era a 10ª conquista em 11 competições oficiais!

Destaque para a bela  nova camisa usada pelo SFC, branca com finas listras pretas na vertical:

Com a conquista de mais brasileiro, segue o alvinegro para a sua tradicional excursão de início de ano, e uma enorme surpresa… derrotas contundentes para o Independiente e para o Peñarol (1×5 e 0x5, respectivamente)

Retorna ao Brasil , joga em Santa Catarina (3×1 no Metropol) e parte para o Peru:

3×2 Sport Boys (Peru)

3×2 Alianza (Peru)

2×3 Colo-Colo (Chile)

3×2 Godoy Cruz (Argentina)

4×2 Colo-Colo (Chile)

2×1 Tallares (Argentina)

Ao final da excursão trouxe o atacante Angel Ruben para testes em Vila Belmiro, mas o craque não ficou em Santos.

Em seguida, começou o Torneio Roberto Gomes Pedrosa, cuja decisão se daria apenas em 1965… Santos e Botafogo empataram na 1ª posição, chegaram a realizar uma partida da decisão-extra, mas por falta de datas não realizaram a última partida, e assim resolveram dividir o título… coisa estranhas começavam a acontecer no futebol brasileiro…

Em março de 1964, começava a campanha santista em mais um Rio/São Paulo:

SC Corinthians P – 3×0 (Pacaembu)

Fluminense FC – 1×0 (Maracanã) – partida da gratidão. Neste dia o time do SFC entrou com as camisas dos clubes cariocas em agradecimento ao apoio dos torcedores na decisão contra o Milan, em 1963.

CR Vasco da Gama  – 2×0 (Pacaembu) – partida realizada em 29 de março, antevéspera da quartelada de 1º de abril… a chamada “redentora”, que de redentora não teve nada.

Bangu AC – 2×1 (Pacaembu)

SE Palmeiras  – 2×1 (Pacaembu)

A Portuguesa D – 2×5 (Pacaembu)

São Paulo FC – 4×1 (Pacaembu)

Botafogo FR – 3×1 (Maracanã)

CR Flamengo – 2×3 (Maracanã) – realizada no dia 1º de maio (dia do trabalhador). Inaugurando uma prática comum nos anos da ditadura militar, não houve cobrança de ingressos, e 132.550 ingressos foram distribuídos (e usados) e os torcedores tomaram conta do Maracanã.

Como o título foi dividido, era a 11º conquista em 12 competições.

E o Santos parte para mais jogos na Argentina: 4×3 Boca Juniors; 2×1 Racing; e 1×2 Colon (no mesmo ano o Colon subiu para a divisão principal do Campeonato Argentino… a partir daí, seu estádio ficaria conhecido como “cemitério de elefantes, pois os grandes caiam naquele estádio).

Em junho um curioso amistoso em Ulrico Mursa, contra a simpática AA Portuguesa… curioso porque a arrecadação fazia parte da campanha “ouro para bem do Brasil”, promovido pelo regime militar… nunca se soube ao certo o destino do ouro da tal campanha…

Imediatamente após, um rápido giro pela Europa:

1×3 BV Borussia Dortmund (Alemanha Ocidental) – Torneio de Paris  – o destaque foi  a grande torcida do SFC, compostas por brasileiros exilados na França devido ao golpe de 1º de abril.

1×1 Stade Reims C (França) -Torneio de Paris

4×3 AS Saint-Etiene (França)

2×1 Borussia VfL Moenchengladbach (Alemanha Ocidental)

Volta ao Brasil, para disputar o Campeonato Paulista e a Libertadores de América.

Na Libertadores, novamente entra na fase de semi-finais, para enfrentar o forte Independiente (Campeão Argentino).

Normalmente, já seria uma partida difícil, quanto mais sem Mauro Ramos de Oliveira, Mengálvio, Coutinho e Pelé… e sem os craques o alvinegro tomou a virada no Maracanã (2×3) e não conseguiu superar o quadro argentino numa Avellaneda abarrotada de “hinchas”(1×2). O sonho do tri seria adiado por 47 anos…

No meio de tudo isso, Athiê promovia a ampliação sistemática de Vila Belmiro… desde os anos 50 era assim… até que em 1964, as arquibancadas (e os 3 lances) do retão ficam prontas elevando a capacidade da Vila para teóricas 30.000 pessoas.

Assim, no campeonato Paulista de 1964 grandes públicos tomam Vila, retornam os clásicos para a cidade de Santos , e o SFC recupera a hegemonia no futebol Paulista com mais um título:

América FC  – 1×2 (São José do Rio Preto); 3×1 (VB)

Comercial FC  – 2×1 (VB); 3×2 (Francisco Palma Travassos)

São Paulo FC – 5×1 (VB); 2×3 (Morumbi)

A Prudentina EA – 1×1 (PP); 8×1 (VB)

A Esportiva Guaratinguetá – 3×1 (VB); 0x2 (Guaratinguetá)

CA Juventus – 2×1 (Rua Javari); 5×2 (VB)

EC XV de Novembro (Piracicaba) – 1×0 (VB); 6×3 (Piracicaba)

Guarani FC – 6×1 (VB); 1×5 (Brinco de Ouro)

SE Palmeiras – 2×1 (Morumbi); 2×3 (VB)

A Ferroviária E – 2×1 (VB); 0x0 (Araraquara)

Botafogo FC – 0x2 (Luís Pereira); 11×0 (VB)

EC Noroeste – 4×2 (VB); 3×0 (Bauru)

EC São Bento – 1×1 (Sorocaba); 6×0 (VB)

A Portuguesa D – 3×4 (Pacaembu); 3×2 (VB)

SC Corinthians P – 1×1 (Pacaembu); 7×4 (Pacaembu)

Observações:

* O time do SFC continuava sendo a grande atração do Campeonato: quebrou o recorde de renda/público contra o América em São José do Rio Preto (22.225 pessoas); inaugurou o novo estádio do Comercial FC (14/10); bateu o recorde de público/renda em Campinas (25.258 pessoas); bateu o recorde de renda em Bauru (Cr$ 12.187.000,00) e Guaratinguetá (Cr$ 5.089.400,00) e teve o recorde de renda e público do Campeonato: SFC 7×4 Corinthians, no Pacaembu, com 56.476 torcedores, gerando uma arrecadação de Cr$ 36.437.800,00.

* No dia 19 de julho foram entregues as arquibancadas do lado oposto das sociais, o chamado “retão”: 19.889 santistas viram o Peixe massacrar o São Paulo por 5×1.

* No dia 23 de agosto, dia do soldado, o Santos vence o Palmeiras e recebe o Troféu “Caxias”, recebido das mãos do Comandante do II Exército… coisas do tempo da “revolução”…

* O Botafogo vence o SFC por 2×0 e coloca o Peixe na roda… a vingança viria no 2º turno: Uma sonora goleada por 11×0!!!!!!! Com direito a 8 gols de Pelé e um gol olímpico de Pepe. Ganhar do SFC era um grande risco…

* O alvinegro teve uma partida anulada. Foi contra o Corinthians, na Vila Belmiro. Na realidade a partida foi suspensa e tranferida para o Pacaembu. O Motivo da suspensão foi a queda do alambrado no gol de fundo da Vila Belmiro (muitos repetem erradamente que caiu a arquibancada… as arquibancadas da Vila nunca sequer racharam…). Naquela tarde de domingo houve a maior presença de público em todos os tempos no histórico estádio. Quase 33.000 pessoas se comprimiram  tanto que derrubaram os alambrados… houve confusão, core-corre, tumulto… vários torcedores entraram no campo para se proteger da avalanche humana que derrubava a grade aramada… fraturas, escoriações, desmaios… muitos feridos (mais de 100), mas nenhuma morte.

Imagem: botadegaucho.blogspot.com

* Pelé foi mais uma vez artilheiro do Campeonato Paulista e o SFC o melhor ataque.

Na reta final do Campeonato Paulista, o Santos começava sua campanha na Taça Brasil.

O primeiro adversário foi o C Atlético Mineiro… recorde de público e renda no Independência (Belo Horizonte) e 4×1 para o SFC. No Pacaembu, foi  5×1!

Eliminado o Galo mineiro, o próximo obstáculo seria o Palmeiras (campeão Paulista de 1963). Se no Campeonato Paulista o Palmeiras encrespou, no Campeonato Brasileiro, não teve chance: 3×2 e 4×0.

Último desafio seria o popular CR Flamengo. Primeira partida no pântano do Pacaembu… baile santista: 4×1!

Vale a pena ver as imagens para conhecer o estado do gramado (sic)

No Maracanã foi só tocar a bola e deixar o tempo correr… 0x0 e o tetra campeonato brasileiro estava garantido. Era a 13ª conquista em 16 competições oficiais.

Nasce o alçapão da Vila!

Santistas de todo mundo, uni-vos!

1930, um marco na história política brasileira. Ano que Getúlio Vargas”amarrou” seu cavalo no obelisco do Rio de Janeiro e derrubou a “República Velha”. Era o fim da política do “café com leite”.

Ano da primeira Copa do Mundo, em terras uruguaias:

A primeira Copa do Mundo poderia ter diversos atletas do Santos FC, no entanto, mais uma briga entre as ligas que comandavam o futebol acabou impedindo.

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Na Vila debaixo de muita chuva

Santistas de todo mundo, uni-vos!

Ontem retornei à Vila Belmiro. A última partida que tinha companhado ao vivo tinha sido na Copa do Brasil, nos 8×1 em cima do Guarani FC.

Foram duas surpresas, ontem. A primeira aconteceu no caminho ao Estádio. Duas horas para chegar à Santos! Rodovia Padre Manoel da Nóbrega e a Via Expressa Sul (Praia Grande) congestionadas, atrasaram bastante a chegada.

Perdi a apresentação de Elano e a homenagem ao fabuloso Ramos Delgado.

A segunda surpresa foi a chuva intensa que desabou na tarde de domingo.

A partida em si foi típica de dois times que mais nada aspiravam na competição. E nem mesmo Neymar conseguiu dar brilho a uma partida ruim e sem emoções.

Destaques no Santos: a raça e a vontade  de Rodriguinho e de Bruno Rodrigo e só (e convenhamos, é pouco).

Vibração da torcida em poucos momentos,  no gol do Goiás contra o Corinthians e  no gol do Fluminense contra o Guarani. Gargalhadas  somente ao final dos jogos, com a turma santista comemorando mais um “não título” do centenário rival paulistano.

Seguem algumas fotos tiradas durante a partida do alto da parte coberta das socias do “retão”.

Massa santista, gol de entrada da Vila.
Rubro-negros, gol de fundo da Vila.
0x0 - Placar da partida
Neymar prepara-se para cobrar falta com algum perigo
Apresentação da Taças conquistadas em 2010. Destaques para: Campeonato Paulista, Copa do Brasil, Campeonato Paulista (Feminino) e Libertadores da América (Feminino)
Início do 2º tempo. Gramado castigado pela chuva.
Santos, Octa Campeão Brasileiro: 1961, 62, 63, 64, 65, 68, 2002 e 2004